quinta-feira, abril 29, 2010

"Manifesto"


Perante o nojo em que esta sociedadezinha se tornou, perante a pestilência dos conformados bolorentos que aceitam a corrupção como se fosse um mandamento divino, perante a inversão de tudo (princípios, prioridades e critérios), sinto-me, muitas vezes, tentada pelo cinismo!

É tão fácil ser cínica perante os constantes atropelos ao mérito, à competência e ao valor a que assisto. Posso passar a ser cáustica, crítica, cínica, passar a falar na linguagem da ironia e do sarcasmo.

O problema é que o cinismo não resolve nada!

Prefiro não o fazer... Prefiro acreditar que poderei fazer frente a esta lixeira toda! (ou pelo menos à parte dela que me tenta contaminar) - Prefiro agir e mostrar que, pelo mérito e pela competência, é possível obter respeito... Não apenas pelas cunhas, pelo "pseudo-poderzinho" de quem nunca atingiu nada na vida pelo seu próprio valor (que, sejamos honestos, nem sempre abunda) mas acha que pode comandar os destinos dos outros.

Sobretudo, espero que os espectáculos tristes a que tenho assistido ultimamente não me turvem a visão e não façam de mim uma pessoa revoltada e pessimista!

Fazer frente ao lixo da sociedade? - Concerteza que me esforçarei por fazer...

Nunca me conformar perante o que está erradamente instituído? - Sem dúvida que tentarei...

Mas pessimista, revoltada e amargurada... isso, por mais difícil que possa parecer, recusar-me-hei a ser!

domingo, abril 25, 2010

Grande Académica

Ganharam 3-1 em Matosinhos a outro aflito (Leixões) e safaram-se da descida. Óptimo!

Infelizmente, o 25 de Abril é, cada vez mais, um dia triste.

25 de Abril

Esta data faz-me pena. Porque os ideais e as emoções que lhe estão associados estão cada vez mais pálidos e obsoletos. Porque há pessoas que se lhe referem como se fosse uma espécie de 5 de Outubro apenas algo mais recente. Porque os seus protagonistas são apresentados como espécies raras, eventualmente de estimação. Porque quem ousa exprimir alguma vibração a propósito dessa data é olhado com surpresa ou etiquetado como saudosista. Há quem diga com alguma razão que a falta de excitação em torno dessa data ou mesmo o seu esquecimento são sintomas do sucesso da Revolução. Porque muita coisa mudou no bom sentido, mas o sonho desapareceu, a generosidade é um mito e a solidariedade motivo de folclore ou de elogios de coisa excepcional (porque é). Cada um se desenrasca em perfeita normalidade democrática e usufruindo de uma liberdade formal que é sobretudo a liberdade de ser pobre, astucioso ou resignado.

Por isso tenho pena...

O que é, afinal, a experiência?


Para todos os que ainda não têm a dita "experiência" que as entidades empregadoras pedem e sem a qual não entram em lado nenhum e que não sabem lá muito bem como a conseguir, parece-me que esta poderá ser uma excelente referência. Porque, afinal, experiência não é só pôr em prática conhecimentos técnicos... Acredito que a experiência é, também e sobretudo, ter a sabedoria e flexibilidade para saber reagir a novas situações.

O texto que se segue foi-me enviado por e-mail:

Já fiz cócegas à minha irmã só para que deixasse de chorar, já me queimei a brincar com uma vela, ja fiz um balão com a pastilha que se me colou na cara toda, já falei com o espelho, já fingi ser bruxo.

Já quis ser astronauta, violinista, mago, caçador e trapezista; já me escondi atrás da cortina e deixei esquecidos os pés de fora; já estive sob o chuveiro até fazer chichi.


Já roubei um beijo, confundi os sentimentos, tomei um caminho errado e ainda sigo caminhando pelo desconhecido.


Já raspei o fundo da panela onde se cozinhou o creme, já me cortei ao barbear-me muito apressado e chorei ao escutar determinada música no autocarro.


Já tentei esquecer algumas pessoas e descobri que são as mais difíceis de esquecer.


Já subi às escondidas até ao terraço para agarrar estrelas, já subi a uma árvore para roubar fruta, já caí por uma escada.


Já fiz juramentos eternos, escrevi no muro da escola e chorei sozinho na casa de banho por algo que me aconteceu; já fugi de minha casa para sempre e voltei no instante seguinte.


Já corri para não deixar alguém a chorar, já fiquei só no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma única.


