sábado, novembro 03, 2012

How the HELL can these people sleep at night?



“(…) a lot of people (…) acknowledge things internally, but no one is willing to say it publicly.”
Isto não é exclusivo à Goldman; começa com o medo de perder o emprego e acaba com a corrupção generalizada (é o chamado, “if you can’t beat them, join them”) It’s survival, plain and simple. A lei da selva.
“Many of these clients include pension funds that put ordinary Americans' retirement savings at risk when they invest with Goldman and other banks.”
Filhos da P&T@!... [desde 1985 que oiço falar de empresas que perdem os fundos de pensão dos trabalhadores – para as quais estes descontam – com práticas antiéticas e investimentos duvidosos. Desde pequenas empresas locais esquecidas pela comunicação social nacional, às companhias de aviação que mais depressa são mencionadas pela chamada “national media.” ]
"It makes me ill how callously people talk about ripping their clients off (…)”
“(…) Wall St. ethics is a sort of oxymoron (...)”

O problema é estas bestas pensarem que são o centro do Universo e que o resto dos mortais são meros “muppets” para usar e abusar. "They genuinely believe that they are the wealth creators and that they should get every advantage and break whereas everybody else is a parasite and they're living off of them" . O problema é a complexidade dos produtos vendidos a grande parte do mundo ocidental, a falta de escrúpulos e o síndrome de “too big to fail”. The problem is the lack of accountability (tanto de quem nos meteu nesta trapalhada, como das agências de rating por terem dado notas altas a investimentos que não passavam de lixo). O problema é o estado actual da comunicação social e de um público que chega a casa estoirado demais para digerir programas como o de Bill Moyers ou Rachel Maddow e prefere descançar a cabeça com programas de desporto, com “reality shows” tipo Honey Boo Boo, Kardashians ou “ídolo disto ou daquilo” (apresentados sob o pretexto de ser uma mera questão de procura e oferta) ou, então, serem “informados” pela cadeia Fox News, onde mulheres loiras a mostrar a perna e decotes enormes (e homens de cabelo grisalho e voz forte para impor respeito e sabedoria) apresentam problemas complexos de forma simples, com vocabulário simples e indignação falsa, com mentiras, exageros e “catchy phrases”, reduzindo tudo ao mínimo denominador comum. O problema são “pundits” que são pagos bom dinheiro para aparecerem na TV e rádio a defenderem as ideias de “think tanks” e “lobbyists” e o público não se aperceber que estão a assistir a “reclames” e não a informação. The problem is greed and a power trip gone awry.

My apologies to our readers (as minhas desculpas, também, ao Melga da outra banda) for this latest rant. It has been a long week – time for bed.

These men and their writers are geniuses:

I -  Metaphorical ellipticals and treadmills:  http://www.colbertnation.com/the-colbert-report-videos/420540/october-24-2012/nonstop-libya-gate-questions
II - Bulls#%t Mountain: http://www.hulu.com/watch/416068

O novo salazarismo

Disse-me que estamos de novo em salazarismo. Salazarismo psicológico, mais do que económico. Esta sensação de vazio, de cansaço, este negrume que se ergue à nossa volta antes de entrar em cada dia, como num longo túnel de mágoas. Durante o salazarismo (de quando havia Salazar), esse vazio era mitigado por uma luta com sentido: pela liberdade, contra a guerra colonial, pela democracia, pelo desenvolvimento. Hoje temos a liberdade de empobrecer, a guerra fria da angústia, uma democracia autista, a asfixia da dívida. Hoje predomina o desânimo, a desistência, a falta de esperança, a expectativa de que as coisas só possam piorar por tempo indeterminado. Este salazarismo é talvez pior porque anula a energia, esmaga a vontade, não deixa espaço a projectos alternativos, apresenta-se como uma fatalidade. Na melhor das hipóteses, gera protestos ecléticos de gente desorganizada que apenas exprime uma revolta impotente. Como se todas as pessoas que se queixam à hora do café se juntassem na praça para dizer aquilo em uníssono. Ou então provoca protestos caceteiros de rabo ao léu e fogueira espúria em frente ao Parlamento. Este salazarismo é hiper-depressivo, no sentido existencial da expressão. Pior do que um povo pobre, é um povo rendido.

