sábado, julho 22, 2006
A contabilidade do amor
quinta-feira, julho 20, 2006
Até ao meu regresso!
quarta-feira, julho 19, 2006
terça-feira, julho 18, 2006
Mais uma melga amiga

Desta vez é um blog chamado Gallery of The Absurd, que se dedica a fazer ilustrações a gozar com celebridades. Recomenda-se.
Um post desesperado
Dia 18 de Julho de 2006
- 9h45 - Saio de casa cheia de sono para ter uma aula de condução. O dia está chuvoso e abafado e a vontade é pouca, mas como o exame está próximo, ganho motivação.
- 11h05 - Acaba a aula, apetece-me ir para casa, mas dirijo-me à faculdade para me inscrever nos exames de Setembro e para ver uma nota cuja publicação está anunciada para esta manhã.
- 11h20 - Chego à Faculdade. A nota ainda não saíu. Vou à secretaria inscrever-me e passo pelas informações para perguntar pela professora. A resposta é: "A sôtora está cá. Não sei onde, mas sei que já chegou."
- 11h25 - Depois de ficar indecisa quanto a esperar pela nota, decido ficar pois se a professora já está na faculdade, deve demorar pouco a afixar as notas. Sento-me no bar e espero.
- 11h50 - Continuo à espera.
- 12h10 - Cruzo-me com a professora e ela justifica o atraso: "Ai desculpe... Já tenho as pautas completas mas esqueci-me delas em casa. Vou pegar nas notas que tenho no meu computador de cá e vou preencher novas pautas. Espere só um bocadinho que não demoro nada a fazer isso e a afixá-las."
- 12h11 - Ok. Espero. Não deve demorar mais de meia hora/três quartos de hora e como já cá estou, não vou dar a minha espera por perdida.
- 12h40 - Nem sinais da professora. Espero.
- 13h20 - Continuo à espera. Cheia de fome, decido almoçar e compro uma salada no bar da faculdade. Pode ser que entretanto ela afixe as notas.
- 13h40 - Tomo um café. Ainda não há sinal da professora.
- 13h45 - Estou farta, mas continuo à espera. Quem já cá está há quase duas horas e meia não vai desistir ao último minuto...
- 13h50 - Para passar o tempo e desabafar as minhas raivas venho para os computadores do Núcleo de Estudantes ver o e-mail e escrever este post desesperado...
- 14h00 - Saio do computador para continuar a minha demanda em busca da tão sofrida nota do exame. Apetece-me esganar alguém...
segunda-feira, julho 17, 2006
A "mãe" do rock português
"Se Elton John tivesse nascido na Chamusca, não teria tido tanto êxito como eu."
"Se o Rui Veloso é o pai do rock português, eu sou a mãe."
Comemorando o 40º aniversário da sua carreira este monárquico anarquista, crente em Deus e Fátima, mas não na igreja, lançou um novo cd, de seu nome, Baladas da Minha Vida.
Por tudo o que gira à sua volta, impõe-se esta homenagem!
Face ao já ocupado lugar de pai do rock português, José Cid considera-se a mãe do rock português. Com efeito, não nos podemos esquecer do começo da carreira deste homem, aos 14 anos, com uma banda que actuava em festas e bailes e que, ao contrário das outras, interpretava temas do rock internacional (Elvis e afins) em vez do nosso típico fadinho e das nossas músicas de bailarico. Até depois, com o Quarteto 1111, ficou conotado com uma música de qualidade com mensagens fortes (tão fortes que foram censuradas). Só mais tarde é que vieram aquelas músicas que agora marcam este macho latino como "Um grande grande amor", "Como o macaco gosta da banana" e "A pouco e pouco (favas com chouriço)".
E, para rematar, eis um novo conceito muito interessante:
José-Cidismo
s. m. contracção por justaposição de José+Cid.
1. Elocução de frases ou ideias ilógicas;
2. Militância ou defesa de argumentos sem sustentação;
3. Situação surreal e sem graça;
Gíria popular: baboseira;
Gíria informática: defeito lógico no código-fonte de um programa informático.
