segunda-feira, março 29, 2010

Eu adoro as crónicas do Ricardo Araújo Pereira



Um dia, num protesto contra a política educativa do Governo, um cidadão da minha idade resolveu avançar com um argumento de autoridade e mostrou o rabo à ministra. Não é, de todo, o pior e mais deselegante argumento que já vi esgrimir (se se pode dizer de um rabo que foi esgrimido) no âmbito de um debate político, mas ainda assim o gesto fez com que aquilo a que se chama "a minha geração" passasse a ser conhecida por "geração rasca". Nunca me queixei. Pelo menos no que me dizia respeito, o título pareceu-me adequado à minha personalidade, e não gosto de censurar ninguém por ser perspicaz. Hoje, a geração que entra no mercado de trabalho é conhecida por "geração dos 500 euros". O que definia a minha geração era o seu carácter; o que define esta é o seu salário. Na verdade, há uma hipótese inquietante: é possível que quem paga a esta geração seja a minha. Esta pode ser a geração dos 500 euros, porque quem lhe estabelece o ordenado é a geração rasca. Tudo aponta para isso: somos mais velhos do que eles, e portanto é lógico que tenhamos cargos de chefia quando eles saem da escola. E é próprio de um patrão rasca generalizar o pagamento de salários de 500 euros. Sobretudo, é improvável que a "geração rasca" e a "geração dos 500 euros" coincidam: quem é rasca, em princípio arranja sempre maneira de ganhar mais de 500 euros.

Como costuma dizer normalmente quem tem muito dinheiro, o dinheiro não é importante. Sempre me comoveu que as pessoas ricas tivessem a gentileza de partilhar connosco (logo elas, que são tantas vezes avessas a partilhar) uma ideia formada com conhecimento de causa: o dinheiro não traz felicidade. Essa é, no entanto, uma das características que eu mais aprecio no dinheiro: a felicidade é tão fugaz, tão frágil e, às vezes, tão imoral, que acaba por ser higiénico e nobre que o dinheiro não a traga. Para falar com franqueza, não conheço nada que traga felicidade. Mas - chamem-me sentimental - acho que o dinheiro não traz felicidade de uma maneira especial. Vendo bem, a minha geração teve bastante mais sorte do que esta: uma pessoa pode mudar o seu carácter, mas na esmagadora maioria das vezes não pode mudar o seu salário. É bem mais fácil deixar de mostrar o rabo do que passar a ganhar mais de 500 euros.


Retirado da Visão

domingo, março 28, 2010

Horário de Verão


Não sei quanto a vocês, mas eu cá ADORO o horário de verão! O Sol definitivamente tem propriedades anti-depressivas! ;)

quarta-feira, março 24, 2010

Hoje esta música faz todo o sentido para mim ;)



Obrigada pelo mail, Pai! "We are the champions!" ;)

O PSD e os outros

O espectáculo esta Segunda-feira na RTP 1 dos 4 candidatos a lider do PSD foi alucinante. Demonstra que o país não tem alternativas credíveis aos governantes actuais. Estes últimos deixam claramente a desejar de vários e dramáticos pontos de vista, mas as criaturas que gostariam de os substituir são ainda mais preocupantes. Chamar àquilo membros de um mesmo partido parece-me uma anedota: nem sequer de uma agremiação de bairro ou de um clube de jogo da sueca. E não me venham com a conversa de que o debate de ideias no seio de um partido demonstra apenas democracia interna e abertura de espírito. Desde logo porque não se tratou de debate nem de ideias. Foi uma peixeirada e ideias nem vê-las. A grandeza da ignorância manifestada, a ligeireza com que se abordaram temas decisivos para o nosso destino colectivo deixou-me assustado e pessimista. Não estou a ver o reduto onde se encontrarão políticos com estatura para tirar o país do plano inclinado em que se encontra. A não ser que se suponha que a chamada sociedade civil é tão enérgica e virtuosa que acaba por se desenrascar, não obstante os governantes e as políticas. É pena que se trate apenas de "desenrascar" e que os dirigentes compliquem em vez de ajudar e orientar no bom sentido.

quarta-feira, março 17, 2010

The special one (Inter 1 - Chelsea 0)

"Today I was the enemy and the enemy won."
"I'm happy because I won - I'm not happy because they lost."

