Este país é dirigido por um manga de alpaca, fiel executante
das ordens dos credores, rodeado por uma nuvem de incompetentes em lugares de
destaque, manipulado por um pequeno bando de abutres espertalhões que são quem
manda verdadeiramente nisto tudo.
sábado, maio 18, 2013
Instinto, sexto sentido, vozinha interior... intuição
Há quem encare a intuição como algo de místico; pura conjectura (“lucky
guesswork”) dizem os cépticos...outros, como eu, acham que se tivessem seguido
o seu coração (se, em vez de a reprimirem, tivessem prestado mais atenção à
vozinha interior e menos às conversas constantes na cabeça) teriam evitado
muita mágoa, sofrimento, angústia...e remorsos. Assim pensam, aparentemente,
também muitos neurocientistas e certas individualidades do mundo de negócios; a
Internet está cheia de estudos publicados sobre, precisamente, este assunto,
nomeadamente como a razão e a intuição, quando usadas em conjunto, geram
grandes ideias e resultados - deixo-vos
aqui um link para apenas um, entre muitos:
A cabeça e o coração estão quase sempre em desacordo; enquanto que a cabeça
quer jogar pelo seguro, o coração quer primeiro saltar para dentro e fazer
perguntas depois. Temos que ensinar a cabeça a servir o coração, ou seja,
treiná-la a descobrir como alcançar objectivos quando nos deparamos com ideias
(aparentemente) malucas - aquelas ideias
que, quanto mais pensamos nelas, mais nos assustam, mas que nos parecem certas e
nos fazem sentir bem. Todos os sonhos são impossíveis até que se prove o
contrário.




A importância de sonhar (por Langston Hughes, poeta):
http://www.youtube.com/watch?v=EpjFS3CQkKE
Bring me all of your dreams, you dreamers,
Bring me all of your heart melodies
That I may wrap them in a blue-cloud cloth
Away from the too-rough fingers of the world.
Bring me all of your dreams, you dreamers,
Bring me all of your heart melodies
That I may wrap them in a blue-cloud cloth
Away from the too-rough fingers of the world.
And that is what poetry may do, wrap up your dreams, protect and preserve them and hold them…until maybe they come true. Columbus dreamed of finding a new world; he found it. Edison dreamed of light, more light; and he made light. All the progress that human beings have made on this old earth of ours grew out of dreams. That is why it is wise, I should think, to:
Hold fast to dreams
For if dreams die
Life is a broken-winged bird
That cannot fly.
Hold fast to dreams
For when dreams go
Life is a barren field
Frozen with snow
domingo, maio 12, 2013
sábado, maio 11, 2013
E eu a julgar que já tinha visto tudo e que já não havia nada que estas BESTAS podiam fazer para me chocar...
Para quem tem dúvidas, trata-se de um soutien apresentado na última convenção da National Riffle Association (NRA) onde se pode ver um coldre para uma arma de fogo. Pelos vistos também se pode esconder uma arma em outros artigos de vestuário e acessórios: t-shirts, coletes, blazers, bolsas e tank-tops.
Não acreditam? Deliciem-se com este video enquanto eu abano a cabeça: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=h8r6CY5UZyw
(“that is the grooviest thing...I want one!”)
Animais de estimação
Adoro animais. Se pudesse tinha uma quinta com cães, gatos, papagaios, um lobo, um tigre, um tanque de peixes e muitos passarinhos. Mas a minha realidade, infelizmente, é outra. E como não suporto ver animais presos (ou por trelas ou em cativeiro) isso nunca acontecerá. Tive sempre animais de estimação; em criança eram sempre cães vadios que apareciam lá no terraço sebentos, mal-cheirosos e esfomeados e acabavam por morrer felizes, frequentemente em idade avançada, limpinhos e de papo cheio. Há 17 anos atrás apareceu-me no quintal um gato, também esfomeado, que tinha sido abandonado por um vizinho; dei-lhe de comer, levei-o ao veterinário...e até hoje.
Possuir um animal de estimação é um compromisso enorme e, frequentemente, para a vida inteira; por exemplo: quem gostar de papagaios que se lembre que esta ave super-inteligente tem uma expectativa de vida de 80 anos, um gato caseiro cerca de 20 e que um cão dura cerca de 12 anos.
E quem pensa que se deve deixar um cão preso durante todo o dia que se desengane. Mais do que nós, os cães precisam de exercício físico para se manterem calmos. Experimentem ter um cão preso horas a fio e depois soltem-no, para ver se o bicho não fica louco. Custa-me muito ver cães todo o dia enfiados dentro das suas casotas com uma corda ao pescoço e um olhar que mete dó.
Ter um animal de estimação dá muito trabalho. Tal como as crianças, devem ser educados desde pequeninos e devem ser levados à escola para que aprendam bons hábitos; e tal como os petizes, também precisam de ter quem os lave, quem lhes limpe as “necessidades”e quem lhes passe uma escova pelo pêlo, para que este fique lustroso e não pareça um ninho de ratos. Sobretudo cães, que têm tanto prazer em agradar aos seus donos, verdadeiras fontes de amor incondicional. Infelizmente, ainda existe um grupo muito grande de pessoas que pensam que basta dar de comer ao bicho para que este seja bem tratado.
