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domingo, fevereiro 06, 2011

Novo filme de Iñárritu

Do mesmo realizador de Babel, um rosário de desgraças para enfatizar os efeitos negativos da Globalização, cruzando-a com histórias pessoais e familiares muito complicadas numa Barcelona distante das Ramblas e dos postais ilustrados. A interpretação de Bardem é soberba, demonstrando mais uma vez uma versatilidade e uma densidade invulgares. Filme pesado que pode indispôr com Bardem a desempenhar, mais uma vez, um papel em derrapagem inexorável para a morte (lembram-se de "Mar Adentro"?).

quinta-feira, novembro 26, 2009

Mr Bean

Estava a sair para ir às compras. Chuva miudinha, chão bêbado mesmo à frente da porta de casa. Um pé em sítio matreiro e lá vou eu por ali fora como se fizesse "slalom gigante" nos alpes suiços. Só alguns arranhões cosméticos, coração aos pulos porque podia ter sido bem pior. Levanto-me orgulhoso da capacidade de recuperação e vou até ao carro, estacionado no sítio do costume, atrás da minha casa. Abro a porta, alço a perna para entrar no carro e (lá vai disto ó evaristo) mais um desequilíbrio, mais uma viagem acrobática, desta vez para trás. Cozo-me com o chão húmido, desamparado e rendido à fraqueza da minha negociação com um dia chuvoso. Levanto-me para confirmar que não tinha sido ainda algo digno de hospital. Senti-me quase um herói... Com as calças e o casaco razoavelmente encharcados, meto-me finalmente no carro. Ao volante, sinto umas ligeiras dores nas costas, mas nada de preocupante. Com sorte, arranjei um lugar muito perto da entrada do supermercado. A correr para escapar à chuva que tinha engrossado, meto-me na porta giratória e, por artes do arco da velha, a coisa bloqueia e fico ali sózinho como um peixe num aquário, em meditação. As pessoas, de um lado e do outro da porta, a olhar para mim, à espera da sua vez de entrar ou sair, como se eu fosse um criminoso, culpado de mais um atraso nas suas vidas impacientes. E os segundos passam como uma eternidade e nada acontece e eu ali exposto ao opróbio. Vem um empregado do supermercado com uma chave para forçar o que deixou de funcionar automaticamente. Respirações suspensas à espera do desfecho e abre-te sésamo a teimosia da coisa desistiu e eu voltei à liberdade da abundância do supermercado. Tinha pouco para comprar, só coisas vitais. No topo de um corredor, uma pilha de embalagens de leite meio-gordo fazia de torre de babel. Não resisti. Lancei a mão a uma das embalagens e foi uma hecatombe: a torre desmoronou-se com grande estrondo. Tive de me afastar para não ficar submerso em embalagens de leite meio-gordo. As pessoas olhavam-me, mais uma vez, como se eu fosse um criminoso, pelo menos, um agitador. Senti-me uma espécie de Mr Bean e disse para mim mesmo que bastava de tanto infortúnio e de tanta azelhice para um só dia. Desisti das compras e, de forma quase furtiva, com o credo na boca, fui-me embora. Meti-me em casa, sentadinho em frente à TV com uma taça de chá e um pratinho de bolachas Maria a ver a telenovela, à espera que chegasse um outro dia menos acidentado.

sábado, abril 04, 2009

Planície Ardente

Excelente filme com Kim Basinger, Joaquim de Almeida e, sobretudo, Charlize Theron. Magnífico papel. Um drama denso, um passado embutido de atrações fatais que deixa marcas indeléveis. Clicar no título.

"Pour Guillermo Arriaga (auteur et réalisateur) il faut laisser mûrir une histoire pour la raconter. Il lui aura fallu près de quinze ans avant de coucher l'intrigue de LOIN DE LA TERRE BRÛLÉE par écrit. Comme pour ses scénarii précédents BABEL, 21 GRAMMES et AMOURS CHIENNES d'Alejandro González Iñárritu et TROIS ENTERREMENTS de Tommy Lee Jones, ce récit choral mêle passé et présent." citado do dossier de imprensa.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Melhor filme


Este ano o Óscar de melhor filme foi para The Departed, coisa que eu não estava de todo à espera. Contava com a vitória de Babel ou talvez de Letters from Iwo Jima, mas foi uma agradável surpresa ver que o vencedor foi este filme que já referi aqui no blog. De qualquer modo, preferia ver Blood Diamond com esse óscar, ou no mínimo com a nomeação para a categoria...

segunda-feira, janeiro 29, 2007

BABEL

Fui ver o filme Babel do realizador mexicano Iñarritu. Gostei! É uma bela parábola da globalização. Acontecimentos mais ou menos fortuitos, no meio de um mundo hiper-sensível a lugares comuns e a preconceitos, colocam inesperadamente em contacto pessoas e civilizações díspares. No fim de contas, todos têm a mesma capacidade de amar, sofrer e raciocinar. São esses atributos que configuram a natureza humana, na sua maior universalidade, e que derrubam barreiras culturais, religiosas e linguisticas. Vejam.