Sarkozy, o filho de imigrantes húngaros, ganhou hoje as presidenciais francesas com 53% dos votos contra 47% de Ségolène Royal, resultados próximos das mais recentes sondagens. A abstenção foi de novo muito baixa. A principal explicação (estatística) para a vitória de Sarkozy (35% na 1a. volta) foram os votos dos eleitores de Le Pen (11% na 1a. volta). Efectivamente, 66% votaram Sarkozy na 2a. volta, 15% votaram Royal e 19% abstiveram-se. Le Pen tinha apelado a uma abstenção maciça... Quanto aos eleitores do "centrista" Bayrou (19% na 1a. volta) distribuíram-se igualmente pelos dois finalistas: 40% Sarkozy, 40% Royal e 20% abstiveram-se. No discurso logo após o anúncio dos resultados, Sarkozy disse que os valores da sua presidência serão: o trabalho, a autoridade, a moral, o respeito e o mérito... Enalteceu o amor pela Pátria: "os franceses têm de ser orgulhosos do seu país" (ainda mais?). Declarou a sua simpatia pelos Estados Unidos e a necessidade de estreitar ainda mais as relações entre a França e aquele país. Apelou a uma cooperação reforçada da Europa com os países do Norte de África e ao desenvolvimento do Mediterrâneo como espaço geo-político cada vez mais central. Apropriou-se de um dos temas favoritos da sua adversária, dizendo querer defender as mulheres em todas as situações em que sofram de marginalização ou submissão ("fim às burkas", proclamou).
domingo, maio 06, 2007
Sarko
Sarkozy, o filho de imigrantes húngaros, ganhou hoje as presidenciais francesas com 53% dos votos contra 47% de Ségolène Royal, resultados próximos das mais recentes sondagens. A abstenção foi de novo muito baixa. A principal explicação (estatística) para a vitória de Sarkozy (35% na 1a. volta) foram os votos dos eleitores de Le Pen (11% na 1a. volta). Efectivamente, 66% votaram Sarkozy na 2a. volta, 15% votaram Royal e 19% abstiveram-se. Le Pen tinha apelado a uma abstenção maciça... Quanto aos eleitores do "centrista" Bayrou (19% na 1a. volta) distribuíram-se igualmente pelos dois finalistas: 40% Sarkozy, 40% Royal e 20% abstiveram-se. No discurso logo após o anúncio dos resultados, Sarkozy disse que os valores da sua presidência serão: o trabalho, a autoridade, a moral, o respeito e o mérito... Enalteceu o amor pela Pátria: "os franceses têm de ser orgulhosos do seu país" (ainda mais?). Declarou a sua simpatia pelos Estados Unidos e a necessidade de estreitar ainda mais as relações entre a França e aquele país. Apelou a uma cooperação reforçada da Europa com os países do Norte de África e ao desenvolvimento do Mediterrâneo como espaço geo-político cada vez mais central. Apropriou-se de um dos temas favoritos da sua adversária, dizendo querer defender as mulheres em todas as situações em que sofram de marginalização ou submissão ("fim às burkas", proclamou).
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2 comentários:
Então e as outras eleições? Ninguém fala do Jardim??
O Jardim é Idade Média com folclore à moda da Madeira, pago pelos contribuintes continentais e europeus. O Senhor compra a fidelidade dos Servos com benesses e obras públicas e os Servos não são ingratos e votam onde é preciso (até agora, uma maioria tem ganho com o sistema...). Como se dizia hoje no telejornal da RTP, não há quase nenhuma família madeirense sem um ou mais membros assalariado(s) do governo regional. Em resumo, a vitória esmagadora de Jardim é perfeitamente natural e explicável (a) pelas mudanças radicais na economia (pública) da ilha, (b) pela súbtil repressão de muitos cidadãos através do tráfico e chantagem dos interesses e (c) (justiça lhe seja feita...) pelo carisma e desaforo do próprio Jardim.
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