Também há que lembrar que eles não ficam pequeninos para sempre e que, tal como os humanos, podem deixar de ser fofinhos e tornar-se uns velhos rabugentos cheios de maleitas; tal como os idosos não devem ser abandonados, também os animais de estimação não devem ser postos aos deus-dará. E tal como os seus donos, eles também precisam de mimos e atenção. Em troca recebemos amor incondicional - um tradeoff que, por si só, valeria bem a pena, não fosse uma miríade de outros benefícios.
Há estudos científicos que falam nos beneficios, para a saúde, de ter um animal de estimação: reduzem o stress, a tensão arterial, o colesterol e triglicerídeos (por outras palavras, fazem bem ao coração); reduzem a depressão e ainda o risco de alergias nas crianças (em princípio contra-intuitivo mas acontece que, com a convivência, as crianças desenvolvem um sistema imunológico mais forte; o mesmo já não acontece nos adultos que já sofrem de alergias). Há, inclusivamente, organizações que levam cães a lares de idosos e outras que os treinam para detectar doenças (cancro, hipoglicemia e ataques de epilepsia, entre outras). Não servem só para assustar estranhos, para detectar bombas, droga e cadáveres, ou para servir de olhos a quem não tem vista. Resumindo: se bem tratadinhos, os animais de estimação melhoram a qualidade de vida dos seus donos.

This is just plain wrong!
quinta-feira, maio 09, 2013
Um gato
Era uma vez um gato que vivia triste no último andar de um prédio. De vez em quando, levavam-no à rua com uma trela. Imaginam um gato com uma trela? É como um pintor sem pincéis, um jardim sem flores. Quando o deixavam na rua sem trela, esperando que regressasse a implorar para subir para o conforto do último andar, ele desaparecia. E ficava dias a fio desaparecido, seguramente satisfeitíssimo apesar da hostilidade da rua. Até que um vizinho respondia a um anúncio piedoso de "gato desaparecido" colado nas paragens de autocarro ou nas paredes da junta de freguesia ou da igreja com uma imagem fotogénica do bicho. Voltava o desgraçado animal à solidão do conforto do último andar. Fartos de tantos desaparecimentos, os donos desistiram de arriscar dar-lhe alguns momentos de liberdade e o gato caiu numa profunda melancolia, escondendo-se por trás dos móveis, deixando de miar, perdendo o apetite, metendo o focinho numa postura lacrimal que metia dó. Os donos sentiram-se culpados e impotentes porque não lhes passava pela cabeça mudar para um rés-do-chão para devolver a felicidade à triste criatura. Aqui entro eu.
Vivendo num conveniente rés-do-chão com jardim e sendo amigo da malograda família, tornei-me candidato a socorrista dos problemas da alma causados por um gato deprimido. Eis-me a braços com a integração do animal num novo ambiente destinado a dar-lhe saúde e felicidade. O “meu” gato passou a ocupar literalmente o pequeno espaço do meu apartamento, a dormir ao fundo da minha cama e a deixar-me sossegar quando lhe apetece, a ritmar as minhas preocupações, conforme a duração das suas ausências, sabe deus a fazer que descobertas em que outros jardins ou condomínios. Esse ser enigmático e anafado que oscila entre o carinho e a indiferença, entre uma preguiça ostensiva e uma hiper-sensibilidade ao mais pequeno movimento de outros animais, para além de mim próprio, incluindo pássaros e outros gatos que frequentam o meu jardim, passou a ser mais um desafio na minha vida atribulada. Gostava de aprender a viver bem com um gato, sem o perder. Pelo menos, sem ter a responsabilidade da sua perda. Gostava de estar com ele quando nos apetecesse aos dois, sem nenhuma imposição, ressentimento, suspeita ou promessa.
Vivendo num conveniente rés-do-chão com jardim e sendo amigo da malograda família, tornei-me candidato a socorrista dos problemas da alma causados por um gato deprimido. Eis-me a braços com a integração do animal num novo ambiente destinado a dar-lhe saúde e felicidade. O “meu” gato passou a ocupar literalmente o pequeno espaço do meu apartamento, a dormir ao fundo da minha cama e a deixar-me sossegar quando lhe apetece, a ritmar as minhas preocupações, conforme a duração das suas ausências, sabe deus a fazer que descobertas em que outros jardins ou condomínios. Esse ser enigmático e anafado que oscila entre o carinho e a indiferença, entre uma preguiça ostensiva e uma hiper-sensibilidade ao mais pequeno movimento de outros animais, para além de mim próprio, incluindo pássaros e outros gatos que frequentam o meu jardim, passou a ser mais um desafio na minha vida atribulada. Gostava de aprender a viver bem com um gato, sem o perder. Pelo menos, sem ter a responsabilidade da sua perda. Gostava de estar com ele quando nos apetecesse aos dois, sem nenhuma imposição, ressentimento, suspeita ou promessa.
domingo, maio 05, 2013
sábado, maio 04, 2013
Quando um milhão de libras por ano ($1.5M U.S.) não chega: banqueiros de topo lutam para sobreviver com salários tão baixos
Não chega para pagar às amas-secas, as propinas dos colégios das criancinhas, mais as despesas para suportar uma mansão (ou duas...ou três), os brinquedos de alta-gama ou os vícios das esposas e amantes de alta manutenção. What’s a greedy bastard to do?

