domingo, julho 01, 2012

Campeones - foram simplesmente demasiado superiores... mais uma vez!

Mais um pequeno passo...

O último Conselho Europeu de 29 de Junho desembocou essencialmente nisto:

1) A União Europeia ajuda directamente os bancos sem passar pelos Estados... mas só quando o controlo dos bancos estiver nas mãos do Banco Central Europeu, ou seja, lá para o ano que vem. Não passar pelos Estados é bom porque alivia a promiscuidade entre bancos e Estados e porque não aumenta a dívida externa pública... apesar da dívida externa total do país em questão aumentar de qualquer modo. Por outro lado, assim se esvaziam ainda mais as funções dos bancos centrais nacionais.

2) Não resulta claro se essa ajuda específica aos bancos implicará igualmente condicionalidade macroeconómica como no caso de outros pacotes de assistência (e.g. Portugal). Parece que, sendo o problema especificamente bancário, os países em questão (desde logo a Espanha) não terão de apertar o cinto. Mas, admitindo que, pelo menos, o problema irlandês tenha sido também especificamente bancário, então a Irlanda pode queixar-se de lhe terem imposto sofrimento excessivo.

3) A União Europeia pode comprar títulos de dívida pública no mercado secundário e não terá estatuto de credor privilegiado, isto é: não será o primeiro credor a ser reembolsado em caso de escassez de meios de pagamento do devedor. Isto é definitivamente bom porque evita a fuga dos credores privados, os quais, num cenário de “Preferred Creditor Status” da UE, não estariam dispostos a emprestar nem mais um cêntimo aos Estados.

4) Foi acordado um aumento do capital do Banco Europeu de Investimento de 10 mil milhões de euros com o objectivo de aumentar a capacidade de concessão de crédito dessa instituição em cerca de 60 mil milhões de euros, o que poderá permitir investimentos da ordem de 180 mil milhões de euros para relançar a economia e o emprego (menos de 1.5% do PIB da UE).

No meio de tudo isto a injecção de dinheiro nos bancos espanhóis e a renúncia ao estatuto de credor privilegiado são as medidas com maior impacto imediato para acalmar os mercados. Mas, a viabilidade do euro na sua actual configuração não está assegurada e a Alemanha continua a dizer que apenas aceita a mutualização da dívida (eurobonds) quando, enquanto principal credor, puder controlar os orçamentos nacionais. Ou seja: união económica, monetária, bancária, fiscal traduz-se numa crescente partilha de soberania que resulta tendencialmente em união política, como sempre, controlada pelos mais fortes.

sábado, junho 30, 2012

(mais) Louis e Ella (para acabar o mês)




(CRUZES: Já lá vai meio ano!)

Mais vale tarde do que nunca


Ann Colagiovanni nasceu na Sicilia e, no principio do seculo passado, imigrou com os pais para os Estados Unidos. Em 1931, com muita amargura, viu-se obrigada a abandonar os estudos secundários para poder ajudar o pai a pôr comida na mesa. A America estava a passar por um período muito difícil e não havia outra alternativa; porém, nem Ann nem o pai se esqueceram da importância de uma educação e nunca desistiram da ideia de, um dia, Ann acabar os seus estudos secundários; mas é como se costuma dizer, “life’s what happens when you’re busy making  plans”:  a vida aconteceu e os planos de Ann foram adiados – mas nunca esquecidos.

Hoje  Ann reside no Ohio, tem 97 anos, filhos e netos...e recebeu, finalmente, o seu diploma do 12º ano.

Acho que o que me comoveu mais ao ver o video foi a alegria genuina da senhora ao ver o seu nome no diploma. Porque o ensino superior aqui é caríssimo, eu tive sempre que trabalhar muito para completar os meus estudos universitários; num país onde não existem estatutos de trabalhador-estudante foi preciso muitos sacrifícios, teimosia  e trade-offs. Foi uma montanha que demorou o seu tempo a escalar, e nunca mais me esqueci do que senti quando cheguei ao cume e vi, finalmente, o meu nome no 1º diploma. É uma mistura de alegria, descrença e alivio que não sei explicar. Não creio que tivesse sentido o mesmo com a mesma intensidade, se não tivesse tido que trabalhar e esperar tanto.