Clicar no titulo.

terça-feira, março 16, 2010

Voando por cima de águas calmas
vi uma terra distante, negra
Flutuava à medida dos meus instintos
voláteis como o vento que sopra na praia onde morrem todos os projectos
Eloquentes vontades que se rendem
numa glória adiada por tantas razões
Assim voa um pássaro ferido, deixando um rasto de incompreensão
por cima de águas falsamente calmas

domingo, março 14, 2010

Bill Evans - ideal para domingo à noite

Clicar no título: Waltz For Debby

Tinha 12 anos

Não fazia a mínima ideia de ter escrito aquelas coisas... Em 1973, eu tinha 12 anos. Estranhamente, é um período de que não tenho recordações excitantes. Lembro-me de me levantar cedo para apanhar a camioneta das 7h45 que nunca mais chegava a Coimbra, às curvas pela estrada velha, fazendo um barulho de engenhoca que podia escangalhar-se a qualquer momento. Lembro-me dos putos a cheirar a pão com manteiga e de roupas com nódoas eloquentes, e de algumas mães e avós a dizer adeus à partida da camioneta na escuridão das manhãs de Inverno. Lembro-me dos mais rufías que gazetavam para fumar às escondidas enquanto jogavam às cartas a dinheiro. Eu, não! Portava-me bem. Sempre me portei bem. Lembro-me da mudança para a casa nova, do meu pai que me levava com ele a visitar os clientes nos tempos livres, e que me oferecia groselha em Miranda e um galão com torrada (mais a última revista do Tintin) em Cantanhede aos dias de feira (salvo erro, 6 e 20 de cada mês). E lembro-me de, no carro, quando regressavamos a casa, sempre tarde, cantar o fado ("quando o Hilário cantava, altas horas no Choupal"). E lembro-me da minha avó que misturava ternura, protecção, devoção e pitadas condescendentes de autoridade. As palmadas dela nunca doiam...

Eram assim esses tempos, sem grande história. Logo depois, veio o 25 de Abril e muitas confusões que me fizeram crescer mais depressa, entre a alegria e a tristeza, entre a poesia mais ou menos obscura e a prosa contestatária, entre o querer e o hesitar, entre a ambição e o coração. Mas, essencialmente, continuei a portar-me bem. Exemplarmente bem, procurando não me perder de mim próprio e prosseguindo por um dos vários caminhos do labirinto da vida. A propósito, vem-me à ideia a história da "Alice no País das Maravilhas" que representa bem as dúvidas, as ameaças, as escolhas, as alegrias, a realidade e a ficção disto tudo.

Ter 10 anos é...


...decidir fazer uma surpresa à família fazendo um "bolo de bolacha" sem café, com bolachas integrais e com claras em castelo em vez de natas.
...deixar a cozinha como se tivesse passado por ali o furacão Katrina.
...depois de tudo, estar com um ar de satisfação indescritível!

Ai, quem me dera ter 10 anos!

sábado, março 13, 2010

quarta-feira, março 10, 2010

Plano de Estabilidade e Crescimento

O PEC pretende reduzir o défice do Estado de 9.3% do PIB em 2009 para 2.8% em 2013 através de (i) cortes na despesa pública (contribuiriam para 50% da redução do défice), (ii) aumento dos impostos (15%) e (iii) efeitos favoráveis do aumento do PIB (35%).