Cabrões avarentos, estes Tio-Patinhas do inferno!
Quem haveria de dizer que Abraham Maslow cometeu um erro ao omitir "porrada-de-toneladas de dinheiro" à sua pirâmide? All this would make for a very interesting psychological case-study. My heart bleeds for you – NOT!
Ia-me engasgando com o café da manhã ao ler este artigo: http://news.efinancialcareers.com/uk-en/140070/when-a-million-isnt-enough-why-top-bankers-are-struggling-to-get-by/
Convém salientar que nem todos os empregados bancários partilham da opinião dos monstros retratados neste artigo; uma grande parte ainda tem consciência (infelizmente muitos são infelizes por reconhecerem que não pertencem a este tipo de cultura mas, por uma razão ou outra, sentem as mãos atadas para mudar de rumo).
quarta-feira, maio 01, 2013
Pompeii (Pompeia/Pompeios); Herculaneum (Herculano/Ercolano); Roma...e o feitiço que ruínas e relíquias têm sobre mim
Em criança adorava visitar museus, monumentos e Conímbriga era um dos locais onde mais gostava de passar as tardes de domingo. Em adulta continuo a me sentir levada no tempo sempre que visito sítios históricos, mesmo os relativamente recentes como a prisão de Alcatraz. É uma atracção e encanto que não consigo explicar. Hoje em dia, Pompeii, Herculaneum e Roma são três cidades que fazem parte da minha “Bucket List”, i.e., lugares que gostava de conhecer antes de morrer. Todas três ricas em algo que me fascina: arte, história, arqueologia e antropologia física. Infelizmente, existe um “pequenino” problema, que é não conhecer ninguém que partilhe da minha opinião e que não pense que “history is just the study of a bunch of old men” ou que “visiting Europe is akin to bouncing from one old building to the next”– triste, mas verdade. Mais triste ainda seria ir sozinha para sítios interessantes, por isso limito-me a saciar este desejo vendo documentários e lendo livros e artigos.
Está actualmente a decorrer uma exposição de grande sucesso no “British Museum” (Londres) até o próximo dia 29 de Setembro sobre o fim trágico destas duas cidades do sul de Itália em 79 DC, aquando da erupção do vulcão Vesúvio; se não estivesse tão longe dava lá um pulo.
Segue-se um link para um video onde Paul Roberts, curador do museu, explica o que aconteceu, como a população vivia e como acabou por morrer. Vê-se os objectos usados durante a labuta diária, objectos de arte próprios da época e ainda um pão (que foi ao forno em 79 DC para só ter sido retirado em 1932 ficando, assim, “cozido demais” e onde ainda é visível o carimbo do escravo que o fez...). Acho incrível ver-se os corpos de seres humanos e animais de estimação tão bem preservados, ainda nas posições em que se encontravam quando faleceram; enquanto uns se abraçam, outros morrem no horror da solidão, permanentemente sós e de cócoras com as mãos a tapar a cara ou braços em cima da cabeça (todos em desespero e todos envolvidos no mesmo último e fútil acto, tentando se resguardar do mal ou a proteger entes queridos). Mobília, objectos e seres vivos carbonizados; seres humanos como todos nós e para quem, de um momento para o outro, tudo acabou. Famílias inteiras para sempre devastadas. Tudo parado no tempo e no espaço. Tudo isto me fascina: http://www.guardian.co.uk/artanddesign/video/2013/mar/26/pompeii-herculaneum-british-museum-video (se gostam deste tipo de “coisa” vejam em “full screen” que vale a pena). 
segunda-feira, abril 22, 2013
Divagando entre as palavras como se fossem pérolas perdidas num oceano imenso, convulso e plano. Os pensamentos saltam como cabritos em alta montanha e as imagens desfilam sem sentido aparente. Mas sentido existe na letargia que elas provocam, fuga de uma realidade soturna. As pessoas bailam num palco de interesses em que se esgotam vidas poucas e ideias exaustas. O tempo passa displicente, como se não contasse. Mas conta, num relógio impiedoso que se derrete como Dali. Gana de super-homem que se descola do trivial em que se afundam tantas vontades e em que se realiza um cansativo bom senso. Abençoado bom senso que paralisa o mundo e faz andar tanta coisa para a frente, uma frente inóqua. E o ruido regressa com a presunção de sentido. Só rugas, vozes roucas, barbas por fazer, declarações que desaparecem na curva das aparências. Reivindicações colectivas que escondem agendas pessoais. Cansado desta divagação improdutiva, alucinação.
domingo, abril 21, 2013
Casa & Decoração
Há pessoas que cobrem as paredes de sua casa com livros que nunca leram ou de que se esqueceram ou que não tencionam mais consultar. Os livros são assim transformados em decoração ou – pior ainda – em demonstração pretensiosa de uma erudição que, caso fosse genuina, não precisava de qualquer ostentação. Eu decidi meter os meus livros nas águas furtadas. Só mantenho na minha sala os que estou a ler, que são, infelizmente, poucos.
terça-feira, abril 16, 2013
ENOUGH!
