segunda-feira, outubro 31, 2005
domingo, outubro 30, 2005
Projectos
Quando se começa um projecto, grande ou pequeno, importante ou irrelevante, há sempre empenho, ilusões, esperanças, desejos e certezas, relativamente à verdadeira essência do projecto, relativamente ao seu futuro, relativamente à aceitação dos outros, relativamente às suas consequências e momentos dignos de memória.
Achei por bem divagar um pouco sobre isto tendo em conta vários factores: o início de um novo blog e o início de uma licenciatura, a nível pessoal e as campanhas presidenciais, a nível mais geral. De facto, o início de um projecto, seja de que natureza for, implica um planeamento prévio, com ilusões, erros, certezas e sobretudo, ideias que se esperam ver concretizadas. É assim com alguém que começa um blog, é assim com alguém que faz uma viagem, é assim com alguém que entra numa universidade, é assim com alguém que se candidata a um cargo político, etc, etc.
O mais certo, provavelmente, é a grande maioria das componentes do projecto não ter nada a ver com o que foi pensado previamente, não digo com isto que a realidade seja pior que o planeado, apenas é diferente, é sempre… E é por isso que todos os planos que se fazem valem a pena, porque são surpresas sempre inesperadas, porque, no fim olha-se para o início com mais conhecimento, experiência e um certo paternalismo/maternalismo.
Eu tenho vários projectos em mente, como viajar muito, aprender novas línguas, fazer teatro ou cinema, ser voluntária num projecto humanitário, etc… Nenhum será igual às minhas fantasias, mas, para serem concretizados, terei de ter empenho, força e, quando os concretizar, certamente nada será como pensei, mas vai valer a pena, pela novidade e pelo inédito. Já dizia o Miguel Torga, e a minha professora de Português do secundário:
“o que interessa é partir, não é chegar”.
sábado, outubro 29, 2005
Não podia começar um blog sem o Freud... Benvindos.
Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.
Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'