terça-feira, agosto 31, 2010

A vaidade é o principal ponto fraco dos fortes.
O ciúme é um dos sentimentos mais poderosos das mulheres.
O desejo é a mais bonita fonte de cegueira.
A solidão é o preço da liberdade.
As motivações que contam são as que vêm de dentro de nós; as motivações que vêm de fora alienam, são espúrias.
As rugas são o ruído do tempo.
Gostar de nós e gostar dos outros na proporção justa não é matemática - é caracter.
O verdadeiro poder é o que sobrevive aos interesses.
Oxalá o depois da vida não fosse pó.

segunda-feira, agosto 30, 2010

Senhora do Ó

A emancipação das mulheres quer dizer também participação activa no mercado de trabalho, ambições profissionais, carreira. Os obstáculos são mais do que muitos, levantados sobretudo por homens, num mundo tradicionalmente dominado por homens. [Deixo de lado debates fecundíssimos sobre coisas como a descriminação positiva.] A verdade é que as mulheres têm de ser muitas coisas ao mesmo tempo, são objecto das mais caleidoscópicas exigências e expectativas. Apesar do seu talento, supostamente inato, para a diversidade (ao contrário dos homens que seriam excelentes numa só coisa de cada vez...), as mulheres caem muitas vezes no provérbio: "quem muitos burros quer tocar, algum fica para trás". Durante muitos anos, as mulheres, mais cultas e urbanas, apostaram na profissão e isso contribuiu de alguma forma para fenómenos como o crescimento do divórcio e a redução da natalidade. [Estou a simplificar, a omitir vários passos, mas siga o discurso.] Pois bem, acho que agora se está a assistir a uma reversão de tendência, e ainda bem. Isto é, as mulheres (como muitos homens) estão a fartar-se dos mitos do sucesso, da competição desbragada, da miopia de certos objectivos, do preço a pagar pelo sucesso-versão homologada pelo neo-liberalismo. Reagem sem passar pelos sindicatos, sem fazer revoluções barulhentas. Reagem através da maternidade, recuperando os valores da família e da procriação. Mandam o sistema àquele sítio, aproveitando ainda por cima os mecanismos politicamente correctos de descriminação positiva e de incentivo à natalidade. Bem hajam! O que chateia são os grunhidos discretos dos chefes que se queixam, porque assim é difícil planear e porque as famílias, as crianças e ser mulher têm um custo... para o sistema e para as próprias mulheres! Tudo isto me ocorreu por causa da quantidade de barrigas protuberantes que crescem por aí. E ainda bem... desde que sejam felizes!

sexta-feira, agosto 13, 2010

Filhos da puta...


Este agosto são rosários de incêndios, contados até à última gota de paciência ou de curiosidade mórbida. Mais um bombeiro morto e o povo agarra-se ao ecrã, extasiado com as lágrimas vertidas por familiares, camaradas, amigos, desconhecidos e basbaques. As sirenes espalham ainda mais calor, chamas, angustia e adrenalina. Os jornalistas têm os orgasmos possíveis em período de evidente falta de notícias.
É todos os anos a mesma coisa… apesar dos planos da protecção civil e dos canadair e de criaturas com ar de Rambo das Terras do Bouro e linguagem pirotécnica. E há ministros e comandantes e primeiros-ministros e presidentes que não valem nada perante altas temperaturas, secura e alguns malucos e malfeitores. E há populares desgraçados que não dormem a olhar para as labaredas que sobem e descem os montes, tocadas por ventos caprichosos e que se aproximam de casas e outras propriedades em que se cristalizam vidas de heroísmos anónimos que parecem pequenos em relação ao heroísmo de alguns dias dos “soldados da paz” (!) que combatem, sabe deus que demónio, alagados em suor, perigo, cansaço e excitação.