Chamava-se Martin Richard, tinha 8 aninhos, e andava na 3ª classe (ou 3° ano, como penso se diz agora). Morreu ontem, uma das vítimas do ataque na maratona de Boston, enquanto aplaudia o pai na companhia da mãe e irmã, que ficaram gravemente feridas. Esta foto foi tirada pela professora, pouco antes da tragédia de ontem. Fico sempre chocada com este tipo de actos sem sentido e impressionada por ver como, num instante para o outro, tudo muda. Nenhum de nós está livre.
Mas o que me irrita solenemente é ver que são sempre os inocentes que sofrem, estejam lá de que lado estiverem.

Faço minhas as tuas palavras, Martin. Mais comentários para quê?
Rest in peace little man – and all others like you.
sábado, abril 13, 2013
Porque é que não tenho alguém assim na minha vida?
· She speaks with scorn of the risk-averse life lived by most of the foreigners in Afghanistan as they sit locked up in their heavily fortified houses and will only venture out in armored vehicles, with security guards and with elaborate ECM [Electronic Counter Measures] protection: “They hardly leave their compound and never make friends with Afghans—can you imagine?” she asks with incredulity. “It’s such a mess. No one is here for the Afghans. Seventy percent of all U.S. aid to this country goes back to where it came from in salaries. We’re awash with contractors and crooks making a killing here. It’s all flowing back to U.S. bank accounts.”
· To look at, Nancy is small and fragile, with features as gentle as the grandmother from “Little Red Riding Hood,” all gray curls and innocent blue eyes; yet she is active, alert, and passionate in her anger: “The worst of it is that it’s all deliberate policy,” she continues, nibbling at her salad. “Rumsfeld claimed he had privatized war. So much of the occupation was given over to private companies, and done for profit. The NGOs here these days are little better. It’s like a zoo, except all the animals are out and clawing each other, competing for the same resources.”
· At this point, bursts of automatic gunfire echo from the street outside. Immediately, all the hardened correspondents dive for cover, myself among them. Only Nancy continues unfazed, announcing from her seat, “I think I’ll just finish my chips.”
Leiam mais sobre a vida desta Senhora (com “S”) aqui: http://www.thedailybeast.com/newsweek/2013/04/01/nancy-hatch-dupree-s-quest-to-save-afghanistan-s-history.html - What a life!
Crescer,
também no conhecimento da maldade humana, sem perder a esperança, sem cair no
cinismo ou no relativismo, sem rendição aos métodos ínvios de que se fazem
certos êxitos, mantendo uma saudável dose de inocência e de alegria... assim deve
ser caminhar pelos vários corredores da vida, sendo apenas um, único, nem anjo nem demónio, inteiro porque a bondade e a maldade são como o céu
e a terra, inseparáveis.
terça-feira, abril 09, 2013
My heartfelt wishes for you:
May God bless and keep you always
May your wishes all come true
May you always do for others
And let others do for you
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung
And may you stay, forever young
Forever young, forever young
May you stay, forever young.
May your hands always be busy
May your feet always be swift
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift
May your heart always be joyful
And may your song always be sung
And may you stay, forever young
Forever young, forever young
May you stay, forever young.
May your wishes all come true
May you always do for others
And let others do for you
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung
And may you stay, forever young
Forever young, forever young
May you stay, forever young.
May your hands always be busy
May your feet always be swift
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift
May your heart always be joyful
And may your song always be sung
And may you stay, forever young
Forever young, forever young
May you stay, forever young.

Buon compleanno, vecchio amico!
segunda-feira, abril 08, 2013
A decisão do TC
A decisão do Tribunal Constitucional (TC) é um acto de legalidade e soberania num país que não é soberano e em que a legalidade conta pouco perante a falta de dinheiro. Essa decisão poderia ser usada pelo governo como argumento para pressionar os credores da Troika a ser mais razoáveis, mas são eles que têm a faca e o queijo na mão (e já mais de 60 mil milhões em risco). Portanto, usar o argumento de inconstitucionalidade (de soberania) para obter alguma concessão desses senhores cheira a pólvora seca. Vamos supor que um qualquer novo primeiro ministro de um governo saído de umas eleições antecipadas dizia “não” à Troika, como aconselha Paul Krugman. Com grande probabilidade o dinheiro que ainda está disponível não seria desembolsado, a começar pela tranche de 2 mil milhões agendada para as próximas semanas. Como Portugal não teria fontes alternativas de financiamento, faltaria dinheiro para honrar os compromissos internos (p.ex. salários aos funcionários públicos e pensões de reforma) e externos (p.ex. serviço da dívida) do Estado. Por estas e por outras é que quem manda em Portugal neste momento são as entidades “oficiais” (FMI, BCE, UE) enquanto o país não conseguir captar financiamento “não-oficial”. Por isso, a decisão do TC serve para modular a política de austeridade mas não a pode impedir. De resto, achei curioso que, em nome da igualdade, o TC tivesse sido contra o corte de rendimentos dos funcionários públicos, deixando no entanto a porta aberta a despedimentos desses mesmos funcionários. Como se a igualdade dependesse de um efeito-preço, sendo imúne a um efeito-volume... seguramente porque no sector privado despedimentos são coisa trivial. Perverso! O problema de Portugal e da Europa é que, sob a batuta dos alemães, quase todos os Estados-membros estão a aplicar políticas recessivas ao mesmo tempo e isso está a puxar todos para um buraco, sendo mais rápida e brutal a queda dos países com maiores desequilíbrios à partida.
