Uma coisa que me chateia solenemente, como demonstração de um aparente hiper-positivismo e de uma "incontestável" soberania da ciência, é a tentativa de demonstrar (centificamente...) realidades que são do domínio das relações sociais, da ética, das emoções e do que de mais intangível e complexo tem a natureza humana.
Por exemplo, a diferente posição de homens e mulheres na sociedade seria devida essencialmente a factores biológicos; existiria uma propensão genética à homosexualidade, à depressão ou ao suicídio; as emoções e a sua ligação com a ética seriam neurológicamente explicáveis, etc. A subtileza da realidade humana seria reduzida a um deslumbrante sistema de equações matemáticas.
O que caracteriza a Humanidade é a sua complexidade e a sua imprevisibilidade. As pessoas e as suas relações não são manipuláveis através de engenharias (ou de bruxarias). De cada vez que isso se tentou o resultado foi simplesmente catastrófico. Os cientistas e os políticos (transformados em meros administradores da ciência), não podem reduzir as pessoas e as sociedades a cobaias para demonstrar determinismos perigosos.
As pessoas devem conviver com a incerteza, com o risco e com a ignorância. No tempo presente, tudo isso atinge níveis por vezes inquietantes, mas porventura não mais inquietantes do que noutros períodos históricos. A serenidade dessa convivência deve provir da cultura, da filosofia ou da religião. A ciência nunca conseguirá invadir esses territórios porque o "humano" é insondável, inquieto e, frequentemente, ininteligível. É por isso que é feio e belo, bom e mau, ao mesmo tempo...
Tudo isto não pretende combater a ciência ou apoucar a sua contribuição para o progresso da Humanidade e para a melhoria das condições de vida das pessoas. Pretende, simplesmente, moderar a arrogância e o fetichismo que, às vezes, se encontram no domínio da ciência e dos cientistas.
quinta-feira, março 22, 2007
segunda-feira, março 19, 2007
domingo, março 18, 2007
The Painted Veil
Fui ver o filme "The Painted Veil" de John Curran com Naomi Watts e Edward Norton. Um filme muito bonito, com uma música e uma fotografia deslumbrantes, ambientado no interior da China nos anos 1920. O fim do colonialismo britânico e um surto de cólera como pano de fundo. A história de um casal que se casa, ele por amor, ela por conveniência. Um casal que se expõe às piores provações para se reencontrar no amor, apesar da traição. O fim é dramático mas demonstra que, frequentemente, andamos à procura da felicidade muito longe, quando ela se encontra mesmo ao nosso lado, à mão de semear. Fez-me lembrar o romance de Alessandro Baricco "Seda" cuja mensagem é semelhante. O valor das coisas boas só emerge com toda a clareza quando as perdemos...
Vão ver o filme e leiam "Seda".
Vão ver o filme e leiam "Seda".
sábado, março 17, 2007
A felicidade pode medir-se?
Nos dias 2 e 3 de Abril vai realizar-se uma conferência na universidade romana de Tor Vergata àcerca do assunto.
Recent advances in the study of happiness and life satisfaction have opened new perspectives. We are, it seems, much closer to measuring how happy people are, as well as understanding more clearly other aspects of their subjective well-being. These advances, so some would argue, open the door to different paradigms for policy-making: paradigms, for instance, which see people’s happiness, rather than national income, as the goal that policy-makers seek to maximise. But while these ideas have generated much interest, and gathered considerable support, many sceptics remain.
Recent advances in the study of happiness and life satisfaction have opened new perspectives. We are, it seems, much closer to measuring how happy people are, as well as understanding more clearly other aspects of their subjective well-being. These advances, so some would argue, open the door to different paradigms for policy-making: paradigms, for instance, which see people’s happiness, rather than national income, as the goal that policy-makers seek to maximise. But while these ideas have generated much interest, and gathered considerable support, many sceptics remain.
sexta-feira, março 16, 2007
Vontade, expectativa e decepção
A decepção é directamente proporcional à expectativa. Schopenauer dizia que basta querer para sofrer. A vontade é a fonte de toda a acção humana e do sofrimento inerente à natureza humana. Nietzsche dizia que o que faz mover os homens e o mundo é a "vontade de potência". Tudo isto não são anátemas. São constatações com que se tem de viver, com realismo, sem dramas despropositados.
Nos tempos que correm, nos países ditos desenvolvidos, todos querem tudo e depressa: amor, família, dinheiro, sucesso profissional, saúde, beleza, etc. Qualquer coisa que seja menos do que a perfeição é, na melhor das hipóteses, meio fracasso. A democracia e a publicidade vendem-nos a ideia de que toda a gente pode chegar a # 1. Bastará trabalhar duro, ser honesto e inteligente. Quem lá não chega presume que não tem essas qualidades e, portanto, supõe ser mediocre. Os casos excepcionais de "self-made men" ou de "self-made women" são apresentados quase como regra acessível a todos os mortais. O que existe é uma cultura da ambição não uma cultura da satisfação. As pessoas esfarrapam-se para entrar em Olimpos que absorvem passivamente da superestrutura ideológica das nossas sociedades. A esmagadoria maioria não chega lá e sofre com isso.
