quinta-feira, junho 21, 2012

He’s Probably Rolling Over In His Grave...





No meu tempo, aprendia-se ciências na escola e religião na catequese:

"In a 2009 survey conducted for the South Korean documentary The Era of God and Darwin, almost one-third of the respondents didn’t believe in evolution. Of those, 41% said that there was insufficient scientific evidence to support it; 39% said that it contradicted their religious beliefs; and 17% did not understand the theory. The numbers approach those in the United States, where a survey by the research firm Gallup has shown that around 40% of Americans do not believe that humans evolved from less advanced forms of life."





sábado, junho 16, 2012

A Propósito De Corações Partidos


Já muita tinta correu e muita lágrima se derramou a propósito de corações partidos e as razões porque “a coisa nem sempre bate certo”. Desacatos, traição, desilusão, mal-entendidos, ciúmes, sangue derramado e outros dramas, até parece que a felicidade só é alcançável em contos de fadas...

Eu (chamem-me ingénua se quiserem – I don’t care - ) encaro a coisa de uma maneira muito simples: na base de todas as relações de sucesso (sejam elas de natureza amorosa, profissional, ou de amizade) acho que tem que haver dois ingredientes igualmente importantes:  respeito mutuo e compatibilidade. Já a sábia da minha avó dizia (e com “oodles” de razão): “o respeitinho é muito importante; quando falta o respeito, falta tudo.” Também acho indispensável ter, mais ou menos, a mesma visão e os mesmos valores - mas não, necessariamente, os mesmos gostos ou feitios – e imprescindível gostar genuinamente da outra pessoa (como ser humano que é, independentemente de todos os outros sentimentos) . Acho que só assim podemos ser completamente honestos uns com os outros e comunicar o que nos vai na alma sem tentar esconder nada: nem filtros, nem “ares”, nem medo - apenas uma linha recta do coração à boca. Dou muito, muito, valor à honestidade.

Acho que as pessoas são como as peças dum puzzle; enquanto que umas (por mais que se tente) não encaixam, outras encaixam “mais ou menos” e ainda outras há que encaixam perfeitamente – formando, assim, “a perfect fit”. Mas nem encaixar perfeitamente chega (se é que isso existe…) pois, tal como as peças dum puzzle, não há 2 pessoas completamente iguais – razão porque é muito importante respeitar as diferenças 1 do outro e muitíssimo importante saber discutir sempre que haja desacordos e desavenças: sem gritos, berros, amuos ou insultos (os quais, vendo bem as coisas, não passam de mecanismos de defesa). Reconhecendo que todos tivemos educação e experiencias diferentes, reconhecemos  que ter perspectivas diferentes é um dos ingredientes mais importantes numa relação. Mas, para que isso aconteça, há que respeitar essas diferenças e há que poder viver com elas (eu, por exemplo, era incapaz de viver com um cobarde que maltratasse animais, crianças, idosos e outros seres indefesos). E também tenho muita dificuldade em lidar com gente “arrogante”; admiro muito a humildade, sobretudo quando não há razão para tal. Igualmente importante é rodearmo-nos de pessoas que nos ajudem a ser o melhor que podemos ser mas, para que isso aconteça, temos que estar dispostos a mudar as coisas que não gostamos em nós proprios e a evoluir. Por outro lado, acho que ninguém tem o direito de querer mudar o parceiro.  Acho uma grandessíssima falta de respeito quando uma pessoa quer mudar outra sem que esta queira, ou esteja pronta para tal. Por fim, quando as coisas não correm bem, quando as diferenças são irreconciliáveis, acho que a melhor solução é fazer as malas – de preferência, com o queixo erguido e uma série de “lições” na bagagem.  Mas para que isso aconteça é preciso megadoses de coragem e auto-estima.

