quinta-feira, novembro 30, 2006
Suicidio de jovens no Japão
"Last month a 13-year-old Japanese boy wrote a simple suicide note on a piece of crumpled paper. “Dear Mom and Dad,” it read, “Sorry I was an inadequate child. Thank you for everything. I cannot live while being bullied.” Over the past two months, at least seven children in Japan have taken their own lives after being tormented by school bullies. The problem of ijime, or bullying, has long been a problem in Japan. But the spate of recent suicides, coupled with unyielding media coverage, has turned ijime into a national epidemic."
quarta-feira, novembro 29, 2006
Modéstia à parte, n' est ce pas?
Um homem nada Chauvinista nem modesto...
terça-feira, novembro 28, 2006
Carta (antecipada) ao Pai Natal
Este ano vou-te escrever duas cartas, sendo que esta é a primeira e vem antecipadamente. Isto porque tenho dois pedidos muito importantes a fazer-te e que gostava de ver satisfeitos antes do Natal propriamente dito.domingo, novembro 26, 2006
Vai e vem
Mas, também morreram os outros, na maioria anónimos, que chegaram menos alto na escala mediática, que se distinguiram menos no que fizeram, cuja memória não sobreviverá à segunda geração das pessoas mais próximas. Toda essa gente que morreu hoje amou, fez bem e fez mal, sofreu e foi feliz, fez filhos e matou, transgrediu e obedeceu, aprendeu e desaprendeu, acertou e errou. Toda essa gente foi para a cova com meia dúzia de gatos pingados atrás sussurando que o defunto até era boa pessoa. Porque ninguém é mau depois de morrer. Todos nós conseguimos sempre encontrar uma centelha de bondade na mais hedionda criatura que passa para o Além.
Hoje anuncio o nascimento de milhares de pessoas que serão felizes, divertidas, criativas, bondosas, saudáveis, honestas, fortes, obstinadas, competentes, bons pais, boas mães, bons filhos, gente interessada pelo que sucede no mundo e que se empenha para o melhorar, cidadãos de corpo inteiro destinados a melhorar o estado das coisas e que não pensam só no próprio umbigo. Todos esses nascem hoje...
E os outros também... Os outros são os outros que compõem o bouquet de que é feita a vida.
Passe o tom prosélito e moralista. Boa semana para todos os que cá continuam (incluindo os que nasceram hoje)!
Por um novo nacionalismo
Admitindo que essa análise (ainda) descreva um número significativo de portugueses e que os estereótipos da saudade, tristeza e profundidade representem de alguma maneira a alma portuguesa, como explicar tudo isso? Porque é que os portugueses seriam tristes (ou mais tristes do que outros povos)?
A minha explicação foi mais ou menos clássica... O pequeno país que construiu um império tinha pés de barro e em pouco tempo perdeu tudo aquilo que tinha conquistado com grande coragem, engenho e liderança esclarecida. O apogeu teria coincidido com os reinados de D. João II e D. Manuel. Depois, foi o declínio inexorável e permanente durante séculos, incluindo o desastre de Alcácer Quibir, a perda da independência entre 1580 e 1640, o afastamento dos movimentos de ideias que sacudiam a Europa, o desperdício dos recursos coloniais, a insipiência da industrialização, a ausência de uma burguesia progressista e visionária, o desastre dos primeiros anos da Républica e a "longa noite fascista" com o culto da ignorância, do vinho e da modéstia, o "orgulhosamente sós", uma tardia e custosa guerra colonial, a hemorragia emigratória, etc. Digamos que, depois da grandiosidade dos séculos XV e XVI, Portugal não tem grande coisa de que se gabar. A nostalgia dos portugueses e o seu putativo défice de auto-estima talvez estejam associados a uma raiva contida por terem perdido tanto (um império global...) de forma tão clamorosa e irreversível. E esse sentimento de perda permaneceria inscrito nos genes dos portugueses.
A revolução de 1974 e a adesão à Europa interromperam esse longo processo de decadência. Porém, em termos de tempo histórico, o choque ainda é recente. Apenas uma geração não viveu directamente o trauma fascista. Os portugueses foram expostos às suas fraquezas e tiveram de descobrir as suas forças para ombrear com os outros povos na luta pelo desenvolvimento. Os jovens podem exprimir livremente a sua criatividade, a sua qualidade, a sua ambição. Não sentem a "obrigação", consciente ou inconsciente, de redimir quaisquer culpas ou complexos, não são reféns de quaisquer sebastianismos.
