domingo, outubro 08, 2006

Pergunta ao sexo oposto...

A OK Teleseguro decidiu lançar uma publicidade dirigida às mulheres, nos mesmos moldes dos típicos anúncios para homens, ou seja, a exibir senhores de apelativos atributos de modo a conseguir vender o seu produto.

Acontece que, ao ver aquele anúncio e notar que me era dirigido (enquanto mulher hipoteticamente interessada num seguro automóvel vantajoso), senti que me estavam a tomar como um ser não-pensante, como uma estupidazinha cujo único interesse na vida é observar peitos musculados, braços viris, carinhas larocas e vozinhas pseudo-sexy.

Agora pergunto a todos os excelsos senhores que me estão a ler:

  • Gostam de ver anúncios com meninas jeitosas a mostrarem os seus atributos físicos? E se gostam, como é que conseguem não sentir que vos estão a tomar por anormaizinhos?

sábado, outubro 07, 2006

Escutem a música desta jovem, de seu nome Ayo, nascida na Alemanha, de pai nigeriano e mãe cigana. Editou o seu primeiro disco no princípio deste ano. O disco chama-se "Joyful" e é uma mistura fantástica de soul, folk e afro. Ou muito me engano, ou vai-se falar muito da moça e, sobretudo, ouvir a sua excelente música. Algumas músicas fazem lembrar a Sade, que se eclipsou depois do album "Lovers Rock"... É pena.

Vale tudo para chegar a Perth

Tinha de chegar a Perth (Austrália) a todo o custo. A embraiagem avariou-se, mas a marcha-atrás funcionava. Não esteve com meias medidas: em vez de procurar um mecânico na cidade de onde partia, pôs-se a andar de marcha-atrás no deserto a cerca de 60 km/hora para fazer os 500 km que lhe faltavam. O pobre rapaz acabou por fazer apenas 20 km pois foi obrigado a parar por uma patrulha de polícias que nem queriam acreditar no que viam. Explicou às autoridades que até tinha reduzido a velocidade porque a 80 km/hora o seu velho Ford de 1988 ameaçara despistar-se. Link

sexta-feira, outubro 06, 2006

Os conspiradores

Portas e Marcelo multiplicam as iniciativas conjuntas. Agora é sobre o aborto... Começa a cheirar a esturro. Os "enfants terribles" da "boa" burguesia lisboeta que se consideram mais espertos do que todos os morcões que por aí andam, estão a tramar a direita e a congeminar algum plano de assalto ao poder. Estou a imaginar o Portas: "Oh pá, nós somos os maiores. Os gajos não nos chegam aos calcanhares. Eu com a perfídia que se conhece e tu com com a excitação dialéctica e o sorriso malandro de quem está para lixar a malta com uma lógica imbatível, vamos tomar conta desta merda. Os gajos são uns bacocos. Vamos governar estes trastes e depois ainda nos constroem um pedestal". E o Marcelo a soltar uma enorme gargalhada como quem desdenhosamente faz uma pequena aposta no cavalo feio e moribundo que é o país. Há muito de arrogante e absolutista nestes dois, como se Portugal não os merecesse e eles fizessem apenas o favor de ser admirados e desejados pela plebe ignorante e ranhosa. E em tal terra de cegos... quem tem olho é Rei...

Globalização e inflação

A aceleração da circulação das mercadorias e serviços, resultante da globalização, põe custos de factores de produção em confronto de forma mais directa e imediata. Uma mercadoria incorpora tecnologias e condições de trabalho e sociais típicas do sítio onde é produzida. Portanto, a concorrência das mercadorias é obviamente concorrência dos factores, dos níveis de produtividade e das relações sociais de produção. Quer dizer que a industrialização de países como a China e a Índia e a crescente participação das suas exportações no comércio internacional colocam sob pressão os salários reais dos trabalhadores dos países ocidentais nas indústrias de bens transaccionáveis (a história dos bens não transaccionáveis é outra). E essa contenção salarial, de algum modo alternativa ao aumento do desemprego e que coloca os sindicatos na defensiva, tem um efeito de moderação da inflação (pelos custos). O ambiente de inflação baixa e estável que se tem vivido nos últimos anos (apesar da influência contrária dos custos das matérias primas e da energia em determinados períodos) é, em certa medida, devido a essa contenção dos salários provocada pela globalização.

quinta-feira, outubro 05, 2006

5 de Outubro

1143 - É assinado o tratado de Zamora, no qual o rei de Leão e Castela reconhece a independência a Portugal e a soberania de D. Afonso Henriques enquanto seu rei.

