quinta-feira, julho 05, 2007
Mais do mesmo
É claro que os desempregados e os trabalhadores em situação precária não devem gostar da cantiga da flexisegurança. É claro que os devedores de empréstimos para compra de habitação não devem gostar dos anúncios de aumento das taxas de juro. É claro que os estudantes estão fartos dos erros dos enunciados das provas de exame. É claro que as pessoas competentes que são preteridas por não terem o cartão certo se acham, a justo título, vítimas de uma democrática injustiça. É claro que os números da violência doméstica fazem mal. Mas, tudo isso, infelizmente, é só mais do mesmo e faz parecer os dias e as semanas cada vez mais parecidos.
E o defeso do futebol (para quem gosta dele...) também não ajuda a colmatar a falta de emoções fortes. E as contratações de craques que vão sendo anunciadas pelos 3 grandes não deixam ninguém entusiasmado.
Anda tudo farto de falsas surpresas e de extemporâneas urgências. Anda toda a gente a precisar de ir a banhos, depois de um ano pesado e insípido, para enfrentar mais um ano de repetições... ou talvez não...
BIO-...
Actualmente, toda a gente fala de bio-combustivel, uma putativa solução miraculosa para os problemas energéticos e ambientais. Ora, é preciso acrescentar o seguinte :
1) pelo menos uma parte da terra dedicada à produção de plantas para produzir combustível é retirada à produção de alimentos ; o risco de escassez e de consequente aumento dos preços dos alimentos é bem real (clicar no título) ;
2) para evitar o efeito do ponto anterior, pode-se transformar superfícies até agora florestais em superfícies de cultura intensiva de plantas para produção de combustível ; mas, o impacto ambiental de uma tal re-afectação de recursos é extremamente negativo ;
3) o custo actual de produção do bio-combustível é competitivo se (a) o preço do petróleo se mantiver tão elevado como nos últimos 6-12 meses e (b) não se desenvolverem outras alternativas económicas ao petróleo.
Dito isto, é curiosa nesta matéria a convergência (certamente casual...) entre os ambientalistas e os interesses das companhias petrolíferas, ciosas do seu negócio tradicional, pelo menos no curto prazo. Apesar de que, mesmo as petrolíferas, parecem converter-se ao bio… (veja-se a colaboração entre a Petrobras e a Galp anunciada ontem com pompa e circunstância).
segunda-feira, julho 02, 2007
Natalidade
O que acontece é que a sociedade tem vindo a privilegiar valores como o materialismo, o individualismo, o sucesso, a competição, o hedonismo, a beleza, a juventude, etc. As pessoas, em geral, aderem e conduzem as suas vidas em consonância com o bombardeamento desses valores feito pela política, pela cultura e por várias formas de publicidade, explícita ou oculta. O problema é que também não escapam aos malefícios desses "sofismas": o stress, a angústia, a depressão, a agressividade, o egoísmo, a perda de sentido, o primado do racional sobre o afectivo.
Pois bem. Uma das respostas a essas ameaças consiste em revalorizar a família. Os jovens, sobretudo, querem casar-se e ter filhos e ter um núcleo de afectos e de conforto, uma espécie de reduto contra a hostilidade ambiente, em que também participam, mas com uma rectaguarda mais ou menos protegida, onde os filhos desempenham um papel central, uma alternativa ao desencanto das ambições venais, uma prova de que a inocência não morreu. Naturalmente, também sabem que se podem divorciar e que a probabilidade de que tal aconteça é mesmo elevada. [A alta natalidade e a alta mortalidade dos casamentos andam actualmente a par...] Mas, as pessoas arriscam da mesma maneira, e o divórcio é uma manifestação eloquente da ambivalência dos tempos modernos: quer-se família e vínculos e segurança, mas também se quer liberdade e autonomia e prazer, tudo ao mesmo tempo e em doses "industriais". Está-se cada vez menos disposto a renunciar e a fazer sacríficios e a ceder. Este não é um tempo de escolhas; é um tempo de bulímica acumulação de "prioridades", de exageradas expectativas cuja não realização provoca, com demasiada frequência, desistência e grande frustração.