Como é que se resiste à decepção que resulta das expectativas desmesuradas ? À falta de grandes causas e de modelos gerais de transformação da sociedade (porque, na prática, desde a falência do chamado socialismo real, só existe um modelo que é o dominante) as pessoas refugiam-se essencialmente no consumo, na família (veja-se a retoma da natalidade), nas micro-causas (ecologia, defesa das minorias, ajuda ao Terceiro Mundo, clubes disto e daquilo, etc.) ou em formas variadas de espiritualidade, frequentemente exteriores às Igrejas convencionais.
Nos tempos que correm, nos países ditos desenvolvidos, todos querem tudo e depressa: amor, família, dinheiro, sucesso profissional, saúde, beleza, etc. Qualquer coisa que seja menos do que a perfeição é, na melhor das hipóteses, meio fracasso. A democracia e a publicidade vendem-nos a ideia de que toda a gente pode chegar a # 1. Bastará trabalhar duro, ser honesto e inteligente. Quem lá não chega presume que não tem essas qualidades e, portanto, supõe ser mediocre. Os casos excepcionais de "self-made men" ou de "self-made women" são apresentados quase como regra acessível a todos os mortais. O que existe é uma cultura da ambição não uma cultura da satisfação. As pessoas esfarrapam-se para entrar em Olimpos que absorvem passivamente da superestrutura ideológica das nossas sociedades. A esmagadoria maioria não chega lá e sofre com isso.
Como é que se resiste à decepção que resulta das expectativas desmesuradas ? À falta de grandes causas e de modelos gerais de transformação da sociedade (porque, na prática, desde a falência do chamado socialismo real, só existe um modelo que é o dominante) as pessoas refugiam-se essencialmente no consumo, na família (veja-se a retoma da natalidade), nas micro-causas (ecologia, defesa das minorias, ajuda ao Terceiro Mundo, clubes disto e daquilo, etc.) ou em formas variadas de espiritualidade, frequentemente exteriores às Igrejas convencionais.
Qual é a Universidade mais antiga do mundo?
Quem respondeu Egipto (Cairo) acertou na 2ª Universidade mais antiga do mundo, fundada em 988.
Quem respondeu Bolonha acertou na 3ª Universidade mais antiga do mundo, fundada em 1088.
Quem respondeu Salamanca acertou na 8ª Universidade mais antiga do mundo, fundada em 1218.
Quem respondeu Bolonha acertou na 3ª Universidade mais antiga do mundo, fundada em 1088.
Quem respondeu Salamanca acertou na 8ª Universidade mais antiga do mundo, fundada em 1218.
Nenhuma universidade da Grécia está entre as 50 Universidades mais antigas do mundo, contudo, a mais antiga do país é a de Atenas, fundada em 1837.
A resposta certa é Universidade de Karueein em Fez, Marrocos (Fundada em 859)
Para verem a lista das universidades mais antigas do mundo vão aqui.
quinta-feira, março 15, 2007
Fritz Perls

Vou ter de fazer um trabalho sobre este senhor e tenho andado a recolher artigos na net. Entre vários, encontrei uma página com uma citação inspirante:
Our dependency makes slaves out of us, especially if this dependency is a dependency of our self-esteem. If you need encouragement, praise, pats on the back from everybody, then you make everybody your judge.
Não concordam?
terça-feira, março 13, 2007
Quiz
Porque os comentários andam a diminuir apesar de o número de visitantes se manter, venho incentivar-vos para responderem a uma perguntinha, só para ver se continuam vivos...
(Façam o favor de não andar à procura na net antes de responder, se não perde a piada)
(Façam o favor de não andar à procura na net antes de responder, se não perde a piada)
Qual é a universidade mais antiga do mundo?
A eira da coragem
Um dia, um gaiato desafiou-me para a pancada. Tinhamos, talvez, uns 10 ou 11 anos e não me recordo do motivo da borrasca. Na altura, terá sido qualquer coisa de extremamente grave... segundo os padrões de putos cheios de orgulho àcerca do jogo da bola, do pião ou do berlinde. Ele era o atacante, eu a vítima. Por incrível que pareça, até aí, nunca tinha jogado à porrada com ninguém. Era já na altura um pacifista, sem o saber. Não um cobarde, como se verá já a seguir...
O desafio foi solene: com lugar e data precisa para o duelo. Só nós os dois para esgrimir a murro e a pontapé as razões que as palavras não tinham conseguido acalmar (de facto, putos e dialéctica não são coisas que combinem facilmente). A coisa perturbou-me. Passei a véspera em sobressalto, dialogando com a coragem, metendo à prova a auto-estima, pensando seriamente em não ir, contendo a vontade de urinar de medo. Ainda por cima, o tipo era mais forte do que eu... Um simples murro e ficaria K.O. Com a dignidade a sangrar e as lágrimas a escorrer cara abaixo. Via-me prostrado, caído no cimento quente da eira que tinha sido escolhida como ringue, pontapeado por um agressor impiedoso, abandonado à minha derrota, a pior coisa que alguma vez teria sucedido em todo o mundo.