1910 - Proclamação da República Portuguesa.


E nada melhor para o dia de hoje que esta música:

Tiveste gente de muita coragem
E acreditaste na tua mensagem
Foste ganhando terreno
E foste perdendo a memória

Já tinhas meio mundo na mão
Quiseste impor a tua religião
E acabaste por perder a liberdade
A caminho da glória

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Tiveste muita carta para bater
Quem joga deve aprender a perder
Que a sorte nunca vem só
Quando bate à nossa porta

Esbanjaste muita vida nas apostas
E agora trazes o desgosto às costas
Não se pode estar direito
Quando se tem a espinha torta

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Fizeste cegos de quem olhos tinha
Quiseste pôr toda a gente na linha
Trocaste a alma e o coração
Pela ponta das tuas lanças

Difamaste quem verdades dizia
Confundiste amor com pornografia
E depois perdeste o gosto
De brincar com as tuas crianças

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar

Jorge Palma - Portugal, Portugal (1982)

quarta-feira, outubro 04, 2006

Pena dupla para as mulheres vítimas de violação no Paquistão

No Paquistão, uma mulher que se apresente às autoridades como vítima de violação arrisca-se a ir para a prisão. Se não conseguir arranjar quatro testemunhas, pode ser automaticamente acusada de adultério.

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Demografia virtuosa

A chegada à idade da reforma dos nascidos após a II Guerra Mundial ("babyboomers"), associada à ulterior queda da natalidade e à entrada de menos pessoas na população activa, está a provocar um "amortecimento demográfico" do desemprego nos países industrializados. As empresas começam a ter dificuldade em recrutar para substituir quem se reforma. O que certos governos proclamam como uma vitória das suas políticas de combate ao desemprego pode, na verdade, incluir um efeito demográfico estrutural significativo que se espera se acentue nos próximos anos. Uma das respostas a este problema pode ser um incentivo a uma partida mais tardia dos "seniors" o que poderá também contribuir para a resolução do défice dos sistemas de reforma. Outra solução consiste em recorrer ainda mais à imigração...

Em França, no sector bancário, a percentagem de assalariados com mais de 55 anos passou de 8.7% em 2001 para quase 16% em 2005. No ano passado, a taxa de crescimento dos recrutamentos no sector foi de 9.6%. 71% das pessoas admitidas tinha menos de 30 anos.

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Era uma vez uma torneira que pingava, pingava, pingava. A dona da casa apertava, apertava, apertava, mas a torneira pingava, pingava, pingava. A dona de casa chamou um canalizador que se pôs a consertar a torneira. Martelava, desmontava, montava, desapertava, apertava. A torneira gemia de tanta atrocidade. Finalmente, deixou de pingar. A dona da casa, apertava e desapertava e a torneira voltou a portar-se bem, deixando correr apenas a àgua que era necessária, quando era necessária, àgua quente, àgua fria, àgua morna. Tornou-se de novo uma torneira obediente e eficaz. A dona da casa deu por bem empregue o dinheiro gasto com a reparação. Um dia, porém, uma gota de àgua caiu. Furtivamente. A dona da casa pôs-se à espreita, olhando desconfiada para o bocal da torneira, de onde uma outra gota caiu. Passados uns segundos, ainda outra caiu e o ping-ping insuportável recomeçou. Regressou o canalizador que disse que a torneira não tinha conserto, que era preciso comprar uma nova. A dona da casa rendeu-se à evidência. Foi instalada uma torneira nova, moderna e resplandecente, que acabou por sobreviver à dona da casa, sem uma única gota a pingar fora de tempo.

