sábado, maio 05, 2012
Mourinhos e Ronaldos
Lá sermos todos Mourinho ou Ronaldo, sobretudo noutras artes, ainda vá que não vá. Mas ser criaturas de sucesso como Durão Barroso, enfin, ça se discute…
Pingo Amargo

segunda-feira, abril 30, 2012
domingo, abril 29, 2012
Financiamento ou investimento?
sábado, abril 28, 2012
quarta-feira, abril 25, 2012
terça-feira, abril 24, 2012
Miguel Portas
Não conhecia bem Miguel Portas. Só o vi algumas vezes na televisão. Li alguns artigos seus. De longe, fiquei com a impressão de ser boa pessoa, íntegro, bem intencionado, visionário, com uma rara inocência na selva da politica. Era evidente a sua diferença, positiva, em relação a figurões como o meio-irmão Paulo ou o lider viperino e hiper-demagógico do Bloco, Francisco Louçã. Miguel Portas apresentava uma pureza anómala nos tempos que correm. Tenho muita pena dele, estimo a sua dignidade e a austeridade da sua dor, até ao fim, devorado pela doença de merda que por aí anda. Simbólico que desapareça na véspera do 25 de Abril, no meio de homenagens de circunstância, pela sua morte e pelo 25 de Abril. Na prática, homenagens na morte lenta e inexorável do 25 de Abril...
domingo, abril 22, 2012
Um jardim
sexta-feira, abril 20, 2012
quarta-feira, abril 18, 2012
Um dia...
terça-feira, abril 17, 2012
Mundo estranho
segunda-feira, abril 16, 2012
sexta-feira, abril 13, 2012
A propósito de um excelente texto escrito por um bom amigo que não desiste de pensar... "against all odds"
A obsessão pela estabilidade dos preços interessa a quem controla a oferta (os meios de produção) e a quem é titular de rendas, dividendos e juros. Normalmente, os salários defendem-se melhor da inflação (ou ganham mesmo com a inflação). Mas os tempos da omnipotência dos sindicatos já lá vão…
É preciso não descurar o conceito fundamental de “Civilização”. Fundamental porque coloca o debate no âmbito dos fins. Faz a ponte entre a suposta positividade da Economia (que parece bastar-se a si própria, embutida na ficção de ciência exacta) e o sentido da Economia (político, ético e filosófico).
terça-feira, abril 10, 2012
Um Datsun no céu
Sempre me deslumbrou o carinho com que a D. Zulmira tratava o velho Datsun, estimadinho por dentro e por fora, sem o mais pequeno arranhão, luzidio e bem cheiroso. A D. Zulmira sofria de reumatismo, mas nem por isso falhava, ao Sábado de manhã, antes da missa, a limpeza do seu caríssimo Datsun que a levou a sítios inesquecíveis na companhia do seu querido e saudoso Joaquim, que tanta falta lhe fazia. Vergada a limpar os assentos e o tablier e os tapetes era como ir de joelhos até à capelinha das Aparições (que Deus Nosso Senhor me perdoe). Ai se o Datsun falasse... O que se divertiram a D. Zulmira e o seu Joaquim... Um belo dia, estava à frente do aparelho Philips que compraram na loja de electrodomésticos de Campo de Ourique quando apareceu a TV a cores, e o coração não resistiu a um golaço do Yazalde contra o Benfica. Aquilo sim, eram outros tempos. Outros golos, outros Joaquins. Deus nosso senhor de certeza que o guarda em paz porque o Sr. Joaquim não fazia mal a ninguém. Os únicos “excessos” eram o Sporting e as brincadeiras com a D. Zulmira, dentro e fora do Datsun, principalmente à beira do Tejo, à tardinha, para os lados de Alcântara. De resto, ía para a Conservatória do Registo Civil de manhãzinha cedo e regressava sempre à mesma hora para a merenda e para dar de comer ao periquito. Foi pena não poderem ter filhos... Mas foram felizes à maneira deles e sobretudo fiéis ao querido Datsun. Deixei de ver a D. Zulmira. E o Datsun acabou nalgum sucateiro sem alma nem escrúpulos. Tenho a certeza que haverá um Datsun no céu para os passeios da D. Zulmira e do Sr Joaquim. E que por lá haverá também uma Alcântara.
domingo, abril 01, 2012
sábado, março 31, 2012
Assim vão as coisas
O BCE tem sido o verdadeiro mecanismo de estabilização financeira tornando redundantes as conversas dos cavalheiros que governam a Europa, cada uma putativamente mais dramática e decisiva do que a precedente... O BCE não tem restrições de financiamento porque cria moeda. Não precisa de pedir emprestado para emprestar. Se a liquidez que injecta na economia não for esterilizada, mais cedo ou mais tarde, a consequência será a inflação. Mas, neste momento, quem se preocupa com inflação quando o desemprego não pára de aumentar e o crescimento patina? O governo alemão (ou pelo menos alguns sectores influentes na Alemanha) parece preocupar-se... até que a recessão atinja igualmente o país... Daí algum mal-estar em relação à política do BCE.
