sábado, junho 09, 2012
quinta-feira, junho 07, 2012
domingo, junho 03, 2012
O Problema Dos Preconceitos
Um estudo publicado
recentemente na revista PLoS ONE indica que investigadores numa Universidade
Suiça concluiram que pessoas preconceituosas tendem a interpretar mal
comportamentos alheios e, consequentemente, a perder mais oportunidades do que
aqueles que se esforçam por conhecer e compreender as diferencas “dos outros”. Thomas
Chadefaux, Ph.D. conclui que, “people who
are prejudiced perform poorly in complex situations because they fail to
incorporate nuances or changes.” Tudo isto para dizer que estas pessoas interpretam mal comportamentos
“diferentes” e para ressaltar a importância do saber.
Agora pergunto eu: seria
necessario um estudo cientifico para chegar a esta conclusao?
Os benefícios (tanto para nós proprios como para a sociedade) em viver sozinho
Eric Klinenberg é
investigador, sociólogo, professor na universidade nova-iorquina NYU e
escritor. No seu livro mais recente, Going Solo: The Extraordinary Rise and Surprising
Appeal of Living Alone, Klinenberg defende que cada vez há mais pessoas a
viverem sozinhas por opção própria - possibilitando-lhes, assim, vidas mais
enriquecidas do que se não vivessem sós.
Numa altura em que a
população dos países industrializados está cada vez mais envelhecida e em que noticias
de idosos que morrem sozinhos é quase um
acontecimento diário, o titulo do artigo que li na revista Smithsonian foi o
que me chamou a atenção. Confesso não ter esperado concordar com o académico,
mas após ler o artigo até acho que tem pontos bastante validos, tais como: o
facto de uma pessoa viver sozinha não implicar que esteja isolada e que isolação
social não quer automaticamente dizer “problema”, uma vez que também pode ser significado
de “mudança social”: “It
seems to me that this is a social condition that’s here to stay”, diz Klinenberg” - o que só demonstra
que nem tudo é preto ou branco e que existem muitas áreas cinzentas.
Leiam mais aqui: http://www.nyu.edu/ipk/people/eric-klinenberg e aqui:http://www.smithsonianmag.com/science-nature/Eric-Klinenberg-on-Going-Solo.html?c=y&page=1
A What?
A “pocket neighborhood”, that’s what! (a WARNING to all
you English-language purists out there: this
text was written in American English, so I don’t want to hear – or, in this
case, read – any wisecracks about my atrocious spelling, understood? Good, now
let’s get started):
A “pocket neighborhood” is a relatively new concept of
housing currently spreading all over these United States of America, and
gaining popularity in the process. The reason behind the proliferation of this
new neighborhood concept is two-fold:
1 – As people live longer and healthier lives, pocket
neighborhoods offer a way of feeling connected to those whose families live far
away; to those with no family support system; and to those who are pure social
butterflies and, as such, dread the sound of silence and solitude. In short:
pocket neighborhoods provide social connectedness to those who seek it, i.e., a
sense of belonging and a means of fighting loneliness.
2 – The other factor is a safety issue; as one resident
so eloquently puts it, “few burglars want to mess with caring, sharp-eyed
neighbors.”
So how do these “pocket neighborhoods” work? For
starters, they’re called “pockets” because they are no more than enclaves in
current-traditional neighborhoods. Aimed at those looking for alternatives to
the current suburban model, they found a niche among those of “a certain age”:
50 to 60 year old boomers in search of smaller community-oriented living environments.
These “enclaves” do not have a street separating the homes that face one
another; they do not have big fenced-in backyards where people hide in search
of privacy; and they do not have attached garages where drivers disappear into
until it’s time to hop back into the car again. What they do have are
landscaped courtyards separating the
home across the street with a common walkway connecting front doors; they have
shared pedestrian gardens, yards, alleys and mailboxes; small backyards with the
focus on the front; and mostly detached garages or a common parking area which
deemphasize the current automobile mentality so prevalent since the 1950s. All
this in an effort to form (and build) ever-lasting relationships with
neighbors.