As pessoas querem um refúgio contra as adversidades do hiper-modernismo, mas não escapam, mesmo no seio das famílias que criam, aos pecados e às armadilhas individualistas desse hiper-modernismo. Querer ter filhos nos tempos que correm é dizer (principalmente, as mulheres) que se está farto da agressão e do cinismo dos valores dominantes. É dizer que se crê ainda no futuro e que as pessoas não são apenas máquinas de eficiência. É arriscar. E vida sem risco não existe.
Para os mais perspicazes
domingo, julho 01, 2007
A apologia do gato

Já Fernando Pessoa dizia:
Além disso, olhem para o Garfield...

Para ver a letra desta música clicar aqui.
quinta-feira, junho 28, 2007
E a espuma saltasse à corda
Se o sol pingasse como àgua fresca
E a praia fosse uma alcova
Se o verde se misturasse com o azul
E as àrvores galgassem as ondas
Se o corredor da minha casa fosse um desfiladeiro
Se a minha casa não existisse e fosse eu
Se o tempo fosse uma cantiga de embalar
Se nunca mais fosse ontem
terça-feira, junho 26, 2007
Berardo (o Joe)
Por amor de deus: o homem até parece simpático, sempre a rir, com aquele aspecto maganão, vestido com camisolas pretas de gola alta que lhe dão uma elegância impossivel, uma falsa displicência e um ar de conquistador da Madragoa. Parece estar sempre a desafiar a canalha, acenando com euros e dólares por todo o lado. A canalha inclui ministros, financeiros e quejandos: bateu o pé ao Jardim Gonçalves, apareceu na OPA da PT pela Sonae como um protector omnipotente, permitiu-se entrar no Benfica como se o Glorioso fosse um bordel de acesso descontado, pega no Sócrates e na Ministra da Cultura pela coleira e diz que deu um presente ao país, cedendo-lhe o direito de comprar a sua colecção de arte por 320 milhões de euros nos próximos 10 anos... E, ainda por cima, decreta o que é que a "sua" fundação deve fazer e quando e quem é que a deve dirigir e como... O primeiro-ministro diz que este emérito benfeitor, qual rei midas do Funchal, colocou, finalmente, o país no roteiro mundial da arte moderna. Credenciados especialistas dizem, no entanto, que a "coisa" figura muito abaixo do centésimo lugar das colecções de arte dignas desse nome.
Berardo (o Joe) está à altura do país e o país tem os beneméritos que merece. E ainda haverá por aí quem me acuse de "pobre e mal agradecido"... Mas, não é o Primeiro-ministro e o Presidente da República que dizem que as ambições de Portugal não devem ter limites e que é chegada a hora de resgatar a glória perdida e voltar a ser uma grande Nação? Pois bem: gajos como Berardo (o Joe) são limites à nossa ambição. São erupções de marialvismo endinheirado admiradas por um bando de pacóvios que não pode dizer que não a tanta, putativa generosidade de cordel.
Quem me dera ser injusto...
segunda-feira, junho 25, 2007
Sócrates
domingo, junho 24, 2007
sábado, junho 23, 2007
Conselho da UE Bruxelas 21-22 Junho 2007
O Conselho Europeu que decorreu em Bruxelas esta semana cedeu ao nacionalismo e ao neo-liberalismo, essencialmente protagonizados pelo Reino Unido, para evitar um fiasco. Mas, na prática o que se conseguiu foi um meio fiasco. Bem sei que a União Europeia é feita de longas negociações e de espinhosos compromissos e que a renúncia à soberania nacional não se faz de ânimo leve. Mas, a União encontra-se num ponto em que deve optar entre (a) a continuidade (estagnação?) no âmbito do que se adquiriu e da consolidação dos alargamentos já efectuados e (b) o aprofundamento da sua natureza o que significa mais união política e, portanto, mais federalismo, nomeadamente, a nível de políticas social, externa e de defesa. Pode dizer-se, a justo título, que (b) é de certa maneira contraditório com os alargamentos. Essa seria uma das razões pelas quais alguns líderes, como Romano Prodi, ventilam a ideia de uma União a duas velocidades: um grupo preparado para andar mais depressa na via do federalismo e um outro grupo de países mais interessados na componente puramente económica da União. No segundo, incluir-se-iam países como a Holanda, o Reino Unido e a Polónia. Isso, porém, poderia gerar um efeito centrífugo irreversível, levando à divisão da actual UE em duas uniões: uma união económica para os "nacionalistas" e uma União política para os "federalistas".
