quinta-feira, novembro 09, 2006

What American accent do you have?

Your Result: The Midland

"You have a Midland accent" is just another way of saying "you don't have an accent." You probably are from the Midland (Pennsylvania, southern Ohio, southern Indiana, southern Illinois, and Missouri) but then for all we know you could be from Florida or Charleston or one of those big southern cities like Atlanta or Dallas. You have a good voice for TV and radio.

The Inland North
North Central
Boston
The West
The Northeast
The South
Philadelphia
What American accent do you have?
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Extractos do livro publicado a 21 Setembro de 2006:

"La démocratie a engendré un monde d'hédonisme et de consumérisme, une société aux dégâts écologiques et sociaux auxquels s'ajoute une tendance à la dépression. Car si l'hyper consommation prend en charge le bonheur matériel, elle échoue à accomplir l'épanouissement psychique de l'être humain. La démocratie, parce qu'elle est libérale, fait les frais de cette ambition déplacée. Travail, culture, amours, chose publique, peu de domaines de nos vies échappent à l'empire de la déception. Cela est sans précédent.

L'analyste de nos sociétés hyper modernes Gilles Lipovetsky pointe bien sûr la frénésie consommatoire, mais refuse d'y voir la seule cause de notre désenchantement. Contre les idées reçues, c'est pour lui du côté des désirs non matériels que la déception opère le plus, et non du côté des simples biens de consommation. N'y aurait-il plus rien à attendre d'une démocratie ramenée au médiocre statut de moins mauvais des régimes ?"

quarta-feira, novembro 08, 2006

História de merda

Era uma vez um grande que comeu um pequeno que comeu um ainda mais pequeno que comeu um ligeiramente maior que comeu um maior que comeu um grande... e assim sucessivamente. No final, todos comeram todos e não restou grande coisa, para além de uma memória com que ninguém ficou, porque não restou ninguém, porque toda a gente acabou como esta história de merda...
A vida por vezes confronta-nos com situações que nos colocam perante os limites da nossa bondade, das nossas boas intenções, do nosso optimismo. Há casos em que a razão (infelizmente ?) exclui ou suplanta os sentimentos. O que deve prevalecer ? Com que riscos ? A pretexto de que conveniência ou equilíbrio ?

Há pessoas que lidam com problemas bem reais, não com deambulações existenciais ou tormentas filosóficas. Essas pessoas revelam coragem e força para enfrentar os piores golpes da vida e fazem-nos sentir demasiado pequenos, mesquinhos, irrisórios. O afastamento em relação a essas pessoas é uma forma de auto-defesa cobarde, de rejeição dos riscos, de retorno à tranquilidade de uma não-vida, de medo de contaminação pelo sofrimento alheio.

Sem sofrimento não há crescimento, não existe justa avaliação do que seja a felicidade. A felicidade fechada a cadeado e protegida das intempéries da vida é frágil e precária, superficial. É hedonismo.

Alberto João Jardim

domingo, novembro 05, 2006

A pena de morte

Apesar de me repugnarem profundamente os crimes que Saddam praticou, acho esta sentença extremamente cruel, como qualquer condenação à morte.
Sou contra a pena de morte em qualquer caso, sou a favor, em alternativa, da prisão perpétua. Eis as minhas razões:


  1. Se alguém cometeu crimes tão graves, deve pagar por eles VIVO para poder reflectir sobre o que fez e aprender a sua lição. Isso com a morte não é possível porque, depois de morto, ninguém tem a capacidade de aprender nem de pagar pelo que fez.
  2. Ninguém, absolutamente ninguém, tem o poder de sentenciar a morte de outrem, por razão alguma.
  3. Condenar alguém à morte, decidir acabar com uma vida humana é fazer o mesmo que o réu fez, não interessa se com uma, duas, ou um milhão de pessoas.

sábado, novembro 04, 2006

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.