Obviously this is not for everyone; one resident said it
best when she referred to the stream of neighbors crossing her way as “the
parade of gawkers” – but it certainly
has its merits and there’s certainly a niche for it, as the popularity of such
a concept attests. Which begs the
question: seria este um conceito viável em Portugal?
Union Jack
O que se está a passar hoje mesmo no Tamisa em Londres é mais uma demonstração da vitalidade e do orgulho das nações, neste caso, de uma nação idiossincrática como o Reino Unido (Inglaterra?), unida no júbilo por qualquer coisa tão frívolo e prosaico como as bodas de diamante de uma rainha que não governa grande coisa, pese embora ter à sua disposição um orçamento anual de cerca de 200 milhões de euros. Menos de 15% dos britânicos se dizem contrários à monarquia...O que se está a passar ali é uma manifestação de orgulho e de alegria popular contra a crise da Europa, a consagração de uma identidade indissolúvel. Quase uma bofetada na cacofonia dos outros europeus que se deixaram embalar por fantasias como a moeda única ou o federalismo disto ou daquilo.
El gran tabú se ha roto.
"Lo innombrable ya está aquí. El rescate de uno de los cuatro grandes de la eurozona ya no parece el pronóstico de los señores de las tinieblas. La mezcla letal de una recesión que promete alargarse con la enorme factura que ha dejado el agujero de la banca empuja a España cada vez más cerca de Grecia, Irlanda o Portugal.
Es difícil encontrar estos días en Bruselas un alto funcionario o un responsable político que, siempre bajo el anonimato, no dé por hecho que España acabará pidiendo ayuda externa para no caer en la insolvencia. “Basta con hacer números. ¿De dónde van a llegar las decenas de miles de millones que necesita el sistema financiero español para recapitalizarse? Las actuales condiciones del mercado hacen que sea prácticamente imposible obtenerlos allí”, señalan fuentes comunitarias." citado daqui
A culpa não é dos bancos. Rectifico: não é só dos bancos. Não é só dos bancos em Espanha, na Irlanda ou em Portugal. Os bancos são apenas instrumentos para fazer chegar a poupança ao investimento. Os problemas derivam essencialmente das lógicas e das motivações de certos investimentos nos últimos anos, desde logo, no imobiliário. Derivam da inexistência de regulação para dissuadir a euforia especulativa e os lucros fáceis financiados por crédito copioso. Os bancos são portas de entrada e de saída de dinheiro (gerando de caminho margens suculentas e bónus astronómicos). Mas, repito, são instrumentos ou veículos para permitir aos agentes económicos a realização das suas intenções mediante a circulação monetária.
Como já disse num post anterior, os Estados não podem continuar a adiar a explosão de bolhas privadas sob pena de lhes estoirar na cara, "sooner rather than later", uma mega-bolha pública, com consequências imprevisiveis.
Es difícil encontrar estos días en Bruselas un alto funcionario o un responsable político que, siempre bajo el anonimato, no dé por hecho que España acabará pidiendo ayuda externa para no caer en la insolvencia. “Basta con hacer números. ¿De dónde van a llegar las decenas de miles de millones que necesita el sistema financiero español para recapitalizarse? Las actuales condiciones del mercado hacen que sea prácticamente imposible obtenerlos allí”, señalan fuentes comunitarias." citado daqui
A culpa não é dos bancos. Rectifico: não é só dos bancos. Não é só dos bancos em Espanha, na Irlanda ou em Portugal. Os bancos são apenas instrumentos para fazer chegar a poupança ao investimento. Os problemas derivam essencialmente das lógicas e das motivações de certos investimentos nos últimos anos, desde logo, no imobiliário. Derivam da inexistência de regulação para dissuadir a euforia especulativa e os lucros fáceis financiados por crédito copioso. Os bancos são portas de entrada e de saída de dinheiro (gerando de caminho margens suculentas e bónus astronómicos). Mas, repito, são instrumentos ou veículos para permitir aos agentes económicos a realização das suas intenções mediante a circulação monetária.