Depois virão o frio, as chuvas e a calma de outros “incêndios” mais timoratos e cinzentos. E ficamos à espera de mais um Verão com os mesmos ecrãs a transbordar de actos de bravura e de resignação. E passamos de automóvel à beira das matas defuntas, sentindo uma raiva banal e impotente, deitando pela boca fora “filhos da puta” sem saber ao certo quem estamos a insultar. Talvez o destino ou a santa providência ou sacanas sem rosto.

terça-feira, agosto 10, 2010

quarta-feira, agosto 04, 2010

A morte saiu à rua

Com o devido respeito, estou farto dos cancros das pessoas famosas, apresentados nos meios de comunicação social até à exaustão, com condolências dos mais variados quadrantes e obviamente justificadíssimas e choradíssimas. Os cancros são pretextos para enaltecer as qualidades humanas e profissionais de pessoas que fazem parte da nossa memória colectiva.

Morrer de cancro é triste, tristíssimo, doloroso para os próprios e para os chegados. Morrer de cancro é lento, demasiado lento, é como uma lâmpada que se vai fundindo até se apagar num dia cinzento, por mais sol que esteja no céu. Deve ser horrivel olhar para o relógio sabendo que vai parar inevitavelmente um dia destes. O relógio pára sempre, mas quando se tem cancro olha-se vezes de mais para o mostrador, implorando mais uns minutos, lutando por um milagre ainda mais improvável do que todos os outros. Desculpando a agonia, acariciando a dor para doer um pouco menos.

Deixem-me em paz com as lágrimas dos outros. Privatizem o sofrimento. Há quem brinque com a morte para a espantar. E não me parece mal. Mas, não escarafunchem na tristeza dos outros, não favoreçam a contaminação da melancolia quando está tanto calor e a luz quase cega e o mar é marmelada azul. Deixem a morte chegar e partir silenciosa e traiçoeira e incompreensível. Não há nada de heróico ou de vitorioso na morte. É o mais rotundo fracasso. Merece recato, austeridade e impotência.

Termino com genuinas banalidades: a morte é uma grande merda, tenho medo dela p'ra caraças, da minha e da das pessoas que amo e que estimo, da de toda a gente, da de amigos e inimigos. Noutros termos, rendo-me: cheguei à fase da vida em que pateticamente se tem medo da morte.

Post-scriptum: o grande problema da morte é que se morre para sempre.

terça-feira, agosto 03, 2010

Malditas férias...

"(...) A aceleração dilui a percepção do tempo, condenando-nos a viver num presente perpétuo em que os acontecimentos se multiplicam na razão inversa da compreensão do seu sentido. A torrencial multiplicação dos pontos de vista tem como único efeito seguro o de privar o homem contemporâneo de qualquer perspectiva consistente sobre o que quer que seja. O curto-termismo que decorre automaticamente desta aceleração e se impõe em todas as vertentes da vida contemporânea, é o que melhor define a mutação radical que ocorreu na nossa relação com o tempo. É ele que nos priva de qualquer horizonte onde se possam instalar verdadeiros projectos de vida, individuais ou colectivos. (...) É por isso que, mesmo em férias, se torna tão difícil desacelerar... Habituados que estamos, por um lado, a viver como se a velocidade por si só desse sentido à vida e, por outro lado, a associar a aceleração com a intensidade, é cada vez mais comum reagirmos com ansiedade a qualquer vislumbre de lentidão e identificarmos a mais pequena desaceleração com uma assustadora ameaça de tédio. (...)"

