sábado, julho 22, 2006

A contabilidade do amor

Quando a àgua que nasce e a que cai do céu é superior à que desagua no mar, se consome e se infiltra na terra existem enchentes nos rios. A situação inversa conduz às secas. Com o amor é a mesma coisa. O que se dá deve ser idêntico ao que se recebe, caso contrário há sarilho... Não dá bom resultado esperar receber mais do que o que se pode dar. Quando não há equilíbrio, há uma parte que se sente frustrada ou traída e outra que se sente investida de demasiado poder.

quinta-feira, julho 20, 2006

Ainda aqui não cheguei, mas já faltou mais...

Até ao meu regresso!

Deixo já a minha despedida até ao fim do mês. A partir de amanhã vou andar por estas bandas:




E amanhã de manhã tenho exame de condução. (Wish me luck!)

quarta-feira, julho 19, 2006

No seguimento do post anterior...


Este spot publicitário também não fica nada atrás.

UM ANÚNCIO FANTÁSTICO

Não percam - podemos pôr tudo numa caixinha de sonhos...

Déjà vu

Em Itália o governo de centro-esquerda tenta combater interesses corporativos que lesam o "interesse geral". Taxistas, farmacêuticos e advogados figuram entre os alvos e reajem com greves. Link

terça-feira, julho 18, 2006

Mais uma melga amiga



Desta vez é um blog chamado Gallery of The Absurd, que se dedica a fazer ilustrações a gozar com celebridades. Recomenda-se.

Um post desesperado

Dia 18 de Julho de 2006

  • 9h45 - Saio de casa cheia de sono para ter uma aula de condução. O dia está chuvoso e abafado e a vontade é pouca, mas como o exame está próximo, ganho motivação.
  • 11h05 - Acaba a aula, apetece-me ir para casa, mas dirijo-me à faculdade para me inscrever nos exames de Setembro e para ver uma nota cuja publicação está anunciada para esta manhã.
  • 11h20 - Chego à Faculdade. A nota ainda não saíu. Vou à secretaria inscrever-me e passo pelas informações para perguntar pela professora. A resposta é: "A sôtora está cá. Não sei onde, mas sei que já chegou."
  • 11h25 - Depois de ficar indecisa quanto a esperar pela nota, decido ficar pois se a professora já está na faculdade, deve demorar pouco a afixar as notas. Sento-me no bar e espero.
  • 11h50 - Continuo à espera.
  • 12h10 - Cruzo-me com a professora e ela justifica o atraso: "Ai desculpe... Já tenho as pautas completas mas esqueci-me delas em casa. Vou pegar nas notas que tenho no meu computador de cá e vou preencher novas pautas. Espere só um bocadinho que não demoro nada a fazer isso e a afixá-las."
  • 12h11 - Ok. Espero. Não deve demorar mais de meia hora/três quartos de hora e como já cá estou, não vou dar a minha espera por perdida.
  • 12h40 - Nem sinais da professora. Espero.
  • 13h20 - Continuo à espera. Cheia de fome, decido almoçar e compro uma salada no bar da faculdade. Pode ser que entretanto ela afixe as notas.
  • 13h40 - Tomo um café. Ainda não há sinal da professora.
  • 13h45 - Estou farta, mas continuo à espera. Quem já cá está há quase duas horas e meia não vai desistir ao último minuto...
  • 13h50 - Para passar o tempo e desabafar as minhas raivas venho para os computadores do Núcleo de Estudantes ver o e-mail e escrever este post desesperado...
  • 14h00 - Saio do computador para continuar a minha demanda em busca da tão sofrida nota do exame. Apetece-me esganar alguém...

segunda-feira, julho 17, 2006

A "mãe" do rock português

José Cid está de volta...

"Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu."

"Tentaram e conseguiram pôr-me na prateleira. Mas a verdade é que os outros artistas estão na prateleira e eu estou cá."