Como já disse num post anterior, os Estados não podem continuar a adiar a explosão de bolhas privadas sob pena de lhes estoirar na cara, "sooner rather than later", uma mega-bolha pública, com consequências imprevisiveis.
Saídas de cena
Porque será que vários altos dignitários e apaniguados do anterior governo sairam de Portugal para países como Venezuela, Moçambique e Angola para abraçar novos e estimulantes projectos, pessoais e profissionais? Outros (poucos) reciclaram-se internamente, passando de um conselho de administração para o seguinte...
sábado, junho 02, 2012
A Espanha e a Europa
A Espanha tem andado a meter a poeira debaixo da carpete, que é como quem diz: a assobiar para o lado ou a dizer que os seus problemas não são assim tão graves ou, pelo menos, que estão sob controlo. As autoridades espanholas, ancoradas num interessante consenso nacionalista, que conta com o apoio de políticos de quase todos os quadrantes e da imprensa mais influente, andam a negar a realidade e a pedir um tratamento excepcional aos stakeholders externos de que pode depender o destino da Espanha (Comissão Europeia, FMI). Os problemas dos bancos estariam quase resolvidos e, eis senão quando, só para um (Bankia, o 4° maior de Espanha), serão necessários mais 25 mil milhões de euros. O problema da dívida das regiões estaria sob controlo, mas os sinais de derrapagem sucedem-se, incluindo na mais rica região de Espanha, a poderosa Catalunha que tem um PIB semelhante ao de Portugal. As perdas do sector imobiliário estariam já todas reflectidas nos balanços dos bancos, das empresas e dos particulares, mas não é assim e os bancos continuam a fazer mais e mais provisões para crédito imobiliário mal-parado, numa interminável descida aos infernos. A desvalorização dos imóveis chega a atingir mais de 80%. Os investidores e os próprios aforradores domésticos estão a transferir capitais para fora de Espanha, deixando os bancos numa situação ainda mais complicada e provocando pedidos de injecção de liquidez por parte do benemérito do costume, o Banco Central Europeu. A promiscuidade entre bancos e Estado aumenta, em Espanha como em todos os países em dificuldade, com a degradação de uns a provocar a degradação do outro, numa espiral de conflitos de interesses, a pretexto do interesse público da estabilidade financeira.
Talvez as autoridades espanholas pensem que Espanha "is too big to fail" ou que, verdadeiramente aqui, joga-se a União Monetária, o euro. Grécia, Irlanda e Portugal teriam sido apenas tímidas antecâmaras de um problema maior, o de Espanha que definitivamente se confundirá com o da Europa. E assim Espanha terá de ser tratada obviamente de forma diferente, digamos, de forma mais clemente e sensata... no benefício dos espanhóis e de todos os europeus. Será mesmo assim?
Talvez as autoridades espanholas pensem que Espanha "is too big to fail" ou que, verdadeiramente aqui, joga-se a União Monetária, o euro. Grécia, Irlanda e Portugal teriam sido apenas tímidas antecâmaras de um problema maior, o de Espanha que definitivamente se confundirá com o da Europa. E assim Espanha terá de ser tratada obviamente de forma diferente, digamos, de forma mais clemente e sensata... no benefício dos espanhóis e de todos os europeus. Será mesmo assim?
quinta-feira, maio 31, 2012
Unfreakinbelievable!
2 trabalhos + disciplinas AP + quadro de honra = chegar atrasada às aulas ou faltar às aulas
devido a exaustão/esgotamento/cansaço/fadiga => prisão + multa + cadastro para o resto da vida. Não acreditam? Leiam (e vejam o video) aqui: http://www.khou.com/home/Honor-Student-Jailed-for-Absences-153847275.html
Este caso está a dar que falar devido à atenção que a comunicação social
lhe está a prestar, mas quantos mais episódios semelhantes e igualmente ridículos
não haverá por aí?