Não obstante essas precoces dúvidas existenciais e depois de uma noite de insónia e de pesadelos, tomei uma decisão dramática: expor-me ao risco de ser violentado no corpo e na alma. Tinha de ir à eira do heroísmo enfrentar o algoz com o máximo das minhas forças. Encaminhei-me para lá com uma pontualidade Britânica, carregando o mundo às costas, as pernas tremendo como varas verdes. Até o sol parecia escuro... Sentei-me no muro de pedra que cercava a eira e esperei pela hecatombe. Olhava o chão claro de cimento, imaginando golpes geniais que finalmente fariam a surpresa e que me dariam uma vitória lendária. Mas, a convicção não era muita e essas fantasias derretiam-se como o suor frio que me corria pela cara. Continuei à espera levantando de vez em quando a cabeça para ver se o monstro chegava. O tempo passava devagar, demasiado devagar, e o tipo não aparecia. Olhei para o relógio e passavam 15 minutos da hora concordada. Mais um bocado e passavam 30 minutos... e da ameaça nem sombra. Comecei a pensar que se tinha cortado, que tinha receado a minha insignificância. Essa agora! Nada aparecia no horizonte que contrariasse as minhas conjecturas. O catraio de voz grossa tinha-se esfumado e as suas ameaças tornavam-se fúteis como palha. E eu respirei fundo e fui-me dali embora com o passo mais firme do que nunca, contente por ter lutado contra o medo e por ter enfrentado a possibilidade de levar um histórico enxerto de porrada.
No dia seguinte, na escola, o desgraçado cruzou-se comigo cabisbaixo com a vergonha a vergar-lhe os ombros. Nem uma palavra. Passámos a ser distantes conhecidos.
Foi a minha primeira grande vitória... por falta de comparência do adversário.
O desafio foi solene: com lugar e data precisa para o duelo. Só nós os dois para esgrimir a murro e a pontapé as razões que as palavras não tinham conseguido acalmar (de facto, putos e dialéctica não são coisas que combinem facilmente). A coisa perturbou-me. Passei a véspera em sobressalto, dialogando com a coragem, metendo à prova a auto-estima, pensando seriamente em não ir, contendo a vontade de urinar de medo. Ainda por cima, o tipo era mais forte do que eu... Um simples murro e ficaria K.O. Com a dignidade a sangrar e as lágrimas a escorrer cara abaixo. Via-me prostrado, caído no cimento quente da eira que tinha sido escolhida como ringue, pontapeado por um agressor impiedoso, abandonado à minha derrota, a pior coisa que alguma vez teria sucedido em todo o mundo.
Não obstante essas precoces dúvidas existenciais e depois de uma noite de insónia e de pesadelos, tomei uma decisão dramática: expor-me ao risco de ser violentado no corpo e na alma. Tinha de ir à eira do heroísmo enfrentar o algoz com o máximo das minhas forças. Encaminhei-me para lá com uma pontualidade Britânica, carregando o mundo às costas, as pernas tremendo como varas verdes. Até o sol parecia escuro... Sentei-me no muro de pedra que cercava a eira e esperei pela hecatombe. Olhava o chão claro de cimento, imaginando golpes geniais que finalmente fariam a surpresa e que me dariam uma vitória lendária. Mas, a convicção não era muita e essas fantasias derretiam-se como o suor frio que me corria pela cara. Continuei à espera levantando de vez em quando a cabeça para ver se o monstro chegava. O tempo passava devagar, demasiado devagar, e o tipo não aparecia. Olhei para o relógio e passavam 15 minutos da hora concordada. Mais um bocado e passavam 30 minutos... e da ameaça nem sombra. Comecei a pensar que se tinha cortado, que tinha receado a minha insignificância. Essa agora! Nada aparecia no horizonte que contrariasse as minhas conjecturas. O catraio de voz grossa tinha-se esfumado e as suas ameaças tornavam-se fúteis como palha. E eu respirei fundo e fui-me dali embora com o passo mais firme do que nunca, contente por ter lutado contra o medo e por ter enfrentado a possibilidade de levar um histórico enxerto de porrada.
No dia seguinte, na escola, o desgraçado cruzou-se comigo cabisbaixo com a vergonha a vergar-lhe os ombros. Nem uma palavra. Passámos a ser distantes conhecidos.
Foi a minha primeira grande vitória... por falta de comparência do adversário.
segunda-feira, março 12, 2007
domingo, março 11, 2007
O relatório da OCDE para o ensino superior ou O regresso da ditadura
Depois de ter passado dois dias no Fórum AAC a analisar o relatório da OCDE e a nova lei da autonomia, era imperativo colocar aqui uma citação que encontrámos no dito relatório disponível aqui e com uma síntese aqui. Aí vai ela:
The election rather than the selection of the Rector.