sábado, outubro 27, 2012

Teses à queima roupa


A crise actual resulta de uma sucessão de bolhas que nunca explodiram verdadeiramente porque os Estados vieram em socorro dos interesses privados a pretexto do interesse público, endividando-se de forma insustentável.
Por detrás da produtividade está uma sociedade inteira com a sua cultura, história, usos e costumes que se juntam a tecnologias concretas para gerar determinados resultados.

É mais fácil mudar de governo do que de povo.

Se a salvação da Europa passar pela clonagem dos alemães por parte dos povos do sul, a Europa está perdida.  
A Alemanha  aproveitou a fusão entre o Oeste e o Leste para puxar os salários médios para baixo sem prejudicar a produtividade. Além disso, desde o euro, a Alemanha tem gozado de uma moeda sub-avaliada em relação ao que seria o Marco, o que lhe permitiu conquistar quota de mercado aos países do sul e a um grande número de países terceiros.

A industrialização de uma grande parte do mundo até agora pobre e rural está a provocar uma redistribuição da riqueza e do poder. Os países de industrialização mais antiga têm de aceitar as consequências de concorrer com base nos factores tradicionais de competititvidade ou tentar descobrir novos factores de competitividade.
A desigualdade na distribuição do rendimento não é um motor de crescimento mas sim o resultado de um crescimento desequilibrado, antagónico ao desenvolvimento. A partilha mais justa dos benefícios do crescimento deve ter um valor em si mesmo.

Na Europa em crise prevalecem mais do que nunca os interesses nacionais e falar em solidariedade tornou-se infelizmente patético e inútil.
As alternativas ao programa de ajustamento são a) um milagre proveniente da economia internacional, b) o fim do euro, c) mais tempo/ajuda externa ou d) bancarrota e impossibilidade de importar poupança por muitos anos.

Durante uma recessão, os pobres continuam pobres ou ficam ainda mais pobres, a classe média perde proporcionalmente mais e os ricos ficam ainda mais ricos.
A classe política parece autista, distante dos reais problemas da população, impotente para resolver problemas, refém de “soluções técnicas” homologadas, desprovida de ideologia.

A regulação está para o capitalismo como o padre nosso e a avé maria para os pecadores.

Here we go again!...

O ano passado, devido a um nevão também por esta altura, ficámos sem electricidade, água quente e aquecimento durante uma semana (para não falar num telhado que precisou de ser arranjado e de comida no frigorífico e congelador que tivemos que deitar fora);agora é isto?  

Não me importei de viver à luz da vela, sem televisão, rádio, telefone fixo ou PC, mas detestei viver sem aquecimento na casa, tomar banho em água fria e passar a semana a pão, bolachas, atum de conserva, fruta e água engarrafada. Eu, que nunca fui muito amiga de sopa, a primeira coisa que cozinhei foi um tacho enorme de canja para descongelar o esófago e o estômago.


A única pessoa que parece não se ter importado foi o meu pai que dizia, “vocês são todos uns fracos; haviam de ter crescido nas aldeias daquele tempo sem electricidade, água corrente, aquecimento e neve lá fora...” Até lhe dou razão, eu é que já estou velha demais para me habituar a este tipo de vida!...

(lembrem-se de mim a partir de domingo)


domingo, outubro 21, 2012

Food for thought


Uma lição em coragem, ou um pai irresponsável?



De um ponto de vista estritamente pessoal ADORAVA ter tido um pai como este, pois acho importantíssimo ensinar coragem às crianças; no entanto, tenho sérias dúvidas que fizesse isto com um filho meu de apenas 4 aninhos. Não deixa de ser um tanto irónico que o 1° presente de anos que me lembro de receber ter sido um triciclo, precisamente no dia em que fiz 4 anos. “Mountain bikes” (como as que se vêem no video) só a partir dos 8 anos e só quando ia de férias para a aldeia dos avós paternos na Beira ou na Camacha, porque na cidade era muito perigoso – e, mesmo assim, não me lembro de os caminhos serem tão traiçoeiros como estes.

