quarta-feira, janeiro 19, 2011
O custo da dívida
sexta-feira, janeiro 14, 2011
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Emissão de dívida bem sucedida...
Em primeiro lugar, é preciso nâo esquecer que se tratou apenas da primeira emissão de dívida a mais de 1 ano por um montante de pouco mais de 1000 milhões de euros. Ora, o programa de emissões nesses prazos, em 2011, ascende a cerca de 20000 milhões de euros. Poder-se-ia dizer que a procissão ainda vai no adro.
Em segundo lugar, gostaria que me dissessem quem é que comprou hoje os títulos emitidos. Quem terão sido os investidores que se contentaram com taxas inferiores às de Novembro do ano passado? Até parece que os endinheirados deste mundo formaram uma espécie de Junta de Salvação Nacional. Chineses? Brasileiros? Governos europeus com as barbas a arder?
Disto isto, ainda bem que assim foi. Não sou dos que pensam que "quanto pior, melhor", não pertenço ao grupo dos que adoram a proximidade do abismo ou que se satisfazem com a iminência da catástrofe só para tramar o Senhor Eng° e seus acólitos e precipitar uma crise política.
À suivre...
domingo, janeiro 09, 2011
A média e o desvio-padrão das marés
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Lumpen-trabalho
E depois ainda querem mais flexibilidade no mercado de trabalho e leis laborais mais permissivas para os empregadores... Tudo para combater o desemprego e melhorar a competitividade da economia.
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Brevíssima história de Portugal em direcção ao futuro
Portugal teve coisas muito más desde a glória frágil e efémera dos séculos XV e XVI: inquisição, ocupação castelhana, terremoto, invasões francesas, espoliação colonial, I República desastrosa, ditadura salazarista, guerra, emigração, caos revolucionário. Tivemos isso tudo e outras nações tiveram ainda pior. Nos últimos 100 anos, não tivemos guerras internas como tiveram a maior parte dos países europeus, incluindo a Espanha com uma guerra civil devastadora entre 1936 e 1939. Curiosamente, há quem diga que talvez aí resida uma parte da nossa inferioridade: o facto de termos estado afastados das guerras mundiais não nos teria puxado pela iniciativa necessária à reconstrução. O que implica uma visão positiva ou pelo menos benigna das guerras. Por exemplo, os 30 gloriosos (entre 1945 e 1975) teriam a sua principal explicação na "abençoada" II guerra mundial...
Beneficiámos enormemente com a adesão à CEE, mas de forma inquinada: com subsídios e crédito fácil, não fizemos investimentos suficientemente reprodutivos nem alterámos tanto quanto deviamos o que produzimos nem como produzimos. As infraestruturas modernizaram-se, a habitação/urbanização explodiu (tantas vezes de forma desordenada ou exibicionista), o consumo aumentou e sofisticou-se, a educação massificou-se (o que não significa que melhorou), o Estado Social cresceu a partir de níveis incipientes, os salários subiram mais do que a produtividade e por isso é que os sectores mais expostos à concorrência internacional são tão vulneráveis e voláteis. Agora crescem mas logo depois sofrem, dependendo da dinâmica dos principais concorrentes com especialização e factores de competitividade semelhantes.
O país criou modos de vida que não são sustentáveis a não ser que muita coisa mude. Hábitos, comportamentos, cultura, formação. Ora, isso tudo é intangível e leva tempo e provoca sacrifícios. Dir-se-á que é preciso começar por algum lado, por pequenos gestos e iniciativas nas famílias, nas escolas, nas empresas, nas repartições. Mas, mais uma vez, isso leva tempo e requer um sistema claro de incentivos e de penalidades. Isto é: as pessoas e as organizações devem ser recompensadas (ou punidas) por desempenharem bem (ou mal) as suas funções. Se não for assim, deixamos à boa vontade, à militância ou ao proselitismo a mudança. Ora, a sociedade desenvolveu-se no sentido do individualismo e do hedonismo que tornam esses conceitos patéticos. Esse sistema de incentivos tem de se basear numa autoridade clara, legitimada pela competência e pela visão. Aqui é que o problema se complica porque também não temos elites com essas características.
