quarta-feira, dezembro 25, 2013
sábado, dezembro 21, 2013
Thank you for all the joy, Missy. You will be sorely missed.
Perdi
hoje o meu querido gato, após quase 18 anos. Era um macho a que decidi chamar
Missy (penso que nunca se importou...). Era de
raça Maine Coon, todo
preto, portador de olhos verdes muito expressivos e brilhantes. Uma vez, numa
bela tarde de domingo, quando ainda era
muito pequenino, resolveu vir até ao nosso quintal fazer-nos uma visita; apesar
de esfomeado, era muito brincalhão e foi um verdadeiro “amor à primeira vista.”
Depois de saber que tinha sido abandonado por um vizinho dei-lhe de comer,
passei a levá-lo ao veterinário...e até hoje. É com um nó na garganta e uma
autêntica queda de águas livres pela cara abaixo que escrevo isto. Julgava que as lágrimas já me tinham secado.
Adorava frango de
churrasco, fiambre e bifinhos de peru. Aos fins de semana, quando eu tenho mais
tempo, saltava-me para cima do colo assim que cheirava o café da manhã e ronronava
de felicidade com o cheirinho enquanto eu lhe “catava o piolhinho”. Muito
gostava aquele bicho de mimos...mas como bom gato que era, tinha de estar
disposto a recebê-los.
Conhecia o
barulho dos nossos carros, esperava por nós no parapeito da janela e assim que
metia-mos a chave à porta estava sempre sentado do outro lado a olhar para nós;
entravamos em casa, dava meia volta e ia à sua vida. Tal qual um cão sem metade
do trabalho.
Foi pouca a
temporada em que nunca vivi sem, pelo menos, um animal de estimação. Já estão
todos a fazer tijolo há muito tempo, mas não me lembro de derramar tanta
lágrima como hoje. É isto que acontece quando nos apegamos a algo, a alguém ou
a qualquer outro ser vivo; mais cedo ou mais tarde acabamos por perder todos e
tudo o que é importante para nós. Em
dias como este pergunto-me se vale realmente a pena, mas depois recordo-me das
palavras do eterno Pablo Neruda, “O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido”.
É por isso que
passamos a vida a “substituir” amizades, amantes e animais de estimação, num
contínuo cair e levantar, acabar e recomeçar. Assim é a montanha russa desta
bela-filha-da-%#!@ chamada vida.

Quem é que vai agora estar à
minha espera?
Tenho dito!
quinta-feira, dezembro 19, 2013
domingo, dezembro 15, 2013
Um fim de semana calmo a 10 dias do Natal
Aproveitei o 1°
nevão da estação para ficar em casa a decorar a árvore de Natal e a:
1-) ler isto http://www.goodreads.com/book/show/13623836-fear
2-) ouvir esta versão estupenda
da minha canção favorita de Natal http://www.youtube.com/watch?v=qJ_MGWio-vc
3-) mais isto: http://www.youtube.com/watch?v=SUlwJ00UeLk
4-) e a ver este filme, que por sinal já tinha visto
quando saíu e ao qual, mais uma vez, não consegui ficar indiferente (se ainda não
viram, vejam; se já viram, revejam) http://www.youtube.com/watch?v=JAz-prw_W2A
Por vezes dias como este sabem bem, fazem
bem à mente e ajudam-nos a recarregar as baterias. Faltou a boa
companhia.domingo, dezembro 08, 2013
Rebelde. Terrorista. Radical. HERÓI.
Nelson Mandela faleceu esta semana aos 95 anos.
Viveu uma vida como poucos, deixou uma marca como ainda menos e para sempre
ficará imortalizado nos compêndios de História; por isso, dispensa
apresentações. Outrora difamado pelos mais variados governos, é agora aclamado
como herói: de terrorista a farol de liberdade e justiça.
“This hero worship is very much misplaced”
- John Carlisle, político
conservador britânico por ocasião do concerto Free Nelson Mandela em 1990.
“The ANC is a typical terrorist organisation
(...) Anyone who thinks it is going to run the government in South Africa is
living in cloud-cuckoo land” - Margaret
Thatcher em 1987 (a mesma senhora que, anos mais tarde, tanto defendeu
Augusto Pinochet; enfim…)
“How much longer will the Prime Minister
allow herself to be kicked in the face by this black terrorist?” - Terry Dicks, outro político conservador britânico em meados dos
anos 80 do século passado.
“Nelson Mandela should be shot” –
o mesmo Terry Dicks, por volta da
mesma altura.
“Hang
Nelson Mandela” – John Bercow,
enquanto presidente da Federação de Estudantes Conservadores britânicos.
"I don't have any
problems at all with the vote I cast 20 years ago.''- Dick “O Descaramento Não Tem Limites” Cheney,
a propósito de votar contra o Comprehensive Anti-Apartheid Act de 1986. E com
ele vários outros congressistas Republicanos da época. Ronald Reagan acabou por vetar este projeto de lei.
Em 1962 a CIA desempenhou um
papel importante no encarceramento de Mandela.
É sempre assim. Herói para uns, terrorista para os outros
– mas raramente indiferente. Talvez por isso é que se costuma dizer o
seguinte: “History books are written by the winners.”
Quanto a mim:
Nelson Rolihlahla Mandela
RIP dear Sir
1918-2013
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