O concerto deste senhor deixou-me "mixed feelings". O seu virtuosismo na guitarra é fenomenal e acima de qualquer reparo. Porém, apresentou-se literalmente com uma orquestra sem músicos. Ou seja: imaginem uma enorme estante com todos os instrumentos que tocam automaticamente de acordo com as instruções programadas da guitarra tocada por Metheny. Uma espécie de caixa de música ou de orquestra ex-macchina, tornando os músicos redundantes e fazendo de Metheny o dono daquilo tudo, auto-suficiente, glorificando o supremo poder da guitarra, para quem os outros instrumentos são meros apêndices. Pese embora o putativo caracter inovador e revolucionário daquilo (com a inestimável colaboração cibernética e sonora de Yamaha), a soberba de Metheny deixou-me alguma indisposição.
2 comentários:
O concerto deste senhor deixou-me "mixed feelings". O seu virtuosismo na guitarra é fenomenal e acima de qualquer reparo. Porém, apresentou-se literalmente com uma orquestra sem músicos. Ou seja: imaginem uma enorme estante com todos os instrumentos que tocam automaticamente de acordo com as instruções programadas da guitarra tocada por Metheny. Uma espécie de caixa de música ou de orquestra ex-macchina, tornando os músicos redundantes e fazendo de Metheny o dono daquilo tudo, auto-suficiente, glorificando o supremo poder da guitarra, para quem os outros instrumentos são meros apêndices. Pese embora o putativo caracter inovador e revolucionário daquilo (com a inestimável colaboração cibernética e sonora de Yamaha), a soberba de Metheny deixou-me alguma indisposição.
Ver www.patmetheny.com/orchestrioninfo/ sobre o projecto referido no comentário anterior. De facto, o título do último CD é exactamente "Orchestrion".
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