"A nova geração tem de descobrir qual é o seu dinossauro Todos os países têm o seu dinossauro. Os franceses têm o Johnny Halliday, os espanhóis o Miguel Rios. Ambos são uma porcaria ao pé de mim. Sou infinitamente melhor do que eles e tenho uma melhor estética."

"Usem e abusem de mim. Estou cá, canto e bem ao vivo. Façam de mim o que quiserem. Estou com uma grande voz."

"Adoro o «Cantor da TV», a canção menos comercial daquele álbum [Nasci prà música]. Dificilmente conseguiria escrever [outro] tema daquela maneira. É muito bem esgalhado e muito bem tocado."

"Essa canção [Como o macaco gosta de banana] foi um escândalo. As pessoas julgaram que era uma canção ordinária. (...) Divirto-me à brava quando a oiço, porque é uma canção que não se pode levar a sério. Tem um sentido de humor de abandalhar o sistema."

"Olá malta! Tudo bem? Tá-se?"

"Dá-me favas com chouriço."

"Se o Rui Veloso é o pai do rock português, eu sou a mãe."



Comemorando o 40º aniversário da sua carreira este monárquico anarquista, crente em Deus e Fátima, mas não na igreja, lançou um novo cd, de seu nome, Baladas da Minha Vida.

Por tudo o que gira à sua volta, impõe-se esta homenagem!
Face ao já ocupado lugar de pai do rock português, José Cid considera-se a mãe do rock português. Com efeito, não nos podemos esquecer do começo da carreira deste homem, aos 14 anos, com uma banda que actuava em festas e bailes e que, ao contrário das outras, interpretava temas do rock internacional (Elvis e afins) em vez do nosso típico fadinho e das nossas músicas de bailarico. Até depois, com o Quarteto 1111, ficou conotado com uma música de qualidade com mensagens fortes (tão fortes que foram censuradas). Só mais tarde é que vieram aquelas músicas que agora marcam este macho latino como "Um grande grande amor", "Como o macaco gosta da banana" e "A pouco e pouco (favas com chouriço)".

E, para rematar, eis um novo conceito muito interessante:

José-Cidismo

s. m. contracção por justaposição de José+Cid.
1. Elocução de frases ou ideias ilógicas;

2. Militância ou defesa de argumentos sem sustentação;

3. Situação surreal e sem graça;

Gíria popular: baboseira;

Gíria informática: defeito lógico no código-fonte de um programa informático.

Situações de uso:
«Isto é um caso de lavar os dentes a pardais, passe o josé-cidismo»;
«O senhor doutor vai-me desculpar, mas esse argumento é um autêntico josé-cidismo»;
«Estive a tarde toda a saltar de repartição em repartição num josé-cidismo interminável»;
«Devias actualizar o Windows. A nova versão trás imensas correcções de josé-cidismos que criavam conflitos no computador».

Conceito retirado daqui

Os papagaios da Economia

Tradução livre de um excerto de "Economês" (só mais do mesmo)...

The speed and easiness of structural adjustment processes (i.e. passar de empresas em sectores sensíveis que vão à falência para empresas prósperas em sectores com futuro) will depend on the flexibility of domestic factor markets (i.e. nomeadamente, a facilidade com que se despede pessoal) in facilitating factor migration from shrinking to expanding sectors. As a consequence of well-documented rigidities in the European labour markets (i.e. trabalhadores “demasiadamente” protegidos pela legislação laboral e de segurança social) – and assuming that it is impossible to remove those rigidities at least in the short term (i.e. nomeadamente, por causa da teimosia dos sindicatos que persistem em “defender o indefensável”) – intervention by the public sector may be warranted to smooth the structural changes and to lessen the associated economic and social costs (i.e. recurso a um keynesianismo de socorro).

A senhora e o cão

Há uma senhora que há mais de 14 anos passeia pelas mesmas ruas, no mesmo bairro, com o mesmo cão. De Verão e de Inverno, com frio ou com calor, com chuva ou com sol. Sempre sózinha com o mesmo cão. Há mais de 14 anos...