Por outro lado, BCE inesgotável e outras redes de protecção, como o Fundo Europeu de Estabilização Financeira e o futuro Mecanismo de Estabilização Europeu (chamam-lhes "firewall"), para além de suscitarem debate sobre mutualização de perdas ou sacrifícios entre Estados-membros, criam "moral hazard". Quer dizer: os Estados, os bancos, as empresas, as famílias podem continuar a fazer o que lhes apetece (i.e. muitos disparates nos últimos anos) porque os Estados encontrarão sempre maneira de dourar a pilula. Tudo em nome da estabilidade e do interesse sistémico (para evitar hecatombes, claro está...) e sempre à custa dos contribuintes ou, mais precisamente, dos contribuintes com voz menos sonante e menor capacidade de resistir ou de contornar as regras.
De facto, para além da espúria e artificial descida dos juros da dívida dos países gastadores, isto continua muito mal. Os investidores não-europeus continuam a fugir a sete pés e a preparar-se para ganhar rios de dinheiro com as perdas dos outros. As expectativas continuam muito negativas. A Espanha parece cada vez mais juntar-se ao clube dos ansiosos e sofredores. A dimensão do problema espanhol faz medo e, a precipitar-se, esse problema será de gestão muitissimo complexa, se de todo possível, não obstante todos os "firewalls".
Em Portugal, os devedores continuam a rapar no fundo do tacho e os bancos preparam almofadas para o pior. Esse "pior" que resultaria de problemas importados, porque nós continuamos a fazer as coisas direitinho, até ao limite do cansaço. Parece tudo preso por arames, cada vez mais frágil e efémero. Mas, dadas as nossas virtudes e obediência, poderemos contar com um segundo pacote da Troika que parece cada vez mais ali mesmo ao dobrar da esquina, como prometeu o ministro das finanças alemão ao nosso seráfico Vitor Gaspar em inconfidência mediática, deliciosa contradição nos próprios termos.
domingo, março 18, 2012
Grande Lucio Dalla. Partiu do reino dos mortais há pouco tempo, mas permanecerá no reino dos cantores imortais e no das pessoas dignas e corajosas. Lucio Dalla é de Bolonha e faz parte de um grupo fantástico de cantores italianos que juntaram a popularidade das suas musicas à intervenção politica e social.
terça-feira, março 06, 2012
O sol e a seca
Aproveito para citar uns mimos do último relatório do FMI sobre a execução do programa de assistência financeira da Troika:
The broad political and social consensus that is underpinning the program is a key asset. The recent tri-partite agreement on labor market reforms underscores Portugal’s ability to take bold reform steps in the context of social dialogue.
Tradução: A sofrer mas bem comportados… Agradecidos à UGT. Nem uma palavra acerca do desemprego.
GDP in 2012 is expected to decline by 3¼ percent, following a fall of 1½ percent in 2011. In 2013, a slow recovery should take hold, mainly supported by private investment and exports.
Tradução: Lá para 2013 – se deus quiser! – podemos ter uma “ligeira recuperação”.
Provided the authorities persevere with strict program implementation, the euro area member states have declared they stand ready to support Portugal until market access is regained.
Tradução: Se nos portarmos bem poderemos talvez contar com a clemência dos nossos "parceiros" mais fortes, caso demonstrarmos que as coisas correram mal sem ser por nossa culpa.
domingo, fevereiro 26, 2012
sexta-feira, fevereiro 24, 2012

"Albert Nobbs" é um filme magnífico, emocionante, com uma interpretação soberba de Glenn Close. É um filme que coloca a condição humana acima da condição de ser homem ou mulher. Não recomendado a gente com propensão a lágrimas por bons sentimentos...
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Factos estilizados
Países outrora pobres e rurais chegam à industrialização.
A remuneração dos trabalhadores desses países em termos reais e em sentido lato (i.e. incluindo condições de trabalho e direitos sociais) continua muito mais baixa do que nos países de velha industrialização.
O capital move-se muito mais do que o trabalho à procura de lucros mais altos. Ao contrário do salário, a taxa de lucro (incluindo diferentes prémios de risco) tende a igualizar-se mais rapidamente através do mundo. A fluidez do capital é maior no caso de sectores de tecnologia madura e de baixa incorporação de inovação e conhecimento.