E se a economia fosse uma torneira ?

terça-feira, outubro 03, 2006

Politique à la française

Há apenas uma coisa que une a esquerda e a direita tradicional em França: a vontade de impedir o acesso à presidência de Jean-Marie Le Pen, o líder carismático do "Front National", o partido de extrema-direita populista, que disputou as anteriores eleições à segunda volta contra Chirac. A esquerda, nessa altura, engoliu sapos e votou em Jacques Chirac. Agora, homens-chave da direita como Villepin e Chirac excluem a possibilidade de apresentar mais do que um candidato às presidenciais de 2007 para não facilitar a passagem de Le Pen, mais uma vez, à segunda volta. Isso quer dizer que Chirac e Villepin (e respectivos acólitos) podem ter de apoiar o seu inimigo de estimação, o pequeno-grande, Sarkozy. E se se confirmar a dinâmica ganhadora de Ségolène Royal, a menina bonita e super-mediática do PS, poder-se-à ter uma segunda volta entre Ségolène e Sarkozy ou... entre Ségolène e Le Pen. Neste último caso, a direita tradicional teria a oportunidade de pagar uma dívida à esquerda, votando em Ségolène contra Le Pen, tal como a esquerda votou em Chirac contra Le Pen há 5 anos.

De tudo isto resulta (a) a centralidade de J-M Le Pen, o qual, entre outras diatribes, nega o Holocausto e defende a expulsão pura e simples dos imigrantes "em excesso" e (b) a extrema fulanização da política francesa.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Sem comentários...

O mais notório, bem sucedido e incontornável expoente do mundo empresarial angolano é Isabel dos Santos, filha primogénita de... Eduardo dos Santos... (in revista "Economia Pura" de Setembro/Outubro)

As empresas norte-americanas preocupam-se com o nível de qualificações dos recém-licenciados nos Estados Unidos. Parece que a maioria nem sequer é capaz de escrever uma banal carta comercial, tão deficiente é o domínio da lingua inglesa... (in "Financial Times" de hoje)

Quem, no emprego, pretender dizer a verdade, exprimir sinceramente os seus pensamentos, cultivar a transparência está condenado a passar um mau bocado... O mundo do trabalho requer a mentira para ser "sustentável"... (in "Financial Times" de hoje - artigo completo aqui)

A RTP está a propôr aos portugueses que votem a favor do(da) compatriota que mais se notabilizou ao longo da secular história lusitana. Vasco da Gama e Rosa Mota são indicados como concorrentes... (in revista do jornal "Publico" de Sábado passado, mas também podem ir aqui)

sábado, setembro 30, 2006

The Lost City


Na sua estreia enquanto realizador, Andy Garcia saíu-se excelentemente. The Lost City conta a história de Cuba nos anos de 1958 e 1959.

Pela mão do dono de um cabaret em Havana (Andy Garcia) e do escritor/comediante por ele contratado (Bill Murray) somos levados numa visita a Cuba do ponto de vista político, emocional e cultural no período de Baptista e depois, com a ascenção de Fidel Castro ao poder. O que distingue positivamente este filme é a não-parcialidade, o não-romantismo relativamente à revolução cubana, pois mostra o "pré" e o "pós" do mesmo modo: como se passou efectivamente, ou, pelo menos, de um modo racional.

O filme, no seu todo, é francamente bom, mas são de destacar três coisas: o guião, a banda sonora e a riqueza de cada personagem (particularmente do "Escritor" e de "Baptista").

Mais não digo, senão que vale muitíssimo a pena a ida ao cinema.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Compulsivo

Quem me dera rasgar o mundo
Beber a àgua de todos os rios
Absorver o sol de todos os dias
Quem me dera gritar até à lua
Jogar à bola com o planeta
Romper as calças à pancada com as estrelas
Quem me dera deixar de ver esta rua comprida
para me atirar do alto de uma falésia
Quem me dera uma criança loura ou preta ou de nenhuma cor
Um sorriso como um quadro de Picasso
Uma onda que morresse no corredor da minha casa
Que se deitasse na minha cama
Que me abraçasse de amor
Quem me dera deitar fora a razão para ser apenas eu