The election rather than the selection of the Rector.
The political process which is associated with the election of the rector and the claimed consequences; these include constraints on the freedom of the Rector due to promises having been made during the campaign and to the generation of ‘opposite camps’ when an contestant is not successful. This type of concern has been addressed clearly by the former distinguished Dean of Faculty of Arts and Sciences at Harvard University, Henry Rosovsky (Rosovsky, 1990) ‘An elected administration…ensures that leadership is weak: those who are strong and espouse change are unlikely to be popular favourites’ and, with reference to the USA ‘..chairmen, deans, Provosts…. are appointed – not elected – and they can be dismissed. This is crucial because academic elections tend to result in weak leadership’. The fact that the Rector is invariably from the institution itself is a direct result of the elective process and contributes to the insularity of the universities.
Não soa a ditadura? Não estão mesmo a ver o governo a fazer deste relatório lei? Não é terrivelmente assustador?
11 de Março de 1975
Foi a data em que o PREC (Processo Revolucionário em Curso) se acelerou, nomeadamente, com a nacionalização dos bancos e dos seguros. Sucedeu-se ao 28 de Setembro de 1974, data em que Spinola tentou travar a conquista do aparelho de Estado pelas forças mais à esquerda, e antecedeu o 25 de Novembro de 1975, o princípio do fim da ilusão revolucionária. Nessa última data, Eanes comandou as forças militares que restabeleceram a chamada "normalidade democrática", contra um putativo golpe de Estado da extrema-esquerda. A partir daí as eleições passaram a ser "quem mais ordena"... e tudo entrou nos eixos que sabemos.
Carta a quem quiser
Por aqui tudo bem. A Primavera começa a dizer que não tarda a chegar. As plantas querem florir a todo o custo. Como as palavras...
A minha tia telefonou a dizer que o gato está bem de saúde. Continua a perder pêlo, mas não deve ser nada de grave. A chatice é a penugem cinzenta que cobre o sofá lá de sala, mas para alguma coisa servem os aspiradores. E depois, o animal é tão simpático e faz companhia, à falta de humanos dignos desse nome. A minha tia está a ganhar caruncho e rabugice, depois de desistir de sonhar por causa de tanto desgosto. Os homens são todos uns malvados...
O meu amigo Jesualdo escreveu-me um e-mail a dizer que depois da Páscoa haverá mais um jantar de antigos colegas do liceu. Não sei porquê depois da Páscoa. Será que o Jesualdo passou a ser penitente? É estranho ver aquelas criaturas nesses jantares, depois de tantos anos, a fazer de conta que o tempo parou ou que andou só no bom sentido. Alguns aparecem com as mulheres vestidas de peruas ou de àrvores de Natal. Estão todos velhos e cada vez mais nostálgicos, agarrando-se a momentos de alegria e de desleixo de há 30 anos. Porra, 30 anos... Uns subiram, outros desceram, uns pararam, outros avançaram. Todos se babam a recordar as bebedeiras inocentes ou as escapadelas voluptuosas no jardim ao lado do liceu. E passam horas a discutir cilindradas e marcas de “topo de gama”.
O meu pai telefonou a dizer que a saúde melhora e que Fulano ou Beltrano (“lembras-te dele?”) faleceu e que foi ao funeral e que encontrou outro Fulano ou Beltrano que também vai morrer daqui a pouco. Também me disse que a conta bancária continua a crescer. Não tanto como seria desejável neste tempo de juros baixos, mas o suficiente para gente avisada e prudente como nós. Porque essa coisa de arriscar na Bolsa não é para quem ganhou o pão com o suor do rosto. E perguntou com a voz embargada quando é que volto. E eu disse que daqui a pouco e que abriremos a garrafa de vinho especial para acompanhar com o cabrito feito pela mãe. E o arroz doce...
A mulher da limpeza telefonou também a dizer que chove na sala e que a porta da cozinha está emperrada e que devo aumentar a mesada porque a vida está cara e as outras “Senhoras” já subiram. E eu agradeci a informação àcerca da chuva na sala e não tenho a mínima ideia de como resolver o problema, a tantos quilómetros de distância. Esperemos que a Primavera chegue depressa e que o Jesualdo me dê uma dica. Ele deve conhecer pedreiros de confiança. De confiança? Já ninguém é de confiança... E disse que – sim senhora! – vou aumentar a mesada, como as outras “Senhoras”, senão a Esmeralda manda-me àquele sítio e eu preciso que ela por lá passe para não deixar o pó e o mofo ocupar aquela bendita casa, onde repouso o corpo e a alma do mal da ausência.
E pronto, por cá continua tudo bem. A Primavera não tarda mesmo a chegar. Ainda não perdi a esperança de que o Benfica ganhe a Taça UEFA e o Campeonato. Ao menos isso!