(faz-me lembrar esta canção de Arlo Guthrie - só para quem tem tempo):
quarta-feira, maio 30, 2012
Rush for havens as euro fears rise
Markets are increasingly resigned to more turmoil until policy makers take more radical action. The two most popular plans of action for investors are for the ECB to buy Spanish and Italian bonds in unlimited size or for eurozone countries to agree on a fiscal union involving the pooling of debt.
extraído daqui:
http://www.ft.com/intl/cms/s/0/7fc8b916-aa7d-11e1-899d-00144feabdc0.html#axzz1wOCjiSzs
extraído daqui:
http://www.ft.com/intl/cms/s/0/7fc8b916-aa7d-11e1-899d-00144feabdc0.html#axzz1wOCjiSzs
sexta-feira, maio 25, 2012
Não há empresas no ramo onde queremos trabalhar? Então cria-se uma!
“Muitos colegas meus que saiam da faculdade queriam ter um emprego com
ordenado (…) eu queria ter um emprego em que eu me sentisse realizada (…) e ter
a minha experiência professional, começando a trabalhar naquilo
que eu gosto.”
“Lamentar não adianta nada, isso só gasta energias.”
“Senti mais esse problema em algumas areas aqui em Portugal.” – a propósito
do receio de ser um produto de origem portuguesa a ser vendido no estrangeiro. Esta
mentalidade de que o que vem de fora é melhor é triste e faz parte duma cultura
contraproducente ao sucesso.
Esta jovem é prova de
que é mais importante enredar numa carreira pela qual temos gosto (paixão
mesmo) do que tirar um curso pura e exclusivamente “por ter saída” e depois
ser-se miserável para o resto da vida. Uma das lições mais importantes que
aprendi foi a importância de seguirmos sempre os nossos instintos e coração. É
essa uma das razões porque a admiro tanto. A “sorte” é um componente muito
pequeno do sucesso; visão, iniciativa, coragem, tenacidade, atitude positiva,
acreditar em nós proprios e, sobretudo, gostar do que se faz são, na minha
opinião, os ingredients mais importantes para triunfar na vida. Igualmente
importante é rodearmo-nos de outros seres com a mesma atitude e com quem sejamos
compatíveis (like-mind souls).
Uma jovem que adorava
conhecer e que sirva de exemplo a todos nós:
quinta-feira, maio 24, 2012
O LOCAL DE TRABALHO HUMANIZADO
The Humanized Workplace de Jerome Braun foi um dos muitos livros que tive que ler
para a cadeira Seminar in Management nos meus tempos de estudante de gestão.
Foi um livro que gostei e que me marcou talvez por, na altura, trabalhar em
Recursos Humanos (RH) e também porque de todas as areas em que ja’ trabalhei,
RH ser a que mais gostei. No outro dia estava a
arrumar umas coisas e encontrei um “book report”, uma critica que tive que
fazer ao dito livro. Reli o que escrevi e que já me tinha esquecido. Fiquei
pasmada o quanto ainda é relevante – talvez agora mais do que nunca. O
objectivo deste post nao é repetir tudo o que então escrevi, gostava apenas de recomendá-lo vivamente
a quem, como eu, trabalha/ou (ou esta’ interessado) nas seguintes disciplinas:
gestão de recursos humanos, psicologia e sociologia do trabalho – assim como a
quem ocupe actualmente cargos de gestão. Por ser ainda tão
relevante, estou a pensar comprá-lo
e usá-lo como referência. Incluo um
link para quem estiver interessado, mas se acharem o preço proibitivo
aconselho-vos a o lerem numa biblioteca, que foi o que eu fiz. E já agora, se alguém souber onde se compra mais
baratinho, agradecia um link. Muchas gracias.