domingo, março 31, 2013
sexta-feira, março 29, 2013
A propósito de saída do euro et al
O que é interessante é que uma saída do euro só nos faria bem caso fosse acompanhada das reformas que são necessárias para que nos mantenhamos no euro de forma sustentável. Uma saída do euro para continuar com desvalorizações regulares, como acontecia antes de 1999, não aumenta o potencial de crescimento. Apenas torna a estagnação mais socialmente tolerável.
PS ("Post Scriptum"): Sócrates? Quem?
PS ("Post Scriptum"): Sócrates? Quem?
quinta-feira, março 28, 2013
Smile
Para franzir a
testa são precisos 43 músculos e para sorrir apenas 17; todavia, nos dias que
correm a oferta de sorrisos é escassa. E mais: sorrir para um estranho na
esperança de se receber um sorriso em troca resultará, muito provavelmente, ou
numa carranca assustadora ou num sorriso
amarelo acompanhado de um olhar confuso. Mas vale a pena tentar.
Um sorriso não
precisa de tradução. Um sorriso genuíno transcende fronteiras e diferenças de religião
ou política; um sorriso liberta endorfinas, aquelas substanciazinhas
químicas e analgésicas libertadas pelos neurónios que convencem os nossos corpos e cérebros de que estamos
bem e felizes mesmo que a realidade seja outra.
Claro que há
pessoas que parecem encontrar prazer na miséria e para as quais sorrir nem
sempre dá resultado. Mas a maioria de nós, penso, não é assim. Todos temos maus
dias e todos passamos por momentos difíceis com que, por vezes, não sabemos
lidar e uma cura rapida é, frequentemente, um simples sorriso. Quem me ensinou
isto foi uma senhora, com idade para ser minha mãe, que um dia viu-me à espera
do trolley na Portagem de Coimbra provavelmente com uma cara de poucos amigos e
que, começando com um simples sorriso e continuando com uma conversa de quem
tinha genuinamente interesse e queria ajudar, virou-me completamente ao contrário. Tinha então
uns meros 12 anos, já lá vão umas boas 4 décadas, nunca mais vi a senhora mas
nunca mais me esqueci porque ainda hoje me lembro do bem que me fez.
É por isso que, hoje em dia, quando me deparo
com algum resmungão a primeira coisa que faço é sorrir e falar-lhes como se
fossem as pessoas mais simpáticas e afáveis deste mundo. Nem sempre dá
resultado, mas quando dá sinto-me satisfeita.
Experimentem.
Independentemente do humor ou estado de alma em que se encontrarem, sorriam. Sorriam novamente e verificarão que, como magia, sentirão os
primeiros sinais de felicidade. É difícil lutar contra os efeitos de um simples
sorriso, é mais difícil ainda franzir a testa quando nos sentimos bem.

domingo, março 24, 2013
Um navio a pique
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=71630
Francamente não tenho a certeza de que a queda do governo seja uma boa ideia neste momento. Mas, o que me aflige mais é a absoluta falta de alternativas, dado o garrote da falta de dinheiro, a pobreza e falta de ideias da oposição e a teimosia desta Europa inviável.
Francamente não tenho a certeza de que a queda do governo seja uma boa ideia neste momento. Mas, o que me aflige mais é a absoluta falta de alternativas, dado o garrote da falta de dinheiro, a pobreza e falta de ideias da oposição e a teimosia desta Europa inviável.
O IV Reich
Ouvi dizer que os centros de emprego estão a oferecer a desempregados cursos gratuitos de alemão, incluindo a desempregados de longa duração, alguns com mais de 50 anos. Como se o único futuro dos portugueses (dos europeus) fosse tornarem-se todos diligentes e obedientes alemães. Portugal será quando muito uma coutada, um imenso campo de golfe ou uma clínica ensolarada para idosos. Com alguma sorte seguirá a jangada de Saramago, isto é, será um rectângulo de terra que se despega da Europa para errar nos oceanos à procura de um lugar tranquilo, próximo de uma qualquer Atlântida.
Se não se conseguir a convergência na Europa pelo capital e pelas mercadorias, conseguir-se-à pelo trabalho, transportando as pessoas para onde o contexto seja mais favorável à sua produtividade e ademais permitindo um alinhamento mais suave e generalizado do poder de compra dos salários europeus com os padrões médios mundiais. Essencialmente, importando mão-de-obra dos países do sul da Europa a Alemanha está a repetir a experiência da integração da Alemanha de Leste nos anos 1990.