A minha tia telefonou a dizer que o gato está bem de saúde. Continua a perder pêlo, mas não deve ser nada de grave. A chatice é a penugem cinzenta que cobre o sofá lá de sala, mas para alguma coisa servem os aspiradores. E depois, o animal é tão simpático e faz companhia, à falta de humanos dignos desse nome. A minha tia está a ganhar caruncho e rabugice, depois de desistir de sonhar por causa de tanto desgosto. Os homens são todos uns malvados...
O meu amigo Jesualdo escreveu-me um e-mail a dizer que depois da Páscoa haverá mais um jantar de antigos colegas do liceu. Não sei porquê depois da Páscoa. Será que o Jesualdo passou a ser penitente? É estranho ver aquelas criaturas nesses jantares, depois de tantos anos, a fazer de conta que o tempo parou ou que andou só no bom sentido. Alguns aparecem com as mulheres vestidas de peruas ou de àrvores de Natal. Estão todos velhos e cada vez mais nostálgicos, agarrando-se a momentos de alegria e de desleixo de há 30 anos. Porra, 30 anos... Uns subiram, outros desceram, uns pararam, outros avançaram. Todos se babam a recordar as bebedeiras inocentes ou as escapadelas voluptuosas no jardim ao lado do liceu. E passam horas a discutir cilindradas e marcas de “topo de gama”.
O meu pai telefonou a dizer que a saúde melhora e que Fulano ou Beltrano (“lembras-te dele?”) faleceu e que foi ao funeral e que encontrou outro Fulano ou Beltrano que também vai morrer daqui a pouco. Também me disse que a conta bancária continua a crescer. Não tanto como seria desejável neste tempo de juros baixos, mas o suficiente para gente avisada e prudente como nós. Porque essa coisa de arriscar na Bolsa não é para quem ganhou o pão com o suor do rosto. E perguntou com a voz embargada quando é que volto. E eu disse que daqui a pouco e que abriremos a garrafa de vinho especial para acompanhar com o cabrito feito pela mãe. E o arroz doce...
A mulher da limpeza telefonou também a dizer que chove na sala e que a porta da cozinha está emperrada e que devo aumentar a mesada porque a vida está cara e as outras “Senhoras” já subiram. E eu agradeci a informação àcerca da chuva na sala e não tenho a mínima ideia de como resolver o problema, a tantos quilómetros de distância. Esperemos que a Primavera chegue depressa e que o Jesualdo me dê uma dica. Ele deve conhecer pedreiros de confiança. De confiança? Já ninguém é de confiança... E disse que – sim senhora! – vou aumentar a mesada, como as outras “Senhoras”, senão a Esmeralda manda-me àquele sítio e eu preciso que ela por lá passe para não deixar o pó e o mofo ocupar aquela bendita casa, onde repouso o corpo e a alma do mal da ausência.
E pronto, por cá continua tudo bem. A Primavera não tarda mesmo a chegar. Ainda não perdi a esperança de que o Benfica ganhe a Taça UEFA e o Campeonato. Ao menos isso!
quinta-feira, março 08, 2007
Os 50 anos da RTP
Tenho a impressão de que a celebração dos 50 anos da RTP se transformou numa enorme e eufórica homenagem à irmandade portuguesa cujas virtudes ultrapassariam classes sociais, actividades, tempos e pessoas. Trata-se de uma eloquente manifestação de nacionalismo, de enaltecimento do putativo cimento que ligaria Salazar a Cunhal, Almada Negreiros a António Calvário, Carlos Cruz a Vitorino Nemésio, a Expo 98 à Exposição do Mundo Português, Eusébio a Sophia de Mello Breyner, etc. E depois, toda aquela passerelle da suposta élite actual, incluindo a recorrente Rosa Mota - ícone do sucesso português no feminino e simpática santinha do altar soarista - e as caras "bonitas" e patéticas que nos enchem o ecrã todos os dias...
Esta chuva de auto-estima Lusíada junta-se a outra iniciativa da RTP que vai mais ou menos no mesmo sentido: o concurso do maior Português de todos os tempos. Isto é, a RTP está cada vez mais transformada em Ministério da Propaganda do regime, em veículo de exaltação do chamado Portugal moderno... O país é grande e coeso, está cada vez mais convencido da sua energia e da sua peculiaridade, vai muito para além das fracturas políticas, sociais ou culturais. Portugal é o futuro e recomenda-se...