A maior parte dos dirigentes actuais têm entre 40 e 65 anos, gerações que se formaram e cresceram (em poder) no final da ditadura (com todos os estigmas associados) e durante o período (fértil) de instabilidade do PREC e anos seguintes. Gente ligada a uma certa universidade de antanho e a uma burguesia tradicional, essencialmente provinciana, apesar das aparências (grandes interesses mais do sul do que do norte) ou arrivista e gaiteira (pequenos interesses do norte), gente muito trabalhadora e engenhosa, eventualmente ligada a uma internacionalização subalterna, mas com limitada substância, orgulhosa da ostentação, com o passo mais comprido do que a perna. Temo não podermos esperar grande coisa desta malta.
Isto quer dizer que a crise financeira vai-se resolver, com mais ou menos FMI, mas certamente com os sacrifícios da classe média a crédito que se foi criando nas últimas décadas. Assim as criaturas se convençam de que não podem continuar no regabofe, o que não é evidente ou isento de riscos (incluindo psicológicos) dado o dramatismo da mobilidade social descendente. Daqui a 2 ou 3 anos, teremos porventura as contas em ordem, mas, a médio/longo prazo, ou caímos numa estagnação sensata ou em mais aventuras (financiadas por quem?) que nos levarão aos mesmos buracos.
A única esperança serão, daqui a 20 anos, os jovens que agora têm entre 15 e 25 anos, os filhos dos tais das gerações falhadas, cobaias das reformas (ou convulsões) do ensino, do consumo, dos costumes e da família e que não são "tubos digestivos que caminham e fornicam". Com um bocado de sorte, ainda cá estarei para ver se essa malta, com uma cabeça apesar de tudo mais aberta, lúcida e ambiciosa, ocupa como deve ser os lugares de direcção desta nossa desditosa pátria e escolhe estratégias virtuosas para nos tirar da persistência do atraso que - quero acreditar - não tem nada a ver com factores genéticos.
segunda-feira, janeiro 03, 2011
O combóio
domingo, dezembro 26, 2010
Mais ou menos
Há pessoas que gostam do "mais ou menos" dos outros para não ficarem sózinhas no seu próprio "mais ou menos". Arrependi-me de ter pedido o favor.
sexta-feira, dezembro 24, 2010
FELIZ NATAL
(já choveu, mas pouco)
e o bolo rei sabe mais ou menos à mesma coisa de quando eu era criança
(como eu detestava o bolo rei...)
e agora há bolos rainha porque sim, porque é correcto
(também detesto os bolos rainha, para ser correcto!)
e a missa do galo continua a dizer-me a mesma coisa
(ou seja, bem pouco)
e a orgia dos presentes regressa apesar da crise e de se preferir marcas brancas e coisinhas baratas
(que os sentimentos não têm preço e uma peúginha pode dizer mais do que mil abraços)
e a televisão vai estar acesa e ninguém lhe vai ligar nenhuma e os telefonemas e os sms vão dizer que cá estamos outra vez e gostamos imenso uns dos outros e não nos esquecemos porque esquecer-se de alguém neste dia é mesmo muito grave porque quem não gosta neste dia não gosta mesmo e não se pode esquecer a maleita de estimação da tia Amélia e a solidão custa p'ra caraças e às vezes ajustam-se contas com outros sentimentos e com outras injustiças que vêm de muito longe e chega à mesa o bacalhau e o perú e as filhozes
(não sei se se escreve assim, acho que nunca escrevi esta palavra e não tenho pachorra de ir ao dicionário porque neste dia os rigores linguisticos não interessam)
e abre-se a garrafa de champagne que de champagne não tem nada
(é só um espumantezito ali da bairrada, tipo caves messias)
e os embrulhos finalmente abrem-se e o papel brilhante a dizer merry christmas chora de uma glória tão efémera e às vezes olhamos para os objectos que transportam tanto carinho com uma displicência mal disfarçada e chegamos a dizer para dentro "que desperdício!" e somos injustos.
E depois tenta-se ingloriamente sossegar as tripas com umas pastilhas efervescentes e vai-se para a cama devidamente tarde, arrumando o Natal até ao próximo ano com a árvore de plástico e as luzinhas e enfeites compradas nos chineses porque isto não está p'ra brincadeiras.
Não me levem a mal: desejo mesmo um Natal muito feliz a todos.
quinta-feira, dezembro 23, 2010
domingo, dezembro 19, 2010
Eleições presidenciais
[Cavaco não é um projecto nacional. É um projecto pessoal e familiar, o fruto de uma ambição que queima sem escrúpulos o que a possa ameaçar.]
