sábado, setembro 30, 2006

The Lost City


Na sua estreia enquanto realizador, Andy Garcia saíu-se excelentemente. The Lost City conta a história de Cuba nos anos de 1958 e 1959.

Pela mão do dono de um cabaret em Havana (Andy Garcia) e do escritor/comediante por ele contratado (Bill Murray) somos levados numa visita a Cuba do ponto de vista político, emocional e cultural no período de Baptista e depois, com a ascenção de Fidel Castro ao poder. O que distingue positivamente este filme é a não-parcialidade, o não-romantismo relativamente à revolução cubana, pois mostra o "pré" e o "pós" do mesmo modo: como se passou efectivamente, ou, pelo menos, de um modo racional.

O filme, no seu todo, é francamente bom, mas são de destacar três coisas: o guião, a banda sonora e a riqueza de cada personagem (particularmente do "Escritor" e de "Baptista").

Mais não digo, senão que vale muitíssimo a pena a ida ao cinema.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Compulsivo

Quem me dera rasgar o mundo
Beber a àgua de todos os rios
Absorver o sol de todos os dias
Quem me dera gritar até à lua
Jogar à bola com o planeta
Romper as calças à pancada com as estrelas
Quem me dera deixar de ver esta rua comprida
para me atirar do alto de uma falésia
Quem me dera uma criança loura ou preta ou de nenhuma cor
Um sorriso como um quadro de Picasso
Uma onda que morresse no corredor da minha casa
Que se deitasse na minha cama
Que me abraçasse de amor
Quem me dera deitar fora a razão para ser apenas eu

Uma lição e história e geografia em 90 segundos

quarta-feira, setembro 27, 2006

Normalidade

Caminhámos mais de 2 horas ao longo de prados e florestas resplandecentes sob uma luz suave de Outono. Pareceu-me uma pessoa solar, optimista, inteligente e culta, divertida. Ao fim da tarde, quando o sol caía, fomos tomar um refresco numa esplanada à beira de um rio ladeado de chorões. Chegou a mulher com o filho, uma criança de 6 anos, numa cadeira de rodas, deficiente profundo, olhar perdido no vento. Estavam sorridentes, brincando com o rapaz, dando-lhe de beber, acariciando-o, limpando a baba que escorria copiosa da boca. Não me olharam de modo particular para perscrutar qualquer surpresa ou mal-estar. Continuaram a conversar com a mesma naturalidade, com o mesmo prazer. Tenho de confessar que me esforcei por imitar essa atitude porque, na verdade, fiquei algo desconcertado.

Depois de os deixar, fiquei a pensar àcerca de muitas coisas, incluindo os reais e virtuais problemas da vida, a felicidade e a normalidade.

Aqui está uma bela ideia...

Da próxima vez que perguntarem a alguém que presente quer e levarem como resposta: "nada, não te incomodes", façam-lhe a vontade.

terça-feira, setembro 26, 2006

Jacques Brel

Oiçam (de novo, se for caso disso) este senhor. Não se arrependem. Em particular, as cantigas seguintes:

Les bourgeois
Ne me quitte pas
Les flamandes
Les bonbons
Quand on n'a que l'amour
Les vieux
Amsterdam
La valse a mille temps

Link

España

Parece que Cavaco anda a passar despercebido em Espanha. A imprensa do país ao lado esqueceu-se do homem. E ele que andou a dizer que a prioridade de Portugal devia ser Espanha, Espanha e Espanha. Coitado... Não tem a consciência do imenso buraco de ridículo em que se (nos) meteu. Faz tábua raza da enormidade do fosso que separa os dois países em termos, económicos, militares, culturais, etc. e - ele aí vai - pondo-se em bicos dos pés para (nem sequer) chegar aos calcanhares de "nuestros hermanos" (salvo seja !). O ricochete pode ser: alegremente comidos pelos espanhóis (e porque não ? - dirão alguns compatriotas a tender para o integracionismo).

Não é que eu tenha complexos de inferioridade. Também não tenho medo da invasão... Pese embora ter sido educado naquela fase em que o orgulho nacional se media pela padeira de Aljubarrota, pela táctica do quadrado e pela revolta dos fidalgos em 1640.

O problema é que Espanha parece infinitamente mais importante para Portugal do que vice-versa. Assim, os interesses só podem ser desequilibrados a favor da parte mais poderosa (e, aparentemente, desdenhosa). A política externa de Espanha considera Portugal não mais do que um pequeno detalhe.