Esta chuva de auto-estima Lusíada junta-se a outra iniciativa da RTP que vai mais ou menos no mesmo sentido: o concurso do maior Português de todos os tempos. Isto é, a RTP está cada vez mais transformada em Ministério da Propaganda do regime, em veículo de exaltação do chamado Portugal moderno... O país é grande e coeso, está cada vez mais convencido da sua energia e da sua peculiaridade, vai muito para além das fracturas políticas, sociais ou culturais. Portugal é o futuro e recomenda-se...
quarta-feira, março 07, 2007
Dia da Mulher
Sou contra a existência do dia da Mulher, pois acho-o um dia para exaltar as "coitadinhas" das mulheres que nunca conseguiram ter igualdade relativamente aos homens. Eu, enquanto mulher e defensora da igualdade, recuso-me a ser tratada com "pena", com aquele espírito do tipo: "nunca conseguiste ser igual aos homens por isso criamos um dia só para ti". Se é, de facto, a igualdade entre sexos que se pretende exaltar então das duas uma: ou também há um dia do homem, ou então não há dia da mulher.
E se o céu nos caísse em cima?
A NASA diz que lhe falta dinheiro para evitar que o planeta seja destruido por um cometa ou asteróide em rota de colisão com a Terra. Não consta que falte dinheiro para a guerra do Iraque e quejandas...
Parece que há uma probabilidade de 0.002% de que um asteróide chamado Apophis venha a chocar com o nosso planeta no dia 13 de Abril de 2036. A confirmar-se essa possibilidade (claramente, remota!), se não for enviada para o espaço uma missão que permita desviar a trajectória, o embate terá lugar algures no Oceano Pacífico provocando, na melhor das hipóteses, um tsunami de proporções gigantescas e, na pior, uma noite com a duração de cerca de 1 ano, o que implicará alterações radicais no clima, na vida das pessoas, no consumo de energia, na produção agrícola, etc.
Parece que há uma probabilidade de 0.002% de que um asteróide chamado Apophis venha a chocar com o nosso planeta no dia 13 de Abril de 2036. A confirmar-se essa possibilidade (claramente, remota!), se não for enviada para o espaço uma missão que permita desviar a trajectória, o embate terá lugar algures no Oceano Pacífico provocando, na melhor das hipóteses, um tsunami de proporções gigantescas e, na pior, uma noite com a duração de cerca de 1 ano, o que implicará alterações radicais no clima, na vida das pessoas, no consumo de energia, na produção agrícola, etc.
Provavelmente a melhor actuação dos DZRT de sempre
Nunca pensei pôr um video com este grupo aqui no blog, mas o Gato Fedorento fez-me mudar de ideias...
terça-feira, março 06, 2007
Alibi Network, bom dia, em que posso mentir?
Se tem um caso e a sua esposa está de olho em si, se está desempregado mas precisa que todos pensem que tem o emprego dos seus sonhos, se quer testar o seu namorado para perceber até que ponto ele gosta de si ou se, simplesmente, precisa de receber uma chamada telefónica (supostamente) importante num dado momento, a Alibi Network pode ser-lhe útil.
Esta empresa comercializa mentiras. Sim, mentiras, desculpas, ‘tretas’ e derivados, para todos os que querem mentir com segurança. Isto porque para Jeff Irwin, “o que acaba com os casamentos não é a mentira, mas ser apanhado a mentir”. Para o empresário – que diz que o seu negócio “é ajudar as famílias” (de uma forma pouco comum e com imoralidade q.b., diriam muitos) – “este não é um mercado novo. Nós não criámos o mercado, ele já existia há muito. Nós só estamos a assegurar um serviço necessário”.
Segundo o empreendedor americano, casado, de 43 anos, “as estatísticas revelam que o mercado da mentira tem vindo a sofrer um crescimento exponencial.” Irwin diz que cerca de metade dos casais já deram uma “facadinha” no matrimónio e que “cada vez mais as pessoas vivem uma vida de mentira que não é a sua”. O empresário não tem grandes dilemas morais ou éticos e diz estar apenas a colocar as suas habilidades “ao serviço do que precisam de mentir e não sabem como”.
Por isso, quando estruturou a linha de actuação da sua empresa a abrangência de serviços foi a palavra de ordem. Irwin não ajuda só as infidelidades conjugais, mas também os homens de negócios. A Alibi Network, no seu «call centre» aberto 24 horas por dia, assegura todo o tipo de serviços desde envio de «e-mails» ou chamadas telefónicas de trabalho, programação e compra de bilhetes de avião para encontros amorosos ilícitos, até um sem número de outras opções. Os serviços desta empresa podem até arranjar-lhe uma oportuna entrevista de trabalho fora do país que o obrigará a uma ausência, também oportuna, de vários dias.
O preço varia consoante o álibi necessário. Uma chamada telefónica ou um «e-mail» para despistar a esposa ou o marido custam cerca de 10 dólares, enquanto um álibi para um fim-de-semana longe da família ou para uma questão laboral, podem ir uns quantos dólares além disso. Para além destes valores, os utilizadores deste serviço pagam uma anuidade de 35 dólares que lhes garante o direito de integrarem como membros a Alibi Network.´
Esta empresa comercializa mentiras. Sim, mentiras, desculpas, ‘tretas’ e derivados, para todos os que querem mentir com segurança. Isto porque para Jeff Irwin, “o que acaba com os casamentos não é a mentira, mas ser apanhado a mentir”. Para o empresário – que diz que o seu negócio “é ajudar as famílias” (de uma forma pouco comum e com imoralidade q.b., diriam muitos) – “este não é um mercado novo. Nós não criámos o mercado, ele já existia há muito. Nós só estamos a assegurar um serviço necessário”.