Vejo-a passar, alta, branca e magra, com os passos largos e decididos de sempre, passos de quem cumpre um ritual de que a vida precisa para continuar... igual. Tenho a impressão de que o tempo parou. Não me parece que tenham envelhecido, a senhora e o cão de pêlo castanho claro e olhos doces. Parecem espectros de um passado que resiste. Eremitas de uma cidade fria e vazia. Apenas uma coisa mudou: no ínicio havia uma trela. Agora, o cão segue a dona de perto, voluntariamente. Olham-se de vez em quando. Talvez com ternura. A ternura que só eles percebem, de que só eles precisam. Continuam no seu destino invariável e obrigatório, fechando o circuito do bairro. A senhora olha de vez em quando para o lado, rapidamente, com desdém, para as casas e os jardins que conhece de cór, como se fossem velhas pinturas, cheias de pó, penduradas na sala de estar que é o bairro onde se passeia há mais de 14 anos, às mesmas horas, todos os dias, com o mesmo cão. Só ela e o cão.

Quando algum deles morrer, vou sentir-lhe a falta. Não posso imaginar a senhora às voltas no bairro sem o cão. Não posso imaginar o sofrimento do cão se a dona desaparecer. Não posso imaginar o bairro sem esses peregrinos do tempo que parou e da vida que se repete como um disco riscado de música triste.

domingo, julho 16, 2006

O Cristianismo

Fiquei imensamente surpreendida ao ler este texto, sabendo que foi escrito por um padre. Este Homem já não me devia surpreender, porque cada vez que leio algo dele denoto uma enorme lucidez e abertura de espírito. Apesar de não ser religiosa, respeito e partilho muitas das coisas que este homem diz.

Desta vez, o Anselmo Borges tenta fazer uma homenagem a um amigo: José María Mardones, resumindo o que este pensava sobre a religião. Deixo-vos aqui os excertos mais interessantes:

(O texto integral está aqui)


«Vimos de um cristianismo de cristandade, com pretensões hegemónicas sobre a cultura, a sociedade e a política, que se julgou detentor exclusivo da revelação de Deus e com o monopólio da salvação: "fora da Igreja não há salvação". Nesse cristianismo, aninhava-se uma concepção objectivista da verdade, que implicava a intolerância frente ao erro e a perseguição e liquidação das pessoas sob o pretexto de erradicar doutrinas falsas. Era um cristianismo de coloração fundamentalista e integrista.

(...)

O cristianismo de cristandade, ao colocar no centro o institucional, o jurídico, o doutrinal e dogmático, marginalizou o primado do experiencial, pessoal e místico.

(...)

A desvalorização dos elementos institucionais e doutrinais deslocará o acento para o Mistério vivo, a interiorização e o sentido pessoal da vida.

(...)»

Há anúncios geniais II

Há anúncios geniais I

Clicar na imagem para aumentar

Há coisas assustadoras

sábado, julho 15, 2006

Os descobrimentos portugueses




Os portugueses acabam de descobrir as mamas. Ou assim parece, a julgar pelos anúncios, que apareceram quase ao mesmo tempo, à água das pedras com sabor a melão e à super bock. A água das pedras apresenta como slogan «melões de dar água na boca» e tem um spot televisivo centrado numa rapariga em biquini a jogar raquetes na praia; aliás, centrado no biquini, com referência aos melões. O anúncio da superbock fala de «wonderbeer» e apresenta dois copos redondos de cerveja vistos de cima, evocando o par.Nada me move contra a descoberta das mamas, nem contra o erotismo na publicidade. Aliás, o que está aqui é o contrário do erotismo. Faz-me lembrar um colega dos primeiros anos do liceu que tinha o caderno inteiramente decorado com fotos de mamas - mas só as mamas, recortadas, destacadas, sem enquadramento. Os publicitários portugueses parecem estar naquela fase em que não podem conter o riso perante qualquer alusão, mesmo que muito vaga e remota, às ditas. Podia ser uma tara de publicitários; é mais provável que se baseie nalgum estudo que diga que assim, em Portugal, se conseguem vender bebidas. Chunga, chungaria.
Retirado daqui