Poder-se-à dizer que estas reservas se podem aplicar às relações com todos os países de maior dimensão. Mas, a Espanha é um caso à parte por causa da História comum, da vizinhança geográfica e da divergência recente entre os dois países quanto a níveis de desenvolvimento económico e social.

A prioridade para Portugal deve ser: "cresce primeiro e aparece depois" ! Sem ingenuidades, com pragmatismo e, sobretudo, protegendo bem a retaguarda, porque a política internacional, mesmo no seio de uma "comunidade" como a UE, não está para actos de beneficiência nem de altruismo. Até lá, "cautela e caldos de galinha", nomeadamente, em áreas estratégicas como a energia e os recursos hídricos.

domingo, setembro 24, 2006

Momento "domingueiro" saudosista

World Trade Center


Fui ver hoje o filme que conta a história (verídica) de dois polícias que ficam presos nos escombros do WTC quando tentavam entrar nas torres para evacuar pessoas. Já estava à espera de algo contado de modo heróico e patriotista, não fosse um filme acerca da coragem de dois americanos... Mais do que ser um blockbuster, fui vê-lo por ser encabeçado por um actor que muito admiro: Nicholas Cage.

Fiquei positivamente impressionada na 1ª parte, dada a forma coerente e realista com que é retratada a pequenês, a impotência, a estupefacção dos polícias perante os ataques terroristas e, ao mesmo tempo, o desespero e a falta de informação das famílias sem quaisquer informações dos maridos, pais, filhos e irmãos. A história torna-se mais impressionante por sabermos que se tratam de casos reais, de sentimentos e contextos verdadeiros.

Mas, a partir da segunda parte do filme estraga-se tudo! Aparece, num momento de desespero de um dos polícias, uma luz desfocada que evidencia uma silhueta e, quando se começa a desvendar aquela forma, eis que é Jesus Cristo rodeado de luz, com a imagem do sagrado coração e, espantem-se, com uma garrafa de água de 2L na mão! E, como se não bastasse, a imagem é repetida passados cinco minutos.

Desde essa cena o filme perdeu, para mim, qualquer credibilidade.

sábado, setembro 23, 2006



Oiçam ("Visible World" de Jan Garbarek) que não se arrependem.

sexta-feira, setembro 22, 2006

A verdade revelada àcerca do SLB

(recebido por e-mail de um caro amigo que não é benfiquista; verdadeiramente "Fantástico, Melga!")

"É por não gostar de futebol que sou do Benfica. Tal como compreendo como é que há portugueses que conseguem ser de outros clubes. O Sporting, o Porto podem jogar bem e o Belenenses e a Académica podem calhar bem em sociedade, mas só o Benfica, como o próprio nome indica, é o próprio Bem. Que fica. Só o Benfica pode jogar mal sem que daí lhe advenha algum mal. Basta olhar para os jogadores para ver que sabem que são os maiores, que não precisam de esforçar-se muito, porque são intrínseca e moralmente a maior equipa do mundo inteiro.

Porquê?

Ninguém sabe. Mas sente-se. Quando perdem, não se indignam, não desesperam. O Eusébio só chorou quando jogou por Portugal. Quem joga no Benfica tem o privilégio e o condão de estar sempre a sorrir. Não conseguem resistir. O Benfica, a bom ver, nem sequer é uma equipa de futebol. É um nome. É, como dizem os brasileiros, uma "griffe". Têm uma cor. Antes de entrar em campo, já têm um mito em jogo, já estão a ganhar por 5-0, graças só à reputação. Quando o Benfica perde, parece sempre que quis perder.

Essa é a força inigualável do Sport Lisboa e Benfica - faz sempre o que lhe apetece. O problema é que lhe apetece frequentemente perder.

Qual é o segredo do Benfica? São os benfiquistas. São do Benfica como são filhos de quem são. Ninguém "escolhe" o Benfica, como ninguém escolhe a Mãe ou o Pai. Em geral, aliás, os benfiquistas odeiam o Benfica e lamentam-no no estádio e em casa, mas pertencem-lhe. Quanto mais pertencemos a uma entidade superior, seja a Família, a Pátria, Deus - ou o Benfica - , mais direito temos de criticá-la e blasfemá-la. Não há alternativa.

Em contrapartida, os sportinguistas e portistas parecem genuinamente convencidos de que apoiam as equipas deles porque são as mais dignas ou as melhores.

Desgraçados!