Segundo o empreendedor americano, casado, de 43 anos, “as estatísticas revelam que o mercado da mentira tem vindo a sofrer um crescimento exponencial.” Irwin diz que cerca de metade dos casais já deram uma “facadinha” no matrimónio e que “cada vez mais as pessoas vivem uma vida de mentira que não é a sua”. O empresário não tem grandes dilemas morais ou éticos e diz estar apenas a colocar as suas habilidades “ao serviço do que precisam de mentir e não sabem como”.
Por isso, quando estruturou a linha de actuação da sua empresa a abrangência de serviços foi a palavra de ordem. Irwin não ajuda só as infidelidades conjugais, mas também os homens de negócios. A Alibi Network, no seu «call centre» aberto 24 horas por dia, assegura todo o tipo de serviços desde envio de «e-mails» ou chamadas telefónicas de trabalho, programação e compra de bilhetes de avião para encontros amorosos ilícitos, até um sem número de outras opções. Os serviços desta empresa podem até arranjar-lhe uma oportuna entrevista de trabalho fora do país que o obrigará a uma ausência, também oportuna, de vários dias.
O preço varia consoante o álibi necessário. Uma chamada telefónica ou um «e-mail» para despistar a esposa ou o marido custam cerca de 10 dólares, enquanto um álibi para um fim-de-semana longe da família ou para uma questão laboral, podem ir uns quantos dólares além disso. Para além destes valores, os utilizadores deste serviço pagam uma anuidade de 35 dólares que lhes garante o direito de integrarem como membros a Alibi Network.´
Irwin esclarece, no entanto, que negócio tem regras. “A Alibi Network recusa alguns serviços como aqueles que impliquem separar casais, arquitectando mentiras a pedido de terceiros. Não difamamos ninguém, o que fazemos é legal e trabalhamos apenas com o que envolva o próprio cliente”, explica. Até porque, como em todos os negócios, neste também há limites.
Política
"O mercado governa, os técnicos administram e os políticos aparecem na televisão" - afirmação de um político italiano durante o telejornal da RAI Uno ontem à noite.
Uma sugestão para quem estiver por estes lados...
Amanhã às 17h, no âmbito da semana cultural da UC vai ser projectado no anfiteatro da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra o filme "O Fiel Jardineiro" seguido de comentários e discussão. Quem estiver interessado e puder é muito bem vindo por lá ;)
segunda-feira, março 05, 2007
The Last King of Scotland

Outro bom filme, também consagrado pela máquina dos Óscares, sobre um tema recorrente: a desgraça de África... A interpretação de Whitaker é de facto impressionante.
No fim de contas, é um filme de ter pena... Sobretudo, ter pena do povo ugandês, sujeito às maiores atrocidades e desvarios de um louco, Idi Amin Dada, instrumentalizado pela Grã-Bretanha (mas, bem cedo deixa de ser o espantalho desejado, com consequências desastrosas).
Ter pena de um jovem médico escocês, ligeiro, imaturo e ambicioso que acaba por ser arrastado por uma máquina de arbitrariedade e de morte onde enterra a mais pequena centelha de honra, vergonha e dignidade. Apesar de conseguir escapar, custar-lhe-à a alma e, literalmente, a pele...
domingo, março 04, 2007
Das Leben der Anderen
Fui ver o vencedor do Óscar 2007 para o melhor filme estrangeiro, "Das Leben der Anderen" ("A Vida dos Outros"). Um excelente filme àcerca da Stasi, polícia política da chamada Républica Democrática Alemã (RDA), que ruiu com o muro de Berlim em 1989. O filme conta as escutas, perseguições, traições, renúncias, os compromissos, as conversões, a violência psicológica e moral sob um Estado totalitário, numa sociedade concentracionária. O non-sense da opressão, especialmente, da cultura... Brilhante a interpretação de Ulrich Mühe (na foto).Só pensar que estive na RDA (em Berlim e em Rostock) em 1982, mais ou menos na altura em que se desenrola a acção do filme... Mostraram-nos as conquistas do socialismo, as agressões do Ocidente. Mostraram-nos a Porta de Brandenburg, do alto do muro, e os mecanismos incríveis de vigilância de todos os movimentos de pessoas e bens, legais e ilegais... Apesar das aparências, já na altura, se respirava um ambiente de fim de regime. A austeridade e a obsolescência dos meios de transporte, dos edifícios, do comércio eram quase patéticas. Mas, a autenticidade, a ordem e o pleno emprego contavam mais do que o bem-estar material do Ocidente a que, de qualquer forma, os pobres não podiam chegar. E a liberdade que contava nos chamados países de "socialismo real" era a daqueles que continuavam a acreditar num sistema condenado ao fracasso e desligado das realidades. Os outros, que viam a repressão, o anacronismo e os favoritismos do sistema, eram simplesmente "destruídos" ou ostracizados. Para esse trabalho de "limpeza", que se tornou cada vez mais desesperado à medida que as contradições e abusos se avolumavam, servia a famigerada Stasi.