Esta vida é uma escola, há que aprender com os erros cometidos e andar para a frente e, por muito dificil que seja, há que reconhecer que passar o resto dos nossos dias como um gato hirto pronto a investir, com o coração empedernido e um escudo invisivel à nossa frente não nos safa da dor porque já passámos e só serve para perdermos novas oportunidades. E há que ter o coração aberto, pois uma coisa que também já reparei é que, por vezes, as coisas melhores da vida acontecem quando menos esperamos, quando não fizemos nada para as procurar – mas para que isso aconteça é necessário prestar atenção (fazer o que Steve Jobs denominou “connecting the dots”). E quando as coisas estão bem, há que “regar as flores” quando não elas murcham. Pensar que o dia de trabalho acaba quando chegamos a casa é um erro, pois o que vale realmente a pena é o que dá mais trabalho, o mais difícil de obter: "What we achieve easily, we esteem lightly" -  Thomas Paine.


Infelizmente, voltar atrás é algo que ainda ninguém inventou, e não é nada agradável chegarmos à meia-idade arrependidos de certas coisas que deixámos escapar pura e simplesmente por medo ou porque iria ser complicado. E não deve haver nada pior do que chegar à 3ª idade com remorços. E não poder fazer nada.

Gordon Lightfoot - If you could read my mind


A Propósito De Segundas Oportunidades


(copiado de um e-mail que recebi há uns tempos. Tentei saber quem é o autor mas ninguém me sabe dizer):

Life is too short to wake up with regrets.
Love the people who treat you right,
Forget about the ones who don’t.
Believe everything happens for a reason.
If you get a second chance, grab it with both hands.
If it changes your life, let it.

Nobody said life would be easy,
They just promised it would be worth it.

quinta-feira, junho 14, 2012

Parabéns Irlanda

A Espanha ganhou hoje e bem à Irlanda por um eloquente 4-0. Futebolisticamente nada a dizer. A selecção nacional espanhola continua no topo ou muito próximo do topo. Mas, o que mais me tocou foram os cânticos dos adeptos irlandeses, especialmente vibrantes na parte final do jogo, derrota consumada no estádio de Gdansk. Impressionante a beleza, a disciplina e a amplitude esmagadora desses cânticos de quem, fora do campo, estava claramente a ganhar pelo espírito patriótico, pela solidariedade com os jogadores no momento mais difícil da derrota desportiva. Os adeptos espanhóis - numerosos - deixaram de se ouvir, apesar da vitória. Vitória que passou de repente a valer pouco perante tal demonstração de orgulho e de dignidade dos "derrotados" irlandeses, mais ganhadores no comportamento e na atitude do que todos os campeões do mundo. Temos muito a aprender com a maneira especial de perder ou ganhar dos irlandeses. Os espanhóis ganharam trivialmente. Os irlandeses fizeram da sua derrota futebolistica uma clamorosa vitória emotiva, nacional, uma demonstração de resistência positiva à adversidade. Bem hajam caros irlandeses! Não terá sido por acaso que passaram tanta fome e que mandaram os ingleses para a terra deles e que estão agora a sair da crise provocada pelos seus banqueiros patetas de forma tão discreta e eficiente.

segunda-feira, junho 11, 2012

Bancos e Espanha

Curioso que recentemente esteja a ouvir banqueiros queixar-se de excessos de ganância, da injustiça de certos lucros, do abuso de putativa concorrência, da falta de controlo dos bónus astronómicos. Vejo insuspeitas criaturas e entidades a falar do capitalismo como se fossem de esquerda e se envergonhassem da cupidez. Uma espécie de mundo ao contrário... Os banqueiros, de repente, pedem disciplina,
regras, efectiva supervisão. Porque se estão a ver à beira do precipício,
vítimas da própria avidez. O que acontece é que os Estados e os bancos estão cada vez
mais indissoluvelmente ligados por causa do supremo valor da estabilidade financeira.
Com isso se privatizam ganhos e nacionalizam perdas. Bem sei que as acções dos
bancos têm vindo por água abaixo, mas o capital ainda vale alguma coisa e não
passa pela cabeça de ninguém que passe a negativo porque isso quereria dizer
falência técnica. A solvabilidade dos bancos é igual à solvabilidade dos
Estados. Por isso, o resgate dos bancos espanhóis é o resgate do Reino de
Espanha e dizer que, tratando-se apenas de um resgate de bancos dispensa o país
de condicionalidade macro-económica é enganador. Uma bolha de oxigénio não
assegura a sobrevivência. 100 mil milhões de euros para os bancos, canalizados
por intermédio do Estado espanhol, não tranquiliza ninguém e menos ainda os
detentores de dívida espanhola. Até porque essa dívida poderá vir a ter
prioridade sobre outra dívida, actual ou futura. Essa subordinação afugenta os
credores e leva os existentes a pedir taxas mais altas. Continuamos a cair pela ravina abaixo. Rajoy montou no avião depois do anúncio do resgate, orgulhando-se de um grande sucesso, para ver o jogo do Europeu Espanha-Itália e assistiu a um empate. Que premonição! Nesses dois países, contaminando-se mutuamente, decide-se a Europa...