Carlos Drummond de Andrade

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segunda-feira, outubro 30, 2006

1º ano


Fez ontem um ano que iniciámos este blog... Desde aí, escrevemos o equivalente a um dossier (dos grandes), mais precisamente 675 posts, e recebemos 15.200 visitas. Sinto-me orgulhosa de algo que começou do zero e agora já tem história e consistência.
Parabéns Fantástico, Melga!

sexta-feira, outubro 27, 2006

Breve teoria da cunha

Em cada sociedade existem élites que detém os poderes económico, político, cultural, etc. Tendencialmente, a mesma élite concentra todos os poderes, mas também pode haver separação entre élites sectoriais. A élite cultural pode não coincidir com a económica, por exemplo. De qualquer modo, salvo em circunstâncias de ruptura excepcionais, as élites dialogam e interagem criando uma força mais ou menos homogénea de domínio e de controlo do conjunto da sociedade.

Um lugar nas élites obtém-se através do nascimento, da herança, do casamento, da ascenção social, do mérito. As élites defendem-se, criando cumplicidades no seu seio, traficando influências, alimentando um certo secretismo, em particular, em sistemas democráticos onde a fluidez da informação e o discurso da igualdade de oportunidades se podem tornar incómodos, não deixando escapar postos de comando para "new comers" indesejáveis. Pertencer à elite significa obedecer, pactuar, influenciar por trás de cortinas mais ou menos insuspeitas, gozar de privilégios e ceder privilégios a "pré-eleitos".

As élites dos países mais avançados, especialmente de cultura anglo-saxónica e matriz protestante, são exigentes em termos de selecção e pertença dos seus membros. Os factores aleatórios (como o nascimento ou a sorte) são combinados com aspectos mais ligados à meritocracia como o estudo, o trabalho, a iniciativa. Os países com maior mobilidade social apresentam naturalmente élites mais modernas e renovadas. Outros países ou regiões, cujo salto da Idade Média para a sociedade burguesa foi mais longo e mitigado, mantém uma grande predominância dos factores genéticos e aleatórios de acesso e pertença às élites. Nesses países, o nome de família e a cunha ("la raccomandazione", como dizem os Italianos, grandes campeões da cunha) fazem muito mais a diferença no acesso às benesses e ao poder.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Retour à Clichy-sous-Bois

Faz amanhã um ano que começaram os motins na periferia das principais cidades francesas. Os primeiros incidentes graves ocorreram em Clichy-sous-Bois, nos arredores de Paris. Depois de uma fase inicial de desnorteio, as autoridades tomaram conta da situação e, nos meses seguintes, anunciaram medidas de luta contra as razões (alegadamente, profundas) do fenómeno: mais investimento em equipamentos sociais, mais oportunidades de emprego para os jovens de todas as côres e raças, rejuvenescimento da habitação social, etc. Os presidentes de câmara das chamadas "cités" difíceis queixam-se de muita propaganda e de pouca acção por parte do governo central. O mal-estar subsiste, em surdina, aproveitando, porém, a mínima oportunidade para se exprimir de forma violenta. A quantidade de carros particulares e de veículos de transporte colectivo vandalizados ou incendiados não cessa de aumentar. Os motoristas de autocarro recusam-se a trabalhar em vários percursos da periferia parisiense, pelo que, na prática, deixou de haver serviço público de transporte em certos bairros. As cenas de violência urbana multiplicam-se. As forças policiais são atacadas de forma organizada. As escolas de bairros sensíveis são autênticos braseiros. Teme-se que o aniversário de amanhã seja pretexto para a erupção de uma nova onda grave de violência. A polícia de choque do Sr Sarkozy está atenta. Através da repressão poderá eventualmente conter as desordens, mas "o problema" continua, sempre mais ameaçador, também para o "centro" da sociedade francesa.

O verdadeiro problema é muito complexo e foi sendo criado ao longo de décadas: imigração descontrolada; armazenamento de pessoas em caixotes de cimento, totalmente estranhos aos contextos de proveniência; ausência de integração, perda de identidade ou criação de guetos sociais, raciais e culturais; apesar das declarações politicamente correctas, discriminação no acesso ao trabalho, à habitação e à sociedade de consumo; falsa tolerância através de apatia sistemática perante uma criminalidade que se foi instalando.