Este caso faz-me lembrar um artigo que li nos meus tempos de estudante-trabalhadora. Um senhor de 83 anos estava a acabar a licenciatura em História; também for razões financeiras, teve que ir trabalhar logo a seguir ao 12º ano, casou,  teve filhos, netos e bisnetos e só quando já ninguém precisava dele e estava reformado é que se matriculou na faculdade. Porquê História? Nunca mais me esqueci da resposta: “I’ve lived all these years, experienced first-hand so many of these events, I figured it would be easy.” Esse senhor, sem saber, deu-me ânimo: if he can do it, I can do it!

Joan Baez - Don't think twice, it's all right

Uma noite de verão

Ontem fui jantar aqui

E depois fui aqui

Ver isto


Poderia ter sido uma noite estupenda se a companhia fosse outra...

Economistas do mundo, uni-vos!

Sign the manifesto!

terça-feira, junho 26, 2012

Ecos de crise

A impressão que dá é que se anda a meter a cabeça debaixo da areia à espera que passe. Sem decisões radicais, sem coragem, sem defesa de valores ou interesses esmagados pela crise, sem tempo para reflectir e tomar decisões fundamentadas. As decisões estão cada vez mais a ser tomadas por impulso, instinto, em piloto automático. Continuando apenas com as receitas do costume, alegadamente baseadas em indisputáveis princípios de “disciplina financeira”. Um dia acordaremos com a crise acabada, com o leite e o mel a escorrer nas valetas das nossas vilas e cidades, com os bons velhos tempos a baterem-nos à porta, dizendo que estamos perdoados e que já basta de tanto sofrer. O problema é que, enquanto nos perdemos nas insónias à espera desse desfecho mágico, a crise cresce e cresce e cresce, até se tornar incontrolável, um pesadelo tornado realidade.

domingo, junho 24, 2012

O conhecimento dos gatos

Seguir um gato em território desconhecido é como vigiar um pacote de sentidos, alerta ao mais infímo sinal - côr, cheiro, rugosidade, humidade... tudo suscita uma curiosidade lenta, precisa. Conhecer um novo ambiente é objecto de atenção metódica, sem pressa ou descuido. Um gato precisa de se inteirar escrupulosamente do espaço que passa a ocupar. Há pessoas que deveriam observar cuidadosamente os gatos para aprender a conhecer as coisas antes de se meterem em certas aventuras ou de se pronunciarem sobre certos assuntos.

quinta-feira, junho 21, 2012

Um Verão Feliz a Todos




 (George Gershwin’s Aria: Summertime, da Opera Porgy & Bess)

Summertime and the livin' is easy
Fish are jumpin' and the cotton is high
Your daddy's rich and your ma is good-lookin'
So hush, little baby, baby don't you cry

One of these mornings you're gonna rise up singing
And you spread your wings and you take to the sky
But ‘till that morning, there’s nothin' that can harm you
With daddy and mommy standin' by…………..don't you cry

Big! Giant Girl Swimming w/Tube & Sunglasses Helium Balloon - Click Image to Close

He’s Probably Rolling Over In His Grave...





No meu tempo, aprendia-se ciências na escola e religião na catequese:

"In a 2009 survey conducted for the South Korean documentary The Era of God and Darwin, almost one-third of the respondents didn’t believe in evolution. Of those, 41% said that there was insufficient scientific evidence to support it; 39% said that it contradicted their religious beliefs; and 17% did not understand the theory. The numbers approach those in the United States, where a survey by the research firm Gallup has shown that around 40% of Americans do not believe that humans evolved from less advanced forms of life."





sábado, junho 16, 2012

A Propósito De Corações Partidos


Já muita tinta correu e muita lágrima se derramou a propósito de corações partidos e as razões porque “a coisa nem sempre bate certo”. Desacatos, traição, desilusão, mal-entendidos, ciúmes, sangue derramado e outros dramas, até parece que a felicidade só é alcançável em contos de fadas...