Situações de uso:
«Isto é um caso de lavar os dentes a pardais, passe o josé-cidismo»;
«O senhor doutor vai-me desculpar, mas esse argumento é um autêntico josé-cidismo»;
«Estive a tarde toda a saltar de repartição em repartição num josé-cidismo interminável»;
«Devias actualizar o Windows. A nova versão trás imensas correcções de josé-cidismos que criavam conflitos no computador».
Os papagaios da Economia
The speed and easiness of structural adjustment processes (i.e. passar de empresas em sectores sensíveis que vão à falência para empresas prósperas em sectores com futuro) will depend on the flexibility of domestic factor markets (i.e. nomeadamente, a facilidade com que se despede pessoal) in facilitating factor migration from shrinking to expanding sectors. As a consequence of well-documented rigidities in the European labour markets (i.e. trabalhadores “demasiadamente” protegidos pela legislação laboral e de segurança social) – and assuming that it is impossible to remove those rigidities at least in the short term (i.e. nomeadamente, por causa da teimosia dos sindicatos que persistem em “defender o indefensável”) – intervention by the public sector may be warranted to smooth the structural changes and to lessen the associated economic and social costs (i.e. recurso a um keynesianismo de socorro).
A senhora e o cão
Vejo-a passar, alta, branca e magra, com os passos largos e decididos de sempre, passos de quem cumpre um ritual de que a vida precisa para continuar... igual. Tenho a impressão de que o tempo parou. Não me parece que tenham envelhecido, a senhora e o cão de pêlo castanho claro e olhos doces. Parecem espectros de um passado que resiste. Eremitas de uma cidade fria e vazia. Apenas uma coisa mudou: no ínicio havia uma trela. Agora, o cão segue a dona de perto, voluntariamente. Olham-se de vez em quando. Talvez com ternura. A ternura que só eles percebem, de que só eles precisam. Continuam no seu destino invariável e obrigatório, fechando o circuito do bairro. A senhora olha de vez em quando para o lado, rapidamente, com desdém, para as casas e os jardins que conhece de cór, como se fossem velhas pinturas, cheias de pó, penduradas na sala de estar que é o bairro onde se passeia há mais de 14 anos, às mesmas horas, todos os dias, com o mesmo cão. Só ela e o cão.
Quando algum deles morrer, vou sentir-lhe a falta. Não posso imaginar a senhora às voltas no bairro sem o cão. Não posso imaginar o sofrimento do cão se a dona desaparecer. Não posso imaginar o bairro sem esses peregrinos do tempo que parou e da vida que se repete como um disco riscado de música triste.
domingo, julho 16, 2006
O Cristianismo
Fiquei imensamente surpreendida ao ler este texto, sabendo que foi escrito por um padre. Este Homem já não me devia surpreender, porque cada vez que leio algo dele denoto uma enorme lucidez e abertura de espírito. Apesar de não ser religiosa, respeito e partilho muitas das coisas que este homem diz.
Desta vez, o Anselmo Borges tenta fazer uma homenagem a um amigo: José María Mardones, resumindo o que este pensava sobre a religião. Deixo-vos aqui os excertos mais interessantes:
(O texto integral está aqui)
«Vimos de um cristianismo de cristandade, com pretensões hegemónicas sobre a cultura, a sociedade e a política, que se julgou detentor exclusivo da revelação de Deus e com o monopólio da salvação: "fora da Igreja não há salvação". Nesse cristianismo, aninhava-se uma concepção objectivista da verdade, que implicava a intolerância frente ao erro e a perseguição e liquidação das pessoas sob o pretexto de erradicar doutrinas falsas. Era um cristianismo de coloração fundamentalista e integrista.
(...)
O cristianismo de cristandade, ao colocar no centro o institucional, o jurídico, o doutrinal e dogmático, marginalizou o primado do experiencial, pessoal e místico.
(...)
A desvalorização dos elementos institucionais e doutrinais deslocará o acento para o Mistério vivo, a interiorização e o sentido pessoal da vida.
