quarta-feira, agosto 17, 2011
Agosto
domingo, agosto 14, 2011
Economia inteira
Tudo isto vem a propósito de dois fenómenos que se estão a desenvolver e que vão ainda piorar antes de se assistir a alguma melhoria: desemprego e despromoção da classe média.
A obsessão pelo saneamento financeiro e a sua urgência, porém, comprometem tantos outros objectivos e, em última instância, a própria eficácia do saneamento financeiro. Olha-se apenas para o lado da oferta da economia, esquecendo que, cortando nos rendimentos, se corta também na procura e portanto no produto, por conseguinte, nas receitas. Desse modo, se pode entrar numa espiral depressiva. Ao que se contra-argumenta com o facto de, neste momento, a procura relevante não ser a interna mas sim a externa, isto é, as exportações. Ao que se pode responder, no entanto, com o estado lastimável em que se encontram as economias dos principais clientes das nossas exportações (com excepção da Alemanha!). Como vários economistas dos mais díspares quadrantes têm sugerido, será necessário olhar também para o lado da procura e estimular as diferentes economias de uma forma concertada, através de mais despesa pública, rigorosamente o contrário do catecismo que tem sido propalado e aplicado. Mas, para isso é preciso coragem política e coordenação internacional para evitar fenómenos de concorrência fiscal ou cambial.
sábado, agosto 06, 2011
Ventos de séria mudança
quarta-feira, agosto 03, 2011
Manhãs de nevoeiro
quarta-feira, julho 27, 2011
Os livros e nós

segunda-feira, julho 25, 2011
O novo ministro da economia...
“Temos de nos comportar como se fosse a nossa casa, sem gastar desnecessariamente”, acrescentou o ministro. Esta cultura de rigor começou a traduzir-se em manter os equipamentos de ar condicionado a 25 graus, menos luzes acesas, diminuir o uso dos carros oficiais aos fins-de-semana e reduzir o número de assessores.
domingo, julho 24, 2011
sábado, julho 23, 2011
Matrimónios semi-felizes
Extraído daqui:
"El matrimonio (...) viene a ser el envés de (...) proyecto convulso o aventurero. Su proceso natural conduce, tarde o temprano, de lo estimulante a lo anestésico. El gusto por conversar y contar nuestros asuntos al otro decae hasta crear unos silencios tan vacíos como tristemente paralelos. Ni el otro ameniza nuestra vida con sus puntos de vista ni sus puntos de vista conservan el primer brillo de sus ojos. Más bien una línea taciturna pasa de un extremo a otro de la mesa, de un punto a otro del diván o de un lado a otro del lecho conyugal.
¿Una tortura? No llega a ser torturante pero se parece, empieza a ser una tabarra. Alejandro Dumas decía que el matrimonio representa una carga tan pesada que se necesitan dos personas para soportarla pero, a menudo, incluso tres.
Los matrimonios semifelices se pueblan de infidelidades y algunos se separan pero nunca en la proporción que correspondería a su desgaste. No pocos matrimonios desencantados mantienen el pulso por razón de la estabilidad que les proporciona ese vínculo y que no es, desde luego, desdeñable. Mejor, se dicen, la serenidad que lo sublime. Mejor la casamata que la vida a salto de mata.
(...) La excesiva contigüidad, los planes, los proyectos y las distracciones, siempre juntos, allanan la pasión y son proclives, además, al enervamiento.
Sentirse atado a la pareja, a una pareja que no se quiere matar pero tampoco se muere de amor por ella, es el modelo más común de las vidas maritales o matrimonios semifelices.
¿Bueno? ¿Malo? ¿Regular? Hoy, sin tantos hijos que atenúen y amenicen, como antes, los contactos directos, sin la gran familia extensa donde se evacuaban las decepciones y los agravios, la vida en común se estrecha. ¿Se extingue? Es decir, ¿seguirá existiendo en el futuro esta clase de matrimonio? Probablemente, no en la misma proporción."
A Depressão Menor (por Paul Krugman)
"El jueves, los "jefes de Estado y de Gobierno de la zona euro y las instituciones de la UE" - este trabalenguas da idea, por sí solo, de lo confuso que se ha vuelto el sistema de gobierno europeo - publicaban su gran declaración. No era tranquilizadora.
Para empezar, resulta difícil creer que la compleja y estrambótica ingeniería financiera que la declaración propone pueda resolver realmente la crisis griega, por no hablar de la crisis europea en general.
Pero, aunque así fuera, ¿qué pasará después? La declaración pide unas drásticas reducciones del déficit "en todos los países salvo en aquellos con un programa" que debe entrar en vigor "antes de 2013 como muy tarde". Dado que esos países "con un programa" se ven obligados a observar una estricta austeridad fiscal, esto equivale a un plan para que toda Europa reduzca drásticamente el gasto al mismo tiempo. Y no hay nada en los datos europeos que indique que el sector privado vaya a estar dispuesto a cargar con el muerto en menos de dos años.