(agora em adulta, se pudesse, nem pensaria duas vezes: ADORO andar de bicicleta e ADORO a natureza!)

De qualquer modo, não me parece que este pequeno cresça um medricas (o que é importante) e acho que vai ter muito boas recordações de “quality time” passado com o pai – o que é muitíssimo importante.

Não haverá nada que não inventem?

Bottle Opener Remote Control

Controle remoto universal + Abridor de garrafas:
(Pode ser usado com TV, DVD, TV a cabo, por satélite, videocassete e muito mais)
Design elegante e Fácil de usar!

sábado, outubro 20, 2012

DEEVA-TUDE: “I don’t like to practice, because it’s stupid and boring.”



Um dos programas actualmente com mais popularidade neste país. Tenho ouvido tantas pessoas falarem desta pequenita “Honey Boo Boo”, que hoje decidi ir ao google ver. Sem entrar em grandes pormenores, digo apenas que este tipo de “educação” infantil e atitude adulta triste explica muita coisa na sociedade actual. Uma coisa, porém, é certa: dou graças a Deus de não ter tido uma mãe assim.

terça-feira, outubro 16, 2012

Berlim


Monumento à tragédia dos judeus, mesmo ao lado do local onde se situava o bunker de Hitler. Trata-se de uma representação intrigante da multiplicidade dos percursos das pessoas com escolhas sucessivas, altos e baixos, avanços e recuos, dúvidas e certezas, luz e sombra, profundidade e superfície, companhia e solidão.

domingo, outubro 14, 2012

Leonard Cohen - Dance Me To The End Of Love

Neil Diamond - The story of my life

September song - Chet Baker

As time goes by - Chet Baker

A minha vida sem dinheiro


Heidemarie Schwermer, professora e psicoterapeuta aposentada, é uma avó alemã de 69 anos que decidiu desfazer-se de todos os seus haveres para viver, durante 13 anos, como autêntico indigente-destituído. Bem, não completamente destituída, pois o que a senhora fez foi trocar bens por serviços, e.g., trabalho doméstico por comida. Não obstante ser uma mudança radical para o seu dia-a-dia foi, também, uma experiência que a deixou muito feliz.  Depois escreveu um livro intitulado Das Sterntalerexperiment – mein Leben Ohne Gelde relatando essas suas experiências. The sterntaler experiment – my life without money, é a tradução para quem fala inglês mas não alemão. Este livro também já foi traduzido para italiano, espanhol, japonês e coreano; presumo que se algum dia for traduzido para português que será qualquer coisa como: A experiência sterntaler – a minha vida sem dinheiro.

A tese da senhora Schwermer é simples: o dinheiro distrai- nos do que é importante e da forma que as coisas estão hoje...não funciona. "After my apartment was emptied, I jumped around for joy."

Se  virmos bem as coisas, se formos completamente honestos connosco próprios, por muito materialistas que possamos ser teremos que admitir a veracidade desta teoria. Isto porque, ao confundirmos necessidades com desejos, passamos os nossos dias como verdadeiros robôs em busca de brinquedos que, no grande esquema das coisas, não passam disso mesmo: coisas. Para quê, alguém me sabe explicar? Será que temos mesmo necessidade de tudo quanto acumulamos ao longo da vida? Será para dar nas vistas e fazer inveja ao vizinho? Ou será para preencher algum vazio que tantos trazem no coração ou alma?  “Keeping up with the Joneses” (qualquer coisa como manter as aparências) que vejo em tantas pessoas que conheço, faz-me lembrar cães perseguindo as suas próprias caudas:  é engraçado assistir, mas não leva a lugar nenhum.  Why attach one’s self-esteem to an inanimate object?