Quanto a (i):
- redução do número de trabalhadores da função pública e congelamento dos salários
- cortes no investimento público (p. ex° TGV Lisboa-Porto-Vigo adiado)
- mais penalidades para reformas antecipadas

Quanto a (ii):
- taxa de IRS aumentada para 45% para os escalões mais altos de rendimento (i.e. acima de 150000 euros / ano)
- redução de benefícios fiscais (abatimentos, isenções, etc.)
- aumento dos impostos sobre rendimentos de capitais (mais-valias)

Quanto a (iii):
O Governo prevê um crescimento do PIB de 0.7% em 2010, 0.9% em 2011, 1.3% em 2012 e 1.7% em 2013 (a taxa de desemprego manter-se-ia entre 9.3% e 9.8% até 2013).

Para reduzir a dívida pública, o Governo quer privatizar (EDP, PT, TAP, REN, etc.) para obter uma receita da ordem dos EUR 6000 milhões.

Alguns breves comentários :

a) os funcionários públicos têm de que se preocupar, mas dado o peso que os salários representam na despesa pública não haveria alternativa igualmente "eficaz"
b) cortes em investimentos públicos de rendibilidade (económica e social) duvidosa são sempre benvindos
c) o aumento da taxa de IRS para os escalões mais altos e o agravamento de impostos sobre as mais-valias são mais eficientes do ponto de vista político do que no plano das receitas fiscais
d) o governo português parece mais pessimista em relação ao andamento da economia nos próximos anos do que outros governos da União Europeia e a continuação da taxa de desemprego a níveis elevados é obviamente preocupante (não seria tão má se se acompanhasse de alterações de fundo no aparelho produtivo e de um aumento da produtividade - o potencial de crescimento e o próprio emprego melhorariam a médio/longo prazo)
e) apesar dos seus custos sociais, os termos do PEC não parecem ainda convencer as agências de rating

segunda-feira, março 08, 2010

domingo, março 07, 2010

Malucos, são os outros!

Um é maluco porque tem um ego do tamanho da torre dos clérigos e cai no rídiculo como se fosse a coisa mais banal do mundo. O outro é maluco porque, apesar dos seus 60 anos, se comporta pior do que uma criança no jardim de infância, a disputar brinquedos e atenção. A outra é maluca porque não consegue entender a obsessão pelo trabalho que lhe arruina a vida. Outra ainda, é maluca porque tem medo de deixar fugir a idade e de ser traida por adversárias, reais ou imaginárias, com outros recursos. Outro é maluco porque não deixa falar mais ninguém e se acha o maior sábio do universo (em coisas que desconhece). Outra ri-se compulsivamente no meio de uma conversa séria e depois fica subitamente calada a brincar com os cabelos e a olhar para o infinito. Por isso, também é maluca. Outro, no meio de uma gargalhada, achava que íamos todos morrer da gripe suína e passava o dia a lavar as mãos com desinfectante, indo vezes sem conta, furtivamente, à casa de banho. Outro põe uma cara de pau para dizer as maiores imbecilidades, convencidíssimo de ser o mais inteligente de todos.

O nosso quotidiano está cheio de malucos e de actos de loucura mais ou menos disfarçada, nas circunstâncias mais trivais. Mas, o que é a normalidade? Somos apenas diferentes uns dos outros, exprimindo com maior ou menor espontaneidade as nossas angústias, os nossos desejos, a nossa insegurança, a nossa ambição, os nossos medos. De facto, exceptuando os casos verdadeiramente patológicos, somos todos malucos. À nossa maneira. Eu também sou maluco. Seguramente! Apesar de achar que sou dos menos malucos... Mas, nesta coisa de maluquice, o que conta é como somos vistos. É isso que faz de nós malucos, não a maneira como nos olhamos a nós mesmos, normalmente sem qualquer vestígio de maluquice. Muito pelo contrário. Normalmente, achamo-nos as pessoas mais normais e sensatas à face da terra porque não conseguimos olhar-nos como se fossemos "outro".

Alice in Wonderland



The Mad Hatter: Have I gone mad?