Uma lição e história e geografia em 90 segundos

quarta-feira, setembro 27, 2006

Normalidade

Caminhámos mais de 2 horas ao longo de prados e florestas resplandecentes sob uma luz suave de Outono. Pareceu-me uma pessoa solar, optimista, inteligente e culta, divertida. Ao fim da tarde, quando o sol caía, fomos tomar um refresco numa esplanada à beira de um rio ladeado de chorões. Chegou a mulher com o filho, uma criança de 6 anos, numa cadeira de rodas, deficiente profundo, olhar perdido no vento. Estavam sorridentes, brincando com o rapaz, dando-lhe de beber, acariciando-o, limpando a baba que escorria copiosa da boca. Não me olharam de modo particular para perscrutar qualquer surpresa ou mal-estar. Continuaram a conversar com a mesma naturalidade, com o mesmo prazer. Tenho de confessar que me esforcei por imitar essa atitude porque, na verdade, fiquei algo desconcertado.

Depois de os deixar, fiquei a pensar àcerca de muitas coisas, incluindo os reais e virtuais problemas da vida, a felicidade e a normalidade.

Aqui está uma bela ideia...

Da próxima vez que perguntarem a alguém que presente quer e levarem como resposta: "nada, não te incomodes", façam-lhe a vontade.

terça-feira, setembro 26, 2006

Jacques Brel

Oiçam (de novo, se for caso disso) este senhor. Não se arrependem. Em particular, as cantigas seguintes:

Les bourgeois
Ne me quitte pas
Les flamandes
Les bonbons
Quand on n'a que l'amour
Les vieux
Amsterdam
La valse a mille temps

Link

España

Parece que Cavaco anda a passar despercebido em Espanha. A imprensa do país ao lado esqueceu-se do homem. E ele que andou a dizer que a prioridade de Portugal devia ser Espanha, Espanha e Espanha. Coitado... Não tem a consciência do imenso buraco de ridículo em que se (nos) meteu. Faz tábua raza da enormidade do fosso que separa os dois países em termos, económicos, militares, culturais, etc. e - ele aí vai - pondo-se em bicos dos pés para (nem sequer) chegar aos calcanhares de "nuestros hermanos" (salvo seja !). O ricochete pode ser: alegremente comidos pelos espanhóis (e porque não ? - dirão alguns compatriotas a tender para o integracionismo).

Não é que eu tenha complexos de inferioridade. Também não tenho medo da invasão... Pese embora ter sido educado naquela fase em que o orgulho nacional se media pela padeira de Aljubarrota, pela táctica do quadrado e pela revolta dos fidalgos em 1640.

O problema é que Espanha parece infinitamente mais importante para Portugal do que vice-versa. Assim, os interesses só podem ser desequilibrados a favor da parte mais poderosa (e, aparentemente, desdenhosa). A política externa de Espanha considera Portugal não mais do que um pequeno detalhe.

Poder-se-à dizer que estas reservas se podem aplicar às relações com todos os países de maior dimensão. Mas, a Espanha é um caso à parte por causa da História comum, da vizinhança geográfica e da divergência recente entre os dois países quanto a níveis de desenvolvimento económico e social.

A prioridade para Portugal deve ser: "cresce primeiro e aparece depois" ! Sem ingenuidades, com pragmatismo e, sobretudo, protegendo bem a retaguarda, porque a política internacional, mesmo no seio de uma "comunidade" como a UE, não está para actos de beneficiência nem de altruismo. Até lá, "cautela e caldos de galinha", nomeadamente, em áreas estratégicas como a energia e os recursos hídricos.

domingo, setembro 24, 2006

Momento "domingueiro" saudosista

World Trade Center


Fui ver hoje o filme que conta a história (verídica) de dois polícias que ficam presos nos escombros do WTC quando tentavam entrar nas torres para evacuar pessoas. Já estava à espera de algo contado de modo heróico e patriotista, não fosse um filme acerca da coragem de dois americanos... Mais do que ser um blockbuster, fui vê-lo por ser encabeçado por um actor que muito admiro: Nicholas Cage.