Se não se conseguir a convergência na Europa pelo capital e pelas mercadorias, conseguir-se-à pelo trabalho, transportando as pessoas para onde o contexto seja mais favorável à sua produtividade e ademais permitindo um alinhamento mais suave e generalizado do poder de compra dos salários europeus com os padrões médios mundiais. Essencialmente, importando mão-de-obra dos países do sul da Europa a Alemanha está a repetir a experiência da integração da Alemanha de Leste nos anos 1990.
sábado, março 23, 2013
A coisa mais importante
Leiam a legenda
que acompanha cada uma destas 28 fotos. Na próxima vez que me der para me queixar ou
refilar sobre as injustiças da vida, vou fazer um esforço para me lembrar disto:
http://www.aljazeera.com/indepth/inpictures/2013/03/201336144254405970.html
http://www.flickr.com/photos/unhcr/7949331070/in/set-72157631450528344/
I couldn’t read everything in one shot. It’s beyond my comprehension
how one human being can do this to another. I get angry. Very angry.
Vitor´s views
Conclusões de um artigo recentemente publicado por Vitor Gaspar no site do Ministério das Finanças alemão:
The evolution of the Portuguese economy in the first decade of the 21st century demonstrates that excess demand does not lead to sustainable growth. Moreover, the judgment that the developments of 2008, 2009 and 2010 were caused by a shortage of demand motivated expansionary fiscal policy. That error in judgment proved to be fatal as it eventually led to a sudden stop in international private financing.
Overall, it is now clear that Portugal did not adapt its institutions to fit the requirements of euro area participation. Better financing conditions should have triggered real convergence to the core countries in the European Union. Instead, the final result was the accumulation of macroeconomic and financial imbalances. The postponement of their correction led to vulnerability which revealed itself in the context of the global crisis. In April 2011, the request for international financial assistance was unavoidable. This time, adjustment was not only urgent – it was compulsory.
In the early stages of the Economic Adjustment Program, the priority was to correct the most pressing imbalances. Budgetary consolidation was of the utmost importance as it allowed for the accumulation of confidence and credibility at an international level and for the reverse in the long run trend of external deficits. Important progress was also achieved in the two other dimensions of the Program. In the financial sector, the main objective was to preserve stability in the banking system. As for the structural transformation agenda, the main reforms were launched and the privatization program was set in motion. Halfway into the Program, progress has been recorded. As the balance between internal demand and supply was restored in 2012, a new stage in the adjustment process can begin. It is now crucial to consider the transition to economic recovery, so as to successfully complete the Program. The priority is to lay the ground for sustainable growth leading to substantial job creation.
In Portugal, adjustment has come at high social cost. That is clear from the rise in the unemployment rate much above original forecasts. According to the initial projections in May 2011, the unemployment rate would reach 12.1% in 2011 and 13.4% in 2012, initiating a downward trend already in 2013. However, the unemployment rate in 2012 averaged 15.7%. In the fourth quarter of the year, 923 thousand people were unemployed. The unemployment rate stood at the unprecedented level of 16.9%.
Unemployment is the most pressing concern in Portugal. The social and economic repercussions are dramatic. Hence, the main priority in this new stage of the Economic Adjustment Program is to create conditions for private investment to contribute to growth. Only productive investment will allow for economic recovery and subsequently job creation. These are the foundations for sustainable growth and successful adjustment in the euro area. They will pave the way for an open, stable and competitive Portuguese economy.
quinta-feira, março 21, 2013
O refinanciador (venham os chineses...)
Quanto à existência de um país ou entidade supra-nacional que desempenhe o papel de refinanciador (ou de prestamista em última instância) no contexto de uma união monetária em processo de divergência, chamo a atenção para duas questões relacionadas: 1) o “poder de fogo” necessário para que essa função seja efectivamente desempenhada perante a grandeza dos problemas existentes e a contabilidade a curto e a longo prazo que o eventual candidato a essa função irá fazer, entre perdas e ganhos financeiros e geo-estratégicos; 2) o “moral hazard” que tal pode provocar e a necessidade de não descurar os desequilíbrios económicos fundamentais no meio de uma contínua urgência financeira.