Manuel Maria Carrilho, Diário de Noticias, 29 de Julho de 2010

terça-feira, julho 27, 2010

Decisões presidenciais

Não podem imaginar a expectativa com que aguardo a enormíssima decisão que o nosso actual Presidente da Républica vai tomar, em recolhimento absoluto com a sua sagrada família, durante as férias que passarão todos na tranquilidade da sua vivenda nessa província deslumbrante que é o Algarve. Nem ouso especular sobre a gravidade das considerações - naturalmente familiares - em que se baseará tão dramática decisão com consequências determinantes para o futuro da nossa ditosa Pátria. Imagino o exército de jornalistas e de anónimos cidadãos que esperarão ansiosos, roendo as unhas, à porta de tal moradia pelo anúncio solene do resultado de tão aturada reflexão: recandidatar-se (ou não) à Presidência da Républica !

domingo, julho 25, 2010

Um filme com suspense ao contrário. Começa com ameaças de vingança, com a iminência de um crime, com a raiva de uma traição, com uma surpresa que se exprime a titulo póstumo. Termina com pena de todos, incluindo do desgraçado traidor. É um filme sobre a irrisoriedade dos maus sentimentos, em que se fica com pena de todos na fragilidade de maldades que são apenas meneiras de ser humano e de fugir à rotina e ao desgaste das relações. O segundo filme em pouco tempo em que participa Liam Neeson sobre a mesma temática: a putativa traição entre homens e mulheres. O outro foi "Chloe".

sexta-feira, julho 23, 2010

Espero que estas palavras encontrem o teu lado solar. Se não for o caso, que encham de cor o cinzento ou o vazio que possa cobrir os teus olhos.

Isto por aqui vai na mesma ou algo pior, com excitação a mais e humanidade a menos.

É preciso olhar para lá das ambições precárias e encontrar um doce equilíbrio entre o longo e o breve, entre a razão e a emoção, entre o querer e o ser. É preciso não nos deixarmos prender demasiado nas arestas da realidade e voar de vez em quando, voar para enseadas impossíveis que só nós conhecemos, nem que seja por breves instantes que garantem a eternidade e o sorriso e a convicção de que vale a pena o resto. E tudo.

Bom regresso!

terça-feira, julho 20, 2010

O futuro das exportações portuguesas

O Presidente da República de Portugal vai a Angola com uma numerosa comitiva de empresários. Antes de partir, apregoa que Angola deverá ser um destino privilegiado das nossas exportações para reduzir a dependência de mercados como a Espanha, Alemanha e França.

Angola é um dos países de África com maior volume de receitas externas, basicamente resultantes das vendas de petróleo e diamantes.

Angola é um país (tristemente) conhecido por elevados níveis de corrupção e de fuga de capitais.

No meio de tudo isto, para meu grande espanto, o Presidente da República de Angola vai à televisão dizer, depois de uma reunião com o Presidente da República de Portugal, que o seu país pagará as dívidas em atraso às PME portuguesas dentro de 2 meses. Quanto às grandes empresas logo se verá, mas talvez se possa pagar os calotes dentro de 6 meses, 1 ano, 2 anos...

E este talvez tenha sido o maior sucesso da missão liderada pelo Presidente da República de Portugal a um país escolhido como aposta estratégica das exportações portuguesas. Que eu saiba vendas não pagas chamam-se dádivas...

Devo estar a ver mal, a ouvir mal, a entender mal !

sábado, julho 17, 2010

Reflexões intemporais


Há coisas que sempre desejámos que acontecessem e, quando acontecem, não sabemos o que fazer.

Há acontecimentos que, ainda que o ser humano pense ser-lhes indiferente, antecipa vezes sem conta… Em sonhos, pensamentos… Raramente acontecem e as suas idealizações não são senão apenas isso… E apenas são idealizadas porque são consideradas impossíveis.

E quando, contra todas as probabilidades, o antecipado (mas inesperado) acontece? Parece que tudo o que se imaginou, como se reagiria, como se sentiria deixa de fazer sentido. Fica-se sem saber o que fazer, como lidar com coisas que, vindo da essência mais profunda do ser não se percebem…

É fácil antecipar a vida. Mas essas antecipações nunca são reais – a vida foge aos planos, o ser humano foge aos sentimentos que julga sentir com um descaramento de tal forma insolente que revolta.

quinta-feira, julho 15, 2010

Fui ver o Shrek


- "Tu és gatestável"

- "E tu és burridículo!"