Com cada ano que passa cada vez sinto mais necessidade de me desfazer dos excessos que me rodeiam: roupa, carteiras/malas, sapatos,  jóias, mobília, bibelots  e bugigangas (que só servem para atrair poeirada – detesto tanto o pó que até sou alérgica a ele!); dizia eu, por vezes apetece-me largar tudo e ir viver para o campo cultivar a terra e criar galinhas para ter ovos frescos. Falta-me coragem. Crise de meia idade? Talvez sim talvez não. Um dia ouvi dizer que, “people spend the first 40 years of their lives accumulating junk and the next 40 trying to get rid of it”, so maybe it’s not a midlife crisis after all, maybe this is how it is. I don’t know. I know nothing. 


"Everyone knows the upper crust is really a bunch of crumbs held together with dough."

“Considering there has been little to no discussion in the mainstream media on the topic of alternative ways of constructing an economy (…), it is a delight to learn of a documentary that charts one woman’s 13 year odyssey of living without money (…) What is starkly apparent in this short introduction to the film, is that Schwermer is confronted by total hostility from so many people. It seems that challenging the very foundation of (…) capitalism, is not met with open arms and open minds.”
maslow hierarchy of needs pyramide
“If one’s life is simple, contentment has to come. Simplicity is extremely important for happiness. Having few desires, feeling satisfied with what you have, is very vital: satisfaction with just enough food, clothing and shelter to protect yourself from the elements.” Dalai Lama


E finalmente, para quem estiver interessado: 17 de Outubro às 18:00 horas em Portugal


sábado, outubro 13, 2012

“We must create big we, entire several billion human being we; then, I think the world would be much happier.” Oui?


(uma das minhas pessoas favoritas, num dos meus locais favoritos)

“Be kind whenever possible. It is always possible.”

“If you can, help others; if you cannot do that, at least do not harm them.”

“Love and compassion are necessities, not luxuries. Without them humanity cannot survive.”

 “If you don’t love yourself, you cannot love others: if you have no compassion for yourself, you cannot have compassion for others.” Isto não tem nada a ver com narcisismo.

“Remember that the best relationship is one in which your love for each other exceeds your need for each other.” So, so true…

“The more you are motivated by Love, the more fearless and free your actions will be.”

“Love and Compassion are the true religions to me, but to develop these we do not need to believe in any religion.”

“If you wish to experience peace, provide peace for another. If you wish to know that you are safe, cause another to know that they are safe. If you wish to heal your own sadness or anger, seek to heal the sadness or anger of another.”

“In the present circumstances, no one can afford to assume that someone else will solve their problems. Every individual has the responsibility to help guide our global family in the right direction; good wishes are not sufficient, we must become actively engaged.”

“If you think you are too small to make a difference, try sleeping with a mosquito.”

“To be aware of one single shortcoming within oneself is more useful than to be aware of a thousand in someone else.”

“Man sacrifices his health in order to make money; then, he sacrifices money to recuperate his health and then he’s so anxious about the future that he does not enjoy the present. The result: he does not live in the present or the future; he lives as if he is never going to die, and then he dies having never really lived.”

“Choose to be optimistic, it feels better.”

“The extent to which you suffer depends on how you respond to a given situation.”

“We can let the circumstances of our lives harden us so that we become increasingly resentful and afraid, or we can let them soften us and make us kinder. We always have the choice.”

“The mind is like a parachute. It works best when it is open.”

“Open your mind to change, but don’t let go of your values.”

We cannot obtain peace in the outer world until we make peace with ourselves.” (remorços/perdão)
ALOHA to all!

A criminalização dos sem-abrigo

Don Matyja, veterano do exército americano e residente nas ruas de Costa Mesa  foi multado vinte e cinco dólares por fumar num parque; porque lhe falta meio de transporte para se dirigir ao Tribunal e, também, porque “legal fees” (despesas com advogados e taxas de tribunal) não é uma coluna no seu parco orçamento, não pagou...e como não pagou, essa dívida de $25.00 já vai em $600.00.