Penso que os portugueses, principalmente os mais jovens, já não correspondem a esse paradigma da tristeza e da saudade. Penso que um novo espírito nacional se está a desenvolver, que começa a fazer sentido ter orgulho de ser português ou, pelo menos, não sentir o handicap de ser português. É verdade que, às vezes, esse orgulho se exprime das formas menos auspiciosas, tipo: adesão patética a glórias desportivas efémeras. Outro aspecto que talvez não ajude é a qualidade das élites e dos dirigentes do país nesta fase de erupção da energia nacional. Mas, também nesta área, tem de se viver com o que se tem ou apesar do que se tem... E um país tão fortemente traumatizado como aquele que emergiu do fascismo há uma geração talvez não pudesse ter melhor élite.
sábado, novembro 25, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Philippe Noiret
Morte e mercado de capitais
Link, link.
quarta-feira, novembro 22, 2006
The Departed
É a questão que este filme nos coloca. Com um elenco de luxo, composto por Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio e Matt Damon, com um realizador que já deu provas de qualidade (Martin Scorcese) e produção de Brad Pitt, The Departed retrata a zona sul de Boston, onde se encontram imensos emigrantes irlandeses, entre os quais, as três personagens principais. O filme retrata, então essa realidade específica daquela parte da cidade, principalmente, no que diz respeito a certas máfias e suas relações frágeis de (des)equilíbrio com a polícia. Há ambiguidade, traição, mentira, crime, traumas de infância, drogas e outros elementos que fazem deste filme uma ida compensadora ao cinema.
De destacar o papel, mais uma vez, genialmente representado por Jack Nicholson, que desta vez é o chefe da organização mafiosa.
A ver.
(O trailler está disponível aqui.)
terça-feira, novembro 21, 2006
Miolos
domingo, novembro 19, 2006
Vergonhosas...

... são as campanhas eleitorais para a direcção geral da Associaçao Académica de Coimbra que estão a ser levadas a cabo pelas listas D e V (supostamente as mais fortes). Isto porque andam literalmente a poluir a cidade de Coimbra com cartazes por todo o lado, principalmente na zona da Universidade. Experimentem passar pelas escadas monumentais e vão encontrá-las revestidas de folhas a dizer "Aceita o Desafio" ou "Vive a AAC". Passem também pela fachada das faculdades e vejam o património completamente poluído por cartazes de duas listas que se propõem a representar os estudantes de Coimbra.
Querem defender os estudantes da Universidade e estragam-lhes os espaços em que eles mais circulam? Querem dinamizar a Universidade e poluem património de interesse cultural, histórico e turístico?
Borat
sábado, novembro 18, 2006
O hiper-modernismo
"Don Juan morreu. Uma nova figura, muito mais inquietante, irrompeu, Narciso, subjugado por si próprio na sua cápsula de vidro."
"E no entanto, o sistema funciona, as instituições reproduzem-se e desenvolvem-se, mas em roda livre, no vazio, sem aderência nem sentido, cada vez mais controladas por "especialistas", os últimos sacerdotes, como diria Nietzsche, os únicos a querer ainda injectar sentido, valor, onde não existe mais nada senão um deserto apático."
Ler também Foucault, Delheuze, Antonio Negri, Michael Hardt, Richard Sennett, ...
O último de Woody Allen
quinta-feira, novembro 16, 2006
"I feel pretty, oh so pretty, I feel pretty and eitty and gay"
quarta-feira, novembro 15, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
Auto-biografia
Arte, espelho do mundo
Aqui está uma votação que vale a pena
A humanidade está a ser convidada a escolher quais as novas sete maravilhas do mundo. O dinheiro angariado por este projecto destina-se à reconstrução da estátua de Buda que, há uns anos, foi destruído no Afeganistão. O obectivo é restaurar, preservar, reconstruir e promover a valorização do património mundial, com o seguinte mote: "Our heritage is our future".