Tenho dito.

domingo, julho 11, 2010

Catalunha - campeão do mundo

Considerando também a quantidade de jogadores do Barcelona que deram o campeonato do mundo à Espanha e as tendências secessionistas crescentes na Catalunha, a pergunta pode ser legítima: quem ganhou a taça? a Espanha ou a Catalunha?

quarta-feira, julho 07, 2010

Perfeição


Acabei o curso, estou contente comigo mesma e muito muito feliz por ter concluído com sucesso esta etapa da minha vida.

Para estar tudo perfeito era preciso:

1. Estar menos calor;
2. Não me terem pedido 15 euros por um mero certificado de habilitações que demora 15 dias a chegar;
3. Ter já um emprego à minha espera a começar no dia 1 de Setembro... vá lá, 15 de Setembro...
4. Estar à beira-mar com uma caipirinha.


(Eu sei que este post é totalmente excusado e um atentado a quem ainda tem tanto que fazer para acabar as suas tarefas e ir de férias, mas dêem-me o desconto, sim? Afinal estou de ressaca de 5 anos de Universidade.)

domingo, julho 04, 2010

A Peninsula Ibérica

A diferença é abismal e crescente... na economia, na cultura, no desporto, na política internacional. Basta comprar o "El Pais" e o "Público", ir a Madrid ou Barcelona e a Lisboa ou ao Porto, entrar numa livraria em Portugal e em Espanha, etc, etc. Os sinais de "ocupação" aumentam... a pretexto de cooperação, de liberdade de circulação de pessoas, bens e capitais. O que não conseguiram pelas armas há 5 séculos, conseguem agora, gradualmente, mas seguramente, através da supremacia na política, na economia, na finança, na arte, na cultura, no desporto.

Só mesmo uma identidade muito forte, teimosa e orgulhosa, estrebucha contra a evidência da superioridade do outro lado. Só mesmo uma história, uma cultura, uma lingua irredutíveis tornam impensável uma rendição formal. Mesmo que dela pudessem resultar vantagens materiais (dependendo da maneira como fosse negociada). Andam os governantes a fazer de conta que somos grandes amigos e de que só a mania da perseguição ou um complexo de inferioridade justificam certos medos ou teorias da conspiração. E, portanto, continua a fazer-se de conta que somos "iguais" e que a nossa independência não está em causa e que eles não nos querem prejudicar, que agem da forma mais objectiva (do ponto de vista dos seus legítimos interesses). Mas, a nossa independência está de facto em causa. Falo de independência real mais do que formal. Não tenho a mania da perseguição nem o complexo de inferioridade, mas não sou cego nem ingénuo. E - ainda mais importante - não me parece haver argumentos (que não sejam de simples patriotismo) contra o domínio espanhol.


Portugal torna-se cada vez mais um acidente histórico, um monumento ao Patriotismo, em que ninguém quer perder a face, em que desconfiança, desprezo e medo se misturam com diplomacia, tolerância e condescendência numa geometria variável que tende sempre para o mesmo desfecho: uma gradual submissão.


É neste contexto que se deve situar a luta pela metade da Vivo no Brasil e o acto de desespero que foi o veto do governo mediante a "golden share" na PT. Um entre vários episódios de um conflito de interesses fundamentais entre os dois países que, normalmente, se desvaloriza ou se disfarça para evitar fantasmas que se erguem da noite dos tempos.

quinta-feira, julho 01, 2010

quinta-feira, junho 24, 2010

Avenida da Liberdade Junho de 2010

Os restaurantes estão cheios, passam Porsches, Ferraris e Maserattis, as lojas de luxo brilham de novas, os hotéis de 5 estrelas estão cheios. Não estou no Mónaco ou em Beverly Hills. Estou na Avenida da Liberdade em Lisboa.