domingo, junho 10, 2012

Abuelas de Plaza de Mayo

http://www.20minutos.es/data  Las Madres de la Plaza de Mayo demonstrate holding pictures of the disappeared and asking, “Where are they? The truth remains withheld"



Esta história deixa-me, simultaneamente, muito triste e zangada: http://www.washingtonpost.com/world/argentine-grandmothers-running-out-of-time-in-search-for-missing/2012/06/03/gJQAqzr6CV_story.html




Sabedorias Lusitanas




1 –  Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
2 –  Se tens medo compra um cão.
3  Querer é poder.
4  Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
5 –  Devagar se vai ao longe.
6 –  Mais vale perder um minuto na vida do que a vida por um minuto.
7 –  A ignorância é a mãe de todas as doenças.
8  Ler é saber.
9 -   O saber não ocupa lugar.
10 -  As palavras voam, a escrita fica.
11 -  A palavras loucas orelhas moucas.
12 -  A união faz a força.
13 -  Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
14 -  Amor com amor se paga.
15 -  Mais vale só do que mal acompanhado.
16 -  Cada um é como cada qual, e cada qual é como é.
17 -  Com vinagre não se apanham moscas.
18 -  De pequenino se torce o pepino.
19 -  Deus escreve direito por linhas tortas; Deus nunca fechou uma porta que não abrisse outra; Há remédio para tudo menos para a morte; Não há bem que sempre dure nem mal que não acabe; Há males que vêm por bem; Tristezas não pagam dívidas; Enquanto há vida, há esperança; Os cães ladram e a caravana passa; Para bom entendedor meia palavra basta; Quem canta seus males espanta; Quem boa cama faz nela se deita; Quem sai aos seus não degenera; Roma e Pavia não se fez num dia (a propósito da minha impaciência)  e Quem tem boca vai a Roma  (a propósito da minha timidez quando era criança) devem ser os provérbios favoritos da minha mãe. Se tivesse $1.00 por todas as vezes que ouvi isto, era hoje uma mulher rica.
20  -  Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
21  -  Gostos não se discutem.
22  -  Mais vale pouco que nada.
23  -  Mais vale prevenir que remediar.
24  -  Da primeira ninguem se livra, na segunda cai quem quer, na terceira quem é tolo (este faz-me lembrar a minha querida avó...que saudades que eu tenho suas, avó!)
25  -  O que é barato sai caro (os economistas chamam a isto, “there’s no such thing as a free luch”, não é senhor Melga?)
26  -  Quem semeia ventos colhe tempestades.
27 -   Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao vizinho.
28 -   Os homens não se medem aos palmos.

Tudo coisas que ouvia em criança e durante parte da minha adolescência, mas para as quais nem sempre estava preparada. E tudo isto a propósito duma pequenina frase escrita por alguém que admiro muito:  Há verdades que só se tornam verdades quando é chegado o momento certo para que sejam consideradas como tal.”: http://fantasticomelga.blogspot.com/2006/02/brevssima-introduo-teoria-do.html







Bibi e Poldi

Casal austríaco "divorcia-se" após 115 anos juntos, 36 dos quais a viver na mesma casa: "We get the feeling they can't stand the sight of each other anymore" . Ao fim de tantos anos, estão perdoados.



sábado, junho 09, 2012

Musings (reflexões) & Quotes (citações)


1 - An eye for an eye makes the whole world blind ~ Mohandas Karamchand Gandhi

2 - Attacking always stems from fear and guilt. No one attacks unless he first feels threatened and believes that through attack he can demonstrate his own strength at the expense of another’s vulnerability. ~ Gerald Jampolsky

