Gosto desta senhora: http://www.youtube.com/watch?v=CP-Zb5HoPjM&feature=related
sábado, julho 21, 2012
I am woman, hear me roar!
Gosto desta senhora: http://www.youtube.com/watch?v=CP-Zb5HoPjM&feature=related
E que tal se começássemos a apreciar o que é nosso?
Talvez que Lisboa seja a primeira coisa que os estrangeiros associem a Portugal (por razões obvias) mas, a meu ver, o nosso país é muito mais do que a sua capital. Já “no meu tempo” se dizia que “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”, e já no meu tempo achava essa frase um grandessíssimo disparate. Acho ser possível valorizar o que é nosso sem cairmos numa de arrogância, patriotismos, nacionalismos ou húbris tão comum a certos povos - e também não tem necessariamente de ser sinónimo de provencialismo. E quanto ao patrimonio nacional, acho mais importante recuperar (caiar, pintar, limpar, etc.) aquilo que temos do que copiar o que vem de fora.
domingo, julho 15, 2012
North Atlantic
http://www.youtube.com/user/yourfilmfestival?x=player%2FaScwR4tmFmI__en_us
Viva!Depois de um ano fantástico nalguns dos mais importantes festivais internacionais de cinema, o meu primeiro filme - NORTH ATLANTIC - foi recentemente seleccionado como uma das 50 melhores curtas entre 15 000 concorrentes no Youtube Film Festival. Agora, e até 13 de Julho, vai estar online para que o publico possa votar, elegendo os 10 melhores. Estes serão exibidos no Festival de Veneza, onde Ridley Scott escolherá um realizador/projecto de longa metragem para produzir. Como me podem ajudar? Passando o filme a um numero máximo de pessoas, sugerindo que o vejam e que, SE gostarem, votem e partilhem (com o link sempre acompanhado pelo título do filme, para que o primeiro nao se extravie). Caso gostem do filme e queiram e possam ajudar-me, por favor partilhem-no por fb, mail ou como puderem. Nesse caso, acrescentem que é a única curta portuguesa nas meias-finais deste campeonato do mundo de curtas! NORTH ATLANTIC (vejam o filme em HD/full screen/auscultadores) está aqui:
http://www.youtube.com/user/yourfilmfestival?x=player%2FaScwR4tmFmI__en_us
Para os apoiantes mais olímpicos: é possivel (e muito desejável!) votar uma vez por dia!A todos muito obrigado, um abraço,Bernardops: North Atlantic foi premiado em Varsóvia, Milão, Tóquio, Vila do Conde, Alaska(!), Savannah, Açores, Katowice, Funchal e Los Angeles, e seleccionado para BFI Londres (estreia), Palm Springs, Rio de Janeiro, Aspen, Toronto, Durban, Ankara, Bucareste e Vancouver entre muitos outros.

Woody Allen já chateia mas este é um filme divertido a não perder, se mais não for pelo pano de fundo...
Proteccionismo
[Pequeno parêntesis: lembram-se da Coreia do Sul nos anos 1960 e 1970? Era acusada de tudo isso! Protegeu esses factores “indecentes” de competitividade com o apoio activo (e autoritário) do Estado e saiu de uma situação de economia rural atrasada para uma de potência industrial. Infelizmente, o único factor de competitividade dos países pobres é a pobreza... até dela sairem... e poderem aplicar as políticas dos países virtuosos! Parêntesis fechado.]
Portanto, os países virtuosos devem proteger as suas economias... sem descurar a melhoria dos factores de competitividade nos sectores convencionais e um esforço de “upgrading” do padrão de especialização, privilegiando actividades de mais alto valor acrescentado. O blá-blá do costume que vai de caras contra o facto de que o emprego não se cria, no imediato, dentro de laboratórios de investigação científica. O emprego cria-se no curto prazo onde se precisa de trabalho com as qualificações disponíveis. A capacidade para vender no exterior depende de factores quantitativos (volume e preço) e qualitativos (qualidade, fiabilidade, design, eficiência na distribuição, serviço após venda). Nos bens e serviços “banais”, que continuam a representar uma parte substancial das (nossas) exportações e que estão mais expostos à concorrência dos países pobres e criminosos, o preço desempenha um papel central e nesse preço incluem-se coisas como o custo global do trabalho e o custo de inputs materiais (essencialmente energia e outros consumos intermédios).