[Alice checks Hatter's temperature]

Alice Kingsley: I'm afraid so. You're entirely bonkers. But I'll tell you a secret. All the best people are.



ADOREI o filme! Tal como todos as obras do Tim Burton, com a participação do Johnny Depp, recomendo vivamente(íssimamente).

quinta-feira, março 04, 2010

Vou ver este senhor no domingo

A (im)possibilidade de mudar

Medina Carreira foi hoje à Grande Entrevista da RTP1 e disse mais uma vez as mesmas coisas: que o país está à beira da desgraça, que estamos hoje pior do que há 20 anos, que os políticos são uma cambada de incompetentes que não sabem fazer mais nada do que traficar influências, que ele é independente porque não deve nada a ninguém, que é preciso cortar nos salários e nas despesas sociais senão Portugal tornar-se-à rapidamente uma Grécia, que é preciso reformar profundamente a Justiça e a Educação, etc, etc. Se cortarmos metade do folclore do que ele diz, se abstrairmos do populismo de que se alimenta a sua notoriedade, ficaremos com uma imagem infelizmente correcta do que se passa em Portugal: um plano inclinado ou, na melhor das hipóteses, uma inexorável estagnação a longo prazo, que só se pode inverter com maior produtividade. A não ser que queiramos ser pobrezinhos mas felizes (supondo que ser mais produtivos implica ser infelizes). Não há varinhas mágicas para aumentar a produtividade de um país. Depende tanto de factores institucionais e estruturais que, o que parece um único remédio, implica na prática a mudança de toda a sociedade. E subsistirão as restrições do nosso povo e da nossa História. Como dizia António Ferro, um dos principais ideólogos do salazarismo, o maior problema de Portugal são os portugueses e pode mudar-se de políticas, mas não se muda de Povo.

Bullying


A "não existência de registos" não significa que o que não está registado não aconteceu, sim?

Esta reflexão surge devido às reacções do Ministério da Educação, da Escola e da Associação de Pais perante o caso da criança desaparecida no rio Tua, que se suspeita ter-se suicidado depois de ter sido vítima de bullying.

Pode ler-se no Público Online:

"Nem a escola, nem a Comissão de Protecção de Menores e Jovens têm registo de casos de "bullying" (...) O presidente da Associação de Pais, António José Ferreira, corroborou hoje a mesma informação, afirmando que neste órgão não existe qualquer queixa em relação à criança em causa."

Vamos lá ver se nos entendemos... O bullying é um fenómeno marcado pelo silêncio das vítimas. Qualquer pessoa com alguns conhecimentos sobre o assunto sabe-o.

Trata-se do "repetido ataque físico, psicológico, social ou verbal por aqueles que estão numa posição de poder - formal ou situacionalmente definida - aos que não têm capacidade de resistir, com a intenção de provocar mal-estar para sua própria vantagem ou gratificação". Pode, então ser detectado se se verificar:
  • Uma forma de agressão proactiva/intencional;
  • Uma relação desigual de forças (o agressor tem uma posição de poder relativamente à vítima e agride-a para sua vantagem ou gratificação);
  • Dano, medo, perturbação ou injúria à vítima, indutores de sentimentos de inferioridade;
  • Um carácter repetitivo ao longo do tempo.
O bullying tende a ocorrer onde os adultos não estão presentes e quando os adultos não estão a olhar e, em grande parte dos casos, quem observa não intervém, talvez por medo, ou talvez por desconhecimento do fenómeno em toda a sua dimensão.
É preciso que se quebre a regra do silêncio que se instala à volta do bullying. A vítima precisa de ser protegida, começando pela consciencialização da comunidade!

Isto tudo para dizer que, não conhecendo os factos, claro que não posso dizer se era um caso de bullying ou não, mas não se pode eliminar essa hipótese só porque não há registos!