Nos anos 80, os Estados Unidos reagiram a fenómenos deste tipo, essencialmente, através de uma repressão policial sem tréguas e de programas que conduziam, mais ou menos, à escolha entre a miséria e o trabalho "forçado" e mal pago. O resultado está longe de ser satisfatório, não obstante a calma aparente. Não creio que essas receitas sejam desejáveis ou sequer praticáveis no contexto de uma sociedade como a francesa.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Caso raro


«Os gémeos Layton e Kaydon Richardson, de Middlesbrough, em Inglaterra, são um caso raro. Devido a uma determinação genética raríssima, nasceram com cor de pele diferente, o que os especialistas consideram ser um caso num milhão. »

Piadinhas Psicológicas II

Quantos psicólogos são necessários para mudar uma lâmpada?
. Nenhum. A lâmpada mudar-se-á quando estiver pronta para isso.
. Apenas um, mas a lâmpada tem que querer ser mudada.
. Apenas um, mas necessita de nove visitas.

Quantos psiquiatras são necessários para mudar uma lâmpada?
. “Há quanto tempo tem essa fantasia?"
. “Porque é que a lâmpada tem obrigatoriamente que ser mudada?"
. Apenas um, mas primeiro tem que consultar a DSM-IV.

Quantos psicanalistas são necessários para mudar uma lâmpada?
. "Quantos acha você que são necessários?"

Piadinhas Psicológicas

Bem-vindo à Linha Telefónica de Psicologia!

  • Se é obsessivo-compulsivo, por favor carregue no 1 repetidamente.
  • Se é dependente, por favor peça a alguém para carregar no 2.
  • Se tem múltiplas personalidades, por favor carregue no 3, 4, 5, e 6.
  • Se é paranóico-delirante, sabemos quem você é o que quer. Por favor mantenha-se em linha para que possamos identificar a chamada.
  • Se é esquizofrénico, oiça com atenção e uma pequena voz dir-lhe-á em que número carregar.
  • Se está deprimido, não interessa em qual número carregar. Ninguém responderá.
  • Se está delirante e ocasionalmente tem alucinações, por favor esteja consciente de que a coisa em que está a segurar junto à sua cabeça está viva e prestes a morder-lhe a orelha.

Garfield do dia

Top men

Provide us with the names of those men that you consider to be the best representatives of the male gender, along with the reasons why you deem them so.

...and the winners are...

1° George Clooney
2° Jay-Z
3° Richard Branson
4° Lance Armstrong
5° Tom Ford

terça-feira, outubro 24, 2006

E assim vai a Pátria...

Tem-se a impressão de que o governo vai bem e recomenda-se, não obstante os protestos dalgumas corporações que embatem contra a inércia da classe média. A oposição, sobretudo o PSD, estrebucha para facturar críticas, mas com uma credibilidade e uma eficácia duvidosas. O Eng. Sócrates afirma-se como timoneiro da salvação da Pátria, uma voz rigorosa e determinada, austero, cara de páu e autoritário. O Presidente continua a fazer de bom pai de família e burguês exemplar. A primeira dama lá vai recitando poesia para meninos extasiados nas aulas da Faculdade e resiste a reformar-se porque lhe faltaria o "cheiro daqueles corredores" (sic). O governo excede-se em operações de propaganda, gere bem a opinião, tapa buracos com perícia. O Parlamento exibe jovens recém chegados à política que não sabem fazer mais nada e que dizem crassas banalidades do alto da tribuna com a seriedade de um cientista. A Galp entra na Bolsa e a procura da malta (também das instituições financeiras que alguém disse serem os pólos de excelência da nossa economia) excede largamente a oferta de acções por parte do Estado. A chuva e o vento dos novos investimentos (da Siemens, da Ikea, das PMEs, etc.) junta-se à chuva e ao vento do Outono que alaga estradas e faz cair árvores.

segunda-feira, outubro 23, 2006

E depois...