O custo do trabalho corresponde à massa salarial (onde se incluem salários directos e indirectos, estando nos últimos as contribuições para a segurança social e outros benefícios) a dividir pelo valor da produção. Ou seja, nesse conceito está implícita a produtividade. Mais produtividade permitirá reduzir o custo unitário do trabalho, podendo-se manter ou mesmo aumentar a massa salarial. Por conseguinte, não teremos de empobrecer para segurar a competitividade-preço se a produtividade aumentar. Mas, o aumento da produtividade não implica apenas investimento em capital mais sofisticado. Implica mudanças qualitativas nos modos de produzir, nos métodos de gestão.
Quanto aos consumos intermédios, o que é preciso é eliminar rendas de situação, monopólios ou oligopólios que geram lucros desmesurados para uns tantos accionistas à custa do sistema produtivo e dos consumidores domésticos. Liberalizar sectores como a energia, as telecomunicações e outras infraestruturas de base não deve ser uma questão ideológica mas um imperativo de eficiência económica e de justiça social. Quanto se ganha em competitividade internacional por cada ponto percentual de redução do retorno accionista excessivo das empresas dominantes desses e doutros sectores de bens e serviços não transaccionáveis?
Os últimos parágrafos desviaram-me (saudavelmente) do argumento de partida. Recomecemos! Depois de fazer um salto colossal por cima das considerações que fiz nesses (intempestivos) parágrafos, dir-se-ia, portanto, que o proteccionismo desempenharia uma dupla função: salvaguarda do tecido produtivo e dos empregos dos países virtuosos em que vivemos e arma (político-económica) para fazer vergar os países pobres e criminosos de modo a imporem aos seus produtores, o mais rapidamente possível, as virtuosas regras dos países de velha industrialização. Assim se restabeleceriam as condições de uma concorrência leal. O comércio internacional seria finalmente fantástico de um ponto de vista económico, ético e político.
Aceitemos por um momento esta ficção... porque a Economia vive de ficções (de “factos estilizados”). O proteccionismo só tem sentido para proteger indústrias nascentes (proteccionismo de List) ou no caso de contar com significativas economias de escala. Portanto, suponho que o proteccionismo de que se fala seria aplicável ao nível de grandes economias (como os Estados Unidos) ou de grandes espaços económicos (como a União Europeia), transformados em fortalezas face ao Resto do Mundo, dentro das quais a eficiência poderia continuar a ser perseguida. Talvez houvesse um ligeiro problema de prejuizo do bem-estar económico mundial, mas que se justificaria pelo incremento do bem-estar económico no interior de cada uma dessas fortalezas durante algum tempo, até que todo o Mundo fosse virtuoso, em consequência desse proteccionismo pedagógico transitório.
Mas como conceber um proteccionismo colectivo da UE face ao Resto do Mundo quando no seio da própria UE eclodem tendências proteccionistas nacionais? Ontem o novo Presidente de França disse que estava disposto a subsidiar a compra por franceses de automóveis politicamente correctos (híbridos, amigos do ambiente, etc.) fabricados em França. Talvez a França tenha economias de escala que cheguem, mas um país como Portugal...
E depois, estamos a falar de que Resto do Mundo? Criteriosamente seleccionado segundo que critérios económicos e/ou políticos? Protecionismo por quanto tempo e até serem cumpridos que critérios de leal concorrência? Proteccionismo mediante que instrumentos? Taxas de câmbio? Barreiras aduaneiras? Especificações técnicas? Condicionalidade ambiental, social, politica? Proteccionismo hostil e unilateral ou negociado no âmbito da Organização Mundial de Comércio?
Parece-me que o proteccionismo como conceito seja uma manifestação de desespero e de impotência. Seria necessário admitir esta coisa elementar: a chegada dos pobres ao clube dos ricos (por meios seguramente pouco humanos e ecológicos, esperemos que transitoriamente) implicará sacrifícios durante algum tempo nos países ricos há muito tempo. Será inevitavelmente necessária a perequação de w/r com a convergência de K/L, num contexto em que o capital e o trabalho são cada vez mais móveis e, no âmbito de cada um deles, cada vez mais fungíveis.