Coimbra
Essas fotografias fizeram-me andar para trás e sentir o peso do tempo. Um tempo psicológico, mais do que cronológico ou físico. E fizeram-me pensar que Coimbra me emociona, à distância, mais pelo mito do que pela realidade. Acho que, no fundo, perto ou longe, sempre foi sim... E afinal isso não é mais do que uma confirmação da pertinência da letra da famosa canção: "Coimbra tem mais encanto na hora da despedida".
quarta-feira, junho 20, 2007
Antónios Costas
Título do Diário de Coimbra de hoje: “Psiquiatras forenses de referência fazem exame a António Costa”. Fiquei com receio de que se tratasse do candidato socialista à Câmara Municipal de Lisboa… Seria uma surpresa lamentável ou mais um golpe baixo da oposição ! Afinal não é assim. O sub-título esclarece: “Ex-GNR de Santa Comba Dão passou manhã no Instituto de Medicina Legal”. Uff…
segunda-feira, junho 18, 2007
François et Ségolène
Ségolène Royale e François Hollande vivem juntos há muito tempo e têm filhos em comum. Ségolène foi candidata socialista (derrotada) à Presidência da República de França. François tem sido Secretário-geral do PS e chegou a ser concorrente a candidato à Presidência, contra a sua própria companheira. Sempre me meteu grande confusão esta promiscuidade entre esposos e políticos com ambições antagónicas. Como se podia dizer cobras e lagartos das ideias do outro durante o dia e ir para a cama com ele à noite ? Enfim – pensava eu – talvez se trate de uma daquelas maravilhas cartesianas a que os Franceses nos habituaram, um monumento à emancipação das mulheres e dos homens, um exemplo de que a concorrência profissional pode não colidir com a vida sentimental e familiar. Chapeau !François é cada vez mais contestado como leader dos socialistas por « elefantes » como Strauss-Kahn e Laurent Fabius e por « jovens leões » como Arnaud Montebourg. Ségolène tenta levantar-se do fracasso nas presidenciais. Participou activamente nas eleições legislativas que se concluiram ontem com um desaire do PS (apesar de menos retumbante do que se esperava, dada a avalanche do UMP de Sarkozy).
Hoje ouvi na rádio que Ségolène e François se separaram. No princípio, não percebi se o jornalista se referia, mais uma vez, à política ou à vida conjugal. Pensei : estão de novo em desacordo no seio do PS, mas lá em casa a coisa deve continuar bem como dantes. Et bien non ! Desta vez separaram-se mesmo : nada de viver sob o mesmo tecto ou dormir na mesma cama ou fazer de conta que assim seria. Finalmente, clareza na vida deles e na minha cabeça. Hélas !
domingo, junho 17, 2007
Mais uma música inspiradora...
Donna Maria - Sempre, Para Sempre
Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
sexta-feira, junho 15, 2007
A cotação do Benfica na Bolsa
O valor de uma empresa pode ser calculado de várias maneiras. A que melhor exprime a realidade (apesar de se basear em parâmetros previsionais, portanto, discutíveis e sujeitos a uma margem de erro significativa), é a do "discounted cashflow" ou "valor actualizado dos lucros futuros". Quer isto dizer que Joe Berardo (e o mercado, depois de ter saído da letargia, para não dizer também, os Benfiquistas que "têm estado de costas") consideram que o Glorioso vai gerar no futuro mais lucros do que aquilo que tem sido traduzido pelo preço baixo das acções. Ou seja: quem diz lucros, diz vitórias desportivas, porque essa é a mercadoria essencial que vende um clube profissional de futebol. A subida das acções quer, pois, dizer que os investidores crêem que o SLB vai ser campeão muitas vezes nos próximos anos e demonstram-no com o seu próprio dinheiro. Bem hajam e que tenham razão... para bem da própria carteira e do contentamento deste Benfiquista que o será sempre independentemente do valor do clube em Bolsa.