3 - Courage is not being without fear; courage is being scared to death but saddling up anyway ~ John Wayne

4 - Live every day as if it were your last and then some day you'll be right. ~ H.H. "Breaker" Morant

5 - You have to make mistakes to find out who you aren’t; you don’t think your way into becoming yourself. ~ Anne Lamott

6 - The primary difference between successful people and unsuccessful people is that successful people fail more. If you see failure as a monster that ruined your life, take another look. That monster can become a benevolent teacher. ~ Martha Beck

7 - Follow Your Heart Instead of Your Head ~ Tama Kieves

8 - “Your time is limited, so don't waste it living someone else's life (…) Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.” ~ Steve Jobs

9 -  By listening to our inner voice we can heal relationships, experience peace of mind and let go of fear  ~ Marianne Williamson   

10 - While the voice of social conditioning manifests itself as a stream of thoughts in the head, wisdom (read intuition) often appears as emotions or physical sensations in the body. So, trust your instincts; intuition doesn’t lie ~ Martha Beck

11 - There is only one corner of the Universe you can be certain of improving, and that’s your own self ~ Aldous Huxley

12 - He who controls the meaning of words dictates the terms of the debate ~ Orwell

13 - There is only one way to happiness, and that is to cease worrying about things that are beyond the power of our will ~ Epictetus

14 - Happiness depends upon ourselves ~ Aristotle

15 - Of course problems arise, but thinking only of the negative does not help to find solutions and it destroys peace of mind. ~ Dalai Lama

16 - A lucky person escapes his enemies, but a really lucky person slips into a house to escape enemies and opens the door to another world ~ the poet Rumi

17 - When one door of happiness closes, another opens but often we look so long at the closed door that we do not see the one that has been opened for us. ~ Helen Keller

18 - Fear is momentary; regrets are forever (se esta frase não é a minha favorita, anda lá perto) ~ Joe Robinson, author

19 - Love is Letting Go of Fear (este é o titulo de um livrinho que li há 25 anos atrás e que me abriu muito os olhos) ~ Gerald Jampolsky

20 - I never think of the future, it comes soon enough ~ Albert Einstein

21 - Do unto others as you would have them do to you (aka “the golden rule”)

22 - Enjoy yourself. It's later than you think. ~ Chinese Proverb

23 - Carpe Diem (seize the day) ~ Quintus Horatius Flaccus

24 - Peter Drucker:
Ø  Change is the only constant.
Ø  The greatest danger in times of turbulence is not the turbulence, but to act with yesterday’s logic.

25 - Frases que não são minhas, que não me lembro onde as fui buscar, mas de que gosto muito:
Ø  Better late than never.
Ø  Never say never.
Ø  Love shouldn’t hurt; if it does, it’s not love.
Ø  Truth is the enemy of a guilty conscience.
Ø  Life isn’t always greener on the other side of the river.
Ø  If you want to change the world around you, start with yourself (esta é a mensagem principal de The Man in the Mirror , uma canção de Michael Jackson:”if you want to make the world a better place take a look at yourself and make a change”).
Ø  A crisis is merely a threshold for something bigger to come.
Ø  You can’t always control adversities or the curveballs that life sends your way, but you can control the way you react to them.
Ø  Let go of “Oh, No!” and embrace “Oh, Well…”
Ø  Your freedom ends where mine begins.
Ø  Ignorance breeds fear.       
Ø  Knowledge is power.

Tom Jobim - Chega de Saudade


Bob Marley - is this love?


domingo, junho 03, 2012

Para o Melga do outro lado do Atlântico:

Tintin Cover Sale

Sabias?

O Problema Dos Preconceitos


Um estudo publicado recentemente na revista PLoS ONE indica que investigadores numa Universidade Suiça concluiram que pessoas preconceituosas tendem a interpretar mal comportamentos alheios e, consequentemente, a perder mais oportunidades do que aqueles que se esforçam por conhecer e compreender as diferencas “dos outros”. Thomas Chadefaux, Ph.D. conclui que, “people who are prejudiced perform poorly in complex situations because they fail to incorporate nuances or changes.” Tudo isto para dizer que estas pessoas interpretam mal comportamentos “diferentes”  e para ressaltar a importância do saber.
Agora pergunto eu: seria necessario um estudo cientifico para chegar a esta conclusao?