Crise. Qual crise? Passa-me pela cabeça que esta conversa sobre o risco de falência dos países e dos bancos só pode ser uma grande treta. Uma espécie de cabala, como a gripe A ou a nuvem de cinzas da Islândia, orquestrada por qualquer agência mundial dos interesses ocultos. Mas, essa teoria conspirativa depressa sai do meu pensamento. Existe talvez conspiração mas é mais prosaica: a conspiração dos ricos contra os pobres.

Isto está mesmo mau, mas os ricos escapam da crise ou aproveitam-se dela para ficar ainda mais ricos, enquanto os pobres aguentam com a cura dos erros patrocinados pelos ricos. Isto não é demagogia. São factos sustentados por estatísticas: das vendas de bens de luxo, da pobreza, do desemprego.

E tudo isto pode mesmo passar-se sem uma colaboração "voluntária" dos governos, que aplicam políticas que agravam a injustiça "porque sim", porque não pode ser de outra maneira à luz dos sacrossantos princípios da ciência macro-económica, completamente virgem de ideologia. Governos que renunciam à política e se submetem à tecnocracia e ao pensamento único são governos capados.

Mas, não se esqueçam os ricos de que sem pobres não podem continuar ricos, pelo que, devem, pelo menos, assegurar a sobrevivência dos pobres e a sua capacidade de trabalhar. A melhor política dos ricos é aquela que extrai o máximo de ovos da galinha sem a matar. O mal-estar máximo (ou o bem-estar mínimo) dos pobres que permita a subsistência do sistema, ou seja, que não leve à crise social aberta que pode mesmo descambar na violência. Não me interpretem mal: aqui não há bons e maus, não se trata de ser invejoso ou miserabilista, de demonizar o sucesso. Ou coisas do género. Trata-se de SOCIEDADE, de permitir que as pessoas vivam bem juntas, preservando a paz e a dignidade humana. Quase apetecia referir muito simplesmente os princípios da Revolução Francesa (igualdade, liberdade, fraternidade). Ninguém tem culpa de ser rico ou de querer ser rico. O problema é a conciliação de métodos e objectivos individuais (ou de grupo) com a sustentabilidade do tecido social, como um todo. Há valores que devem superar a eficiência, a competitividade e o sucesso. A economia não pode ser um "deus ex-macchina", de que, aliás, pode vir a ser vítima. Que eu saiba, é do interesse do próprio capitalismo defender a justiça, a solidariedade, a ordem e a legalidade. Pelo menos numa sociedade dita democrática. Em ditadura é outra coisa. Mas, como se sabe, as ditaduras acabam mais tarde ou mais cedo porque a pulsão libertária dos seres hmanos é irresistível. Sou dos que crêem firmemente que a Humanidade caminha inexoravelmente, desde a noite dos tempos, em direcção ao BEM, no meio de tanto mal cuja sofisticação não tem limites.

segunda-feira, junho 21, 2010

Cavaco e Saramago vs Presidente da República e Nobel da Literatura


A pessoa Aníbal Cavaco Silva não gostava da pessoa José Saramago, nem a pessoa José Saramago podia com a pessoa Aníbal Cavaco Silva. Como tal, a pessoa Aníbal Cavaco Silva não foi ao funeral da pessoa José Saramago.

Até aqui tudo bem...

O problema é que a pessoa Aníbal Cavaco Silva é o Presidente da República Portuguesa, e a pessoa José Saramago é um cidadão português laureado com o Prémio Nobel da Literatura.

Assim o caso já muda de figura... Porque considero inconcebível que o Presidente da República não esteja presente pessoalmente na última homenagem (com honras de estado, incluindo dois dias de luto nacional) a um Prémio Nobel do seu país!

Pessoalmente, também não ia muito à bola com a pessoa e com o escritor, mas reconheço o seu valor enquanto português que levou a sua língua-mãe e a sua terra natal para o mundo, de tal forma que foi considerado merecedor do Prémio mais importante que qualquer pessoa pode ganhar a nível mundial.