“We are running out of policy rabbits to pull out of policy hats”
sábado, julho 14, 2012
Dois dos meus favoritos:
Uns com tanto, outros sem nada
http://www.rollingstone.com/culture/news/the-sharp-sudden-decline-of-americas-middle-class-20120622
- “The Safe Parking program is not the product of a benevolent government. (…) An appeals court compared one city ordinance forbidding overnight RV parking to anti-Okie laws in the 1930s. (…) local activists launched the Safe Parking program (…). But since the Great Recession began, the number of lots and participants in the program has doubled.”
- “People are crying, they're saying, 'I've never experienced this before. I've never been homeless.' They don't want to mix with homeless people. (…) they're lost, they're humiliated, they're rejected, they're scared, and they're very ashamed. (…) all of a sudden, you're in your car.”
- By 2009, formerly middle-class people like Janis Adkins had begun turning up – teachers and computer repairmen and yoga instructors seeking refuge in the city's parking lots. Safe-parking programs in other cities have experienced a similar influx of middle-class exiles, and their numbers are not expected to decrease anytime soon.”
- “It can take years for unemployed workers from the middle class to burn through their resources – savings, credit, salable belongings, home equity, loans from family and friends. (…) Janis Adkins (…) "She's the tip of the iceberg," (…) "There are many people out there who haven't hit bottom yet, but they're on their way – they're on their way."
- “Government-aid agencies and private charities demand that applicants show a bundle of identifying documents (…) Many people don't have all of the required documents; homeless people often have none. (…) at the aid agencies where they applied, (…) many (…) denied basic services for lack of paperwork.”
- “(…) welfare applicants must (…) disclose every possession and conceivable source of income they have. (…) many people (…) couldn't get food stamps because (…) car is worth too much(…) ‘OK, you have a car. But you've lost everything – your house, your job, your pride – and all you have left is that car and all of your belongings in it. And they say, You still have too much. Lose it all.' You have to have nothing, when you already have nothing."
- “When welfare applicants finally prove that they exist, and show their material worth to be nothing, they usually receive far less than they need to live on.”
- “Most of the social-service systems in the United States function not to help people (…) get back to where they were, to a point of productive stability, but (…) to merely reduce the chances that they will starve. Millions of middle-class Americans are now receiving unemployment benefits, and many find themselves compelled by the meagerness of the assistance to shun opportunity and forgo productivity in favor of a ceaseless focus on daily survival. The system's incoherence and contempt for its dependents fluoresce brilliantly in the wake of a historic event like the Great Recession. When floodwaters cover our homes, we expect that FEMA workers with emergency checks and blankets will find us. There is no moral or substantive difference between a hundred-year flood and the near-destruction of the global financial system by speculators immune from consequence. But if you and your spouse both lose your jobs and assets because of an unprecedented economic cataclysm having nothing to do with you, you quickly discover that your society expects you and your children to live malnourished on the streets indefinitely.”
- “These systems (…) degrade and humiliate people. They're not solutions. They're Band-Aids on wounds that are pusing and bleeding."
- “However long it takes to lose everything, to get to the point where you're driving away from your repossessed home, the final unraveling seems eye-blink fast, because there is no way to imagine it. (…) you (…) won't have a mental category for your own homelessness (…) reality (…) seems to have sprung from nowhere.”
- “When negative thoughts come, it's important to be able to say, 'It's just a thought,(…)Just let it go.' When I get really down, I try to look at a worse-case scenario, like the pictures of the Haiti earthquake. I go, 'What could I do to help?' Things like that drive me forward." She also reminds herself to be grateful (…). Gratitude snuffs out self-pity.”

“Pensei na minha avó” - Diz o agente que lhe pagou a conta
Alegrias de Verão
sexta-feira, julho 13, 2012
quinta-feira, julho 12, 2012
domingo, julho 08, 2012
A necessidade de Deus
Descobrir a chamada Partícula de Deus, a origem da matéria, o infímo a partir do qual a máquina do universo se pôs a funcionar, o que está a montante do que se julgava mais elementar, enfim, descobrir cientificamente a origem de todas as coisas tem um significado “monstruoso”. Estabelece o caminho para donde viemos e porque aqui chegámos, do que somos feitos. No fundo, elimina uma parte da necessidade de Deus e demonstra claramente que não foi Deus que criou o Homem, mas sim o contrário. Foi o Homem que criou Deus à sua imagem e semelhança, para melhor, porque o Homem é visceralmente fraco.