Se fossem coerentes, seriam todos adeptos do REAL MADRID, AC MILAN, etc, etc. No Benfica, não se exige qualquer lealdade. Só se pede, em relação aos adeptos de outros clubes, caridade e comiseração. O Sporting, por exemplo, tem a mania e a pretensão de ser "rival" do Benfica, um pouco como o PSN se julga crítico parlamentar do PSD. Mas, se se tirasse o Benfica ao Sporting, o Sporting deixaria de existir.

O Benfica é um grande clube porque tem história e talento suficientes para não dar importância aos resultados. Tem uma tradição de "nonchalance" e de pura indiferença que não tem igual nos grandes clubes europeus. O Benfica não joga - digna-se jogar. Não joga para vencer - vence por jogar.

Odeio futebol. Mas amo o Benfica.

As opiniões de quem gosta de futebol são suspeitas. Claro que os sábios são do Benfica. Mas a força deste grande clube está nos milhões que são benfiquistas apesar do Benfica, apesar do futebol, e apesar deles próprios. Em contrapartida, aposto que a totalidade de pessoas que são do Sporting ou do Porto, por infortúnio pessoal ou deficiência psicológica, são sócios. A força do Benfica, meus amigos, está em quem não paga as quotas, quem não vai a jogos, quem não sabe o nome dos avançados - isto é, no resto do mundo.

O Benfica, é o Benfica. E o que tem de ser e é tem muita força.

Só existem dois clubes: o Benfica e os outros!!"

Miguel Esteves Cardoso

100% apoiado

quinta-feira, setembro 21, 2006

O comunismo na América

Marx previu que, instituída sociedade comunista, o dia-a-dia do homem passaria a ser qualquer coisa como isto: de manhã, trabalharia; à tarde, dedicar-se-ia a actividades lúdicas, como a caça ou a pesca; e à noite reunir-se-ia com os seus camaradas para animadas discussões intelectuais.
Vendo bem - mais pormenor, menos pormenor - este é o quotidiano de um milionário americano nos dias de hoje.


Preciosidade encontrada aqui.

MBA students 'cheat the most'

in Financial Times on-line
(MBA = Master in Business and Administration)

"MBA students are the biggest cheats of all graduate students, with 56 per cent admitting to misdemeanours such as using crib notesin exams, plagiarism and downloading essays from the internet.

The statistic comes from a survey of graduate students to be published in the Academy of Management Learning and Education journal. The report is based on data from about 5,300 survey respondents at 54 colleges and universities in the US and Canada, including 623 students in 32 graduate business programmes.

The report will be unpleasant reading to US business schools, many of which are still smarting from the involvement of their alumni in recent corporate scandals: Jeffrey Skilling, former chief executive of Enron, received his MBA from Harvard Business School in 1979, for example. As a result, many of the top US business schools have scrambled to introduce compulsory courses on ethical behaviour at the core of their MBA programmes.

The most significant reason for cheating, he believes, is that students see their peers being dishonest, in a highly charged competitive environment where the prize is the best company internship or job on Wall Street. "They act by cheating themselves," he says."

quarta-feira, setembro 20, 2006

Mérito

Um dos maiores bancos franceses lançou uma vasta campanha de recrutamento de pessoal para expandir ainda mais as suas actividades. Um dos slogans dessa campanha é só o seguinte:

Interessa-nos mais a vossa personalidade do que os vossos diplomas.

Mérito ? Qual mérito ? O que eles querem não é a competência técnica. Eles querem TUDO...

terça-feira, setembro 19, 2006

Pergunta...

Porque é que dizem que este governo é de esquerda e socialista?

Razão da Pergunta

O ministro da Saúde admitiu hoje que poderão ser criadas novas taxas moderadoras para a prestação de cuidados de saúde que actualmente são gratuitos para os utentes, tais como o internamento e a cirurgia de ambulatório.

Em entrevista à agência Lusa, António Correia de Campos revelou que a medida poderá ser aplicada "em breve", mas garante que não tem apenas razões económicas. "Este tipo de receitas é mínimo" para o Serviço Nacional de Saúde, disse o ministro, justificando a criação destas novas taxas com objectivos "mais estruturais", como a moderação do acesso e a valorização do serviço prestado.

O ministro está consciente do impacto de tal medida e afirma-se "preparado para a polémica". "É claro que a medida vai levantar celeuma, como sempre levantou, mas o povo não é estúpido, faz as contas e verifica que, apesar do que muitos partidos políticos disseram, pouparam 20 milhões de euros no ano passado" com as medidas aplicadas pelo Governo no sector do medicamento.