Viva o Benfica. Viva. Pim!
quinta-feira, junho 14, 2007
quarta-feira, junho 13, 2007
Soltas e breves
Em França os carteiros ameaçam com a greve se os Correios não pagarem os 10 minutos a mais que gastam por dia a vestir e a despir as fardas novas que a direcção decidiu distribuir...
Ainda na Gália, nas laranjas, melões e tomates do sul do país, os supermercados, em colaboração com as associações de agricultores, colam fotografias do lavrador de onde sairam os ditos produtos como prova iniludível da sua qualidade e origem local... "O que é nosso é bom. Nada de legumes e hortaliças espanhóis" como dizia uma indígena entrevistada pela TF1.
No Japão o metropolitano inventou um sistema que manda automaticamente um SMS aos pais, quando os filhos entram e saem das estações...
terça-feira, junho 12, 2007
Agora vamos para Alcochete
Acho no mínimo estranho esta coisa de Alcochete como paraíso para a localização do novo aeroporto. De repente, após tanta cacofonia, tira-se da cartola o coelho mágico : um sítio que custa menos, com maiores possibilidades de expansão futura, com menor impacto ambiental, mais perto de Lisboa, menos propenso à especulação imobiliária, um investimento que se conclui mais depressa. Enfim, uma maravilha. Mas, se assim é, porque é que se concentrou a discussão durante tanto tempo sobre más localizações como a Ota e Rio Frio ? Ou fala a minha ignorância e Alcochete já tinha sido algo, timidamente, referida por alguém antes ? Também não deixa de ser curioso que esta « nova » localização seja « descoberta » pela confederação patronal e por um estudo de uma empresa de um ex-ministro de um governo socialista. Seja como for (não obstante ficar mais longe de Coimbra – com desculpas pelo interesse privado que exprimo), se Alcochete for efectivamente a melhor solução, devidamente e finalmente validada por técnicos credíveis em tempo útil, que seja Alcochete e que se faça a obra e que se poupem os palpites.E quanto a dizer que as dúvidas que, finalmente, o governo tem em relação à Ota seriam uma prova da sua fraqueza, é uma grande treta e revela desonestidade intelectual de certa oposição. Só os suícidas continuam a acelerar à medida que se aproxima o abismo, só os estúpidos teimam em negar as evidências.
domingo, junho 10, 2007
Dia 10 de Junho (votar com os pés...)
É evidente que emigrar é uma decisão relativa, implica uma comparação, nem sempre objectiva e correcta, entre o que se deixa e aquilo para que se vai. Supõe-se que a diferença entre o que se obterá no destino e o que se tem na origem é superior aos custos e aos riscos da mudança. A posteriori, o resultado pode divergir significativamente da expectativa com que se partiu e, então, (a) ou se regressa, (b) ou se fica com teimosia e por orgulho, (c) ou se fica com sucesso... Presumo que a taxa de regresso, pelo menos a curto prazo, seja baixa. Estou a falar de emigração por duração indeterminada, porque também há aquela que se faz por prazos curtos de acordo com contratos específicos. E depois também há a outra emigração, o novo "salto", em desrespeito das mais elementares regras do direito e da dignidade, a nova escravatura da mobilidade do trabalho...
A emigração resulta de uma decisão individual. Cada caso é um caso, mas há determinantes sociais e económicas relacionadas com o estado geral do país ou da região de origem. A maior parte das pessoas emigra por razões económicas, porque não encontra oportunidades de emprego, nem condições para melhorar as suas vidas e as das suas famílias no lugar onde nasceram e cresceram. O recrudescimento recente da emigração, em tendência inversa à que se vinha desenvolvendo desde o 25 de Abril, é um indicador evidente do mal-estar do país, também das camadas mais jovens. É interessante constatar que esse fenómeno começa a tocar pessoas com níveis de instrução média ou superior, o que é representativo da situação do mercado de trabalho nesses estractos de formação...