Disse que não queria
repetir o que escrevi, mas resolvi incluir alguns extractos/passagens “just to
wet your appetite” (disclaimer: what
follows is written in American-English):
From a Human Resources standpoint, it was with great
interest that I read Jerome Braun’s The Humanized Workplace. This is a
book that proves, beyond a shadow of a doubt, that companies that treat their
workers with respect, care and admiration are the real winners; companies where
workers must wear name tags, where CEOs, COOs and the like barely leave their
corner offices and where most are not even aware of their company’s mission and
Theory of the Business, are the
losers. Yet, some of these organizations have grown so large that superiors (no
longer familiar with day-to-day operations) feel that they must rely on report
systems to help them look over people’s shoulders; not unlike public managers,
many private sector managers feel that without excessive control measures chaos
would endure. The effect, though, is paranoia, which is hardly conducive to
productivity.
Managers hung up on a pyramidal structure of authority (that
often goes far beyond what is necessary to manage intelligent workers)
frequently use the claim of scientific management to bolster their powers –
forgetting, in the process, that scientific management does not mean endless
nagging.
Management is more psychology than science;
unfortunately, many managers believe in managing by intimidation, by reminding
workers who is boss and by refusing to accept the reality that empowered
workers who feel self-fulfillment, pride and ownership in their work are much
more productive than those who dread Mondays and Sunday afternoons and spend
the rest of week going through the motions and looking forward to the weekend.
Learning how to relate to others and getting the most out of a company’s most
valuable resource is, indeed, an art.
I also make reference to Douglas McGregor and the book The
Human Side of Enterprise, where Mr. McGregor discusses Theory X and Theory
Y of management . I tend to subscribe to the latter, which argues that
intrinsic rewards, e.g., pride and work-ownership are what really motivates
most people, whereas the former argues that workers can only be motivated with
extrinsic benefits, e.g., money. And I conclude that Braun’s historical perspective
of the Humanized Workplace proves this very point.
Managers should not be like policemen watching the work
of others, and they should not be like kings who inherited their positions.
Managers should be planners, advisors, trouble shooters; they should stand by
their subordinates when senior management exerts unfair pressure, but they
should be equally able to remind workers of the financial condition of the
company when they start being wasteful. Managers need to listen – the basis of
all good communication which, in turn, eliminates so many problems.
This is also a book that paints a very bleak picture of
the current malaise that plagues labor-management relations, at a time when the
gap between the powerful and the powerless seems to be widening in the United
States and in so many other parts of the world. It is because workers are so
painfully aware of the problems plaguing American business unionism that union
membership has been steadily declining for years; and as Union membership
declines, Mr. Braun reminds us of the inhumane conditions in which coal
miners, industrial workers and other blue-collar laborers were subjected to in
a not too distant past. While making this point, Mr. Braun also reminds us of
the correlation between social justice and productivity.
It talks about the current trend towards industrial
engineering, which tries to increase productivity with a very poor
conceptualization of the human costs.
It mentions how most workers are burned out by the time
they reach their mid-thirties and how many of those workers are apathetic and
feel helpless.
It talks about the discrepancy between the salary of an
executive in Europe and the salary of an American executive when compared to
the lowest-paid employee; how today’s typical American company is full of
workers who do not contribute to their full potential because they fear the
authoritarian they work for; how, as a result of a culture of endless
paperwork, division of labor and loss of teamwork, otherwise decent folks spy
on one another, do not communicate their concerns out of fear and do not trust
each other.
Some
favorite quotes:
1 – “If
American business is going to compete globally, it’s going to have to learn
that workers cannot just be used up and thrown away.”
2 – “Too
many managers who pride themselves on being shrewd are shrewd the way a con man
looking for money is shrewd.”
3 – “The
reality of a manager’s ego is often obvious to everyone but himself.”
4 –
“There is no science of management, just the art of administration.”