Eu (chamem-me ingénua se quiserem – I don’t care - ) encaro a coisa de uma maneira muito simples: na base de todas as relações de sucesso (sejam elas de natureza amorosa, profissional, ou de amizade) acho que tem que haver dois ingredientes igualmente importantes:  respeito mutuo e compatibilidade. Já a sábia da minha avó dizia (e com “oodles” de razão): “o respeitinho é muito importante; quando falta o respeito, falta tudo.” Também acho indispensável ter, mais ou menos, a mesma visão e os mesmos valores - mas não, necessariamente, os mesmos gostos ou feitios – e imprescindível gostar genuinamente da outra pessoa (como ser humano que é, independentemente de todos os outros sentimentos) . Acho que só assim podemos ser completamente honestos uns com os outros e comunicar o que nos vai na alma sem tentar esconder nada: nem filtros, nem “ares”, nem medo - apenas uma linha recta do coração à boca. Dou muito, muito, valor à honestidade.

Acho que as pessoas são como as peças dum puzzle; enquanto que umas (por mais que se tente) não encaixam, outras encaixam “mais ou menos” e ainda outras há que encaixam perfeitamente – formando, assim, “a perfect fit”. Mas nem encaixar perfeitamente chega (se é que isso existe…) pois, tal como as peças dum puzzle, não há 2 pessoas completamente iguais – razão porque é muito importante respeitar as diferenças 1 do outro e muitíssimo importante saber discutir sempre que haja desacordos e desavenças: sem gritos, berros, amuos ou insultos (os quais, vendo bem as coisas, não passam de mecanismos de defesa). Reconhecendo que todos tivemos educação e experiencias diferentes, reconhecemos  que ter perspectivas diferentes é um dos ingredientes mais importantes numa relação. Mas, para que isso aconteça, há que respeitar essas diferenças e há que poder viver com elas (eu, por exemplo, era incapaz de viver com um cobarde que maltratasse animais, crianças, idosos e outros seres indefesos). E também tenho muita dificuldade em lidar com gente “arrogante”; admiro muito a humildade, sobretudo quando não há razão para tal. Igualmente importante é rodearmo-nos de pessoas que nos ajudem a ser o melhor que podemos ser mas, para que isso aconteça, temos que estar dispostos a mudar as coisas que não gostamos em nós proprios e a evoluir. Por outro lado, acho que ninguém tem o direito de querer mudar o parceiro.  Acho uma grandessíssima falta de respeito quando uma pessoa quer mudar outra sem que esta queira, ou esteja pronta para tal. Por fim, quando as coisas não correm bem, quando as diferenças são irreconciliáveis, acho que a melhor solução é fazer as malas – de preferência, com o queixo erguido e uma série de “lições” na bagagem.  Mas para que isso aconteça é preciso megadoses de coragem e auto-estima.

Esta vida é uma escola, há que aprender com os erros cometidos e andar para a frente e, por muito dificil que seja, há que reconhecer que passar o resto dos nossos dias como um gato hirto pronto a investir, com o coração empedernido e um escudo invisivel à nossa frente não nos safa da dor porque já passámos e só serve para perdermos novas oportunidades. E há que ter o coração aberto, pois uma coisa que também já reparei é que, por vezes, as coisas melhores da vida acontecem quando menos esperamos, quando não fizemos nada para as procurar – mas para que isso aconteça é necessário prestar atenção (fazer o que Steve Jobs denominou “connecting the dots”). E quando as coisas estão bem, há que “regar as flores” quando não elas murcham. Pensar que o dia de trabalho acaba quando chegamos a casa é um erro, pois o que vale realmente a pena é o que dá mais trabalho, o mais difícil de obter: "What we achieve easily, we esteem lightly" -  Thomas Paine.