Agarrando sumariamente (porque teriamos pano para mangas) em cada um desses pontos:
1) Na UE, metendo de lado por um momento o orçamento de estado alemão ou o próprio banco central alemão, a unica entidade que teria esse “poder de fogo” seria o BCE. Mas, isso significaria ultrapassar o dogma anti-inflacionista para poder actuar massivamente antes que seja tarde demais. Outro candidato seria o banco central chinês que tem vindo a acumular reservas formidáveis que não são outra coisa do que o reverso de uma moeda nacional persistentemente subavaliada. O governo chinês tem demonstrado interesse em aumentar os seus interesses económicos (tambèm) na Europa. A participação em processos de privatização (em Portugal, EDP e REN) e a compra de títulos de dívida pública são provas disso mesmo. O sonho em fazer do yuan uma moeda de reserva (como tem sido o dolar) faz parte da estratégia expansionista chinesa. Não creio que a Reserva Federal Americana tenha neste momento “pulmão” ou genuino interesse em desempenhar a função de credor em última instância da Europa, apesar de poder sofrer significativamente do seu colapso (mas que parte do mundo não sofrerá?). Quanto à Alemanha, tudo depende de quanto tiver a perder não fazendo outra coisa senão apelar a mais austeridade, versus o custo do desempenho dessa função que, em termos muito simples, passaria por assumir o risco de pagar as dívidas dos países insolventes. Não se pode esquecer que, em muitos casos, a ajuda a esses países não é outra coisa senão ajuda aos seus próprios bancos e empresas exportadoras. Ou seja, tratar-se-ia de transformar vendas de bens e serviços em doações, sendo que, no entretanto, essas exportações multiplicaram emprego e produção na própria Alemanha. Quanto ao BCE, tendo o poder de criar moeda, estará a ajudar a pagar dívidas com inflação, o que arrastará múltiplos efeitos (também na esfera cambial), no interior da união monetária bem como na sua relação com o resto do mundo. Dados os seus benefícios resultantes de um forçado “status quo” da união monetária, a par das suas próprias políticas (mercantilistas) de contenção salarial e de ganhos de produtividade, é compreensível a resistência da Alemanha a essa “solução”.
2) Criar uma rede permanente e incondicional conduz à displicência, ao risco moral. Ou seja, os comportamentos podem continuar a ser enviezados do lado da despesa e da ineficiência porque haverá sempre uma entidade terceira a pagar as consequências. Como quando se tem um seguro relativamente barato. Uma das coisas essencias na governação de um sistema de economia capitalista é o mecanismo de incentivos. Os agentes têm de se sujeitar a prémios e penalidades correctos para se atingir determinados fins politicamente definidos. De outra maneira, geram-se anomalias e rendas que se traduzem em situações de desperdício e de injustiça. Isto funciona no seio de uma economia nacional e, talvez por maioria de razão, no seio de uma união monetária, sendo que o risco de os dados estarem viciados à partida é grande quando não existe um mínimo de homogeneidade entre os estados-membros ou medidas comuns eficazes para assegurar uma convergência para tal homogeneidade. A coisa complica-se sobremaneira quando falamos de estruturas sociais e políticas, de culturas, de histórias, de linguas, de leis muito diferentes. O elogio da diversidade pode esvair-se perante a constatação da força dos interesses nacionais num contexto de crise aguda como aquela que estamos vivendo. O desempenho da função de prestamista de último recurso não pode ser um paliativo para debilidades estruturais. O socorro em situações de ruptura financeira não deve adiar “ad infinitum” as reformas de fundo para restabelecer a competitividade. Cancros não se curam com pensos rápidos. Ou, em alternativa, sai-se da união monetária, se possivel de forma ordeira, e fazem-se as reformas possiveis, com calma, para ter o nível de vida possivel. Não se pode pedir aos Povos mais do que podem dar. Não se pode prometer aos Povos menos do que podem alcançar. Mas, cada um deve ser considerado, não como uma folha de papel quadriculado, perfeitamente lisa, mas como uma realidade complexa, social e historicamente determinada.
Agarrando sumariamente (porque teriamos pano para mangas) em cada um desses pontos:
1) Na UE, metendo de lado por um momento o orçamento de estado alemão ou o próprio banco central alemão, a unica entidade que teria esse “poder de fogo” seria o BCE. Mas, isso significaria ultrapassar o dogma anti-inflacionista para poder actuar massivamente antes que seja tarde demais. Outro candidato seria o banco central chinês que tem vindo a acumular reservas formidáveis que não são outra coisa do que o reverso de uma moeda nacional persistentemente subavaliada. O governo chinês tem demonstrado interesse em aumentar os seus interesses económicos (tambèm) na Europa. A participação em processos de privatização (em Portugal, EDP e REN) e a compra de títulos de dívida pública são provas disso mesmo. O sonho em fazer do yuan uma moeda de reserva (como tem sido o dolar) faz parte da estratégia expansionista chinesa. Não creio que a Reserva Federal Americana tenha neste momento “pulmão” ou genuino interesse em desempenhar a função de credor em última instância da Europa, apesar de poder sofrer significativamente do seu colapso (mas que parte do mundo não sofrerá?). Quanto à Alemanha, tudo depende de quanto tiver a perder não fazendo outra coisa senão apelar a mais austeridade, versus o custo do desempenho dessa função que, em termos muito simples, passaria por assumir o risco de pagar as dívidas dos países insolventes. Não se pode esquecer que, em muitos casos, a ajuda a esses países não é outra coisa senão ajuda aos seus próprios bancos e empresas exportadoras. Ou seja, tratar-se-ia de transformar vendas de bens e serviços em doações, sendo que, no entretanto, essas exportações multiplicaram emprego e produção na própria Alemanha. Quanto ao BCE, tendo o poder de criar moeda, estará a ajudar a pagar dívidas com inflação, o que arrastará múltiplos efeitos (também na esfera cambial), no interior da união monetária bem como na sua relação com o resto do mundo. Dados os seus benefícios resultantes de um forçado “status quo” da união monetária, a par das suas próprias políticas (mercantilistas) de contenção salarial e de ganhos de produtividade, é compreensível a resistência da Alemanha a essa “solução”.