Que importância tem esta encenação republicana perante a gravidade do presente e a angústia do futuro? O Presidente pode chatear, mas não governa. O Presidente pode ser decisivo em situações extremas, mas não determina as escolhas fundamentais de que o país precisa. Vivíamos bem sem esta eleição geral. Se, como em países como a Alemanha ou a Itália, esta figura simbólica fosse escolhida directamente pelo Parlamento. Se nos poupassem este concurso irrisório de que sairão certamente vencedores, mais uma vez, os egos inextricáveis da Maria e do António para passearem, majestáticos, mão na mão, um províncianismo orgulhoso.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
quarta-feira, dezembro 15, 2010
O país mágico
[Ver por exemplo o ponto 3 d).]
Parece um programa de governo moribundo, feito à pressa, desesperadamente, como se anunciar fosse fazer... finalmente. Parece as declarações inflamadas dos impérios à beira do estertor.
terça-feira, dezembro 14, 2010
100000
domingo, dezembro 12, 2010
Wikileaks

Wikileaks também demonstra a ubiquidade e o esmagamento da informação. Estamos numa sociedade obcecada pela informação, o que não significa uma sociedade mais culta ou criteriosa. Uma sociedade que devora os títulos, que salta de assunto para assunto à velocidade do primir de uma tecla, que se espanta apenas com coisas cada vez mais trágicas e sensacionais. Uma sociedade cada vez mais “informada” mas com menos tempo para pensar e para compreender. Assim, somos presas fáceis de fazedores de opiniões superficiais, vendedores de preconceitos e de estereótipos, de “flashes”. Somos como um rebanho democrático.
Outro aspecto importante da história Wikileaks é a dimensão verdadeiramente global do seu desafio aos governos nacionais, já bastante debilitados por outros poderes, também eles crescentemente globais (basta referir o poder financeiro). Ou seja: Wikileaks é mais uma expressão da atitude global de grupos difusos de resistência ao modelo de sociedade dominante. E faz-me lembrar um livro que li há algum tempo: “The Empire” escrito por Michael Hardt e Antonio Negri, uma espécie de Manifesto Anti-global.
Clicar no título...
sábado, dezembro 11, 2010
O mito dos estrangeirados
domingo, dezembro 05, 2010
quinta-feira, dezembro 02, 2010
(Alguns) Filósofos e o Amor

MONTAIGNE
“Os moralistas qualificam a luxúria de animalesca. Ele [Montaigne] considera-a apenas demasiado humana. É da nossa própria condição termos um corpo preso à nossa alma. E «mesmo no mais elevado trono do mundo, estamos sentados sobre o nosso cu.»”
LUCRÉCIO
“Crede que a infelicidade suprema é a de preferir a vida à honra e que, para prolongar a vida, se perdem todas as razões para viver.”
SCHOPENHAUER
“Se o amor é pura e simplesmente um logro, uma astúcia suscitada pelo desejo de preservação da espécie, é contudo uma questão capital e complexa. «A questão central», mesmo. «O objectivo último de quase todas as aspirações humanas», chega a escrever Schopenhauer, «o fundamento de qualquer acção séria, o objectivo de todas as brincadeiras». Nenhuma paixão ultrapassa aquela em violência potencial, e ela não deveria ser tratada com a falsa desenvoltura e a bazófia de um fanfarrão que pretenda reduzir o sentimento amoroso a uma simples questão de roupa interior.”
KIERKEGAARD
“«A infelicidade», escreve ele [Kierkegaard] nas Migalhas Filosóficas, «não está no facto de os amantes não poderem unir-se, mas no facto de não poderem compreender-se.»”
NIETZSCHE
“O que é o amor senão perceber que alguém vive e age e sente de uma forma diferente da nossa, e mesmo oposta, e regozijar-se com isso? Para que o amor una os contrários na alegria, é preciso que ele não os suprima nem os negue. Mesmo o amor-próprio tem como condição uma dualidade irredutível (ou uma multiplicidade) numa única pessoa.”
HEIDEGGER e ARENDT
“Sabes o que há de mais difícil é o que é dado a um ser humano para ele levar? Quanto ao resto, há meios e ajudas, parapeitos para o orientar, enquanto neste caso estar exposto ao amor = ser mal tratado na sua existência mais limpa. Amo significa volo ut sis, pôde dizer Agostinho: «amo-te – quero que sejas aquilo que és.»”