Já vi o pôr-do-sol mudar do rosado ao alaranjado, já mergulhei na piscina e não quis sair mais, já tomei whisky até sentir os meus lábios dormentes, já olhei a cidade de cima e nem mesmo assim encontrei o meu lugar.


Já senti medo da escuridão, já tremi de nervos, já quase morri de amor e renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial, já acordei no meio da noite e senti medo de me levantar.


Já apostei a correr descalço pela rua, gritei de felicidade, roubei rosas num enorme jardim, já me apaixonei e pensei que era para sempre, mas era um "para sempre" pela metade.


Já me deitei na relva até de madrugada e vi o sol substituir a lua; já chorei por ver amigos partir e depois descobri que chegaram outros novos e que a vida é um ir e vir permanente.


Foram tantas as coisas que fiz, tantos os momentos fotografados pela lente da emoção e guardados nesse baú chamado coração...


Agora, um questionário pergunta-me, grita-me desde o papel: " - Qual é a sua experiência?"


Essa pergunta fez eco no meu cérebro. "Experiência.... "Experiência..."

Será que cultivar sorrisos é experiência?


Agora... agradar-me-ia perguntar a quem redigiu o questionário: " - Experiência?! Quem a tem, se a cada momento tudo se renova???"

sábado, abril 24, 2010

O regresso do passado em Espanha

Dêem uma olhada ao que se está a passar em Espanha neste momento com o juiz Baltasar Garzón. Paladino da luta contra a corrupção, ele tentou recentemente defender vítimas dos franquistas que cometeram crimes durante e depois da Guerra Civil. Agora está a ser julgado pelo crime de transgressão da Lei da Amnistia. Esta Lei, aprovada em 1977 quando Adolfo Suarez era Primero-ministro, foi concebida como um instrumento de pacificação da sociedade espanhola, permitindo a transição para a democracia. Na prática, baseava-se no perdão de crimes cometidos durante o período anterior à queda do Caudillo. Uma espécie de branqueamento de personagens que assim puderam suavemente encontrar o seu lugar ao sol no novo regime, por vezes nas esferas mais altas do poder, sob a bandeira do PP. Muita gente de esquerda considera que uma parte do que (de mal) se passa na sociedade espanhola, se deve à influência que o franquismo nunca deixou de exercer. Mas o processo de Garzón faz levantar velhos demónios que dividem os espanhóis e que parecem inscrever-se na memória colectiva mais do que em experiências vividas, dadas as manifestações e debates em curso em Espanha neste preciso momento, mobilizando pessoas de todos os credos e gerações. Enterrar traumas debaixo da carpete de um aparente esquecimento não os resolve. Pode, pelo contrário, fazer com que se levantem, em circunstâncias propícias, mais eloquentes do que nunca.

Acts of God...

A doença das vacas loucas, a gripe A, o vulcão da Islândia demonstram que há mais conhecimento e instrumentos de medida de fenómenos naturais que podem ter um grande impacto sobre a vida de milhões de pessoas. Mas demonstram também que existem organizações nacionais e internacionais, com escassa coordenação entre elas, que adoptam uma atitude (cómoda) de "risco zero", de que resultam prejuizos e benefícios (veja-se o caso da indústria farmacêutica) para determinados sectores da população e da economia, globalmente injustificados e injustos. Quero crer que os decisores políticos seguem as recomendações de técnicos competentes e independentes, mas parecem fazê-lo de forma cega e incondicional, provavelmente, sem proceder a uma análise mais vasta do binómio risco-benefício. Compreendo que tsunamis, furacões e sismos recentes tenham deixado um rasto de destruição enorme e que, nalguns desses casos, melhor prevenção e acção mais célere poderiam talvez ter mitigado os efeitos. De qualquer maneira, pelo menos uma melhor coordenação entre os vários gestores dessas crises poderia aperfeiçoar e equilibrar as respostas.

Depois, há a reparação dos danos a que normalmente se subtraem as companhias de seguros por tratar-se de eventos de "force majeure" ou "acts of God", expressões deliciosas para fazer a distinção entre risco e incerteza. As seguradoras tendem a cobrir somente o primeiro. Para a segunda, mais uma vez, estende-se a mão aos poderes publicos que é o mesmo que dizer ao dinheiro dos contribuintes. Não me escandaliza nesses casos de "acts of God". O que é mais discutível e injusto é a utilização desse dinheiro para remediar "acts of men", ou melhor: "acts of imprudent, incompetent or corrupt men", sob pretexto da mitigação de "riscos sistémicos" que nada têm de natural.