5 – “If
managers want worker loyalty, they’re going to have to give it.” (this is
probably my favorite).
With engaging and witty style, Braun describes not only
what is wrong with corporate America, but also how its (numerous) problems can
be fixed.
quarta-feira, maio 23, 2012
terça-feira, maio 22, 2012
Atenção: políticos à solta!
Quanto mais conheço os políticos mais desconfio da intervenção do Estado
na economia. Esta afirmação pode surpreender quem me conhece por subentender um liberalismo inusitado. A verdade é que os políticos têm revelado uma
superficialidade ou ignorância irritantes na maneira como gerem os recursos
públicos, como influenciam a vida das pessoas. Funcionam por impulso, seguindo
lógicas que não têm nada a ver com o interesse colectivo. É tal a incompetência,
a vaidade, o narcisismo que chego a duvidar que defendam sequer interesses
particulares de forma eficaz. Actuam muitas vezes como os carneiros, seguindo
instintos ou palpites sem sentido, negando a realidade, criando “realidades” à
sua imagem e semelhança. Agora, a moda parece ser o impulso do crescimento e - vai
daí - põem-se todos a inventar as melhores formas de despejar dinheiro na
economia. Porque sim! Esses excessos de voluntarismo não têm dado bons
resultados, sobretudo se se traduzem em desperdício de recursos, na sustentação
de actividades que não acrescentam valor. Na sequência da crise subprime de
2009, os políticos europeus entraram em histeria, inundando as economias com
projectos de interesse duvidoso porque era preciso estimular a procura,
contradizer o ciclo económico. Passados 3 anos, estamos no meio de uma penosa
crise das dívidas soberanas que os políticos acharam que se deveria debelar através
de uma austeridade cega. Pior a emenda que o soneto! Mas, como se não bastasse,
agora fazem todos (ou quase todos) um coro ensurdecedor, pedindo mais uma vez a
injecção de dinheiro na economia porque é preciso compensar a austeridade com o
crescimento. No mínimo a isto chama-se “stop and go”, políticas pró-cíclicas,
curiosamente o contrário do que se anuncia. Ou é austeridade ou é crescimento.
Não se pode ter chuva na beira e sol na eira. Essencialmente, o que é necessário
é deixar a economia respirar, os agentes económicos ter as vantagens e
inconvenientes das suas decisões, não favorecer certos sectores na base do seu
putativo interesse sistémico. No fim de contas, os países são aquilo que os seus
cidadãos conseguem. Ter um Estado permanentemente a desviar os cidadãos dos
custos ou benefícios das suas decisões autónomas não dá bom resultado a longo
prazo e gera dependências e mordomias. Deixem o ciclo económico evoluir, sem
prejuizo de medidas selectivas que limitem o excesso das tendências. A última moda consiste em promover investimentos... sem agravamento de dívida pública. Milagre! Lá vêm os suspeitos do costume (muitas vezes sem se saber do que se fala exactamente): infraestruturas, redes transeuropeias, economia do conhecimento, PMEs, etc. Meus caros, ou se acha que os empresários são um bando de mentecaptos e patetas ou eles próprios identificarão os projectos mais rentáveis no sítio e no momento certo, sem necessidade da cacofonia ambiente e ainda menos de desperdício do dinheiro dos contribuintes. Lançar investimentos com subsídios para criar supostas externalidades positivas tem dado grande bronca. As auto-estradas, as rotundas, as piscinas e ginásios que ninguém frequenta são uma prova de como se pode estragar dinheiro. Vejo essa bulímia a crescer de novo e sob os mais piedosos motivos, como por exemplo, criar emprego. Quem é que pode estar contra a boa intenção de criar emprego? Mas que se criem empregos úteis, produtivos e duráveis... Deixem as pessoas seguirem a sua racionalidade, exprimir a sua iniciativa. Não embriaguem a malta com dispendiosas histórias da carochinha que fazem inchar, pelas piores razões, o poder e o ego dos políticos de todas as cores e tendências.