Daqui resulta:
- a deslocação de cada vez mais actividades para os países em vias de industrialização;
- o desequilíbrio crescente da balança externa dos países de velha industrialização com menor "competitividade" (conceito vasto que não cabe aqui expandir);
- a pressão ao aumento da produtividade e/ou à redução de salários nos países de velha industrialização, inicialmente nos sectores tradicionais, mas gradualmente em toda a economia;
- enquanto os salários se mantiverem relativamente mais altos nos países de velha industrialização a imigração continuará, mas a ritmo decrescente, dado o aumento progressivo dos salários nos países de origem;
- a tentativa nos países de velha industrialização de "inventar" novas actividades menos expostas à concorrência internacional;
- a tendência ao aumento do proteccionismo.
De tudo isto pode concluir-se que a fonte estrutural da crise que a Europa atravessa actualmente se encontra na chegada de países outrora pobres e rurais a um estado superior de desenvolvimento. Contudo, como sempre nestas coisas de economia, conclusões demasiado gerais e apressadas arriscam-se a estar erradas. Porque: (a) nem todos os países de velha industrialização são vulneráveis da mesma maneira, dependendo do seu mercado interno e da força dos respectivos sistemas produtivos no mercado mundial; (b) os ditos processos de chegada dos países pobres a patamares superiores de desenvolvimento são tudo menos claros e rápidos.
E o desenvolvimento (como prolongamento do crescimento) é um conceito complexo e abrangente que vai muito para além da economia: liberdade, cidadania, democracia, direitos económicos e sociais.
sábado, fevereiro 18, 2012
Belezas diversas
Não há diferença mais injusta do que a que resulta da beleza exterior. Pela simples razão de que se tem ou não se tem, porque se nasce com ela ou sem ela. Bem, às vezes pode estragar-se aquilo com que se nasceu ou pode-se de alguma maneira melhorar... caso se tenha dinheiro e paciência para fazer cirúrgia plástica. Mas, as pessoas bonitas, em geral, conseguem mais facilmente os seus objectivos, mais depressa e com menos recursos. As pessoas feias têm de se esforçar para fazer valer os outros talentos, construidos, profundos, intangíveis.
Tudo isto tem a ver com a importância dada pela sociedade ao lado cosmético, aparente e efémero das coisas e das pessoas, com o próprio conceito de mérito, com os ingredientes do sucesso (qual sucesso?).
Outras diferenças (religiosas, sociais, políticas) podem provocar injustiças. O impacto negativo de tais diferenças pode eliminar-se ou reduzir-se através de movimentos sociais, revoluções, outras formas de acção política.
Por sua vez, os efeitos perniciosos da fealdade são mais dificeis de combater. Não estou a ver uma revolução dos feios contra os bonitos. Não estou a ver um decreto-lei a estabelecer medidas de discriminação positiva a favor dos feios, para compensar as vantagens inatas dos bonitos.
Obviamente, a situação de injustiça contra os feios resolver-se-ia através de uma mudança de valores que diminuisse a obsessão pela exterioridade e que levasse as pessoas a privilegiar a chamada “beleza interior”. Mas, temo que, em cada contexto social e em cada momento histórico, o bonito será sempre bonito e preferido ao feio que subsistirá feio.
A arte tenderá sempre a procurar o bonito, apesar de ter a impressão de que existe uma certa “arte do feio”, pelo menos, a avaliar por certas exposições de “vanguarda” a que não se consegue escapar ao visitar certos museus peregrinos, cada vez mais numerosos. E as pessoas até se esforçam por gostar do que é manifestamente feio, por encontrar argumentos altamente sofisticados para justificar a estética da treta. Ridículo.
Pessoalmente, não vejo problema nenhum em gostar de coisas e de pessoas bonitas, tratando-se, porém, de conceitos discutíveis e temporais e lamentando o sofrimento de pessoas feias com outros méritos prejudicados pela fealdade. Como dizia um grande amigo que, de filósofo, tem muito pouco: "Não há bonito nem feio, há apenas belezas diversas". Amen.
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
Pessoalmente falando
domingo, fevereiro 12, 2012
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Parabéns Académica: final da Taça de Portugal !
Meia-final: empate esta noite 2-2 contra o Oliveirense, após vitória por 1-0 na 1a. mão em Coimbra. A última vez que a Briosa chegou à final foi em 1969 (derrota frente ao Benfica por 2-1). Desta vez será contra o Sporting?... Esperemos pelo resultado da outra meia-final na Madeira Sporting-Nacional...
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Vira o disco e toca o mesmo
domingo, fevereiro 05, 2012
A canção certa para os portugueses