SARTRE e BEAUVOIR
“No dia em que for possível à mulher amar com a sua força e não com a sua fraqueza, não para fugir de si mesma mas para se encontrar, não para se demitir mas para se afirmar, então aí o amor tornar-se-á para ela, tal como para o homem, uma fonte de vida e não um perigo mortal.”
terça-feira, novembro 30, 2010
segunda-feira, novembro 29, 2010
Dinheiro e cultura
Tudo isto enquanto se diz que a educação é o meio mais eficaz para escapar ao desemprego e à pobreza. E o que chateia é que essa ideia é efectivamente cada vez mais contrariada pela realidade da recessão que por aí se espalha, parecendo dar razão ao "pateta alegre"...
Faz-me lembrar a história que me contou um grande amigo há muitos anos. Licenciado em Economia, teve de começar a trabalhar dando aulas no ensino secundário. De biologia... Num teste ousou perguntar os nomes, naturalmente científicos, dos orgãos de reprodução masculino e feminino. Fazia parte do programa. Um dos alunos, cheio de esperteza, escreveu os nomes que sabia, naturalmente pouco científicos. O meu amigo deu zero às coloridas respostas. O aluno protestou, acrescentando que não precisava de saber aquelas tretas para ficar tão rico como o pai, um bem sucedido comerciante de fruta da zona saloia e lamentou que o meu amigo tivesse passado tantos anos em tantas escolas para saber "aquilo"!
domingo, novembro 28, 2010
Os preservativos das finanças e a impotência da política
O que está em causa é uma disputa entre poder económico (por natureza oligárquico) e poder político (supostamente democrático) num terreno de jogo em que o poder político tem feito crescentes concessões ao poder económico, porque acredita na cooperação deste último para conseguir objectivos políticos. Ou seja: os politicos estão nas mãos de investidores, banqueiros e empresários porque acharam que o interesse público seria compatível com a prossecução de certos interesses privados. Mas, este é um debate velho e fundamental da filosofia e da economia política. Infelizmente há muito pouco gente, sobretudo ao nível de quem toma as decisões, com cultura, capacidade, vontade ou tempo para enfrentar esse debate. E assim, os politicos continuam a saltar para a frente, manietados por um sistema capitalista de poder cada vez mais concentrado, sem problemas existenciais, convencidos de que a gestão das sociedades é uma ciência exacta, uma questão técnica, virgem de ideologias.
sexta-feira, novembro 26, 2010
Estamos num dominó em que a queda das primeiras peças é gerível (Grécia, Irlanda e... Portugal). No total, a ajuda poderia cifrar-se em 250 a 300 mil milhões de euros, o que é enorme (o PIB português andará nos 165 mil milhões de euros) mas, com o contributo do FMI, perfeitamente compatível com o fundo de estabilização criado pela UE. Os alemães armam-se em moralistas mas o seu contributo para esse fundo mais não é do que um socorro aos seus próprios bancos que são os grandes financiadores dos devaneios dos PIIGS. Só na Irlanda têm mais de 25 mil milhões em risco. Os alemães não ajudam sobretudo os Estados-membros mal comportados - ajudam os seus próprios bancos mais temerários ou imprevidentes do que os devedores.(*) A divulgação de tantos "stress tests" de bancos cheios de (públicas) virtudes levanta enorme desconfiança sobre a credibilidade desse exercício, sobretudo à luz da derrocada dos bancos irlandeses, também eles apresentados há poucos meses como virtuosos. Portanto, torna-se legítimo perguntar qual será a verdadeira situação dos bancos de outros países e sobretudo dos espanhóis, num dos países em que a bolha imobiliária mais inchou. As autoridades espanholas respondem com um quesito de transparência. Mas, ou se tem uma boa história para contar ou não se conta e, principalmente, não se inventa...
OE 2011
Lições a tirar do OE 2011 que foi hoje aprovado (a ver vamos a execução...):
- Necessidade de melhorar o enquadramento institucional (e a dotação em recursos humanos) em que se baseiam os trabalhos de preparação e controlo orçamental;
- Horizonte de médio longo prazo da programação da despesa e da dívida, de preferência, ultrapassando ciclos políticos e eleitorais, sem prejuízo das escolhas validadas pelos eleitores/contribuintes;
- Imperativo da sustentabilidade das finanças públicas, o que se relaciona com a performance da economia, medida em termos de taxa potencial de crescimento do produto que, por sua vez, depende essencialmente da produtividade.