Os benefícios (tanto para nós proprios como para a sociedade) em viver sozinho


Eric Klinenberg é investigador, sociólogo, professor na universidade nova-iorquina NYU e escritor. No seu livro mais recente, Going Solo: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone, Klinenberg defende que cada vez há mais pessoas a viverem sozinhas por opção própria - possibilitando-lhes, assim, vidas mais enriquecidas do que se não vivessem sós.

Numa altura em que a população dos países industrializados está cada vez mais envelhecida e em que noticias de idosos que morrem sozinhos é quase  um acontecimento diário, o titulo do artigo que li na revista Smithsonian foi o que me chamou a atenção. Confesso não ter esperado concordar com o académico, mas após ler o artigo até acho que tem pontos bastante validos, tais como: o facto de uma pessoa viver sozinha não implicar que esteja isolada e que isolação social não quer automaticamente dizer “problema”, uma vez que também pode ser significado de “mudança social”:  “It seems to me that this is a social condition that’s here to stay”, diz Klinenberg” - o que só demonstra que nem tudo é preto ou branco e que existem muitas áreas cinzentas.

 

A What?



A “pocket neighborhood”, that’s what! (a WARNING to all you English-language purists out there: this text was written in American English, so I don’t want to hear – or, in this case, read – any wisecracks about my atrocious spelling, understood? Good, now let’s get started):

A “pocket neighborhood” is a relatively new concept of housing currently spreading all over these United States of America, and gaining popularity in the process. The reason behind the proliferation of this new neighborhood concept is two-fold:
1 – As people live longer and healthier lives, pocket neighborhoods offer a way of feeling connected to those whose families live far away; to those with no family support system; and to those who are pure social butterflies and, as such, dread the sound of silence and solitude. In short: pocket neighborhoods provide social connectedness to those who seek it, i.e., a sense of belonging and a means of fighting loneliness.
2 – The other factor is a safety issue; as one resident so eloquently puts it, “few burglars want to mess with caring, sharp-eyed neighbors.”

So how do these “pocket neighborhoods” work? For starters, they’re called “pockets” because they are no more than enclaves in current-traditional neighborhoods. Aimed at those looking for alternatives to the current suburban model, they found a niche among those of “a certain age”: 50 to 60 year old boomers in search of smaller community-oriented living environments. These “enclaves” do not have a street separating the homes that face one another; they do not have big fenced-in backyards where people hide in search of privacy; and they do not have attached garages where drivers disappear into until it’s time to hop back into the car again. What they do have are landscaped  courtyards separating the home across the street with a common walkway connecting front doors; they have shared pedestrian gardens, yards, alleys and mailboxes; small backyards with the focus on the front; and mostly detached garages or a common parking area which deemphasize the current automobile mentality so prevalent since the 1950s. All this in an effort to form (and build) ever-lasting relationships with neighbors.

Obviously this is not for everyone; one resident said it best when she referred to the stream of neighbors crossing her way as “the parade of gawkers”  – but it certainly has its merits and there’s certainly a niche for it, as the popularity of such a concept attests. Which begs the question: seria este um conceito viável em Portugal?

Union Jack

O que se está a passar hoje mesmo no Tamisa em Londres é mais uma demonstração da vitalidade e do orgulho das nações, neste caso, de uma nação idiossincrática como o Reino Unido (Inglaterra?), unida no júbilo por qualquer coisa tão frívolo e prosaico como as bodas de diamante de uma rainha que não governa grande coisa, pese embora ter à sua disposição um orçamento anual de cerca de 200 milhões de euros. Menos de 15% dos britânicos se dizem contrários à monarquia...

O que se está a passar ali é uma manifestação de orgulho e de alegria popular contra a crise da Europa, a consagração de uma identidade indissolúvel. Quase uma bofetada na cacofonia dos outros europeus que se deixaram embalar por fantasias como a moeda única ou o federalismo disto ou daquilo.


El gran tabú se ha roto.