(...)»
sábado, julho 15, 2006
Os descobrimentos portugueses
sexta-feira, julho 14, 2006
War as usual
Maldita e complicadíssima guerra de religião, terra, petróleo e dinheiro cujas raízes se fundam provavelmente na noite dos tempos.
quinta-feira, julho 13, 2006
Os resultados dos exames nacionais saíram hoje...
quarta-feira, julho 12, 2006
Adeus Super-Homem
Era uma vez um rapazinho que nasceu em Marselha. Os pais argelinos chegaram a França numa tarde sombria e húmida de Inverno. Aquele sítio não tinha nada a ver com os grandes espaços do Norte de África, com o cheiro a especiarias da aldeia de onde vinham, com o pó que se levantava em dias de vento do deserto.O rapaz cresceu a desconfiar da generosidade das pessoas grandes e louras que o rodeavam. Aprendeu que se sobe na vida também à dentada. Era forte e orgulhoso. Prometeu a si mesmo que um dia saciaria a sua fome de sucesso.
Descobriu que tinha jeito para jogar à bola. Fugia da escola para jogar com os amigos no terreno pelado por trás do bairro modesto onde vivia. Começou a participar em campeonatos regionais e um dia foi descoberto pelo "olheiro" de um clube nacional. A troco de pouca coisa foi para Cannes. Conquistou a cidade, o país, a Europa e o mundo. Passou a ser uma referência de talento, força e obstinação. Fizeram dele uma espécie de paradigma do sucesso. Como estava longe o dia triste e cinzento em que os seus pais tinham desembarcado em França, provenientes de uma África que lhes continuava, apesar de tudo, colada à pele ! Também se disse que, por trás do seu ar convicto, tranquilo e simpático, se escondia um autêntico “tueur”, isto é, um predador sempre à caça de glória e de reconhecimento. Era de facto insaciável e, de forma discreta e inteligente, foi fazendo tudo para deixar indelevelmente escrito o seu nome nos livros de história do desporto e, talvez, de muito mais. O rapazinho de origem argelina tinha-se transformado num ícone, recebido por ministros e presidentes, o que não o impedia de vender automóveis e desodorizantes na televisão.
Um dia, quando pensava acabar a sua carreira em apogeu, conquistando o segundo título de campeão do mundo, transportando a sua equipa às costas até à final, depois de um início de prova desastrado, viu-se confrontado com uma daquelas situações que podem fazer do mais comum dos cidadãos um assassino temível.
[conheço um Juiz que acha que quase todos os seres humanos se podem tornar assassinos, dependendo das circunstâncias extremas que possam enfrentar]
Debaixo da pressão de um estádio imenso e eufórico, de um resultado que não atava nem desatava, de um cansaço insuportável, raivosamente consciente dos seus limites, ouvindo insultos em catadupa de um adversário, o nosso rapazinho que se tornou Estrela do Universo borrou a pintura e ferrou uma cabeçada no peito de um Italiano insidioso perante centenas de milhões de espectadores, sendo expulso do jogo. Na vertigem de um segundo, passou de herói a criminoso, de cavalheiro a vilão. Apagou-se uma auréola que estava destinada a ficar para a posteridade. O nosso quase-Super-Homem, a máquina de sucessos, tornou-se apenas homem...
A sua equipa perdeu nas grandes penalidades e a linha finíssima que divide os extremos da vida tornou-se ainda mais fina e incompreensível nesses minutos fatídicos da final do Campeonato do Mundo de Futebol.
terça-feira, julho 11, 2006
Só futebol...
Mas, não !
É muito mais.
É orgulho e exaltação de uma identidade, é campo de batalha, é confronto de valores e de estilos, são os supremos interesses da unidade nacional, é geo-estratégia, é auto-estima dos Povos, é contribuição para o crescimento do PIB e para a melhoria das expectativas. Tudo isso com 11 jogadores de cada lado - gladiadores modernos, concentrando as virtudes de uma Nação, resgatando os seus defeitos - durante 90 minutos de êxtase colectiva. À falta de outras guerras, seguramente mais letais, o futebol é uma guerra (em princípio, benigna) do tempo de paz.