É a vida

Pessoas que prezam sobretudo a liberdade individual, que são avessas ao risco e que tiveram grandes decepções na vida têm maior probabilidade de ficar sózinhas. E tendem a aconchegar-se na solidão e a arranjar companhias parciais e temporárias que não deixam de ser importantes (convenientes) para enfrentar as agruras da vida e para interromper saudavelmente a solidáo. Em muitos casos trata-se de amigos. E ainda bem. Mas, fica alguma coisa a faltar e levanta-se uma melancolia nos olhos que vai ficando pegajosa. E teimosia e um esforço patético para legitimar as próprias razões (faz-me lembrar o filme de 1997 "As good as it gets" com Jack Nicholson e Helen Hunt...).

Assim sendo, nestas coisas não há leis ou regras gerais: cada criatura é um caso com histórias que não se repetem. Toda a tentativa de teorizar é condenada ao fracasso. "Cada cabeça sua sentença", "cada macaco no seu galho" e "quem bem faz a cama bem se deita nela", pelo que, mais uma vez, prova-se que a sabedoria popular é imbatível.

quarta-feira, abril 21, 2010

Uma doutora muito pequenina


Hoje sinto-me pequenina...

Eu, finalista, estagiária, a terminar uma tese de mestrado... Eu, a quem já alguns chamam "stôra", "sôtora" ou, simplesmente, "doutora"!

Hoje sinto-me como se estivesse na véspera de uma daquelas sessões do coliseu, na Roma antiga, prestes a ser "atirada às feras"!

Sinto-me orgulhosa do meu trabalho e sei exactamente o que dizer.... Mas isso não significa que não me sinta que nem uma criancinha a caminho de algo que, claramente, não parece ser para a sua singela idade.

Enfim, sinto-me como uma doutora muito muito pequenina.


Nos próximos dois dias estarei por aqui.
(Felizmente, na 6ª já estarei muito mais descansada que amanhã...)

domingo, abril 18, 2010

Mais uma gripe A?...

Quero acreditar que o que se tem passado com o transporte aéreo na Europa nos últimos dias não seja uma espécie de gripe A da aviação e que quem decide a supressão dos vôos o faça com base em dados técnicos sérios e fiáveis e tendo em conta os riscos excepcionais provocados pelas cinzas do vulcão, mas também os prejuizos colossais que se estão a causar a companhias de aviação, aeroportos, hotéis, agências de viagem, outras empresas, governos, cidadãos bloqueados um pouco por todo o lado, sem saber quando regressam ao trabalho, à escola ou simplesmente a casa.

Mário Soares


Esta é a prova de que o homem, definitivamente, ficou (ainda mais) "ché-ché"!

«O ex-Presidente da República Mário Soares defendeu hoje que Cabo Verde "não deveria ter sido independente" e que o arquipélago "teria muito a ganhar" em ter evitado a separação em relação a Portugal.

"Eu sempre achei que Cabo Verde não deveria ter sido independente, não assisti à independência de Cabo Verde por isso mesmo", disse, no colóquio "Vozes da Revolução: Guerra Colonial e Descolonização", no Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).

Na opinião do antigo Chefe de Estado, Cabo Verde "teria muito a ganhar" caso se tivesse mantido parte do território nacional.

"Eu pensava que Cabo Verde não é propriamente África porque Cabo Verde é um arquipélago do norte do Atlântico e que há uma relação que deveria ter sido mais explorada entre os três arquipélagos existentes que são Europa, ou seja, Açores, Madeira, depois Canárias e podia ser Cabo Verde", argumentou.»


Ler a notícia completa no DN Online

sábado, abril 17, 2010

Não havia necessidade...

Um alto dignitário da igreja mexicana disse que a culpa dos escândalos sexuais envolvendo padres é da libertinagem e do erotismo que por aí abundam. Por outras palavras: com tanta tentação à solta, mesmo um padre não é de pau e deixa-se cair em pecado. Ora porra para tanta hipocrisia! Que se fechem os decotes, que se tornem as saias mais compridas, que se proiba a lingerie, que se deixe de pintar os lábios, que se eliminem os perfumes luxuriantes, que seja banida a nudez... e então a malta tem juizo e resiste, estremosos celibatários em núpcias permanentes só com o Senhor. O Diácono Remédios é que tinha razão: "valha-nos deus, não havia necessidade... ehm... ehm... tanta mulher nua por aí".