Ou seja: trata-se de uma descoberta que abre o caminho a investigação fascinante, não apenas no domínio da Física mas também no da Teologia. De facto, como já disse, o que está em causa é a necessidade de Deus. Mesmo que não tenha sido Deus a criar o Universo talvez se precise Dele para lutar contra o mêdo, para dar esperança e, sobretudo, para preencher esse horrivel vazio que é a morte e o possivel Nada de depois da morte. E parece que a Deus se chega com o coração, não com a cabeça.
sábado, julho 07, 2012
Policia Turística
http://www.thenational.ae/deployedfiles/thenational/Sound%20and%20Vision/PDFs%20and%20others/proch.torsit.police1.jpg

As manas Cohen
20 anos depois entrevista-se a si próprio quando tinha 12 anos (say what?)
Jeremiah McDonald, 32 anos, cineasta; Jeremiah McDonald, menino precoce aos 12 anos, decidiu filmar-se para conversar consigo próprio 20 anos mais tarde. O (engraçado) resultado e' este video.
Wall Street Journal
Adivinhem quem esta' em 9º lugar
Os 13 países que controlam o ouro do mundo:
domingo, julho 01, 2012
Mais um pequeno passo...
1) A União Europeia ajuda directamente os bancos sem passar pelos Estados... mas só quando o controlo dos bancos estiver nas mãos do Banco Central Europeu, ou seja, lá para o ano que vem. Não passar pelos Estados é bom porque alivia a promiscuidade entre bancos e Estados e porque não aumenta a dívida externa pública... apesar da dívida externa total do país em questão aumentar de qualquer modo. Por outro lado, assim se esvaziam ainda mais as funções dos bancos centrais nacionais.
2) Não resulta claro se essa ajuda específica aos bancos implicará igualmente condicionalidade macroeconómica como no caso de outros pacotes de assistência (e.g. Portugal). Parece que, sendo o problema especificamente bancário, os países em questão (desde logo a Espanha) não terão de apertar o cinto. Mas, admitindo que, pelo menos, o problema irlandês tenha sido também especificamente bancário, então a Irlanda pode queixar-se de lhe terem imposto sofrimento excessivo.
3) A União Europeia pode comprar títulos de dívida pública no mercado secundário e não terá estatuto de credor privilegiado, isto é: não será o primeiro credor a ser reembolsado em caso de escassez de meios de pagamento do devedor. Isto é definitivamente bom porque evita a fuga dos credores privados, os quais, num cenário de “Preferred Creditor Status” da UE, não estariam dispostos a emprestar nem mais um cêntimo aos Estados.
4) Foi acordado um aumento do capital do Banco Europeu de Investimento de 10 mil milhões de euros com o objectivo de aumentar a capacidade de concessão de crédito dessa instituição em cerca de 60 mil milhões de euros, o que poderá permitir investimentos da ordem de 180 mil milhões de euros para relançar a economia e o emprego (menos de 1.5% do PIB da UE).
No meio de tudo isto a injecção de dinheiro nos bancos espanhóis e a renúncia ao estatuto de credor privilegiado são as medidas com maior impacto imediato para acalmar os mercados. Mas, a viabilidade do euro na sua actual configuração não está assegurada e a Alemanha continua a dizer que apenas aceita a mutualização da dívida (eurobonds) quando, enquanto principal credor, puder controlar os orçamentos nacionais. Ou seja: união económica, monetária, bancária, fiscal traduz-se numa crescente partilha de soberania que resulta tendencialmente em união política, como sempre, controlada pelos mais fortes.
sábado, junho 30, 2012
Mais vale tarde do que nunca
Uma noite de verão
E depois fui aqui
Ver isto
quinta-feira, junho 28, 2012
terça-feira, junho 26, 2012
Ecos de crise
domingo, junho 24, 2012
O conhecimento dos gatos
quinta-feira, junho 21, 2012
Um Verão Feliz a Todos
Fish are jumpin' and the cotton is high
Your daddy's rich and your ma is good-lookin'
So hush, little baby, baby don't you cry
One of these mornings you're gonna rise up singing
And you spread your wings and you take to the sky
But ‘till that morning, there’s nothin' that can harm you
With daddy and mommy standin' by…………..don't you cry