O futebol é cada vez menos uma "brincadeira": mobiliza chefes de estado (p/ex. link), partidos políticos, poderes financeiros e os media. O futebol é uma fonte enorme de poder porque apela a emoções muito fortes junto de amplas camadas da população. Um bocado como a religião (passe a heresia). E por trás desses impulsos pouco racionais, de uma saudável vontade de divertimento ou de uma necessidade de alienação, jogam-se grandes interesses que têm bem pouco de emocional ou ingénuo. O futebol é um terreno de articulação (e de promiscuidade clara, p/ex. link) entre os interesses “público” e privado.
É cada vez mais um elemento essencial das Ordens nacional e mundial.
Nada a fazer…
As federações nacionais de futebol e o seu areópago global (a FIFA) são centros incontornáveis de poder sobre importantes domínios das sociedades modernas. Em consequência, talvez se devesse revisitar o modo de regulação dessas instituições que não exprimem apenas interesses profissionais ou corporativos.
segunda-feira, julho 10, 2006
domingo, julho 09, 2006
Monty Python... II
BARBER:
I wanted to be... a lumberjack!
Leaping from tree to tree, as they float down the mighty rivers of British Columbia.
The Giant Redwood. The Larch. The Fir! The mighty Scots Pine!
The lofty flowering Cherry! The plucky little Apsen! The limping Roo tree of Nigeria.
The towering Wattle of Aldershot! The Maidenhead Weeping Water Plant!
The naughty Leicestershire Flashing Oak! The flatulent Elm of West Ruislip!
The Quercus Maximus Bamber Gascoigni! The Epigillus! The Barter Hughius Greenus!
With my best buddy by my side, we'd sing! Sing! Sing!
[singing]
I'm a lumberjack, and I'm okay.
I sleep all night and I work all day.
MOUNTIES:
He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.
BARBER:
I cut down trees. I eat my lunch.
I go to the lavatory.
On Wednesdays I go shoppin'
And have buttered scones for tea.
MOUNTIES:
He cuts down trees. He eats his lunch.
He goes to the lavatory.
On Wednesdays he goes shopping
And has buttered scones for tea.
He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.
BARBER:
I cut down trees. I skip and jump.
I like to press wild flowers.
I put on women's clothing
And hang around in bars.
MOUNTIES:
He cuts down trees. He skips and jumps.
He likes to press wild flowers.
He puts on women's clothing
And hangs around in bars?!
He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.
BARBER:
I cut down trees. I wear high heels,
Suspendies, and a bra.
I wish I'd been a girlie,
Just like my dear Papa.
sábado, julho 08, 2006
Top +
- 4º lugar - Chico Buarque com o seu novo CD "Carioca"
(começo a achar que os gostos musicais dos portugueses estão a melhorar grandemente...)
- 3º lugar - FF com "Eu Aqui"
(a minha esperança na qualidade das compras musicais em Portugal cai por terra. Contudo, não fico em estado de choque, pois me surpreende (infelizmente) o poder que certas novelas têm nas pessoas).
- 2º lugar - D'ZRT com "Original"
(a minha alma é inundada pela penumbra do mau gosto)
- 1º lugar - Banda Sonora da novela "Floribella" da SIC
(rendo-me às evidências e desisto ver mais uma vez que seja o Top +... Ainda penso no coitado do Chico Buarque que não deve gostar de estar neste ranking).
sexta-feira, julho 07, 2006
Sugestão
Fico à espera de comentários.
quinta-feira, julho 06, 2006
Ah e tal...
Fratelli d'Italia | |
Fratelli d'Italia Stringiamci a coorte Noi siamo da secoli Stringiamci a coorte Uniamoci, amiamoci, Stringiamci a coorte Dall'Alpi a Sicilia Stringiamci a coorte Son giunchi che piegano Stringiamci a coorte |