Agora, depois de quase 20 anos da queda do muro e de muitos biliões de Marcos e de Euros gastos na modernização da Alemanha de Leste, o desemprego é muito superior à média nacional, o saudosismo floresce, os movimentos mais radicais de direita têm um terreno fértil, a delinquência cresce, as situações de dependência crónica da segurança social multiplicam-se. É certo que uma sociedade anestesiada e traumatizada durante mais de 40 anos não se integra facilmente numa lógica de mercado, mesmo ao fim de 20 anos e de muita generosidade dos "irmãos" da Alemanha ocidental.
sábado, março 03, 2007
A OPA morreu
E agora o que se vai passar com a Optimus? Casa com a Vodafone? É comprada pela PT? E o intrépido Belmiro o que vai fazer a seguir? Não o vejo a ficar quieto... E a PT? Como é que a vão dissecar? Tantas questões que vão continuar a alimentar a novela das telecomunicações e da Sonae.
sexta-feira, março 02, 2007
Great Firewall of China
Test a website address and see if it’s blocked in China.
The aim of this website is to be a watchdog and keep track of which and how many or how many times sites are censored. Help to keep the censorship transparent. Each blocked website will automatically be added to the great firewall on the homepage.
Aqui a melga não está censurada... Mas sites importantes como o google, o myspace, o youtube, o hotmail, a BBC, a wikipedia e muitos outros estão.
quinta-feira, março 01, 2007
Uma sugestão...
É evidente a vida seria muito mais difícil sem computadores mas como seria viver um dia sem eles? Esta experiência propõe que desliguemos os nossos computadores no dia 24 de Março e descubramos se conseguimos sobreviver 24 horas sem pegar no computador.
Shutdown day... Um dia para desligar o computador, e ainda por cima é um Sábado, portanto não há desculpa!
Clicar no título para mais informação.
A novela Macedo
Esta coisa do Macedo, director geral dos impostos, brada aos céus. Não conheço a criatura, não questiono as suas credenciais, não quero passar por lingua viperina, mas - que diabo! - será que em Portugal não há mais ninguém disposto a ganhar um bocado menos para prestar idênticos serviços ao Estado? Será que o homem é uma espécie de messias dos cofres públicos que não há dinheiro que pague? Não estão os cemitérios cheios de pessoas insubstítuiveis? Coitado do Governo que depende de um único homem ou mesmo de uma "dream team" para combater a fraude e a evasão fiscais e para garantir ao Estado as receitas que permitem a prestação de eméritos serviços públicos...
Esta conversa do "sai-não-sai", do "paga-se-lhe-não-se-lhe-paga" já dura há meses, enche jornais e telejornais, ocupa sessões do parlamento e de comissões parlamentares. O Macedo tem razões de sobejo para sentir o ego inflacionado. Acabem com a novela e paguem o que ele quer ou mandem-no de volta para o Millenium BCP e arranjem alguém menos eficiente, mas menos sonoro.
Esta conversa do "sai-não-sai", do "paga-se-lhe-não-se-lhe-paga" já dura há meses, enche jornais e telejornais, ocupa sessões do parlamento e de comissões parlamentares. O Macedo tem razões de sobejo para sentir o ego inflacionado. Acabem com a novela e paguem o que ele quer ou mandem-no de volta para o Millenium BCP e arranjem alguém menos eficiente, mas menos sonoro.
Dúvida ou A institucionalização da cunha
D. José Policarpo disse para a Visão:
"Tenho uma boa relação pessoal com Cavaco, mas nunca poderia usá-la numa questão destas [lei da IVG]"
Isto quer dizer que pode usar a sua boa relação com o Presidente da República para outras questões???
Renault de sangue
Isto é eloquente e chocante.
Depois venham falar em eficiência e em competitividade... Na sua versão mais furiosa e integrista, o capitalismo não tolera a fraqueza: simplesmente, cria as condições para a sua eliminação física, aplicando os "sãos" princípios do darwinismo. E o patrão diz-se preocupadíssimo, esclarecendo, porém, que "Renault n'a pas le droit à l'échec, mais un salarié peut échouer"...
Depois venham falar em eficiência e em competitividade... Na sua versão mais furiosa e integrista, o capitalismo não tolera a fraqueza: simplesmente, cria as condições para a sua eliminação física, aplicando os "sãos" princípios do darwinismo. E o patrão diz-se preocupadíssimo, esclarecendo, porém, que "Renault n'a pas le droit à l'échec, mais un salarié peut échouer"...
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