Para aquellos que conocen la historia de la década de 1930, esto resulta demasiado familiar. Si alguna de las actuales negociaciones sobre la deuda fracasa, podríamos estar a punto de revivir 1931, el hundimiento bancario mundial que hizo grande la Gran Depresión. Pero si las negociaciones tienen éxito, estaremos listos para repetir el gran error de 1937: la vuelta prematura a la contracción fiscal que dio al traste con la recuperación económica y garantizó que la depresión se prolongase hasta que la II Guerra Mundial finalmente proporcionó el impulso que la economía necesitaba.
¿He mencionado que el Banco Central Europeo -aunque, afortunadamente, no la Reserva Federal- parece decidido a empeorar aún más las cosas subiendo los tipos de interés?
Hay una antigua cita, atribuida a distintas personas, que siempre me viene a la mente cuando observo la política pública: "No sabes, hijo mío, con qué poca sabiduría se gobierna el mundo". Ahora esa falta de sabiduría se pone plenamente de manifiesto, cuando las élites políticas de ambos lados del Atlántico malogran la respuesta al trauma económico haciendo caso omiso de las lecciones de la historia. Y la Depresión Menor continúa."
Egoismo bom
Acabo de ver no telejornal da RTP1 uma reportagem sobre uma moça que decidiu enveredar pelo voluntariado. Vai para Moçambique participar num projecto de ajuda a crianças e jovens em situação de pobreza e analfabetismo. A certa altura disse: “este é um egoismo bom”.
Adorei!
Não são precisas ficções de altruismo para fazer bem aos outros, para ter objectivos que vão para além de nós próprios. Sem negar, porém, humanos e legítimos interesses individuais como, por exemplo, o da generosidade. Que bom ser egoisticamente generoso.
sexta-feira, julho 22, 2011
Férias
quarta-feira, julho 20, 2011
Por uma filosofia da alegria

domingo, julho 17, 2011
sábado, julho 16, 2011
Porque é que os portugueses não protestam?
(b) a intensidade dos laços familiares e do apoio inter-geracional;
(c) a importância de vários esquemas de caridade, passando ou não pela Igreja;
(d) a inexistência, fraqueza ou timidez de estruturas que poderiam impulsionar os protestos (sindicatos e outros movimentos sociais, partidos radicais, etc.);
(e) uma tendência profunda (antropológica) para os brandos costumes, o conformismo, o "poucochinho" e o desenrascanço individual ou familiar;
(f) o papel “redentor” (apesar de perverso) da economia paralela.
Food for thought!
domingo, julho 10, 2011
Midnight in Paris
O enésimo filme de Woody Allen (WA) à volta do mesmo. Poupo-vos a trama... Mas este é giro e tem aquele ambiente mágico de Paris de hoje e dos anos 20. O actor principal, Owen Wilson, é uma espécie de WA actor #2. WA encontrou o seu sósia perante a câmara de filmar! Até a voz é parecida... mas a idade é outra... As aparições de Carla Bruni, first lady de França, são piedosas... Até parece que WA, aristrocrata e cavalheiro judeu das altas esferas, teve de deixar a moça participar no filme para ter a permissão do "capo" para se regalar em Paris. Uma espécie de portagem? Estou a ser máuzinho...The new world of work

Vivemos em tempos de flexibilidade hiperbólica. Nada deve ser fixo ou rigido. As pessoas têm de demonstrar capacidade de adaptação, se possivel, ubiquidade. Tudo isso em nome da eficiência. De felicidade nem se fala...
Considerações filosóficas que vêm a propósito de um projecto chamado “The new world of work”: chega-se de manhã ao emprego e não se sabe qual é o gabinete, qual é a secretária ou o computador, quais são os colegas com quem se partilha um espaço físico, cada dia, variável e imprevisível.
Pode dizer-se que, nos tempos que correm, o simples facto de ter emprego deve considerar-se uma benção. Pouco importa se se trata de emprego precário, mal remunerado e, muito menos, se é interessante ou não. Isso tudo são minudências. Dizia eu que se chega ao emprego e não se sabe onde se fica sentado, ao lado de quem. Em princípio, a única coisa que se sabe são as tarefas a executar, tarefas intangíveis num espaço indefinido e volátil em interação com pessoas puramente instrumentais para o supremo interesse da organização a que se destinam as ditas tarefas.
Pessoas/matéria-prima, trabalho sem dimensão social, primado do indivíduo e dos resultados económicos. O “new world of work” não é apenas uma maneira de utilizar racionalmente espaço físico escasso – é uma ideologia que se executa concretamente, colocando pessoas no espaço e no tempo, impondo-lhes incerteza e volubilidade, tirando-lhes segurança e tranquilidade. Porque essas “vantagens” produzem acomodação que não rima com performance. Empregados demasiado satisfeitos instalam-se e tendem a perder competitividade. Como dizia um meu antigo chefe: "os quadros são como os violinos - sem tensão não vibram...".
sábado, julho 09, 2011
QUEM FALA ASSIM NÃO É GAGO...