E depois aparece a vontade de se deixar andar,
de não parecer coisa alguma,
sem restrições ou conveniências.
E depois, aparece alguém disfarçado de gente que nos diz que -
sim senhor! -
que não somos gatos e temos uma única vida feita de certezas,
de sensatez,
mas também de alucinações que passam e deixam o lugar a uma pintura inacabada, perfeita, súblime.

E pronto...

Ele bem que me andava a avisar, e foi desta... O vizinho do lado mudou de casa. Resta-me agradecer pela existência do Dawn Of The Herd e pelos sábios ensinamentos que transmitiu a todos os seus leitores. Especialmente este:


perguntar não ofende...


sábado, outubro 21, 2006

Mulheres ateiam incêndios por amor

"Mulheres solitárias, que querem vingar-se da solidão ou chamar a atenção dos maridos ausentes, foram responsáveis por vários fogos-postos deste Verão. É um novo paradigma do incendiário, que a Polícia Judiciária está a estudar."

A Igreja e o Aborto

Vai haver novamente um referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez e, com ele, as polémicas opiniões, conselhos, e posições políticas/religiosas.

Há dias ouvi na um bispo (ou padre, não me lembro bem) a afirmar que, mais do que política, esta questão é pessoal e íntima e que, como tal, cabe a cada eleitor analisar qual a melhor decisão, conforme o que os seus valores e consciência. Concordo plenamente com essa posição, mas, infelizmente, a igreja não está a guiar-se por ela. Apesar de afirmarem que não entrarão "em campanhas de tipo político", os bispos dizem que "não podem deixar de contribuir para o esclarecimento das consciências".

Isto significa o quê, afinal? Para mim quer dizer que, apesar de apregoarem a "abstenção de campanhas" vão fazer, eles próprios, uma campanha religiosa para "esclarecer as consciências" católicas de que é "pecado" dizer sim à despenalização do aborto.

E agora pergunto:

Esta questão não é pessoal e íntima, cabendo a cada um votar de acordo com os seus valores e consciência?


(Se as pessoas forem efectivamente católicas, terão valores concordantes com a igreja, se não forem, não se vão deixar convencer por crenças que não partilham, por isso, qual é a necessidade de "esclarecer consciências"?)

Gaffes...

Microfone aberto e "gaffe" (?) monumental de Putin. "Katsav revelou-se um homem forte. Violou dez mulheres! Não esperava dele uma tal proeza. Surpreendeu-nos a todos. Temos inveja dele." Estas terão sido as palavras de Putin para o Primeiro-ministro israelita Olmert na passada quarta-feira em Moscovo, referindo-se ao Presidente israelita, Katsav, a braços com a justiça por causa de uma acusação de violação.

O ex-Primeiro-ministro espanhol Aznar meteu uma esferográfica pelo pescoço abaixo de uma jornalista, irritado com o facto de ela lhe ter feito uma pergunta sobre o "movimento de libertação nacional basco", expressão politicamente incorrecta utilizada em tempos por Aznar.

Folies

Ontem, numa montra de uma loja ao lado da Place Vendôme, em Paris, vi um relógio que custa 157 000 euros... Mais adiante, na estação de metropolitano da Madeleine, vi um jovem sem abrigo, inconsciente, deitado no chão, sem que ninguém se dignasse sequer olhar para esses restos de ser humano.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Mezcal...


«Para ter em atenção e ir vendo a evolução.»

Sócrates, cost killer

"Portugal's socialist government is achieving 'historic' spending cuts that will put an end to a long history of budget crises, the country's prime minister has claimed. (...) 'From a country notable for a total absence of reform, we have become one of Europe's top reformers and will continue to implement daring structural reforms.' (...) Mr Sócrates said opinion polls showed he had the support of a majority of voters. 'It's a mistake to confuse demonstrations with public opinion,' he said."

Extractos daqui.