Por isso, esta polémica não é artificial: porque um homem pode não ir à bola com outro homem, mas o Presidente da República não pode deixar de estar presente no funeral do Prémio Nobel da Literatura.

domingo, junho 20, 2010

Eles não gostam de Saramago...

De facto, o céu e o inferno de Saramago são outros.

"(...) la reacción del Vaticano, que ayer dirigió desde las páginas de L'Osservatore Romano, su diario oficial, un furibundo ataque hacia el escritor, que sonó casi a celebración por su muerte. Saramago se había distinguido como uno de los intelectuales que más lúcidamente condenó los abusos cometidos en nombre de la religión. (...) Precisamente su posición ideológica motivó ayer un ataque duro desde el órgano oficial del Vaticano, L'Osservatore Romano, que no guardó ni siquiera la compostura ante la muerte. En un artículo firmado por Claudio Toscani titulado La omnipotencia (relativa) del narrador, subraya la "ideología antirreligiosa" de Saramago, a quien define como "un hombre y un intelectual de ninguna capacidad metafísica, (y que vivió) agarrado hasta el final a su pertinaz fe en el materialismo histórico, alias marxismo". Para añadir: "Se declaraba insomne por las cruzadas, o por la inquisición, olvidando el recuerdo de los gulags, de las purgas, de los genocidios, de los samizdat (panfletos de la Rusia soviética) culturales y religiosos". En resumen, escriben, se distinguió por "la banalización de lo sagrado" y "un materialismo libertario" radicalizado con los años." (citado daqui)

sexta-feira, junho 18, 2010

Obituário

Arrogante, tendencioso, erético.
Provocador... na exacta medida da força das suas convicções.
Grande demais para a sua terra.
De cultura portuguesa indelével. Abraçado pelos espanhóis.
Pertencente ao grupo dos raríssimos que conseguem superar o próprio destino.

quarta-feira, junho 16, 2010

Em Novembro....


E também se aproveitará para dar um pulinho aqui:

sexta-feira, junho 11, 2010


Era uma vez uma menina que sonhava em atravessar o mar para visitar as terras misteriosas que adivinhava do outro lado. Então pegou num pequeno balde e pôs-se a enchê-lo com água do mar e a despejar essa água na praia. Queria esvaziar o mar para poder caminhar em terra firme até às terras misteriosas. E assim continuou toda a tarde, prometendo voltar quantas vezes fosse preciso até tirar do mar toda a água que lá havia.

quinta-feira, junho 10, 2010

Krugman acusa a Europa de masoquismo

O Nobel da economia denunciou hoje o "masoquismo" da Europa perante a sua "mania" de aprovar planos de austeridade. "Alguém já pensou seriamente em como tudo isto afecta o resto do mundo, incluindo os EUA?", questiona Krugman num artigo intitulado "The Global Transmission of European Austerity", publicado hoje no seu blog no 'New York Times'.
"Isto está a pôr-se feio. E os EUA têm de pensar numa forma de se distanciar deste masoquismo europeu", sublinha o Nobel. Krugman recupera o modelo Mundell-Fleming para sublinhar que a contracção orçamental de um país com taxas de câmbio flutuantes supõe na realidade uma contracção para o mundo no seu conjunto. O mesmo é dizer, explica, que "a debilidade do euro e a contracção orçamental na região estão a tornar-se num "problema global.

Citado de Diário Económico on-line. Clicar no título.

segunda-feira, junho 07, 2010

E agora?


O estágio terminou. O relatório está entregue e aguardo a sua defesa. A tese está quase pronta e em fase de retoques e aperfeiçoamentos.

Não tenho horários nem rotinas... Não sei quando isto vai acabar e o que vai acontecer depois...

Enfim, estou um pouco desorientada.