7 July 2011 - ECB announces change in eligibility of debt instruments issued or guaranteed by the Portuguese government
The Governing Council of the European Central Bank (ECB) has decided to suspend the application of the minimum credit rating threshold in the collateral eligibility requirements for the purposes of the Eurosystem’s credit operations in the case of marketable debt instruments issued or guaranteed by the Portuguese government. This suspension will be maintained until further notice.
The Portuguese government has approved an economic and financial adjustment programme, which has been negotiated with the European Commission, in liaison with the ECB, and the International Monetary Fund. The Governing Council has assessed the programme and considers it to be appropriate. This positive assessment and the strong commitment of the Portuguese government to fully implement the programme are the basis, also from a risk management perspective, for the suspension announced herewith.
The suspension applies to all outstanding and new marketable debt instruments issued or guaranteed by the Portuguese government.
European Central Bank
Directorate Communications
Press and Information Division
Kaiserstrasse 29, D-60311 Frankfurt am Main
Tel.: +49 69 1344 7455, Fax: +49 69 1344 7404
Internet: http://www.ecb.europa.eu
quinta-feira, julho 07, 2011
Agências de rating
quarta-feira, julho 06, 2011
Há com cada uma...
segunda-feira, julho 04, 2011
“Jogo do passa-culpas já nem como arma eleitoral é útil”
"(...) Cumprir o Memorando de Entendimento assinado pelos principais partidos é um passo essencial, reconhecido pelo Governo, que se declara mesmo determinado a ir, no seu programa político, além do que aí é exigido. Igualmente necessária, porém, será a convicção de que esse cumprimento não é apenas uma forma de ultrapassar as dificuldades financeiras do momento, mas é antes a base da indispensável alteração de paradigma político. Tal exige máxima coerência nas medidas a tomar, assim como o abandono, por todos os partidos de Governo, da subordinação a clientelas que, ao longo dos anos de democracia, não fizeram senão reforçar-se. Exige, portanto, que sob nenhum pretexto se aceitem excepções que imediatamente serão vistas como um incentivo para forçar novos desvios. Exige, por fim e sobretudo, a afirmação da autoridade do Estado, não através do aumento do seu peso na economia (que, pelo contrário, terá de reduzir-se) mas pelo reforço da qualidade da Administração Pública, da capacidade regulatória e sancionatória do Estado e pelo estabelecimento - se necessário a nível constitucional - de princípios de rigor financeiro que garantam que, uma vez ultrapassada a crise, o país não retoma os caminhos que conduziram à vulnerabilidade actual.
Tudo isto implica um enorme reforço das instituições, incluindo o recurso a instituições independentes - do Governo, como dos grupos de interesses - mas responsáveis perante a opinião pública, nacional e internacional. Não compete a tais entidades tomar decisões, mas sim promover a compreensão das condicionantes e das consequências, imediatas, mas também mediatas, dos problemas em debate e das alternativas de decisão política. Em última análise, elas devem permitir que o debate político se situe no plano das ideologias informadas pela realidade, em lugar das simples ideias gratuitas que, mesmo quando bem intencionadas, são facilmente manipuláveis em benefício de clientelas e em prejuízo do país.
(...) Como a crise tornou evidente, Portugal não enfrenta apenas um problema de política orçamental, embora esta tenha sido até agora um dos instrumentos fundamentais do avolumar da vulnerabilidade do país. Mas uma das razões disso foi o facto de o Orçamento ter sido usado para ocultar a ausência de uma verdadeira política económica, que teria sido indispensável para promover as mudanças estruturais indispensáveis à criação de um modelo de competitividade não dependente da manutenção de salários comparáveis aos de países com níveis de rendimento muito inferiores."
domingo, julho 03, 2011
sábado, julho 02, 2011
Inveja

A inveja cega. A inveja por dinheiro, pela carreira, pelo poder, por amor, pela beleza... Há tantos e bons motivos para se ser invejoso. A inveja vê intenções onde não existem, sucessos que o não são. Deseja falhanços impossíveis ou injustos. A inveja ofusca ou disfarça a realidade dos outros e a nossa. Mistura sentimentos com factos, distorce o passado e contamina o presente e o futuro. No entanto, a inveja é apenas humana e mobiliza energias, faz as pessoas sentirem-se vivas, mesmo que seja da pior maneira. E, por isso, tem um lado positivo. Nada pior do que não ter pelo menos inveja para se sentir vivo, para progredir. Se a alternativa à inveja for a desistência, a apatia ou a tristeza, que venha a inveja, na plenitude das suas potencialidades, se possível, por “objectivas” razões e em doses saudáveis.
quarta-feira, junho 29, 2011
Corridas aos depósitos...
terça-feira, junho 28, 2011
Desabafo potencialmente moralista
segunda-feira, junho 27, 2011
domingo, junho 26, 2011
Caros amigos orgulhosos,
Dito isto, sejam felizes, divirtam-se e não chateiem os que não têm a vossa diferença ou que a não queiram ostentar. Sobretudo, para lutar contra a perseguição dos homosexuais não estigmatizem os que o não são.