sexta-feira, julho 14, 2006

War as usual

Desde que me conheço (e já lá vão umas 4 décadas...), lembro-me de notícias sobre a guerra no Médio Oriente. As imagens do conflito naquela região têm-me entrado quase diariamente pelos olhos dentro. Já assisti a inúmeras declarações de paz e de guerra na sequência de incontáveis cimeiras e incidentes. Já vi diversos Presidentes de não sei quantos países "empenharem-se" na resolução do problema. Cansei-me de seguir o desenrolar dos acontecimentos. A morte, a miséria, os atentados, o terrorismo tornaram-se uma espécie de rotina a que se assiste, de longe, no extremo ocidental da Europa, com sobranceria e crescente indiferença. De vez em quando, o braseiro intensifica-se, países vizinhos como o Libano são atingidos, as primeiras páginas dos jornais enchem-se de fotografias de sangue, uma certa preocupação emerge por causa dos eventuais efeitos mundiais da "coisa" (terrorismo islâmico, falta de petróleo, ameaças de guerra de países árabes temíveis, o "Eixo do Mal" que o Sr Bush nos tenta vender, etc.). Os Estados Unidos voltam a confirmar o seu incondicional apoio ao Estado Hebreu no meio de declarações sibilinas sobre a necessidade de negociações e sobre a aceitação do Estado Palestiniano... e é tudo ou quase tudo... Depois da enésima retaliação, a situação parece acalmar-se, os jornais enchem-se de Campeonatos do Mundo e a guerra continua sem grandes novidades: "war as usual".

Maldita e complicadíssima guerra de religião, terra, petróleo e dinheiro cujas raízes se fundam provavelmente na noite dos tempos.

quinta-feira, julho 13, 2006

Os resultados dos exames nacionais saíram hoje...

Espantam-me resultados destes! Não é possível que a esmagadora maioria dos alunos sejam incapazes e que não haja professores competentes. Há aqui algo errado, seja nos conteúdos programáticos, seja nos exames, seja nos critérios de correcção... Algo tem de mudar. Não sei o quê, nem como, mas isso também não é tarefa minha.

quarta-feira, julho 12, 2006

Futebol: A minha vingança em relação à euforia do mundial

Adeus Super-Homem

Era uma vez um rapazinho que nasceu em Marselha. Os pais argelinos chegaram a França numa tarde sombria e húmida de Inverno. Aquele sítio não tinha nada a ver com os grandes espaços do Norte de África, com o cheiro a especiarias da aldeia de onde vinham, com o pó que se levantava em dias de vento do deserto.

O rapaz cresceu a desconfiar da generosidade das pessoas grandes e louras que o rodeavam. Aprendeu que se sobe na vida também à dentada. Era forte e orgulhoso. Prometeu a si mesmo que um dia saciaria a sua fome de sucesso.

Descobriu que tinha jeito para jogar à bola. Fugia da escola para jogar com os amigos no terreno pelado por trás do bairro modesto onde vivia. Começou a participar em campeonatos regionais e um dia foi descoberto pelo "olheiro" de um clube nacional. A troco de pouca coisa foi para Cannes. Conquistou a cidade, o país, a Europa e o mundo. Passou a ser uma referência de talento, força e obstinação. Fizeram dele uma espécie de paradigma do sucesso. Como estava longe o dia triste e cinzento em que os seus pais tinham desembarcado em França, provenientes de uma África que lhes continuava, apesar de tudo, colada à pele ! Também se disse que, por trás do seu ar convicto, tranquilo e simpático, se escondia um autêntico “tueur”, isto é, um predador sempre à caça de glória e de reconhecimento. Era de facto insaciável e, de forma discreta e inteligente, foi fazendo tudo para deixar indelevelmente escrito o seu nome nos livros de história do desporto e, talvez, de muito mais. O rapazinho de origem argelina tinha-se transformado num ícone, recebido por ministros e presidentes, o que não o impedia de vender automóveis e desodorizantes na televisão.