Algumas dessas medidas, especificou António Correia de Campos, foram igualmente polémicas, como a diminuição da comparticipação dos fármacos para doentes crónicos de cem para 95 por cento.

Mais, aqui.

domingo, setembro 17, 2006


Não percam. Um filme comovente, na linha de um certo cinema britânico dos últimos 10 anos (exemplos: "The Full Monty" de Peter Cattaneo, "My Name is Joe" de Ken Loach ou "Secrets and Lies" de Mike Leigh)

A tristeza de Antónia

Ao passar por aquela mesma rua, com os mesmos olhos perdidos na felicidade dos outros, só, cada vez mais só e perdida nos seus impasses e na falta de estima por si própria, Antónia ficou segura de estar mais parada na vida do que nunca. Ficou angustiada com a certeza de que voltaria a passar por aquela mesma rua, vezes sem conta, nas próximas semanas, nos próximos meses e anos, ruminando sempre os mesmos pensamentos sombrios. Tentou endireitar as costas, ficar mais altiva, lutando fisicamente contra a resignação e o peso da tristeza. Mas, foi postura que durou pouco. Voltou a caminhar com as costas em arco, vergada. O dia acabava lentamente, as nuvens cada vez mais densas facilitavam o caminho da noite. Talvez chovesse durante o regresso a casa naquela auto-estrada cheia de carros com famílias melancólicas a voltar de férias. Uma criança ensonada e um cão farto da viagem olharam-na com desdém da janela de um carro que ultrapassava. Antónia respondeu com um olhar de ostensiva indiferença.

Chegou a casa, fechou a porta. Já era noite feita. Não acendeu a luz. Ficou no escuro à espera que uma lágrima caisse. Mas, não caiu. Nem sequer uma lágrima. Só o silêncio da solidão de mais um dia.

sábado, setembro 16, 2006

Integração e diferença

Um caro amigo propôs-me, há alguns dias, a seguinte reflexão:

Há indivíduos que atingem o sucesso, no contexto do sistema dominante, em total coerência com os seus próprios valores. Esses são os líderes consistentes, os arquitectos da ordem existente. Não têm dúvidas àcerca da utilidade ou correcção do que fazem. Existe, nesse caso, uma perfeita sintonia (ética) entre as esferas individual e social/profissional.

Há outros que procuram ou conseguem o sucesso, fazendo porém cedências à sua escala de valores individual, renunciando algumas vezes à própria consciência. Reconhecem a incorrecção dos métodos para atingir o topo, mas mantêm a obsessão de o atingir. Noutras palavras: esses vendem a alma para obter a "glória". São indivíduos torturados, algo esquizofrénicos, cuja inconsistência, mais tarde ou mais cedo, emerge fazendo deles mutantes, vítimas deles próprios e do sistema.

E depois há os outros, os que não vendem a alma, os que não querem os louros do sistema a todo o custo, nem se arrependem ou lamentam por isso. Trata-se de indivíduos que têm uma noção de sucesso vital baseada na coerência com os seus valores, os quais divergem dos valores dominantes. Se vencem no âmbito do sistema - o que acontece raramente - não o fazem à custa da sua consciência e contribuem mesmo para moralizar e humanizar a ordem existente. São precursores, impõem valores mais progressistas. Na prática, ajudam a melhorar o sistema. Neste grupo, também se encontram, naturalmente, os marginais e os contestatários.

Não está mal visto... O debate poderia aprofundar-se indo pelo caminho do necessário equilíbrio (e dos compromissos inevitáveis) entre a integração social (que é um imperativo de sobrevivência) e o direito à diferença individual.

Dignidade humana segundo Bush

Começa a parecer chuva no molhado criticar Bush ou denunciar as suas intermináveis "gaffes". O homem é desajeitado e mau e reacionário. Todos o sabemos. Resta apenas esperar que os estragos não sejam ainda maiores daqui até à próxima eleição presidencial e que os nossos amigos americanos, finalmente, se decidam a mandar o tipo para aquele sítio cruel e mal cheiroso.

Dito isto, ouvi no rádio o Sr. Bush criticar violentamente um certo artigo da Convenção de Genebra (àcerca do tratamento de prisioneiros de guerra) porque tal disposição estabelece o princípio da preservação da dignidade humana. E o argumento do Sr. Bush é o seguinte: "dignidade humana" é um conceito subjectivo e, por conseguinte, do ponto de vista do Direito Internacional, passivel de interpretações, e tal coisa limitaria a capacidade do Governo Norte-Americano de lutar contra os terroristas do Eixo do Mal. Os serviços secretos e o exército dos EUA não deveriam ser cerceados por tais considerações na sua luta incansável contra os inimigos da nossa civilização.