Eu e o Michael Bublé no dia 2 de Novembro....


Lembram-se da minha carta ao Pai Natal de 2009? Em particular, lembram-se daquele P.S. sobre trazer cá o Michael Bublé?

Pois bem, o Senhor Nicolau foi um fofo e fez-me o favor de convencer o meu cantor preferido a vir a Portugal. Mas atenção: não se limitou a trazê-lo ao Pavilhão Atlântico, fez questão que o Michael Bublé viesse actuar na véspera do meu aniversário!

Portanto, é mais que óbvio que vou! O bilhete já cá canta e eu estou feliz por ir ver algo como isto:




(Se calhar é melhor levar uns babetes e uns lencinhos...)

Insulto diplomático

Ouvi hoje no telejornal da RTP1 o Presidente da República Checa Václav Klaus dizer numa cerimónia oficial, perante dezenas de jornalistas, nas barbas de Cavaco Silva e de todos os outros membros da comitiva portuguesa, em tom divertido e jocoso o seguinte: "Nós andamos preocupadíssimos com a possibilidade de atingir este ano um défice das contas públicas de 5% do PIB. Mas o Senhor Presidente da República Portuguesa disse-me que no seu país estão acima dos 8% e isso não tem problema algum. Por favor, não divulguem, que fique só entre nós. Os jornalistas não devem saber."

Se isto não é ridicularizar Cavaco e Portugal, não sei como classificá-lo. Talvez "insulto diplomático"?

Tristes figuras...

sexta-feira, abril 16, 2010

Banho de realidade


À vezes somos encharcados por banhos de realidade, que nos mostram o que nos recusamos a ver à nossa volta. No fundo, todos queremos acreditar que, perante as dificuldades, as pessoas, a sociedade em geral, acabam por fazer prevalecer os princípios éticos, o que é correcto. - Errado!

O mundo é como é porque há pessoas que não olham a meios para atingir os seus fins e, com isso, atropelam quem tem mérito, princípios, quem não perdeu e se recusa a perder a sua dignidade.

E as pessoas que se mantêm fiéis a quem são, ao que pensam ser correcto, ético, digno, de mérito?

Devem perder-se no meio deste sistema maquiavélico que não considera o ser humano pelo que é e pelo que faz, mas sim pelo poder/conhecimento/fama que tem?

Devem transformar-se em bichinhos mimados que fazem o que querem sem preocupação pelo atropelo ao mérito e honestidade de quem ainda os tem?

Penso que, nestes casos, nem 8 nem 80... Penso que é tudo uma questão de manter a integridade e saber lidar, sem perder os princípios e o sentido de ética e justiça, com este sistema mal-cheiroso que tenta, ao máximo, corromper quem ainda não é corrupto. Não é fácil, nem linear... Sobretudo quando se procura manter a integridade sem se ser (ainda mais) atropelado ou sem se ser (ainda mais) prejudicado.

Mas se não o fizermos - todos nós - se não dissermos NÃO aos factores "C's" aos atropelos, às corrpuções por todo o lado, se continuarmos a compactuar com esta merda toda, então que mundo é que estamos a criar? Onde raio é que vamos parar?

Poderosos plagiadores

Os poderosos são plagiadores. Ou melhor: tornam-se plagiadores. Quero acreditar que, pelo menos, em democracia ou em ambientes meritocráticos, para se conquistar poder seja necessário demonstrar alguma inovação e criatividade. Digamos, nas fases iniciais do acesso ao poder... Depois, tem-se demasiadas ocupações e compromissos (nomeadamente, relacionados com a gestão da fama e do ego). Deixa de haver tempo para pensar, para ter ideias próprias e sobretudo para exprimir por escrito quaisquer ideias, próprias ou alheias. Naturalmente, também há aqueles que ganham tempo, reduzindo simplesmente o tempo dedicado ao trabalho em troca de mais lazer. Chamam a estes últimos preguiçosos. Eu diria que são apenas os mais espertos ou "económicos". De qualquer maneira, seja por preguiça ou por manifesta falta de tempo, o facto é que os poderosos gostam de pôr o seu nome em coisas que não fizeram. Acham-se no direito de partilhar ou de usurpar a propriedade intelectual de uns pobres pensadores, por sua vez, muitas vezes candidatos a poderosos. Ou seja, criaturas inteligentes, estudiosas e esforçadas que ainda se encontram nos patamares inferiores da árdua caminhada em direcção aos cumes do poder. São contribuintes para os plagiadores à espera de se tornarem, eles próprios, poderosos plagiadores "rather sooner than later".