"Lo innombrable ya está aquí. El rescate de uno de los cuatro grandes de la eurozona ya no parece el pronóstico de los señores de las tinieblas. La mezcla letal de una recesión que promete alargarse con la enorme factura que ha dejado el agujero de la banca empuja a España cada vez más cerca de Grecia, Irlanda o Portugal.

Es difícil encontrar estos días en Bruselas un alto funcionario o un responsable político que, siempre bajo el anonimato, no dé por hecho que España acabará pidiendo ayuda externa para no caer en la insolvencia. “Basta con hacer números. ¿De dónde van a llegar las decenas de miles de millones que necesita el sistema financiero español para recapitalizarse? Las actuales condiciones del mercado hacen que sea prácticamente imposible obtenerlos allí”, señalan fuentes comunitarias." citado daqui

A culpa não é dos bancos. Rectifico: não é só dos bancos. Não é só dos bancos em Espanha, na Irlanda ou em Portugal. Os bancos são apenas instrumentos para fazer chegar a poupança ao investimento. Os problemas derivam essencialmente das lógicas e das motivações de certos investimentos nos últimos anos, desde logo, no imobiliário. Derivam da inexistência de regulação para dissuadir a euforia especulativa e os lucros fáceis financiados por crédito copioso. Os bancos são portas de entrada e de saída de dinheiro (gerando de caminho margens suculentas e bónus astronómicos). Mas, repito, são instrumentos ou veículos para permitir aos agentes económicos a realização das suas intenções mediante a circulação monetária.

Como já disse num post anterior, os Estados não podem continuar a adiar a explosão de bolhas privadas sob pena de lhes estoirar na cara, "sooner rather than later", uma mega-bolha pública, com consequências imprevisiveis.

Saídas de cena

Porque será que vários altos dignitários e apaniguados do anterior governo sairam de Portugal para países como Venezuela, Moçambique e Angola para abraçar novos e estimulantes projectos, pessoais e profissionais? Outros (poucos) reciclaram-se internamente, passando de um conselho de administração para o seguinte...

sábado, junho 02, 2012

A Espanha e a Europa

A Espanha tem andado a meter a poeira debaixo da carpete, que é como quem diz: a assobiar para o lado ou a dizer que os seus problemas não são assim tão graves ou, pelo menos, que estão sob controlo. As autoridades espanholas, ancoradas num interessante consenso nacionalista, que conta com o apoio de políticos de quase todos os quadrantes e da imprensa mais influente, andam a negar a realidade e a pedir um tratamento excepcional aos stakeholders externos de que pode depender o destino da Espanha (Comissão Europeia, FMI). Os problemas dos bancos estariam quase resolvidos e, eis senão quando, só para um (Bankia, o 4° maior de Espanha), serão necessários mais 25 mil milhões de euros. O problema da dívida das regiões estaria sob controlo, mas os sinais de derrapagem sucedem-se, incluindo na mais rica região de Espanha, a poderosa Catalunha que tem um PIB semelhante ao de Portugal. As perdas do sector imobiliário estariam já todas reflectidas nos balanços dos bancos, das empresas e dos particulares, mas não é assim e os bancos continuam a fazer mais e mais provisões para crédito imobiliário mal-parado, numa interminável descida aos infernos. A desvalorização dos imóveis chega a atingir mais de 80%. Os investidores e os próprios aforradores domésticos estão a transferir capitais para fora de Espanha, deixando os bancos numa situação ainda mais complicada e provocando pedidos de injecção de liquidez por parte do benemérito do costume, o Banco Central Europeu. A promiscuidade entre bancos e Estado aumenta, em Espanha como em todos os países em dificuldade, com a degradação de uns a provocar a degradação do outro, numa espiral de conflitos de interesses, a pretexto do interesse público da estabilidade financeira.