Costa Mesa é apenas uma (entre muitas outras) cidades de Orange County, um condado (espécie de concelho) na Califórnia  "(...) known for its affluence and political conservatism (..)onde hoje em dia é proibido fumar nos parques e jardins municipais, encostar bicicletas às arvores, pedir esmola e dormir ao relento ou dentro dos próprios carros. Como se a descriminação a que estão sujeitos não chegasseagora também é crime ser pobre? Ah, pronto, já sei, a culpa é dos próprios pobres por se terem deixado chegar a este estado: (...) they prey off of society. They got into their life because they made wrong decisions along the way. Now they must deal with it. Public money only goes so far and it is obvious the group of indigents has grown beyond what is affordable. I'm sorry if I sound cold, but, this has been coming for a long time. Government cannot win the war on poverty, nor can they solve individual problems. It is nature and up to each individual to make decisions.”  - Santíssimo Sacramento!

Existem, actualmente, 30 mil seres humanos sem-abrigo em Orange County (1200 só em Costa  Mesa) mas nada disto é novo ou exclusivo à California. Existem por este país fora muitos parques e jardins onde as pessoas lhes levavam sandes aos fins de semana, e agora estão proibidas de o fazer. Estas leis insólitas (em princípio inverosímeis) nada mais são do que uma maneira (mal disfarçada) de criminalizar as actividades diárias de quem não as pode evitar forçando-os, assim, a irem pregar para outra freguesia. “Out of sight, out of mind; it’s your problem, not mine.”  E depois os cabrões que promulgam estas leis ainda têm o descaramento de falar em “Christian values”!  

John Grisham aborda este tema no livro The Street Lawyeronde um jovem advogado troca um ordenado chorudo por uma vida (mais pobre mas também com mais sentido) a defender os habitantes das ruas de Nova York – isto numa altura em que Rudy Giuliani, então Presidente da Câmara, resolveu “limpar” (a palavra que ele ainda hoje usa, com muito orgulho, é “clean”) as ruas de NYC e forçá-los a procurar outro sítio para viver (como se varrer o lixo para debaixo do tapete fosse a maneira mais eficaz de limpar a casa, como se certos seres humanos fossem equivalentes a coisas inúteis, meros detritos dispensáveis e descartáveis). Para além do mais, tal como “longe da vista longe do coração” nem sempre é verdade, this approach of “out of sight out of mind” is faulty – for various reasons.
   
Na Europa também é assim?

  • “The mayor last week stoked anger by calling soup kitchens nuisances and asking the city to investigate some decades-old charities there.”
  •  "These are people. It's not like you can go out with a dog catcher and scoop them up and put them somewhere else," (…) "They have no place to go."
  •  "We get a lot of complaints from residents who feel like, 'Hey, here's a municipal resource that we're fearful to even use because we don't want our kids playing in a park where they have to step over homeless people and all their possessions.'"


E então é desta forma que se resolve o problema e se trata outros seres humanos?
  •  “Costa Mesa (…) spent $60,000 to tear down a gazebo that attracted large numbers of homeless people, asked churches to stop soup kitchens there and hired two rangers to patrol the park.”

O que se poderia fazer com estes 60 mil dólares mais o ordenado dos dois guardas?
  •  "When I was in the military, I'm golden. When I was working, I was golden. When I'm not working (…) I'm a piece of garbage as far as these people are concerned," (…) "They figure if they don't see you, (…) then they can say, `We don't have a homeless problem’."         