A produtividade e a taxa potencial de crescimento do PIB são os verdadeiros indicadores da capacidade de serviço da dívida a longo prazo, para os quais olham os nossos financiadores, designadamente, quando, no curto prazo, decidem refinanciar ou não refinanciar a dívida. Ora, é precisamente neste ponto (ou seja: a produtividade e a politica de rendimentos que, conjuntamente, determinam a competitividade externa) que reside a extrema complexidade dos nossos problemas. Porque a politica de rendimentos supõe consensos políticos e concertação social. E a produtividade implica as famosas reformas estruturais de que tanto se fala mas que ninguém executa (educação, cultura, formação profissional, justiça, simplificação administrativa, sistema de inovação, etc.). Reformas estruturais que pressupõem uma visão e uma estratégia para o país, pensadas com calma e com lucidez. A calma que tanta falta faz nos tempos que correm. Como dizia outro dia o Prof Félix Ribeiro numa conferência em que também participei, Portugal talvez devesse escolher entre transformar-se num Porto Rico, numa Florida, numa Flandres ou numa (província de) Espanha, manipulando variáveis como logística, recursos naturais (sol e mar) e conhecimento.
segunda-feira, novembro 22, 2010
Florença e Roma
Em Florença respira-se um ambiente vivo, repleto de arte, alegria, romantismo e energia. Tropeça-se em edifícios míticos que nos reportam a outros tempos, histórias e personagens. Nos uffizzi encontramo-nos com os grandes artistas, sentindo a sua inspiração que transcende os muros das galerias e paira um pouco sobre toda a cidade.
Roma termini é o caos. Quanto à cidade... Roma é simplesmente Roma!
Castel Sant'Angelo, Vaticano, Campo de'Fiori, Piazza Venezia, Fontana di Trevi, Piazza Colona, Panteão, Piazza Navona, Via del Corso, Via dei Condotti, Piazza di Spagna, Trinità dei Monti, Villa Borghese, Piazza del Popolo, Via Venetto, Coliseu, Forum Romano, Trastevere...
Cada um destes sítios (entre muitos outros) transmite um sentimento especial, fazendo jus ao cognome... Cidade Eterna.
sábado, novembro 13, 2010
Interesse nacional?
terça-feira, novembro 09, 2010
Pretensão de poema no meio da crise ou grito romântico
quando o pânico se torna fácil,
a tensão aumenta,
a realidade fica embaciada,
as dúvidas se instalam sobre o que não pode estar em dúvida,
a imbecilidade se faz eloquente e a calma coisa rara,
a fuga uma tentação.
É nestes tempos que a qualidade e a força vêm ao de cima,
o essencial nunca o foi tanto,
a inteligência se revela recurso precioso,
os valores prevalecem sobre os pequenos e imediatos interesses,
a grandeza das pessoas fala por si,
a missão conta mais do que os objectivos,
a nascença fala mais alto do que tudo o resto.
E no meio deste heroísmo,
desta exaltação,
alucinação perante as dificuldades,
fala, apesar de tudo, a razão da alma grande.
domingo, novembro 07, 2010
Heróis do mar, nobre Povo, nação valente, imortal.
Ao estado a que isto chegou, só há uma saída: recorrer ao que melhor têm os portugueses, à sua inteligência, iniciativa, capacidade de resistência, dignidade, criatividade. Tudo isso talvez não chegue para aguentar as consequências da má gestão do país. Ou seja: os portugueses comuns têm de progredir sem contar com o apoio ou com a visão (!) dos seus mais altos dirigentes. Têm de o fazer apesar deles, em certos casos, contra eles. Para ficar bem claro: não falo apenas da falta de qualidade dos actuais governantes ou dos membros do partido que os apoiam. Falo de todos os políticos deste país, da direita à esquerda, do PP ao PC, velhos e novos, seniores e juniores. Não há alternativa entre os politicos da Nação. As actuais élites nâo prestam... salvo rarissimas excepções para os lados da arte, da cultura, da ciência e do futebol. A única alternativa é a vitalidade da sociedade civil, a auto-gestão. De resto, nem seremos originais: os nossos amigos italianos que o digam! Mas eles têm outros genes... Estão habituados à falta de um verdadeiro Estado central.Obrigatório clicar aqui.