2) Criar uma rede permanente e incondicional conduz à displicência, ao risco moral. Ou seja, os comportamentos podem continuar a ser enviezados do lado da despesa e da ineficiência porque haverá sempre uma entidade terceira a pagar as consequências. Como quando se tem um seguro relativamente barato. Uma das coisas essencias na governação de um sistema de economia capitalista é o mecanismo de incentivos. Os agentes têm de se sujeitar a prémios e penalidades correctos para se atingir determinados fins politicamente definidos. De outra maneira, geram-se anomalias e rendas que se traduzem em situações de desperdício e de injustiça. Isto funciona no seio de uma economia nacional e, talvez por maioria de razão, no seio de uma união monetária, sendo que o risco de os dados estarem viciados à partida é grande quando não existe um mínimo de homogeneidade entre os estados-membros ou medidas comuns eficazes para assegurar uma convergência para tal homogeneidade. A coisa complica-se sobremaneira quando falamos de estruturas sociais e políticas, de culturas, de histórias, de linguas, de leis muito diferentes. O elogio da diversidade pode esvair-se perante a constatação da força dos interesses nacionais num contexto de crise aguda como aquela que estamos vivendo. O desempenho da função de prestamista de último recurso não pode ser um paliativo para debilidades estruturais. O socorro em situações de ruptura financeira não deve adiar “ad infinitum” as reformas de fundo para restabelecer a competitividade. Cancros não se curam com pensos rápidos. Ou, em alternativa, sai-se da união monetária, se possivel de forma ordeira, e fazem-se as reformas possiveis, com calma, para ter o nível de vida possivel. Não se pode pedir aos Povos mais do que podem dar. Não se pode prometer aos Povos menos do que podem alcançar. Mas, cada um deve ser considerado, não como uma folha de papel quadriculado, perfeitamente lisa, mas como uma realidade complexa, social e historicamente determinada.
Resultados de Hermès - nunca esteve tão bem o sector de bens de luxo...
La maison de luxe a conquis de nouveaux sommets en 2012, en inscrivant des records de bénéfices et de marge, supérieurs aux attentes du marché, selon ses résultats publiés jeudi. Le bénéfice net est en hausse de 24,5 % à 740 millions d'euros, là où les analystes attendaient 710 à 720 millions. Le bénéfice opérationnel progresse lui de 26,4 % à 1,12 milliard d'euros, quand le marché attendait 1,09 milliard, et la marge ressort à 32,1 %, à un sommet historique depuis l'introduction en Bourse d'Hermès en 1993. Le célèbre fabricant des carrés de soie et des sacs Kelly et Birkin est tiré par la très forte dynamique de ses ventes en Asie mais aussi par l'évolution positive en Amérique notamment.
quarta-feira, março 20, 2013
A teoria da carneirada
Quanto a pânico... posso assegurar que, mesmo nas instituições financeiras mais respeitáveis e com gente mais qualificada, inspira muitas decisões em momentos críticos. Já assisti a “over-reaction” em várias ocasiões, desde a crise de liquidez do final de 2008 (em que se achava que grandes bancos alemães e franceses estariam à beira do colapso) até ao declínio rápido de certos ratings soberanos (que provocou a suspensão súbita de linhas de crédito de curto prazo a bancos sistémicos desses países), passando pela negociação do “haircut” da Grécia ou mais simplesmente pelos resultados das recentes eleições italianas (levando a uma alteração instintiva dos spreads a pagar pelos devedores dos países periféricos). Os episódios são inúmeros, ilustrando a irracionalidade que acompanha o medo e as estratégias mais infundadas de “salve-se quem puder”. Em situações de grande instabilidade, de excepção ou de rumores catastróficos ou eufóricos, os mercados são essencialmente binários, comportando-se numa única direcção i.e. comprando apenas ou vendendo apenas, dessa maneira hiperbolizando as tendências, criando bolhas ou espirais descendentes. Os mercados reais (por oposição aos estilizados nos compêndios) são estúpidos. Perante uma crescente instabilidade e incerteza, os modelos de mercado estlizados tornam-se obsoletos, fintando uma regulação cada vez menos convicta. Com a maravilha de, apesar disso, permitirem lucros ou perdas fabulosos. Como nos casinos. Por trás dos mercados não estão apenas máquinas ou modelos. Estão operadores que são humanos e, portanto, cuja racionalidade é afectada pela psicologia individual e de massa, pelo medo, pela dúvida, pela ansiedade, pelo entusiasmo, pela fantasia. Não há modelo matemático, por mais sofisticado que seja, que resista a isso. E não é essa natureza humana dos mercados que nos deve impedir de tentar compreender o seu modo de funcionamento, de tentar capturar padrões de comportamento. Dito isto, há uns anos li um estudo do banco central francês que procurava explicar os movimentos a curto e médio prazo das taxas de câmbio. Depois de se render à evidência de que teorias convencionais, como a da paridade de poder de compra, não chegavam, o dito estudo concluia que a teoria com maior capacidade explicativa era, nem mais nem menos, do que “la théorie de la moutonnerie”...
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