Fiquei positivamente impressionada na 1ª parte, dada a forma coerente e realista com que é retratada a pequenês, a impotência, a estupefacção dos polícias perante os ataques terroristas e, ao mesmo tempo, o desespero e a falta de informação das famílias sem quaisquer informações dos maridos, pais, filhos e irmãos. A história torna-se mais impressionante por sabermos que se tratam de casos reais, de sentimentos e contextos verdadeiros.

Mas, a partir da segunda parte do filme estraga-se tudo! Aparece, num momento de desespero de um dos polícias, uma luz desfocada que evidencia uma silhueta e, quando se começa a desvendar aquela forma, eis que é Jesus Cristo rodeado de luz, com a imagem do sagrado coração e, espantem-se, com uma garrafa de água de 2L na mão! E, como se não bastasse, a imagem é repetida passados cinco minutos.

Desde essa cena o filme perdeu, para mim, qualquer credibilidade.

sábado, setembro 23, 2006



Oiçam ("Visible World" de Jan Garbarek) que não se arrependem.

sexta-feira, setembro 22, 2006

A verdade revelada àcerca do SLB

(recebido por e-mail de um caro amigo que não é benfiquista; verdadeiramente "Fantástico, Melga!")

"É por não gostar de futebol que sou do Benfica. Tal como compreendo como é que há portugueses que conseguem ser de outros clubes. O Sporting, o Porto podem jogar bem e o Belenenses e a Académica podem calhar bem em sociedade, mas só o Benfica, como o próprio nome indica, é o próprio Bem. Que fica. Só o Benfica pode jogar mal sem que daí lhe advenha algum mal. Basta olhar para os jogadores para ver que sabem que são os maiores, que não precisam de esforçar-se muito, porque são intrínseca e moralmente a maior equipa do mundo inteiro.

Porquê?

Ninguém sabe. Mas sente-se. Quando perdem, não se indignam, não desesperam. O Eusébio só chorou quando jogou por Portugal. Quem joga no Benfica tem o privilégio e o condão de estar sempre a sorrir. Não conseguem resistir. O Benfica, a bom ver, nem sequer é uma equipa de futebol. É um nome. É, como dizem os brasileiros, uma "griffe". Têm uma cor. Antes de entrar em campo, já têm um mito em jogo, já estão a ganhar por 5-0, graças só à reputação. Quando o Benfica perde, parece sempre que quis perder.

Essa é a força inigualável do Sport Lisboa e Benfica - faz sempre o que lhe apetece. O problema é que lhe apetece frequentemente perder.

Qual é o segredo do Benfica? São os benfiquistas. São do Benfica como são filhos de quem são. Ninguém "escolhe" o Benfica, como ninguém escolhe a Mãe ou o Pai. Em geral, aliás, os benfiquistas odeiam o Benfica e lamentam-no no estádio e em casa, mas pertencem-lhe. Quanto mais pertencemos a uma entidade superior, seja a Família, a Pátria, Deus - ou o Benfica - , mais direito temos de criticá-la e blasfemá-la. Não há alternativa.

Em contrapartida, os sportinguistas e portistas parecem genuinamente convencidos de que apoiam as equipas deles porque são as mais dignas ou as melhores.

Desgraçados!

Se fossem coerentes, seriam todos adeptos do REAL MADRID, AC MILAN, etc, etc. No Benfica, não se exige qualquer lealdade. Só se pede, em relação aos adeptos de outros clubes, caridade e comiseração. O Sporting, por exemplo, tem a mania e a pretensão de ser "rival" do Benfica, um pouco como o PSN se julga crítico parlamentar do PSD. Mas, se se tirasse o Benfica ao Sporting, o Sporting deixaria de existir.

O Benfica é um grande clube porque tem história e talento suficientes para não dar importância aos resultados. Tem uma tradição de "nonchalance" e de pura indiferença que não tem igual nos grandes clubes europeus. O Benfica não joga - digna-se jogar. Não joga para vencer - vence por jogar.

Odeio futebol. Mas amo o Benfica.