Um dia, quando pensava acabar a sua carreira em apogeu, conquistando o segundo título de campeão do mundo, transportando a sua equipa às costas até à final, depois de um início de prova desastrado, viu-se confrontado com uma daquelas situações que podem fazer do mais comum dos cidadãos um assassino temível.

[conheço um Juiz que acha que quase todos os seres humanos se podem tornar assassinos, dependendo das circunstâncias extremas que possam enfrentar]

Debaixo da pressão de um estádio imenso e eufórico, de um resultado que não atava nem desatava, de um cansaço insuportável, raivosamente consciente dos seus limites, ouvindo insultos em catadupa de um adversário, o nosso rapazinho que se tornou Estrela do Universo borrou a pintura e ferrou uma cabeçada no peito de um Italiano insidioso perante centenas de milhões de espectadores, sendo expulso do jogo. Na vertigem de um segundo, passou de herói a criminoso, de cavalheiro a vilão. Apagou-se uma auréola que estava destinada a ficar para a posteridade. O nosso quase-Super-Homem, a máquina de sucessos, tornou-se apenas homem...

A sua equipa perdeu nas grandes penalidades e a linha finíssima que divide os extremos da vida tornou-se ainda mais fina e incompreensível nesses minutos fatídicos da final do Campeonato do Mundo de Futebol.

terça-feira, julho 11, 2006


Um livro interessante àcerca da infindável adolescência dos "jovens" de 25 a 35 anos. Link

Só futebol...

Poder-se-ia pensar que é só futebol.

Mas, não !

É muito mais.

É orgulho e exaltação de uma identidade, é campo de batalha, é confronto de valores e de estilos, são os supremos interesses da unidade nacional, é geo-estratégia, é auto-estima dos Povos, é contribuição para o crescimento do PIB e para a melhoria das expectativas. Tudo isso com 11 jogadores de cada lado - gladiadores modernos, concentrando as virtudes de uma Nação, resgatando os seus defeitos - durante 90 minutos de êxtase colectiva. À falta de outras guerras, seguramente mais letais, o futebol é uma guerra (em princípio, benigna) do tempo de paz.

O futebol é cada vez menos uma "brincadeira": mobiliza chefes de estado (p/ex. link), partidos políticos, poderes financeiros e os media. O futebol é uma fonte enorme de poder porque apela a emoções muito fortes junto de amplas camadas da população. Um bocado como a religião (passe a heresia). E por trás desses impulsos pouco racionais, de uma saudável vontade de divertimento ou de uma necessidade de alienação, jogam-se grandes interesses que têm bem pouco de emocional ou ingénuo. O futebol é um terreno de articulação (e de promiscuidade clara, p/ex. link) entre os interesses “público” e privado.

É cada vez mais um elemento essencial das Ordens nacional e mundial.

Nada a fazer…

As federações nacionais de futebol e o seu areópago global (a FIFA) são centros incontornáveis de poder sobre importantes domínios das sociedades modernas. Em consequência, talvez se devesse revisitar o modo de regulação dessas instituições que não exprimem apenas interesses profissionais ou corporativos.

domingo, julho 09, 2006

Monty Python... II


BARBER:
I wanted to be... a lumberjack!

Leaping from tree to tree, as they float down the mighty rivers of British Columbia.
The Giant Redwood. The Larch. The Fir! The mighty Scots Pine!
The lofty flowering Cherry! The plucky little Apsen! The limping Roo tree of Nigeria.
The towering Wattle of Aldershot! The Maidenhead Weeping Water Plant!
The naughty Leicestershire Flashing Oak! The flatulent Elm of West Ruislip!
The Quercus Maximus Bamber Gascoigni! The Epigillus! The Barter Hughius Greenus!

With my best buddy by my side, we'd sing! Sing! Sing!

[singing]
I'm a lumberjack, and I'm okay.
I sleep all night and I work all day.

MOUNTIES:
He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.

BARBER:
I cut down trees. I eat my lunch.
I go to the lavatory.
On Wednesdays I go shoppin'
And have buttered scones for tea.