E esta história de só se olhar para os registos/provas formais como únicos elementos de reflexão anda a tornar-se uma obsessão que provoca uma cegueira indescritível neste país!

domingo, fevereiro 28, 2010

Sinto-me velha quando...


Sinto-me velha quando passo o sábado a cozinhar bolos, gelatinas e afins e no domingo, tendo à minha responsabilidade 8 crianças de 9/10 anos, chego ao fim do dia a pensar:

- "No meu tempo não nos portávamos assim...".

É a vida...

Mais um filme dos irmãos Cohen depois de "No Country for Old Men". Um filme que caricatura a bondade e a fé, representando de forma implacável uma pequena comunidade judaica na América dos anos 1960. Uma comédia negra que chega a lembrar "Cândido" de Voltaire com a diferença abissal de que em "Serious Man" só acontece a adversidade, sem lugar para o optimismo. Em comum: "to receive with simplicity everything that happens" sem procurar compreender tudo, muito menos à luz de uma qualquer lógica divina.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

As saudades que eu tinha desta Senhora...

Depois de 10 anos de ausência Sade Adu regressa este mês com o album "Soldiers of Love". Clicar no título para ver e ouvir um dos seus "antigos" sucessos.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

A balança do poder na Europa

Moeda comum supõe verdadeira integração, não apenas dos mercados de bens, de serviços e financeiro e da política monetária, mas também do mercado de trabalho e da politica orçamental (implicando harmonização fiscal). Sem o grau de liberdade das flutuações cambiais, os ajustamentos têm de se fazer essencialmente na esfera real da economia, induzindo as variações de preços relativos necessárias ao reequilíbrio. Ora a política orçamental constitui um dos últimos bastiões da soberania nacional. Renunciar ao controlo da política orçamental significa avançar a passos largos para o verdadeiro federalismo. A Europa parece estar entre o tudo e o pouco (ou o nada). Esta etapa intermédia é penosa e vulnerabiliza a construção europeia e exorbita todos os erros. Estamos verdadeiramente no limbo entre as dimensões nacional e federal. A paralisia da União resulta de não se conseguir fazer mais sem derrogar de forma decisiva as prerrogativas nacionais. Ora a história demonstra como as Nações são importantes, sobretudo na Europa, não obstante todos os ventos de globalização que têm soprado e que tocam mais os interesses do que as emoções e as identidades.

A Alemanha emerge da crise grega mais uma vez como o verdadeiro eixo do poder na Europa. Estará disposta a socorrer a Grécia, evitando a "vergonha" de um recurso ao FMI, não apenas por causa do retorno económico a médio/longo prazo dessa solidariedade, mas por razões de hegemonia. Para que servirá tal hegemonia é uma questão pertinente a que os dirigentes alemães não gostarão de responder com franqueza. O que diz a História do último século é que a desproporção alemã sempre foi decisiva na Europa... para o melhor e para o pior.

Os conteúdos da blogosfera

Tenho a impressão de que os artigos que têm mais audiência na chamada blogosfera são os que falam de emoções e de estados de alma. Claramente, as angústias e as crises existenciais passam melhor do que as opiniões sobre música ou cinema e ainda melhor do que putativas análises políticas, sociais ou económicas. Há sem dúvida um mercado para a publicidade dos sentimentos. Espreitar o coração dos outros pode tornar-se irresistível. Que o digam as revistas da especialidade... Mas ninguém tem culpa de os bloggers se prestarem ao voyeurismo por estas paragens. No fundo, trata-se de uma troca equilibrada: à necessidade de desabafo de uns corresponde a curiosidade dos outros.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Contra a Indiferença


Desde há muito que admiro o Dr. Fernando Nobre, já o tendo mesmo citado há uns tempos, por aqui. Hoje, e porque foi hoje descobri que afinal sei em quem vou votar nas presidenciais, acrescento à nossa lista de links o blogue do Dr. Fernando Nobre, Contra a Indiferença.