Cities Homeless Regulations

50 anos, mais novo que eu e parece meu pai. Este tipo de sociedade individualista, do salve-se quem puder e mentalidade de descartável mete-me raiva.


sexta-feira, outubro 12, 2012

Pêlos, Piolhos, Ectoparasitas e a Evolução do Homem


Para quem, como eu, se interessa por Biologia, Antropologia, Arqueologia, História e a Evolução das Espécies (ou como me diz a minha mãe, "coisas que não interessam nem ao menino Jesus"):

quarta-feira, outubro 10, 2012

domingo, outubro 07, 2012

Mesmo a tempo de começar mais uma semana de trabalho: ver imagens de animais fofinhos durante as horas de expediente faz-nos mais produtivos e bem dispostos


Hiroshi Nittono, um investigador na Universidade japonesa de Hiroshima publicou, recentemente, um estudo na revista PLOS One, onde defende ser benéfico para a entidade patronal deixar os trabalhadores verem fotos e videos de animais durante o horário de trabalho. A razão? Porque as suas cabecinhas redondas e os seus olhinhos esbugalhados e expressivos fazem-nos lembrar os bebés. 
 http://www.animalfactguide.com/wp-content/uploads/2009/12/orangutan-leopard-_1377370i1-558x360.jpg

http://www.awesomelycute.com/gallery/2013/02/cute-animals-awesomelycute-com-17472.jpg
http://www.freefever.com/stock/cute-animal-wallpaper-free-cute-animal-wallpapers.jpg

Ora aqui está uma ideia inovadora!


Those who know me (fairly) well know that there are two things near and dear to my heart, and someone I know (very) well goes as far as calling it an obsession; those two things are: education and the environment. 

No outro dia li um artigo intitulado “Fix-It: Volunteers to the Rescue.” Parece que na Holanda existem 40 “Repair Cafés”  onde as pessoas levam coisas usadas e a precisar de serem arranjadas (desde torradeiras a roupa esburacada, passando por bicicletas e loiça de cerâmica rachada; numa palavra: tudo) e onde voluntários consertam tudo que necessita de arranjo sem levar um tostão. Diz o artigo: "The cafes started in 2009 by a journalist as an environmental initiative to reduce waste, are supported by grants from the Dutch government, foundations and individual donations."  Ao contrário do que se possa pensar, estes voluntários não fazem competição a profissionais; como diz o site  “(...) people who visit Repair Cafés are not usually customers of repair specialists. They (…) normally throw away broken items because paying to have them repaired is, in general, too expensive. In Repair Café they learn that you don’t have to throw things away (…). Existem, de facto, alternativas ao lixo. Now here’s a novel idea - BRILLIANT!

Este artigo fez-me lembrar uma loja que havia numa daquelas ruelas da Praça do Comércio onde meninas minhas contemporâneas levavam as bonecas decapitadas, desmembradas, ou sem olhos para virem de lá como novas. Também me recordo de a minha mãe levar meias de vidro rotas (como eram então chamadas, agora não sei se têm outro nome) a arranjar numa loja que ficava na Rua Alexandre Herculano. E ainda sou do tempo em que malas, sapatos e botas de couro iam a concertar ao senhor Pina, o sapateiro no rés-do-chão lá do prédio. Depois as pessoas começaram a ter mais dinheiro e ficaram sem tempo nem paciência para minúcias deste tipo. O país entrou então numa fase em que o que era novo é que era bom e até edifícios antigos, com bastante valor histórico e arquitectónico, ou foram demolidos ou deixados à sua própria sorte. Pena. Quando deixei Coimbra as meias de vidro com buracos passaram a ir para o lixo; o sr. Pina viu-se forçado a arranjar outra profissão e o Hospital das bonecas penso que também deixou de existir. Era o início da sociedade de consumo de hoje.

Este artigo também me fez lembrar uma entrevista que vi, na televisão americana, a Paul Newman (PN) Como quase todas as entrevistas a “estrelas de Hollywood” as perguntas foram, predominantemente, de carácter “cor-de-rosa” e sem grande substância, mas uma resposta ficou-me, para sempre, na memória. Quando lhe perguntaram qual o segredo do sucesso do seu casamento com Joanne Woodward PN respondeu qualquer coisa como (paraphrasing here): “while in today’s society most people throw away a toaster that does not work, we repair that toaster.” Isto numa altura em que ainda pouco se falava em reciclagem; quando “terrenos ecologicamente destruidos” ainda era um conceito mais ou menos obscuro; e quando  “verde” era apenas uma das cores do arco iris. Não sei porquê mas, apesar de na altura ainda não estar completamente preparada para ouvir aquela pequenina frase, lembro-me de gostar do que ouvi e de pensar que tinha que fazer um esforço para me lembrar do que ele disse porque, um dia, iria compreender melhor. E o certo é que nunca mais me esqueci; estávamos, então, em Agosto de 1980 e eu ainda pertencia ao grupo dos “teenagers” - mas, apesar disso, foi uma frase que me marcou.

