sexta-feira, abril 04, 2014

Quero



(para mim e/ou à minha volta):
Saúde
Paz
Sossego
Pachorra
Honestidade
Mais bondade
Menos maldade
Mais humildade
Menos arrogância
Mais afecto
Menos animosidade
Mais atenção
Menos indiferença
Mais empatia
Menos apatia
Mais arcos íris
Menos chuva gelada
Mais queixos erguidos
Menos cabisbaixos
Mais sorrisos
Menos carrancas
Mais inteligência
Menos estupidez
Mais educação
Menos ignorância
Mais respeito
Menos malcriação
Recomeçar
Renascer (se ainda fosse possível...)
Coragem. Coragem. Coragem.
Transplante do pescoço para baixo
Descanso
Sol
Praia
Ele
Seychelles: eu e ele (tontices!)
Sonhos realizados
Encantamento
Carinho
Ternura
Amor
Mimos
Lágrimas de alegria
Ganhar a lotaria (para poder mandar uma certa pessoa à fava)
 

quarta-feira, abril 02, 2014

Boomerang Kids: um pão nosso de cada dia


Li no outro dia um artigo sobre uma família americana (pai, mãe e 3 filhos) que regressou às suas raízes depois de muitos anos a viver no estrangeiro mas que, devido à crise actual, viu-se obrigada a viver numa casa com três gerações de familiares (incluindo um tio de meia-idade). É um artigo muito elucidativo da realidade actual, em que muitos jovens recém-formados se  vêem forçados a regressar à casa dos pais em vez de ser independentes, contrariando assim o que os jovens da minha  geração (os pais dos actuais jovens) faziam há 20/30 anos atrás. O problema é de tal dimensão que estes jovens com elevado nível de escolaridade até já têm alcunha: os miúdos bumerangue. Mas não são só jovens a viver debaixo das saias dos pais quando já tinham idade e capacidade intelectual para viver as suas próprias vidas. São também avós incapacitados para continuar a viver sós e sem meios financeiros para pagar os preços astronómicos que são as mensalidades dos lares de idosos.

Um estudo do Pew Research Center intitulado "The Return of the Multi-Generational Family Household”, indica que o número de lares com três ou mais gerações vivas é cada vez maior e com tendências para aumentar:
Mas tratar-se-á mesmo de um “problema?” É que muitas destas famílias, embora inicialmente relutantes, acabam por reconhecer que esta estrutura familiar multigeracional também traz benefícios; cada membro da família tem a sua própria função e todos se ajudam mutuamente:

1-) Avós que ensinam História aos netos com relatos em primeira mão.
2-) Avós que ensinam aos netos a “arte” da vida (frequentemente com mais tempo e paciência do que os filhos).
3-) Netos que ensinam aos avós a “arte” das novas tecnologias e gíria actual.
4-) Netos que injectam uma dose de inocência e optimismo nas gerações mais velhas.
5-) Todos ajudam nas tarefas domésticas e todos contribuem para o mealheiro de família.

Eu posso atestar a estes benefícios, uma vez que foram estas as circunstâncias em que fui criada. E só ganhei com isso. Todas as crises trazem oportunidades, o importante é reconhecer essas oportunidades e tomar partido delas...e eu não posso deixar de olhar para este sintoma da actual crise financeira mundial como uma dessas oportunidades que devem ser aproveitadas.


sexta-feira, março 28, 2014

Fordismo, Taylorismo e a função do “operário bovino” numa sociedade capitalista



Ainda a propósito do post do outro dia:

Para uma pessoa que, como eu, se licenciou em gestão e se interessa tanto por gestão de recursos humanos; por relações interpessoais e entre trabalhador-patronato; e por psicologia e sociologia do trabalho, estas teorias davam para escrever uma tese; mas fico-me por aqui antes que me perca, que vos encha de tédio e fastio e antes que me arrependa por me estender demais. 

Deixo-vos, apenas, com estes videos bem elucidativos (por vezes, situações precisam de ser exageradas e ridicularizadas de modo a esclarecer uma teoria ou a provar um ponto de vista):

2-) http://www.youtube.com/watch?v=3rS9wIxXMLk  (já estivemos mais longe da máquina de alimentação Bellows...ou a razão porque cada vez desdenho mais “management consultants”e, por vezes, “modernices do inferno” – como lhes chamava a minha querida avó) 
3-) http://www.youtube.com/watch?v=HnbNcQlzV-4 (quanto maior for a “produtividade” mais elevados serão os golos)


Is it any wonder today’s worker is so stressed out, divorce rates are so high, birth rates are low and children need to seek psychological help and take medication to help them cope?