Plágio (definição): acto de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer natureza (texto, música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc) contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os créditos para o autor original. No acto de plágio, o plagiador apropria-se indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da mesma.

quarta-feira, abril 14, 2010

Eles é que me dão a volta!


Não gosto de trabalhar sobre pressão! Por isso mesmo, tenho andado como uma verdadeira pilha de nervos, com trabalho até à pontinha dos cabelos.

Tendo em conta o meu estado de stress, preocupação e afins, ir para o estágio para atender crianças/adolescentes durante a tarde era qualquer coisa que não fazia propriamente parte das minhas prioridades (tanto trabalho de escrita, estatística e pesquisa para despachar...)!

Lá fui eu, mesmo assim, sem grande disposição e um pouco a medo (por saber que não estava propriamente com o melhor estado de espírito).

A certa altura, ouço de um dos "meus meninos":

"Muito obrigado, stôra! Desejo que tudo na sua vida lhe corra bem!"

Pronto... Ganhei o dia e um humor totalmente diferente!

De facto, passamos o tempo cheios de stress, preocupações, receios, paranóias, etc. até que, do nada, surge uma coisinha pequena, uma espécie de presente, quase insignificante, que nos comove, alegra, e desperta, fazendo-nos relativizar todo o mal-estar. São essas aparentes insignificâncias (que tanto significado têm) que nos fazem sentir quase estúpidos (idiotas, mesmo) pelas tempestades que fazemos nos vários copos de água que temos à frente.

quarta-feira, abril 07, 2010

Ele há coisas....

Porque será que...



Hmmm.... Deixa lá ver....



...Face oculta...
...Freeport...
...Independente...
...TGV...
...Alcochete...
...Motaengil, PT, TVI, REN e afins....


Não...

Assim de repente não estou bem a ver o motivo da falta de confiança dos portugueses no governo e nas empresas...

(Notícia retirada do Jornal de Negócios Online)

segunda-feira, abril 05, 2010

domingo, abril 04, 2010

Boa Páscoa!


Este ano, ao contrário da tendência dos últimos anos, foi-me oferecido um ovo de chocolate. Senti-me feliz... Feliz por ainda haver quem me ache "pequenina" o suficiente para esta prenda tipicamente oferecida a crianças!

Boa Páscoa a todos!

sábado, abril 03, 2010

Pessoas diferenres - todos humanos

Há pessoas que vão para lá do que o destino lhes reservou. Pessoas que ultrapassam os limites do seu nascimento e da sua educação, que escrevem de outra maneira a história da vida que lhes contaram, que conseguem superar a fatalidade das suas origens sem perder a alma, sem renunciar a qualquer pedaço da sua formação. Pessoas que enriquecem a arquitectura do seu ser com a sabedoria da experiência. Essas pessoas são monumentos ao livre arbítrio e ao poder da vontade.

Há outras pessoas que se limitam a seguir a corrente da vida, que não conseguem libertar-se do determinismo social e cultural, que são uma resultante simples do que as rodeia, um produto lógico e previsível de certas influências. Influências que não geram, mas que apenas suportam e reflectem. São pessoas normais, talvez menos perfeitas do que as primeiras, mas talvez mais humanas.

Trata-se apenas de maneiras diferentes de estar na vida. O mundo avança mais com o primeiro grupo de pessoas. As segundas talvez sejam simplesmente felizes ou tristes ou resignadas ou boas ou más. E talvez vivam mais tempo, contentes com a normalidade, tranquilas com o doce fluir do tempo, com as pequenas vitórias, sem problemas com as pequenas derrotas. Porque para elas tudo é pequeno e assim deve ser e isso não tem nada de mal. Porque desconhecem ou desprezam as grandezas que atormentam e tiram tempo à serena e banal lonjura da vida. Estava para escrever "...que atormentam a alma...". Mas, para essas pessoas, a alma é uma coisa complicada, incompreensível, típica de quem pensa e sente demais. A alma não se desenha nem aparece na televisão. Talvez se possa escrever, mas com palavras inacessíveis a quem sofre de forma rasteira e a quem se ri de coisas com graça descarada.

sexta-feira, abril 02, 2010

A Single Man




Para além de um fantástico estilista e de um Homem (com H enorme) cheio de classe, descobri hoje, com o filme "A Single Man" a dimensão da sensibilidade e do sentido estético e de beleza do Tom Ford.