Who would have guessed that, someday, this little phrase with more than one meaning would mean so much to me?
 

As alternativas

O que temos é bem conhecido: correr à frente da ruptura financeira e atrás do défice, provocando uma espiral deflacionista com mais impostos e menos despesa pública.

Alternativas:

- O contexto internacional melhora tanto que as nossas exportações compensam a depressão do mercado interno... supondo que as nossas empresas têm capacidade para sustentar a oferta necessária, o que não é evidente dado, nomeadamente, o aperto do crédito e as debilidades estruturais do nosso sector exportador. Seja como for, estaremos dependentes de uma variável exógena: a evolução da economia internacional.

- Saída do euro. Os efeitos concretos dependeriam de como seria feita: com ou sem mecanismos de suporte por parte dos países que se manteriam no euro? De qualquer maneira, isso implicaria uma quebra imediata dos rendimentos e da riqueza superior a tudo o que se tem visto até agora. Passado algum tempo, beneficiariamos dos impactos clássicos de uma desvalorização cambial: mais exportações, menos importações, mais investimento externo, mas também mais inflação e taxas de juro mais altas.

- Deixar respirar a economia, flexibilizando os objectivos de correcção dos desequilibrios das finanças públicas. Isto é, não subordinar toda a economia à obtenção de uma determinada % do défice em relação ao PIB numa determinada data. Por outras palavras ainda: não cortar tanto e tão depressa na despesa e não aumentar tanto e tão depressa os impostos, esperando que o ciclo económico se inverta e que os estabilizadores automáticos funcionem na direcção desejável, da recuperação. Esta alternativa supõe, no entanto, uma mudança de paradigma e de tolerância por parte dos nossos credores externos. Uma vez mais, estamos dependentes de decisões nas quais participamos marginalmente, dada a perda de soberania que resultou do endividamento excessivo.

Em qualquer caso, seria ideal aumentar a taxa potencial de crescimento económico, o que significaria mais produtividade, mais qualidade e mais rigor, ingredientes a potenciar num contexto histórico, cultural, social e político que é o nosso. Pode mudar-se de governo e de política, mas não se muda de Povo. Seria óptimo sair da dicotomia “pobres mas alegres” ou “ricos mas tristonhos”.

sábado, outubro 06, 2012

Algumas das minhas citações favoritas sobre o perdão e sentimentos de culpa

Guilt (sentimentos de culpa) coming to terms with past mistakes:


Iyanla  Vanzant:
·         “Until you heal the wounds of your past, you will continue to bleed into the future.”
·         “Guilt can hold us hostage. Let go of guilt: guilt is a wasted emotion – it consumes energy, it consumes lives.”
·         “Acknowledge what you did; ask forgiveness; and, if possible, make amends.”
·         “Give yourself permission to be OK; give yourself permission to forgive yourself.”
·         “Take responsibility and make different choices (replace guilt with responsibility):
I am human
I make mistakes
And I give myself permission
To forgive myself”
·         “When you know better, you do better.”
(acho que as minhas favoritas são a 1ª e a última)
Marianne  Williamson:
·         “We do not heal the past by dwelling there; we heal the past by living fully in the present.”
·         “It’s by learning to make forgiveness central to our thinking that we are healed of our pain.”
Aldous  Huxley:
·         "Chronic remorse (…) is a most undesirable sentiment. If you have behaved badly, repent, make what amends you can and address yourself to the task of behaving better next time. On no account brood over your wrongdoing. Rolling in the muck is not the best way of getting clean." 
Gary Zukav:
·         "Guilt is one of life's most challenging emotions and totally unproductive"
·         “Guilt impairs your ability to learn from your experiences. When you see something that you (…) wish you had done differently, remember how (…) your experiences are designed to inform, support, and benefit you, not cause you to contract into fear and remorse.” 
·         “Guilt keeps you from seeing that you cannot cause another person emotional pain. You can trigger emotional pain in others, but their pain comes from inside them, not from you. Their pain is an opportunity for them to learn about themselves. Your pain is an opportunity for you to learn about yourself. Guilt distracts you from that crucial lesson.