na economia. Esta afirmação pode surpreender quem me conhece por subentender um liberalismo inusitado. A verdade é que os políticos têm revelado uma
superficialidade ou ignorância irritantes na maneira como gerem os recursos
públicos, como influenciam a vida das pessoas. Funcionam por impulso, seguindo
lógicas que não têm nada a ver com o interesse colectivo. É tal a incompetência,
a vaidade, o narcisismo que chego a duvidar que defendam sequer interesses
particulares de forma eficaz. Actuam muitas vezes como os carneiros, seguindo
instintos ou palpites sem sentido, negando a realidade, criando “realidades” à
sua imagem e semelhança. Agora, a moda parece ser o impulso do crescimento e - vai
daí - põem-se todos a inventar as melhores formas de despejar dinheiro na
economia. Porque sim! Esses excessos de voluntarismo não têm dado bons
resultados, sobretudo se se traduzem em desperdício de recursos, na sustentação
de actividades que não acrescentam valor. Na sequência da crise subprime de
2009, os políticos europeus entraram em histeria, inundando as economias com
projectos de interesse duvidoso porque era preciso estimular a procura,
contradizer o ciclo económico. Passados 3 anos, estamos no meio de uma penosa
crise das dívidas soberanas que os políticos acharam que se deveria debelar através
de uma austeridade cega. Pior a emenda que o soneto! Mas, como se não bastasse,
agora fazem todos (ou quase todos) um coro ensurdecedor, pedindo mais uma vez a
injecção de dinheiro na economia porque é preciso compensar a austeridade com o
crescimento. No mínimo a isto chama-se “stop and go”, políticas pró-cíclicas,
curiosamente o contrário do que se anuncia. Ou é austeridade ou é crescimento.
Não se pode ter chuva na beira e sol na eira. Essencialmente, o que é necessário
é deixar a economia respirar, os agentes económicos ter as vantagens e
inconvenientes das suas decisões, não favorecer certos sectores na base do seu
putativo interesse sistémico. No fim de contas, os países são aquilo que os seus
cidadãos conseguem. Ter um Estado permanentemente a desviar os cidadãos dos
custos ou benefícios das suas decisões autónomas não dá bom resultado a longo
prazo e gera dependências e mordomias. Deixem o ciclo económico evoluir, sem
prejuizo de medidas selectivas que limitem o excesso das tendências. A última moda consiste em promover investimentos... sem agravamento de dívida pública. Milagre! Lá vêm os suspeitos do costume (muitas vezes sem se saber do que se fala exactamente): infraestruturas, redes transeuropeias, economia do conhecimento, PMEs, etc. Meus caros, ou se acha que os empresários são um bando de mentecaptos e patetas ou eles próprios identificarão os projectos mais rentáveis no sítio e no momento certo, sem necessidade da cacofonia ambiente e ainda menos de desperdício do dinheiro dos contribuintes. Lançar investimentos com subsídios para criar supostas externalidades positivas tem dado grande bronca. As auto-estradas, as rotundas, as piscinas e ginásios que ninguém frequenta são uma prova de como se pode estragar dinheiro. Vejo essa bulímia a crescer de novo e sob os mais piedosos motivos, como por exemplo, criar emprego. Quem é que pode estar contra a boa intenção de criar emprego? Mas que se criem empregos úteis, produtivos e duráveis... Deixem as pessoas seguirem a sua racionalidade, exprimir a sua iniciativa. Não embriaguem a malta com dispendiosas histórias da carochinha que fazem inchar, pelas piores razões, o poder e o ego dos políticos de todas as cores e tendências.
segunda-feira, maio 21, 2012
domingo, maio 20, 2012
O que é que uma aula de caligrafia tem a ver com os computadores da Apple?