Infelizmente, voltar atrás é algo que ainda ninguém inventou, e não é nada agradável chegarmos à meia-idade arrependidos de certas coisas que deixámos escapar pura e simplesmente por medo ou porque iria ser complicado. E não deve haver nada pior do que chegar à 3ª idade com remorços. E não poder fazer nada.

Gordon Lightfoot - If you could read my mind


A Propósito De Segundas Oportunidades


(copiado de um e-mail que recebi há uns tempos. Tentei saber quem é o autor mas ninguém me sabe dizer):

Life is too short to wake up with regrets.
Love the people who treat you right,
Forget about the ones who don’t.
Believe everything happens for a reason.
If you get a second chance, grab it with both hands.
If it changes your life, let it.

Nobody said life would be easy,
They just promised it would be worth it.

quinta-feira, junho 14, 2012

Parabéns Irlanda

A Espanha ganhou hoje e bem à Irlanda por um eloquente 4-0. Futebolisticamente nada a dizer. A selecção nacional espanhola continua no topo ou muito próximo do topo. Mas, o que mais me tocou foram os cânticos dos adeptos irlandeses, especialmente vibrantes na parte final do jogo, derrota consumada no estádio de Gdansk. Impressionante a beleza, a disciplina e a amplitude esmagadora desses cânticos de quem, fora do campo, estava claramente a ganhar pelo espírito patriótico, pela solidariedade com os jogadores no momento mais difícil da derrota desportiva. Os adeptos espanhóis - numerosos - deixaram de se ouvir, apesar da vitória. Vitória que passou de repente a valer pouco perante tal demonstração de orgulho e de dignidade dos "derrotados" irlandeses, mais ganhadores no comportamento e na atitude do que todos os campeões do mundo. Temos muito a aprender com a maneira especial de perder ou ganhar dos irlandeses. Os espanhóis ganharam trivialmente. Os irlandeses fizeram da sua derrota futebolistica uma clamorosa vitória emotiva, nacional, uma demonstração de resistência positiva à adversidade. Bem hajam caros irlandeses! Não terá sido por acaso que passaram tanta fome e que mandaram os ingleses para a terra deles e que estão agora a sair da crise provocada pelos seus banqueiros patetas de forma tão discreta e eficiente.

segunda-feira, junho 11, 2012

Bancos e Espanha

Curioso que recentemente esteja a ouvir banqueiros queixar-se de excessos de ganância, da injustiça de certos lucros, do abuso de putativa concorrência, da falta de controlo dos bónus astronómicos. Vejo insuspeitas criaturas e entidades a falar do capitalismo como se fossem de esquerda e se envergonhassem da cupidez. Uma espécie de mundo ao contrário... Os banqueiros, de repente, pedem disciplina,
regras, efectiva supervisão. Porque se estão a ver à beira do precipício,
vítimas da própria avidez. O que acontece é que os Estados e os bancos estão cada vez
mais indissoluvelmente ligados por causa do supremo valor da estabilidade financeira.
Com isso se privatizam ganhos e nacionalizam perdas. Bem sei que as acções dos
bancos têm vindo por água abaixo, mas o capital ainda vale alguma coisa e não
passa pela cabeça de ninguém que passe a negativo porque isso quereria dizer
falência técnica. A solvabilidade dos bancos é igual à solvabilidade dos
Estados. Por isso, o resgate dos bancos espanhóis é o resgate do Reino de
Espanha e dizer que, tratando-se apenas de um resgate de bancos dispensa o país
de condicionalidade macro-económica é enganador. Uma bolha de oxigénio não
assegura a sobrevivência. 100 mil milhões de euros para os bancos, canalizados
por intermédio do Estado espanhol, não tranquiliza ninguém e menos ainda os
detentores de dívida espanhola. Até porque essa dívida poderá vir a ter
prioridade sobre outra dívida, actual ou futura. Essa subordinação afugenta os
credores e leva os existentes a pedir taxas mais altas. Continuamos a cair pela ravina abaixo. Rajoy montou no avião depois do anúncio do resgate, orgulhando-se de um grande sucesso, para ver o jogo do Europeu Espanha-Itália e assistiu a um empate. Que premonição! Nesses dois países, contaminando-se mutuamente, decide-se a Europa...