O que me ficou da história foi o rigor jurídico que inspirou o Sr. Bush na referência à "dignidade humana" que para ele é, portanto, qualquer coisa de discutível e à qual se sobrepõem outros interesses e prioridades.

Jogo

Um pequeno joguinho que nos desafia a gerir a McDonald's em todas as suas dimensões, desde a criação bovina, aos restaurantes e mesmo ao gabinete de administração.


Experimentem... AQUI.

sexta-feira, setembro 15, 2006

O Papa disse

Ratzinger continua a tentar fazer a quadratura do circulo, isto é, a conciliar a Fé com a razão e a ciência, o ecumenismo com a denúncia das supostas contradições do Islão (o que enfureceu recentemente as autoridades religiosas turcas e vários outros círculos do mundo muçulmano). O que é inovador neste Papa é a sua abordagem intelectual destes temas. É como se o seu pontificado fosse uma divulgação pedagógica de filosofia, uma educação teológica das massas crentes. Às vezes até parece que o Papa se quer convencer, no plano racional, da pertinência da sua própria Fé... Como se a Fé fosse tão questionável que seria necessário demonstrá-la de forma euclidiana, indubitável, o que parece uma contradição nos próprios termos. Demonstração científica da Fé? A Fé, ou se tem ou não se tem. Sobretudo, não se explica! A Fé é um buraco negro para onde as pessoas se atiram, sorridentes e felizes, com plena confiança do que podem encontrar. A Fé cai do céu aos trambolhões para tornar mais serena a vida dos crentes, para lhes acalmar a inquietação e o sofrimento face aos enigmas da vida.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Eles que venham, eles que venham!

clicar no título.




A justiça portuguesa anda a precisar de algumas "alteraçõezinhas pequeninas".
Inconstitucional??? Inconstitucional é este senhor.

Quando a esmola é grande...

quarta-feira, setembro 13, 2006

Perguntas inconvenientes

Para certas mulheres, não poderá a maternidade constituir uma alternativa (ou uma fuga) à desilusão profissional? Que influência poderá isso ter sobre a relação mãe/filho(a)?

Na linha do outro post...

(Clicar na imagem para aumentar)
Encontrado aqui.

Alcool

In Le Monde on-line

"La France a un problème avec l'alcool. Dans son Bulletin épidémiologique hebdomadaire (BEH) publié mardi 12 septembre, l'Institut de veille sanitaire (InVS) rappelle qu'avec 45 000 décès annuels, l'alcool demeure la deuxième cause évitable de mortalité (après le tabac) et est directement responsable de 14 % des décès masculins - dont plus de la moitié avant 65 ans - et de 3 % des décès féminins. A cela s'ajoutent une quantité de problèmes sociaux et sanitaires, troubles mentaux, violences - notamment conjugale - et accidents liés à une consommation excessive"

terça-feira, setembro 12, 2006

Divertida impunidade

O que se passa no futebol profissional português não deve ser apenas objecto de chacota, mal-dizer, anedotas, desdém, conversas de café, desgostos de circunstância que desaparecem no meio de um sorriso de resignação, como quem diz "eles são assim mesmo, não há nada a fazer". O que se passa é grave e deve ser tomado muito a sério, indo muito para além do circuito intocável do futebol, que beneficia até da etiqueta de "interesse publico", com a qual se justificam derrogações sucessivas ao cumprimento das regras do Estado de Direito. Todos os dias aparecem notícias àcerca de nomeações forjadas e de compras de árbitros, actos descarados de corrupção, arranjos de toda a espécie, tendo como protagonistas sempre os mesmos meliantes e como supremo caudilho um certo Valentim Loureiro, indíviduo que em muitos outros países da Europa já estaria há muito na cadeia, mas que, por cá, parece só dar vontade de rir à opinião publica que se rende às suas acrobacias de cacetada verbal.

Temo que o mundo do futebol seja apenas uma hiperbole de fenómenos de ilegalidade bastante difusos na sociedade portuguesa. E é isso que é preocupante e que deve fazer agir a justiça e os dirigentes do país com rapidez e rigor. E os cidadãos não podem reagir às macacadas mediáticas de trogloditas como o Loureiro ou o João Jardim apenas com gargalhadas estridentes. A impunidade não se pode instalar em troca do "entertainement" nacional.