Portugal está, curiosamente, a transformar-se num país duplo, de transição, quer dizer, de acolhimento de africanos, brasileiros e leste-europeus e de (nova) partida dos cidadãos nacionais, especialmente, em direcção à Europa. É pena. Porque se desperdiçam energias e talentos, porque a Pátria não dá aos cidadãos as oportunidades e a estima que merecem. Se as pessoas se sentem maltratadas ou deixaram de acreditar no seu país, ao ponto de o deixar, essa é a prova mais concludente do fracasso das políticas de desenvolvimento. E as dificuldades não podem ser consideradas conjunturais nem associadas, apenas, a um imperativo de saneamento financeiro, pois o fenómeno já se produz há vários anos e as pessoas emigram porque consideram que a sua situação actual não é reversível a curto prazo.
Que grande espectáculo...
sexta-feira, junho 08, 2007
O Homem de 2050

Psicopatologia
- ataques de pânico
- agorafobia
- perturbação de pânico
- fobia específica
- fobia social
- perturbação obsessiva-compulsiva
- stress pós-traumático
- perturbações de ansiedade
- perturbação depressiva major
- perturbação distímica
- perturbação bipolar I e II
- perturbação ciclotímica
- perturbações de humor
- anorexia nervosa
- bulimia nervosa
quinta-feira, junho 07, 2007
Notícias de quem não tem internet
O Sapo ADSL é um bicho de 7 cabeças e não há maneira de cancelarem o contrato para poder ter contrato com outra rede. Entretanto, a minha participação aqui ficará limitada. A juntar a este facto, os exames estão aí à porta e o estudo roubar-me-à imenso tempo portanto até meados de Julho a minha vida social e bloguística estará claramente diminuída.
Mas nem tudo é mau... O blog está em muito boas mãos.
Outra coisa... Amanhã vou ao concerto da Gal Costa no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz e conto ganhar um novo ânimo para enfrentar esta vaga de estudo que, de tão excessiva, faz mal aos neurónios ;). Deixo-vos com um vídeo desta mulher fantástica que é um marco da história da música brasileira.
Até ao meu regresso.
quarta-feira, junho 06, 2007
Sítios
segunda-feira, junho 04, 2007
Notícias de Itália
A luta entre um ministro (Vincenzo Visco) e o comandante da Guardia di Finanza (super-equivalente à nossa Guarda Fiscal) revela os tentáculos de um enorme Polvo que cruza a máfia, várias outras « seitas », a finança e a política. Uma espécie de nova P2, a tristemente famosa loja maçónica que esteve no centro dos escândalos dos anos 80 e 90 que envolveram também o Vaticano e de que resultou, nomeadamente, o assassinato em Londres de Calvi, o patrão do falido Banco Ambrosiano. À sombra de Berlusconi regressaram esses espectros do poder paralelo que não tem rosto nem convicções e que atravessa todo o topo da sociedade italiana. E o governo de centro-esquerda parece pactuar mais ou menos silenciosamente com a situação.
O presidente da confederação patronal (Confindustria) e também presidente da Fiat, Luca di Montezemolo, bota discurso, dizendo que a burocracia da política custa demasiado caro aos contribuintes. O aparelho político italiano custaria mais do que os de França, Alemanha, Espanha e Reino Unido, todos juntos. Só a presidência da República custaria mais de 220 milhões de euros por ano e empregaria mais de 2 100 pessoas. O Parlamento, onde tem assento 23 partidos, dos quais 17 com menos de 3% dos votos, custaria 1 600 milhões de euros por ano. O número de viaturas oficiais supera 570 000… enquanto em França existem 65 000.
Slogans insultuosos aparecem na parede da casa de Marco Biaggi, uma vítima do terrorismo de extrema-esquerda. Sergio Coferatti, ex-secretário-geral da principal central sindical (CGIL) e actual presidente da Câmara de Bolonha recebe ameaças. Na prisão, os bombistas fazem desfraldar bandeiras vermelhas e reivindicam a libertação. Existem, portanto, sérios indícios de que o terrorismo se reactiva.
sábado, junho 02, 2007
Neo-nazismo e emigração feminina
sexta-feira, junho 01, 2007
Ausência
Espero, portanto, com grande interesse o regresso da "foragida", sob pena de continuar a chatear a rara audiência até ao bocejo.