domingo, junho 10, 2012

Abuelas de Plaza de Mayo

http://www.20minutos.es/data  Las Madres de la Plaza de Mayo demonstrate holding pictures of the disappeared and asking, “Where are they? The truth remains withheld"



Esta história deixa-me, simultaneamente, muito triste e zangada: http://www.washingtonpost.com/world/argentine-grandmothers-running-out-of-time-in-search-for-missing/2012/06/03/gJQAqzr6CV_story.html




Sabedorias Lusitanas




1 –  Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
2 –  Se tens medo compra um cão.
3  Querer é poder.
4  Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
5 –  Devagar se vai ao longe.
6 –  Mais vale perder um minuto na vida do que a vida por um minuto.
7 –  A ignorância é a mãe de todas as doenças.
8  Ler é saber.
9 -   O saber não ocupa lugar.
10 -  As palavras voam, a escrita fica.
11 -  A palavras loucas orelhas moucas.
12 -  A união faz a força.
13 -  Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
14 -  Amor com amor se paga.
15 -  Mais vale só do que mal acompanhado.
16 -  Cada um é como cada qual, e cada qual é como é.
17 -  Com vinagre não se apanham moscas.
18 -  De pequenino se torce o pepino.
19 -  Deus escreve direito por linhas tortas; Deus nunca fechou uma porta que não abrisse outra; Há remédio para tudo menos para a morte; Não há bem que sempre dure nem mal que não acabe; Há males que vêm por bem; Tristezas não pagam dívidas; Enquanto há vida, há esperança; Os cães ladram e a caravana passa; Para bom entendedor meia palavra basta; Quem canta seus males espanta; Quem boa cama faz nela se deita; Quem sai aos seus não degenera; Roma e Pavia não se fez num dia (a propósito da minha impaciência)  e Quem tem boca vai a Roma  (a propósito da minha timidez quando era criança) devem ser os provérbios favoritos da minha mãe. Se tivesse $1.00 por todas as vezes que ouvi isto, era hoje uma mulher rica.
20  -  Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
21  -  Gostos não se discutem.
22  -  Mais vale pouco que nada.
23  -  Mais vale prevenir que remediar.
24  -  Da primeira ninguem se livra, na segunda cai quem quer, na terceira quem é tolo (este faz-me lembrar a minha querida avó...que saudades que eu tenho suas, avó!)
25  -  O que é barato sai caro (os economistas chamam a isto, “there’s no such thing as a free luch”, não é senhor Melga?)
26  -  Quem semeia ventos colhe tempestades.
27 -   Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho.
28 -   Os homens não se medem aos palmos.

Tudo coisas que ouvia em criança e durante parte da minha adolescência, mas para as quais nem sempre estava preparada. E tudo isto a propósito duma pequenina frase escrita por alguém que admiro muito:  Há verdades que só se tornam verdades quando é chegado o momento certo para que sejam consideradas como tal.”: http://fantasticomelga.blogspot.com/2006/02/brevssima-introduo-teoria-do.html







Bibi e Poldi

Casal austríaco "divorcia-se" após 115 anos juntos, 36 dos quais a viver na mesma casa: "We get the feeling they can't stand the sight of each other anymore" . Ao fim de tantos anos, estão perdoados.



sábado, junho 09, 2012

Musings (reflexões) & Quotes (citações)


1 - An eye for an eye makes the whole world blind ~ Mohandas Karamchand Gandhi

2 - Attacking always stems from fear and guilt. No one attacks unless he first feels threatened and believes that through attack he can demonstrate his own strength at the expense of another’s vulnerability. ~ Gerald Jampolsky

3 - Courage is not being without fear; courage is being scared to death but saddling up anyway ~ John Wayne

4 - Live every day as if it were your last and then some day you'll be right. ~ H.H. "Breaker" Morant