Talvez as autoridades espanholas pensem que Espanha "is too big to fail" ou que, verdadeiramente aqui, joga-se a União Monetária, o euro. Grécia, Irlanda e Portugal teriam sido apenas tímidas antecâmaras de um problema maior, o de Espanha que definitivamente se confundirá com o da Europa. E assim Espanha terá de ser tratada obviamente de forma diferente, digamos, de forma mais clemente e sensata... no benefício dos espanhóis e de todos os europeus. Será mesmo assim?

quinta-feira, maio 31, 2012

Mais Ella e Louis (não me canso):


Call me a relic call me what you will, Say I’m old-fashioned say I’m over the hill, Today’s music ain’t got the same soul:


Unfreakinbelievable!


2 trabalhos + disciplinas AP + quadro de honra =  chegar atrasada às aulas ou faltar às aulas devido a exaustão/esgotamento/cansaço/fadiga => prisão + multa + cadastro para o resto da vida. Não acreditam? Leiam (e vejam o video) aqui: http://www.khou.com/home/Honor-Student-Jailed-for-Absences-153847275.html

Este caso está a dar que falar devido à atenção que a comunicação social lhe está a prestar, mas quantos mais episódios semelhantes e igualmente ridículos não haverá por aí?

(faz-me lembrar esta canção de Arlo Guthrie - só para quem tem tempo):




quarta-feira, maio 30, 2012

Rush for havens as euro fears rise

Markets are increasingly resigned to more turmoil until policy makers take more radical action. The two most popular plans of action for investors are for the ECB to buy Spanish and Italian bonds in unlimited size or for eurozone countries to agree on a fiscal union involving the pooling of debt.

extraído daqui:

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/7fc8b916-aa7d-11e1-899d-00144feabdc0.html#axzz1wOCjiSzs

sexta-feira, maio 25, 2012

Simply AMAZING!


Não há empresas no ramo onde queremos trabalhar? Então cria-se uma!


Muitos colegas meus que saiam da faculdade queriam ter um emprego com ordenado (…) eu queria ter um emprego em que eu me sentisse realizada (…) e ter a minha experiência  professional, começando a trabalhar naquilo que eu gosto.”

Lamentar não adianta nada, isso só gasta energias.”

Senti mais esse problema em algumas areas aqui em Portugal.” – a propósito do receio de ser um produto de origem portuguesa a ser vendido no estrangeiro. Esta mentalidade de que o que vem de fora é melhor é triste e faz parte duma cultura contraproducente ao sucesso.

Esta jovem é prova de que é mais importante enredar numa carreira pela qual temos gosto (paixão mesmo) do que tirar um curso pura e exclusivamente “por ter saída” e depois ser-se miserável para o resto da vida. Uma das lições mais importantes que aprendi foi a importância de seguirmos sempre os nossos instintos e coração. É essa uma das razões porque a admiro tanto. A “sorte” é um componente muito pequeno do sucesso; visão, iniciativa, coragem, tenacidade, atitude positiva, acreditar em nós proprios e, sobretudo, gostar do que se faz são, na minha opinião, os ingredients mais importantes para triunfar na vida. Igualmente importante é rodearmo-nos de outros seres com a mesma atitude e com quem sejamos compatíveis (like-mind souls).

Uma jovem que adorava conhecer e que sirva de exemplo a todos nós:

quinta-feira, maio 24, 2012

O LOCAL DE TRABALHO HUMANIZADO


The Humanized Workplace de Jerome Braun foi um dos muitos livros que tive que ler para a cadeira Seminar in Management nos meus tempos de estudante de gestão. Foi um livro que gostei e que me marcou talvez por, na altura, trabalhar em Recursos Humanos (RH) e também porque de todas as areas em que ja’ trabalhei, RH ser a que mais gostei. No outro dia estava a arrumar umas coisas e encontrei um “book report”, uma critica que tive que fazer ao dito livro. Reli o que escrevi e que já me tinha esquecido. Fiquei pasmada o quanto ainda é relevante – talvez agora mais do que nunca. O objectivo deste post nao é repetir tudo o que então escrevi, gostava apenas de recomendá-lo vivamente a quem, como eu, trabalha/ou (ou esta’ interessado) nas seguintes disciplinas: gestão de recursos humanos, psicologia e sociologia do trabalho – assim como a quem ocupe actualmente cargos de gestão. Por ser ainda tão relevante, estou a pensar comprá-lo e usá-lo como referência. Incluo um link para quem estiver interessado, mas se acharem o preço proibitivo aconselho-vos a o lerem numa biblioteca, que foi o que eu fiz. E já agora, se alguém souber onde se compra mais baratinho, agradecia um link. Muchas gracias.