As opiniões de quem gosta de futebol são suspeitas. Claro que os sábios são do Benfica. Mas a força deste grande clube está nos milhões que são benfiquistas apesar do Benfica, apesar do futebol, e apesar deles próprios. Em contrapartida, aposto que a totalidade de pessoas que são do Sporting ou do Porto, por infortúnio pessoal ou deficiência psicológica, são sócios. A força do Benfica, meus amigos, está em quem não paga as quotas, quem não vai a jogos, quem não sabe o nome dos avançados - isto é, no resto do mundo.

O Benfica, é o Benfica. E o que tem de ser e é tem muita força.

Só existem dois clubes: o Benfica e os outros!!"

Miguel Esteves Cardoso

100% apoiado

quinta-feira, setembro 21, 2006

O comunismo na América

Marx previu que, instituída sociedade comunista, o dia-a-dia do homem passaria a ser qualquer coisa como isto: de manhã, trabalharia; à tarde, dedicar-se-ia a actividades lúdicas, como a caça ou a pesca; e à noite reunir-se-ia com os seus camaradas para animadas discussões intelectuais.
Vendo bem - mais pormenor, menos pormenor - este é o quotidiano de um milionário americano nos dias de hoje.


Preciosidade encontrada aqui.

MBA students 'cheat the most'

in Financial Times on-line
(MBA = Master in Business and Administration)

"MBA students are the biggest cheats of all graduate students, with 56 per cent admitting to misdemeanours such as using crib notesin exams, plagiarism and downloading essays from the internet.

The statistic comes from a survey of graduate students to be published in the Academy of Management Learning and Education journal. The report is based on data from about 5,300 survey respondents at 54 colleges and universities in the US and Canada, including 623 students in 32 graduate business programmes.

The report will be unpleasant reading to US business schools, many of which are still smarting from the involvement of their alumni in recent corporate scandals: Jeffrey Skilling, former chief executive of Enron, received his MBA from Harvard Business School in 1979, for example. As a result, many of the top US business schools have scrambled to introduce compulsory courses on ethical behaviour at the core of their MBA programmes.

The most significant reason for cheating, he believes, is that students see their peers being dishonest, in a highly charged competitive environment where the prize is the best company internship or job on Wall Street. "They act by cheating themselves," he says."

quarta-feira, setembro 20, 2006

Mérito

Um dos maiores bancos franceses lançou uma vasta campanha de recrutamento de pessoal para expandir ainda mais as suas actividades. Um dos slogans dessa campanha é só o seguinte:

Interessa-nos mais a vossa personalidade do que os vossos diplomas.

Mérito ? Qual mérito ? O que eles querem não é a competência técnica. Eles querem TUDO...

terça-feira, setembro 19, 2006

Pergunta...

Porque é que dizem que este governo é de esquerda e socialista?

Razão da Pergunta

O ministro da Saúde admitiu hoje que poderão ser criadas novas taxas moderadoras para a prestação de cuidados de saúde que actualmente são gratuitos para os utentes, tais como o internamento e a cirurgia de ambulatório.

Em entrevista à agência Lusa, António Correia de Campos revelou que a medida poderá ser aplicada "em breve", mas garante que não tem apenas razões económicas. "Este tipo de receitas é mínimo" para o Serviço Nacional de Saúde, disse o ministro, justificando a criação destas novas taxas com objectivos "mais estruturais", como a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.

O ministro está consciente do impacto de tal medida e afirma-se "preparado para a polémica". "É claro que a medida vai levantar celeuma, como sempre levantou, mas o povo não é estúpido, faz as contas e verifica que, apesar do que muitos partidos políticos disseram, pouparam 20 milhões de euros no ano passado" com as medidas aplicadas pelo Governo no sector do medicamento.

Algumas dessas medidas, especificou António Correia de Campos, foram igualmente polémicas, como a diminuição da comparticipação dos fármacos para doentes crónicos de cem para 95 por cento.

Mais, aqui.

domingo, setembro 17, 2006


Não percam. Um filme comovente, na linha de um certo cinema britânico dos últimos 10 anos (exemplos: "The Full Monty" de Peter Cattaneo, "My Name is Joe" de Ken Loach ou "Secrets and Lies" de Mike Leigh)