5 - You have to make mistakes to find out who you aren’t; you don’t think your way into becoming yourself. ~ Anne Lamott

6 - The primary difference between successful people and unsuccessful people is that successful people fail more. If you see failure as a monster that ruined your life, take another look. That monster can become a benevolent teacher. ~ Martha Beck

7 - Follow Your Heart Instead of Your Head ~ Tama Kieves

8 - “Your time is limited, so don't waste it living someone else's life (…) Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.” ~ Steve Jobs

9 -  By listening to our inner voice we can heal relationships, experience peace of mind and let go of fear  ~ Marianne Williamson   

10 - While the voice of social conditioning manifests itself as a stream of thoughts in the head, wisdom (read intuition) often appears as emotions or physical sensations in the body. So, trust your instincts; intuition doesn’t lie ~ Martha Beck

11 - There is only one corner of the Universe you can be certain of improving, and that’s your own self ~ Aldous Huxley

12 - He who controls the meaning of words dictates the terms of the debate ~ Orwell

13 - There is only one way to happiness, and that is to cease worrying about things that are beyond the power of our will ~ Epictetus

14 - Happiness depends upon ourselves ~ Aristotle

15 - Of course problems arise, but thinking only of the negative does not help to find solutions and it destroys peace of mind. ~ Dalai Lama

16 - A lucky person escapes his enemies, but a really lucky person slips into a house to escape enemies and opens the door to another world ~ the poet Rumi

17 - When one door of happiness closes, another opens but often we look so long at the closed door that we do not see the one that has been opened for us. ~ Helen Keller

18 - Fear is momentary; regrets are forever (se esta frase não é a minha favorita, anda lá perto) ~ Joe Robinson, author

19 - Love is Letting Go of Fear (este é o titulo de um livrinho que li há 25 anos atrás e que me abriu muito os olhos) ~ Gerald Jampolsky

20 - I never think of the future, it comes soon enough ~ Albert Einstein

21 - Do unto others as you would have them do to you (aka “the golden rule”)

22 - Enjoy yourself. It's later than you think. ~ Chinese Proverb

23 - Carpe Diem (seize the day) ~ Quintus Horatius Flaccus

24 - Peter Drucker:
Ø  Change is the only constant.
Ø  The greatest danger in times of turbulence is not the turbulence, but to act with yesterday’s logic.

25 - Frases que não são minhas, que não me lembro onde as fui buscar, mas de que gosto muito:
Ø  Better late than never.
Ø  Never say never.
Ø  Love shouldn’t hurt; if it does, it’s not love.
Ø  Truth is the enemy of a guilty conscience.
Ø  Life isn’t always greener on the other side of the river.
Ø  If you want to change the world around you, start with yourself (esta é a mensagem principal de The Man in the Mirror , uma canção de Michael Jackson:”if you want to make the world a better place take a look at yourself and make a change”).
Ø  A crisis is merely a threshold for something bigger to come.
Ø  You can’t always control adversities or the curveballs that life sends your way, but you can control the way you react to them.
Ø  Let go of “Oh, No!” and embrace “Oh, Well…”
Ø  Your freedom ends where mine begins.
Ø  Ignorance breeds fear.       
Ø  Knowledge is power.

Tom Jobim - Chega de Saudade


Bob Marley - is this love?


domingo, junho 03, 2012

Para o Melga do outro lado do Atlântico:

Tintin Cover Sale

Sabias?

O Problema Dos Preconceitos


Um estudo publicado recentemente na revista PLoS ONE indica que investigadores numa Universidade Suiça concluiram que pessoas preconceituosas tendem a interpretar mal comportamentos alheios e, consequentemente, a perder mais oportunidades do que aqueles que se esforçam por conhecer e compreender as diferencas “dos outros”. Thomas Chadefaux, Ph.D. conclui que, “people who are prejudiced perform poorly in complex situations because they fail to incorporate nuances or changes.” Tudo isto para dizer que estas pessoas interpretam mal comportamentos “diferentes”  e para ressaltar a importância do saber.
Agora pergunto eu: seria necessario um estudo cientifico para chegar a esta conclusao?