Disse que não queria repetir o que escrevi, mas resolvi incluir alguns extractos/passagens “just to wet your appetite” (disclaimer: what follows is written in American-English):
From a Human Resources standpoint, it was with great interest that I read Jerome Braun’s The Humanized Workplace. This is a book that proves, beyond a shadow of a doubt, that companies that treat their workers with respect, care and admiration are the real winners; companies where workers must wear name tags, where CEOs, COOs and the like barely leave their corner offices and where most are not even aware of their company’s mission and Theory of the Business, are the losers. Yet, some of these organizations have grown so large that superiors (no longer familiar with day-to-day operations) feel that they must rely on report systems to help them look over people’s shoulders; not unlike public managers, many private sector managers feel that without excessive control measures chaos would endure. The effect, though, is paranoia, which is hardly conducive to productivity.

Managers hung up on a pyramidal structure of authority (that often goes far beyond what is necessary to manage intelligent workers) frequently use the claim of scientific management to bolster their powers – forgetting, in the process, that scientific management does not mean endless nagging.

Management is more psychology than science; unfortunately, many managers believe in managing by intimidation, by reminding workers who is boss and by refusing to accept the reality that empowered workers who feel self-fulfillment, pride and ownership in their work are much more productive than those who dread Mondays and Sunday afternoons and spend the rest of week going through the motions and looking forward to the weekend. Learning how to relate to others and getting the most out of a company’s most valuable resource is, indeed, an art.

I also make reference to Douglas McGregor and the book The Human Side of Enterprise, where Mr. McGregor discusses Theory X and Theory Y of management . I tend to subscribe to the latter, which argues that intrinsic rewards, e.g., pride and work-ownership are what really motivates most people, whereas the former argues that workers can only be motivated with extrinsic benefits, e.g., money. And I conclude that Braun’s historical perspective of the Humanized Workplace proves this very point.

Managers should not be like policemen watching the work of others, and they should not be like kings who inherited their positions. Managers should be planners, advisors, trouble shooters; they should stand by their subordinates when senior management exerts unfair pressure, but they should be equally able to remind workers of the financial condition of the company when they start being wasteful. Managers need to listen – the basis of all good communication which, in turn, eliminates so many problems.

This is also a book that paints a very bleak picture of the current malaise that plagues labor-management relations, at a time when the gap between the powerful and the powerless seems to be widening in the United States and in so many other parts of the world. It is because workers are so painfully aware of the problems plaguing American business unionism that union membership has been steadily declining for years; and as Union membership declines, Mr. Braun reminds us of the inhumane conditions in which coal miners, industrial workers and other blue-collar laborers were subjected to in a not too distant past. While making this point, Mr. Braun also reminds us of the correlation between social justice and productivity.

It talks about the current trend towards industrial engineering, which tries to increase productivity with a very poor conceptualization of the human costs.

It mentions how most workers are burned out by the time they reach their mid-thirties and how many of those workers are apathetic and feel helpless.

It talks about the discrepancy between the salary of an executive in Europe and the salary of an American executive when compared to the lowest-paid employee; how today’s typical American company is full of workers who do not contribute to their full potential because they fear the authoritarian they work for; how, as a result of a culture of endless paperwork, division of labor and loss of teamwork, otherwise decent folks spy on one another, do not communicate their concerns out of fear and do not trust each other.

Some favorite quotes:
            1 – “If American business is going to compete globally, it’s going to have to learn that workers cannot just be used up and thrown away.”
            2 – “Too many managers who pride themselves on being shrewd are shrewd the way a con man looking for money is shrewd.”
            3 – “The reality of a manager’s ego is often obvious to everyone but himself.”
            4 – “There is no science of management, just the art of administration.”
            5 – “If managers want worker loyalty, they’re going to have to give it.” (this is probably my favorite).

With engaging and witty style, Braun describes not only what is wrong with corporate America, but also how its (numerous) problems can be fixed. 

quarta-feira, maio 23, 2012

Questões de bom senso

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