This is a (very) powerful statement – IMHO (na minha modesta opinião)

·         “Guilt is actually a twisted or manipulative way of seeking forgiveness. It is the belief that if you inflict suffering on yourself for your choices, another will forgive you for them. This belief keeps you in pain because only you can forgive yourself.” 

Esta frase faz-me lembrar uma senhora idosa que conheço muito bem, mas também acho que esta maneira de ser e pensar pode ser produto de uma educaçáo católica (aqui vemos bem as diferenças entre o catolicismo e o protestantismo; embora ambas religiões acreditem que Jesus Cristo é o filho de Deus, acho que os católicos são mais dados a remorsos e a actos de penitência e contrição)
Martha Beck:
·         “The past doesn't exist except as a memory, a mental story, and though past events aren't changeable, your stories about them are. You can act now to transform the way you tell the story of your past, ultimately making it a stalwart protector of your future.” 
·         “Many people pour years of energy into useless ‘shouldn't haves.’ (…) Even drearier are the sad ones, who forever drone some version of ‘If only.’ (…) If you're prone to unproductive regret, please hear this: everyone agrees with you. That thing you regret? It really, really, really shouldn't have happened. But. It. Did. If you enjoy being miserable, by all means, continue to rail against this fact. If you'd rather be happy, prune the ‘shouldn't haves’ from your mental story, and move on.”
Thich Nhat Hanh:
·         "Letting go gives us freedom, and freedom is the only condition for happiness."

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Forgiveness
·         “Forgiveness is a gift you give yourself.” Tony Robbins
·         “Holding onto resentment is like holding onto your breath. You’ll soon start to suffocate.” Deepak Chopra
·         “Forgiveness does not change the past, but it does enlarge the future.” Paul Boese
·         “When you haven’t forgiven those who’ve hurt you, you turn back against your future. When you forgive, you start walking forward.” Tyler Perry
·         “Forgiving what we cannot forget creates a new way to remember. We change the memory of our past into a hope for our future.” Lewis Smedes
·         “The knowledge of the past stays with us. To let go is to release the images and emotions, the grudges and fears, the clinging and disappointments of the past that blind our spirit.” Jack Kornfield
·         “Forgiveness is the experience of peacefulness in the present moment. Forgiveness does not change the past, but it changes the present.” Frederic Luskin
·         “The motto should not be ‘forgive one another” but rather “understand one another.” Emma Goldman (a minha favorita)
·         “When you hold resentment toward another, you are bound to that person or condition by an emotional link that is stronger than steel. Forgiveness is the only way to dissolve that link and get free.” Catherine Ponder
·         “Forgiveness is not an occasional act; it is a permanent attitude.” Martin Luther King, Jr.

quinta-feira, outubro 04, 2012

Sempre Briosa


Porra, aos 92 minutos sofrem o empate... Foi pena. Lição: até ao lavar dos cestos ainda é vindima; não celebrar vitória antes de terminada a partida. No futebol como na vida. Dito isto, parabéns Académica. Afinal, outros como o Benfica, há pouco tempo, não fizeram melhor contra esta mesma equipa israelita. E há muitos anos, da última vez que jogaram numa competição europeia (chamava-se Taça das Feiras), os "estudantes" perderam em Coimbra contra uma equipa inglesa por 4 a 1... Agora é preciso concentração no campeonato e tentar perder por menos de 2 contra o Atlético de Madrid...