Em Itália a vontade popular excede-se em sabedoria. Depois de ter dado a maioria a Berlusconi, a nível nacional, deu a maioria a Alemanno em Roma, um candidato de direita que se passeou com símbolos do mais radical extremismo nacionalista durante a campanha. E o homem diz que a sua prioridade será combater a criminalidade, o que para ele significa perseguir romenos, nigerianos, marroquinos e quejandos. Esses são os demónios que fazem mal aos inocentes e timoratos romanos cuja simpatia vai ao ponto de dar emprego e salários de príncipe a esses ingratos energúmenos. O perdedor foi um tal Rutelli, ex-Presidente da Câmara de Roma (lá diz-se síndaco) e ex-vice-primeiro-ministro de Prodi. É irritante esse Rutelli. Diz sempre as mesmas banalidades com um tom professoral e declamatório que provoca irritação nos tímpanos e no cérebro.
A última de Berlusconi foi mandar às malvas a Air France-KLM, grupo que propôs um plano de salvamento credível para a Alitalia. Mas, o Cavaliere não podia aceitar que franceses e holandeses se apoderassem da querida e arruinadíssíma companhia de bandeira. Para evitar a falência da dita-cuja, o governo italiano injectou mais 300 milhões de euros dos contribuintes. Para grande reprovação da Comissão Europeia que gritou "ó da guarda"... ajudas de Estado indevidas. Mas, Berlusconi ergue o orgulho nacional aos quatro ventos e assegura que haverá benevolentos empresários italianos com maior amor à Pátria do que à carteira...
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