Há 7 anos atrás Steve
Jobs foi convidado para discursar perante os estudantes finalistas da
Universidade de Stanford; neste discurso, Jobs relata varios episódios da sua
vida como prova do seguinte:
1 – A importância da
curiosidade, intuição e entusiasmo no alcance do sucesso.
2 – A importância em não
desanimar e saber aproveitar oportunidades em períodos de crise (no seu caso
ser despedido); diz Jobs, “It was awful tasting medicine, but I
guess the patient needed it. Sometimes life hits you in the head with a
brick. Don't lose faith.”
3 – A importância em
prestar devida atenção a todos os acontecimentos da vida (os bons e os menos agradáveis).
Jobs chama a isto “connecting the dots”, o que só é possível anos mais tarde – é
por isso que, por vezes, demoramos anos
para compreender certas coisas desagradáveis ou que, em principio, não nos
fazem sentido. Não há nada como a retrospectiva para aprender as maiores lições
desta escola a que chamamos vida.
4 – A importância em fazermos aquilo que gostamos: “I'm
convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did.
You've got to find what you love (…) Your work is going to fill a large part of
your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is
great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you
haven't found it yet, keep looking. Don't settle. (...) So keep looking until
you find it. Don't settle.”
5 – A importância em seguirmos sempre o nosso coração: “Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid
the trap of thinking you have something to lose (...) There is no reason not to
follow your heart.”
“Your time is limited, so don't waste it living
someone else's life (…) Don't let the noise of others' opinions drown out your
own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and
intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.”
6 - A sorte nada mais é do que estar preparado
quando as oportunidades surgem.
Numa altura em que
tantos jovens se preparam para abandonar a vida académica e enredar numa nova
aventura, achei este discurso muito interessante e relevante. Espero que gostem
tanto como eu gostei.
Olá A Todos
Como já devem ter
reparado, decidi aceitar o convite do Miguel para participar como escritora
neste blog (ver os comentários ao post Mourinhos e Ronaldos de 5 de Maio). Acho
que vai ser um desafio interessante e espero não contribuir para o declínio
deste excelente blog. Obrigada, Miguel, por uma oportunidade que nunca me tinha
passado pela cabeça e que há uma semana atrás me deixou aterrorizada mas que,
agora, até acho gira.
BRIOSA: Campeões de Portugal
A vitória de hoje na Taça de Portugal encheu-me de emoção. Não é apenas a vitória de uma equipa de futebol. É a vitória de uma história, de uma cidade, de uma universidade, de um percurso de resistência, de sensibilidade a causas colectivas. Que outra equipa levaria ao estádio nacional enormes bandas a dizer: "Mãe estou desempregado" ou "Menos 11000 bolsas de estudo"? É a consagração de múltiplas memórias, minhas seguramente, de quando ía à bola todos os domingos com o meu pai ver jogar glórias do futebol português como Gervásio, Vitor Campos, Mário Campos, Alhinho, Rui Rodrigues, Maló, Artur Jorge, Toni e tantos outros. De memórias e de um presente de quem passa por Coimbra e de quem vive em Coimbra, de quem nasceu em Coimbra, cresceu em Coimbra ou foi adoptado por Coimbra.Depois, por detrás deste meu romantismo, também estão jogadores emprestados, comprados, vendidos, hipotecados, orçamentos mais ou menos desequilibrados, dívidas que vão sendo sustentáveis ou sustentadas, etc. Estão seguramente interesses menos platónicos. Mas, se a essas lógicas, a que não resiste o actual futebol de alta competição, se acrescenta um certo pudor e muita paixão para fazer da Académica um estandarte de uma cidade e de uma cultura, teremos talvez de vergar-nos a alguma falta de virgindade.
Depois de tanta racionalização, tenho de confessar que a minha paixão pela Académica é simplesmente isso mesmo: paixão. Nada tem de racional. É tudo emoção. Como deve ser. Talvez também identidade...
GRANDE BRIOSA PARA SEMPRE.
sábado, maio 19, 2012
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