Os benefícios (tanto para nós proprios como para a sociedade) em viver sozinho


Eric Klinenberg é investigador, sociólogo, professor na universidade nova-iorquina NYU e escritor. No seu livro mais recente, Going Solo: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone, Klinenberg defende que cada vez há mais pessoas a viverem sozinhas por opção própria - possibilitando-lhes, assim, vidas mais enriquecidas do que se não vivessem sós.

Numa altura em que a população dos países industrializados está cada vez mais envelhecida e em que noticias de idosos que morrem sozinhos é quase  um acontecimento diário, o titulo do artigo que li na revista Smithsonian foi o que me chamou a atenção. Confesso não ter esperado concordar com o académico, mas após ler o artigo até acho que tem pontos bastante validos, tais como: o facto de uma pessoa viver sozinha não implicar que esteja isolada e que isolação social não quer automaticamente dizer “problema”, uma vez que também pode ser significado de “mudança social”:  “It seems to me that this is a social condition that’s here to stay”, diz Klinenberg” - o que só demonstra que nem tudo é preto ou branco e que existem muitas áreas cinzentas.

 

A What?



A “pocket neighborhood”, that’s what! (a WARNING to all you English-language purists out there: this text was written in American English, so I don’t want to hear – or, in this case, read – any wisecracks about my atrocious spelling, understood? Good, now let’s get started):

A “pocket neighborhood” is a relatively new concept of housing currently spreading all over these United States of America, and gaining popularity in the process. The reason behind the proliferation of this new neighborhood concept is two-fold:
1 – As people live longer and healthier lives, pocket neighborhoods offer a way of feeling connected to those whose families live far away; to those with no family support system; and to those who are pure social butterflies and, as such, dread the sound of silence and solitude. In short: pocket neighborhoods provide social connectedness to those who seek it, i.e., a sense of belonging and a means of fighting loneliness.
2 – The other factor is a safety issue; as one resident so eloquently puts it, “few burglars want to mess with caring, sharp-eyed neighbors.”

So how do these “pocket neighborhoods” work? For starters, they’re called “pockets” because they are no more than enclaves in current-traditional neighborhoods. Aimed at those looking for alternatives to the current suburban model, they found a niche among those of “a certain age”: 50 to 60 year old boomers in search of smaller community-oriented living environments. These “enclaves” do not have a street separating the homes that face one another; they do not have big fenced-in backyards where people hide in search of privacy; and they do not have attached garages where drivers disappear into until it’s time to hop back into the car again. What they do have are landscaped  courtyards separating the home across the street with a common walkway connecting front doors; they have shared pedestrian gardens, yards, alleys and mailboxes; small backyards with the focus on the front; and mostly detached garages or a common parking area which deemphasize the current automobile mentality so prevalent since the 1950s. All this in an effort to form (and build) ever-lasting relationships with neighbors.

Obviously this is not for everyone; one resident said it best when she referred to the stream of neighbors crossing her way as “the parade of gawkers”  – but it certainly has its merits and there’s certainly a niche for it, as the popularity of such a concept attests. Which begs the question: seria este um conceito viável em Portugal?

Union Jack

O que se está a passar hoje mesmo no Tamisa em Londres é mais uma demonstração da vitalidade e do orgulho das nações, neste caso, de uma nação idiossincrática como o Reino Unido (Inglaterra?), unida no júbilo por qualquer coisa tão frívolo e prosaico como as bodas de diamante de uma rainha que não governa grande coisa, pese embora ter à sua disposição um orçamento anual de cerca de 200 milhões de euros. Menos de 15% dos britânicos se dizem contrários à monarquia...

O que se está a passar ali é uma manifestação de orgulho e de alegria popular contra a crise da Europa, a consagração de uma identidade indissolúvel. Quase uma bofetada na cacofonia dos outros europeus que se deixaram embalar por fantasias como a moeda única ou o federalismo disto ou daquilo.