Um grande filme, sem qualquer dúvida.

Aplausos também para o incrível Colin Firth, que nos leva numa viagem complexa mas penetrante pelo mundo interior de um homem muito "singular".

segunda-feira, março 29, 2010

Eu adoro as crónicas do Ricardo Araújo Pereira



Um dia, num protesto contra a política educativa do Governo, um cidadão da minha idade resolveu avançar com um argumento de autoridade e mostrou o rabo à ministra. Não é, de todo, o pior e mais deselegante argumento que já vi esgrimir (se se pode dizer de um rabo que foi esgrimido) no âmbito de um debate político, mas ainda assim o gesto fez com que aquilo a que se chama "a minha geração" passasse a ser conhecida por "geração rasca". Nunca me queixei. Pelo menos no que me dizia respeito, o título pareceu-me adequado à minha personalidade, e não gosto de censurar ninguém por ser perspicaz. Hoje, a geração que entra no mercado de trabalho é conhecida por "geração dos 500 euros". O que definia a minha geração era o seu carácter; o que define esta é o seu salário. Na verdade, há uma hipótese inquietante: é possível que quem paga a esta geração seja a minha. Esta pode ser a geração dos 500 euros, porque quem lhe estabelece o ordenado é a geração rasca. Tudo aponta para isso: somos mais velhos do que eles, e portanto é lógico que tenhamos cargos de chefia quando eles saem da escola. E é próprio de um patrão rasca generalizar o pagamento de salários de 500 euros. Sobretudo, é improvável que a "geração rasca" e a "geração dos 500 euros" coincidam: quem é rasca, em princípio arranja sempre maneira de ganhar mais de 500 euros.

Como costuma dizer normalmente quem tem muito dinheiro, o dinheiro não é importante. Sempre me comoveu que as pessoas ricas tivessem a gentileza de partilhar connosco (logo elas, que são tantas vezes avessas a partilhar) uma ideia formada com conhecimento de causa: o dinheiro não traz felicidade. Essa é, no entanto, uma das características que eu mais aprecio no dinheiro: a felicidade é tão fugaz, tão frágil e, às vezes, tão imoral, que acaba por ser higiénico e nobre que o dinheiro não a traga. Para falar com franqueza, não conheço nada que traga felicidade. Mas - chamem-me sentimental - acho que o dinheiro não traz felicidade de uma maneira especial. Vendo bem, a minha geração teve bastante mais sorte do que esta: uma pessoa pode mudar o seu carácter, mas na esmagadora maioria das vezes não pode mudar o seu salário. É bem mais fácil deixar de mostrar o rabo do que passar a ganhar mais de 500 euros.


Retirado da Visão

domingo, março 28, 2010

Horário de Verão


Não sei quanto a vocês, mas eu cá ADORO o horário de verão! O Sol definitivamente tem propriedades anti-depressivas! ;)

quarta-feira, março 24, 2010

Hoje esta música faz todo o sentido para mim ;)



Obrigada pelo mail, Pai! "We are the champions!" ;)

O PSD e os outros

O espectáculo esta Segunda-feira na RTP 1 dos 4 candidatos a lider do PSD foi alucinante. Demonstra que o país não tem alternativas credíveis aos governantes actuais. Estes últimos deixam claramente a desejar de vários e dramáticos pontos de vista, mas as criaturas que gostariam de os substituir são ainda mais preocupantes. Chamar àquilo membros de um mesmo partido parece-me uma anedota: nem sequer de uma agremiação de bairro ou de um clube de jogo da sueca. E não me venham com a conversa de que o debate de ideias no seio de um partido demonstra apenas democracia interna e abertura de espírito. Desde logo porque não se tratou de debate nem de ideias. Foi uma peixeirada e ideias nem vê-las. A grandeza da ignorância manifestada, a ligeireza com que se abordaram temas decisivos para o nosso destino colectivo deixou-me assustado e pessimista. Não estou a ver o reduto onde se encontrarão políticos com estatura para tirar o país do plano inclinado em que se encontra. A não ser que se suponha que a chamada sociedade civil é tão enérgica e virtuosa que acaba por se desenrascar, não obstante os governantes e as políticas. É pena que se trate apenas de "desenrascar" e que os dirigentes compliquem em vez de ajudar e orientar no bom sentido.