MOUNTIES:
He cuts down trees. He eats his lunch.
He goes to the lavatory.
On Wednesdays he goes shopping
And has buttered scones for tea.

He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.

BARBER:
I cut down trees. I skip and jump.
I like to press wild flowers.
I put on women's clothing
And hang around in bars.

MOUNTIES:
He cuts down trees. He skips and jumps.
He likes to press wild flowers.
He puts on women's clothing
And hangs around in bars?!

He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.

BARBER:
I cut down trees. I wear high heels,
Suspendies, and a bra.
I wish I'd been a girlie,
Just like my dear Papa.

sábado, julho 08, 2006

Top +

Não via o Top + há muito tempo e hoje, como apanhei o programa a partir do quarto disco mais vendido no país, aproveitei para ver o que se anda a comprar em Portugal. O que vi (e senti) foi o seguinte:


  • 4º lugar - Chico Buarque com o seu novo CD "Carioca"

(começo a achar que os gostos musicais dos portugueses estão a melhorar grandemente...)

(a minha esperança na qualidade das compras musicais em Portugal cai por terra. Contudo, não fico em estado de choque, pois me surpreende (infelizmente) o poder que certas novelas têm nas pessoas).

(a minha alma é inundada pela penumbra do mau gosto)

(rendo-me às evidências e desisto ver mais uma vez que seja o Top +... Ainda penso no coitado do Chico Buarque que não deve gostar de estar neste ranking).

sexta-feira, julho 07, 2006

Sugestão

Porque quero que este blog seja um espaço de debate, vou passar a incluir aqui posts só com uma frase em jeito de "mote" para desenvolver uma troca de ideias e opiniões de quem a leia sobre o seu conteúdo. Começo hoje com:

A razão é inimiga da criatividade.

Fico à espera de comentários.

quinta-feira, julho 06, 2006

Ah e tal...

Peço desculpa aos mais susceptíveis pelo hino colocado esta tarde no blog. Compreenderá o leitor que se tratou de uma ironia inocente de quem acreditava na vitória portuguesa... E não estive longe, porque se não fosse aquele penalty (mal marcado, na minha opinião) Portugal poderia ter ganho.
Portugal não jogou mal... pressionou muito mais que a equipa francesa, teve a bola muito mais tempo, mas nunca conseguiu marcar um único golo, facto que a partir da última meia hora de jogo me começou a irritar profundamente. Mas pronto, vamos olhar para o lado positivo: acabaram-se as euforias patrióticas exacerbadas e as horas intermináveis de futebol na televisão!
Agora para a final...


Fratelli d'Italia

Fratelli d'Italia
L'Italia s'è desta,
Dell'elmo di Scipio
S'è cinta la testa.
Dov'è la Vittoria?
Le porga la chioma,
Ché schiava di Roma
Iddio la creò.

Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L'Italia chiamò. Sì!

Noi siamo da secoli
Calpesti, derisi,
Perché nom siam popolo,
Perché siam divisi.
Raccolgaci un'unica
Bandiera, una speme:
Di fonderci insieme
Già l'ora suonò.

Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L'Italia chiamò. Sì!

Uniamoci, amiamoci,
l'Unione, e l'amore
Rivelano ai Popoli
Le vie del Signore;
Giuriamo far libero
Il suolo natìo:
Uniti per Dio
Chi vincer ci può?

Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L'Italia chiamò. Sì!

Dall'Alpi a Sicilia
Dovunque è Legnano,
Ogn'uom di Ferruccio
Ha il core, ha la mano,
I bimbi d'Italia
Si chiaman Balilla,
Il suon d'ogni squilla
I Vespri suonò.

Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L'Italia chiamò. Sì!

Son giunchi che piegano
Le spade vendute:
Già l'Aquila d'Austria
Le penne ha perdute.
Il sangue d'Italia,
Il sangue Polacco,
Bevé, col cosacco,
Ma il cor le bruciò.

Stringiamci a coorte
Siam pronti alla morte
L'Italia chiamò. Sì!

quarta-feira, julho 05, 2006